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A Noiva Adúltera: Quando o Pastor Tem um Caso com a Igreja
A Noiva Adúltera: Quando o Pastor Tem um Caso com a Igreja
A Noiva Adúltera: Quando o Pastor Tem um Caso com a Igreja
E-book195 páginas3 horas

A Noiva Adúltera: Quando o Pastor Tem um Caso com a Igreja

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Sobre este e-book

Este livro é uma denúncia profética inspirada em João (3:29), que diz: "A noiva pertence ao noivo. O amigo que serve ao noivo e que o atende e o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria, que agora se completa." De forma simples, o Adultério Espiritual é reconhecido pelo estado quase patológico de dependência emocional, no qual um líder espiritual sente-se totalmente vinculado aos seus liderados e estes presos à sua liderança espiritual adoecida. O Pastor gradativamente vai abandonando o altar secreto da intimidade com Deus, o leito sem mácula, a mesa da comunhão e a herança do Senhor, que são seus filhos, e joga-se nos braços daquela que deveria ser edificada como a Noiva de Cristo.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento13 de abr. de 2020
ISBN9788582455463
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    Pré-visualização do livro

    A Noiva Adúltera - Jackson de Aquino

    TI

    Ezequias inspirou-se em seu pai Davi, o qual, embora não tenha sido seu progenitor, era seu antepassado e, sem dúvidas, uma excelente referência no que tange a tocar o coração de Deus e mover-se conforme as diretrizes do céu. Entretanto, após inúmeras batalhas vencidas em nome de Deus, dentre elas a tensa guerra contra Senaqueribe, o rei da Síria, onde o sobrenatural livramento operado pelo Senhor dos Exércitos tornou-se um testemunho, o rei recebe a notícia que irá morrer e que precisa com a máxima urgência colocar sua casa em ordem.

    PÕE EM ORDEM TUA CASA, PORQUE MORRERÁS, E NÃO VIVERÁS! (II REIS 20:1)

    Esta notícia vinda do trono de Deus através do Profeta Isaías apavorou Ezequias a ponto de fazê-lo chorar desesperadamente, apresentando ao Senhor seus feitos e pleiteando mais tempo de vida. Nessa interminável lista de realizações, na qual os méritos eram pessoais, Deus, por misericórdia, concedeu-lhe mais quinze anos, a casa numérica do descanso. Assim, pediu Ezequias que o relógio de Acaz, o instrumento profético que cronometrava o tempo natural, retrocedesse dez graus. Este ato demonstra que o rei havia se desconectado de uma paternidade de destino no padrão divino para ligar-se à sua paternidade terrena, com padrões naturais de existência.

    Após o sinal dado, o rei cometeu desatinos. Ao invés de obedecer às orientações divinas para colocar sua casa no prumo, o rei simplesmente se esbalda com a Babilônia, revelando os segredos que tinha com Deus e alimentando seu ego com soberba. O resultado desses anos de lambuja fora o nascimento de Manassés, um rei déspota, pior que seu avô, capaz de proceder de forma hedionda diante do Eterno.

    Deus queria promover Ezequias, para subir níveis espirituais ainda desconhecidos e alcançar patamares de realizações milagrosas em Deus em dimensões inimagináveis. Para tanto, o rei precisaria colocar sua casa no lugar, mas cuidou de ocupar-se ativamente de seu reinado, deu mais valor ao trono do que à sua família e foi reprovado. Espero sinceramente que este livro venha ajudá-lo a fechar esses vazamentos, compreendendo a vontade do Senhor para sua trajetória, curando sua família e conduzindo seu chamado ao modo de Deus.

    Ponha sua casa em ordem!

    AP. LUIZ HERMÍNIO

    Presidente do Ministério MEVAM

    Uma das profecias intensas sobre a destruição da rainha Jezabel é o drástico fato de que não haveria quem a enterrasse. Em geral, hebreus e povos da antiguidade têm seu próprio cemitério, valorizam não apenas o nascimento, mas também a hora da morte. O luto é um tempo de sabedoria e crescimento e ministra profundamente a existência. Na antiga cultura judaica, o sepultamento sempre foi guardado com zelo, porque tão importante quanto o nome redentivo que o indivíduo recebia em seu nascimento, o qual definiria sua identidade durante a vida, era a forma como esta mesma pessoa finalizava seu ciclo na terra, como concretizava seu tempo, se havia ou não cumprido o seu propósito. Não ter quem a sepultasse era vergonhoso. Acaz, pai de Ezequias, pelas maldades que praticou, foi lançado numa cova fora do lugar onde os reis eram sepultados. Como esposa de um rei, Jezabel não teria honrarias em seu último adeus.

    Muitas vezes identificamos a infiltração do espírito de Jezabel na igreja e precisamos nos mover impetuosamente, com a ousadia necessária para sair de baixo desse manto. É como o conhecido caso daquele vizinho franzino e baixinho que durante a semana de trabalho passa de cabeça baixa, dominado pela timidez, mas que, nos finais de semana, após um porre no boteco da esquina, abre a camisa de botões, se descabela, sai na porta do bar e quer brigar com o mundo, chamando todos para cair na pancada. Comédia Dell’arte? Não, esse comportamento é típico do alcoólatra passivo. Depois do quarto dedinho de bebida destilada num copo de extrato de tomate, transforma-se num gigante Golias, mostrando-se corajoso e querendo tirar as diferenças guardadas por detrás da vergonha que o consome.

