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Manual da Gestante

Manual da Gestante

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Manual da Gestante

notas:
4.5/5 (6 notas)
Duração:
125 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
4 de dez. de 2017
ISBN:
9788554540487
Formato:
Livro

Descrição

O Manual da gestante é um guia completo para este momento tão especial na vida da mulher. Saiba as principais vacinas e doenças que podem trazer riscos para a gestação. Assuntos como pré-eclâmpsia, gestação gemelar, prematuridade, diabetes gestacional e outros são abordados detalhadamente. Participações de renomados profissionais: psicólogas, psiquiatra, dermatologista, fisioterapeuta, coach do sono do "bebê e educadora física complementam o conhecimento para a mulher sentir-se pronta para este momento."
Editora:
Lançados:
4 de dez. de 2017
ISBN:
9788554540487
Formato:
Livro


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Manual da Gestante - Adriana de Góes Soligo

I. Acompanhamento periódico

A gravidez é um momento sublime para toda mulher, mas também é um período que exige cuidados especiais, a fim de proteger a saúde da gestante e do bebê. Afinal, o corpo feminino passa por muitas transformações para se adaptar a essa nova condição. Nesse sentido, o acompanhamento pré-natal, que envolve a realização de uma série de exames durante a gestação, é fundamental para proporcionar uma gravidez mais segura e feliz.

Com os exames, é possível identificar e tratar precocemente muitos problemas que, em geral, tendem a afetar a mulher e o bebê. Por isso, recomenda-se que as mães iniciem o pré-natal assim que souberem da gravidez. Ou melhor, que realizem os exames quando planejarem engravidar.

Após confirmada a gestação, os primeiros exames solicitados são os de sangue, os quais poderão detectar várias alterações que podem interferir na evolução saudável de uma gravidez, como as anemias e as infecções bacterianas ou virais. Tais alterações podem ser corrigidas logo no início da gestação.

Através de exame de sangue, verifica-se ainda, a tipagem sanguínea (ABO/fator Rh), a fim de checar a compatibilidade sanguínea do casal. A incompatibilidade sanguínea não tratada adequadamente na primeira gravidez pode levar a graves comprometimentos do feto em uma segunda gestação. Hoje, já existem medicações para solucionar o problema, indicadas a partir da primeira gestação.

Além disso, outros exames importantes são os de sorologia para doenças infecciosas, por meio dos quais é possível detectar Hepatite B ou C, AIDS, Sífilis e outras parasitoses, como Toxoplasmose, Rubéola etc. Paralelamente, solicita-se o exame de urina, que permite detectar a existência de infecções urinárias, bastante comuns na gravidez. Isto se deve à compressão da bexiga pelo útero, à medida que ele cresce, levando a um esvaziamento incompleto da bexiga, o que aumenta a chance de infecção urinária. As infecções urinárias devem ser tratadas imediatamente, a fim de evitar complicações, como o parto prematuro.

Vale ressaltar que durante a gravidez, as alterações metabólicas provocam uma queda da imunidade da mãe. Dessa forma, uma infecção que normalmente poderia ser curada em alguns dias, em uma gestante pode levar muito mais tempo. Daí a importância do diagnóstico precoce.

Logo após a confirmação da gravidez, recomenda-se ainda o teste de glicemia, essencial para verificar se a mãe é diabética ou se tem tendência para desenvolver a doença durante a gestação. A falta de controle da taxa de glicemia pode acarretar diversas consequências como parto prematuro e até perda do bebê.

Os valores da glicemia de jejum podem ficar elevados por diversas razões. Caso isso aconteça, indica-se posteriormente o teste de sobrecarga oral de glicose. Nesse exame, ingere-se um líquido adocicado e, após duas horas, mede-se a taxa de glicemia no sangue, a fim de descartar a existência da diabetes.

Geralmente, esses exames de glicemia de jejum e de sobrecarga oral de glicose são repetidos também no último trimestre da gravidez para confirmar se gestante não desenvolveu intolerância à glicose ou diabetes gestacional, devido também às alterações metabólicas.

Com cerca de 28 semanas de gravidez, solicitam-se todos os exames iniciais de sangue, inclusive sorologia, para descartar a janela sorológica, já que existem vírus que demoram de três a seis meses para serem detectados em exames.

O exame de ecocardiograma fetal está indicado para rastrear malformações no coração do bebê e deve ser feito quando há familiares com malformação cardíaca ou alteração cardiológica detectada no exame de ultrassonografia morfológica realizada em torno de 22 semanas de gravidez. Se necessário, o ecocardiograma fetal deve ser realizado em torno de 26 semanas de gravidez (entre 24 e 28 semanas).

Além dos exames de sangue, está indicada, entre 35 e 37 semanas de gravidez, coleta de cultura de secreção vaginal e anal com pesquisa de estreptococo do grupo B, clamídia e gonococo.

A ultrassonografia é exame essencial na gravidez, para confirmar a idade gestacional e verificar se não há gravidez ectópica, ou seja, fora do útero. Recomenda-se a primeira ultrassonografia obstétrica entre 6 e 8 semanas de gravidez.

Para descartar uma gravidez fora do útero e/ou abortamento, geralmente é solicitado também um exame de Beta-hCG quantitativo, que indica a concentração do hCG, hormônio produzido logo depois da fixação do embrião na parede do útero. Essa concentração deve aumentar progressivamente durante a gravidez. Se isso não ocorrer e se na ultrassonografia não foi possível detectar o saco gestacional no útero, deve ser considerada a possibilidade de uma gravidez ectópica ou abortamento.

Os exames de ultrassonografia estão indicados nas diversas fases da gravidez. Veja a seguir os exames ultrassonográficos indicados:

US morfológica do primeiro trimestre: está indicadoa com idade gestacional entre 11 e 13 semanas e seis dias. Leia mais sobre isso na página 23.

US morfológica do segundo trimestre: deve ser realizada entre 20 a 24 semanas de gravidez. Esse exame tem a finalidade de avaliar o desenvolvimento dos órgãos internos do bebê.

A partir de 26 semanas de gravidez, os exames de ultrassonografia podem ser complementados pela avaliação do fluxo sanguíneo entre o útero, placenta e bebê, denominado estudo de dopplerfluxometria colorido. Este exame é indicado para detectar alterações no fluxo sanguíneo, o que pode significar sofrimento fetal e, muitas vezes, indicar a interrupção da gestação precocemente.

A partir do terceiro trimestre, os exames de ultrassonografia são indicados com intervalo específico para cada paciente, de acordo com os riscos da gravidez, doenças diagnosticadas e resultados dos exames realizados.

Ultrassonografia 4D: este exame tem a finalidade de detectar malformações da face do bebê ou para complementar algum achado no exame de ultrassonografia convencional (2D). Deve ser realizado entre 28 e 34 semanas para aquisição das melhores fotos do rostinho do bebê.

Os pais adoram este exame, pois ameniza a ansiedade de saber como é o bebê. As imagens obtidas são muito parecidas com o bebê ao nascimento.

À medida que os meses vão passando, é preciso redobrar a atenção aos sinais do corpo – seja para evitar o parto prematuro, seja para indicar que o trabalho de parto já começou.

II. Idade gestacional

O cálculo da idade gestacional é feito a partir da data da última menstruação (DUM). Não é considerada a data da concepção neste cálculo.

1. Anote a data da menstruação em dia / mês / ano.

Exemplo 1: DUM: 10/12/2016.

Para saber a idade gestacional, devemos somar os dias até a data atual. Considerando como data atual 05/05/2017, deve-se

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  • (5/5)
    Recomendo ótimo livro tem tudo que queria avaliação gestante 1 vez recomendo mesmo esse direitinho deste parto