    Você, que entenderá este livro como uma revelação, junte-se aos que compreenderam esta denúncia profética de maneiraa usá-la como ferramenta espiritual, e não apenas como um porre na consciência para ir à forra. Isto demonstrará que, impelido na unção de Jeú, você derrubará esses comportamentos cristalizados que estavam sobre sua vida. Então, levantemo-nos entusiasmados e vamos contra essa entidade que oprime o povo de Deus. A bíblia nos conta que Jeú cavalgou como um lunático em direção ao castelo e corajosamente cumpriu a profecia destinada ao império do controle e da manipulação, mas não foi Jeú quem empurrou a bruxa da torre, e sim os servos castrados dela. Talvez, cansados da manipulação, marchemos vitoriosamente contra os estigmas ditatórios e opressores que diagnosticamos nesta obra literária. Os passivos vitimados, figurados neste texto pelos eunucos, agora tentam destruí-la e derrubá-la, tirando-a de seu poderio de trevas e a expondo sob a luz da Palavra.

    Jeú nos inspira! Quando imaginamos o guerreiro empunhando a espada em seu cavalo veloz como o vento, sentimo-nos empoderados a cumprir esta missão. Tudo funciona muito bem quando estamos valentes e fortes pela ousadia do Espírito e a motivação da Palavra, mas não leia estes trechos pensando em pessoas, e não agrida por vingança, levando os sofrimentos para o campo pessoal. Alguns poderão construir a imagem de seu líder enquanto leem estes parágrafos, mas minha motivação não é oferecer aos profetas uma lista estereotipada para rotularem sua liderança como Jezabélica. Afinal de contas, nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados, potestades e hostes da maldade que governam este mundo tenebroso. Sei que é inevitável perceber nos relatos aqui descritos situações corriqueiras de sua congregação e voltar a dormir tranquilo como se nada tivesse acontecido, deixando tudo exatamente como está, mas não entenda que este livro está como uma arma afiada que agride autoridades constituídas por Deus, nem o compreendacomo um recado encomendado a quem está no comando da igreja. Leia esta carta do céu como um conselho profético curador.

    "Depois Jeú veio a Jizreel, o que ouvindo Jezabel, pintouse em volta dos olhos, enfeitou a sua cabeça, e olhou pela janela.

    E, entrando Jeú pelas portas, disse ela: Teve paz Zinri, que matou a seu senhor?

    E levantou ele o rosto para a janela e disse: Quem é comigo? quem? E dois ou três eunucos olharam para ele.

    Então disse ele: Lançai-a daí abaixo. E lançaram-na abaixo; e foram salpicados com o seu sangue a parede e os cavalos, e Jeú a atropelou.

    Entrando ele e havendo comido e bebido, disse: Olhai por aquela maldita, e sepultai-a, porque é filha de rei.

    E foram para a sepultar; porém não acharam dela senão somente a caveira, os pés e as palmas das mãos.

    Então voltaram, e lho fizeram saber; e ele disse: Esta é a palavra do Senhor, a qual falou pelo ministério de Elias, o tisbita, seu servo, dizendo: No pedaço do campo de Jizreel os cães comerão a carne de Jezabel.

    E o cadáver de Jezabel será como esterco sobre o campo, na herdade de Jizreel; de modo que não se possa dizer: Esta é Jezabel." (II Reis 9:30-37)

    Sou de uma cidade portuária no litoral do sul do Brasil. Sol, praia, areia fofa, maresia e turistas. Ah, os turistas! Cobrem nosso sol com guarda-sóis imensos, ocupam toda a orla, sujam a areia com embalagens vazias e pontas de cigarro, e ainda misturam perfumes do mundo inteiro à brisa leve do mar aberto. Claro, trazem consigo suas vantagens econômicas para alimentar o capitalismo turístico desenfreado, mas essa mistura do verão sempre dá o que falar. Quando a estação mais quente do ano termina, eles se evadem e as praias tornam-se desertas. Invadem nossa praia e sua cultura fica impregnada no morador local, e depois se vão, talvez levando também consigo um pouco de nós. Embora eles se despeçam com promessa de retorno, a cidade caminha com sua atmosfera hospitaleira. Já que os nativos são descendentes diretos de açorianos, nada impede que a boa prosa continue nas praças entre aposentados, que haja peixe fresco na banca do mercado público, e que os transatlânticos continuem aportando no marco zero, trazendo novidades. Enfim, nossa cidade tem seu charme, independente do clima.

    Como neto e filho de trabalhadores portuários, ouvi desde cedo as situações corriqueiras de um lugar receptivo e liberal em relação ao mundo. Na mesa, em casa, no almoço em família, o comentário era sempre o mesmo: a movimentação das cargas vindas de pontos longínquos e de alguns que, carregados, seguiam seu destino. Navios de países que só conhecíamos no Atlas de geografia atracavam no cais, trazendo suas curiosas culturas, enquanto outros sumiam no horizonte, levando consigo um pedaço da gente. Era comum, no comércio local, ver e ouvir pessoas com línguas tão diferentes que pareciam fazer o pedido usando a frase de trás para frente no balcão. Todos os dias os cargueiros seguiam seu curso rumo ao invencível mar aberto e, ao mesmo tempo, outros atracavam em terra firme, oferecendo-nos uma ampla visão de mundo. A base da vida local era o porto, e perifericamente um emaranhado de empresas ilimitadas eram geradas. Isto ia desde prostíbulos poliglotas e tráfico de drogas a despachantes aduaneiros, agentes marítimos e serviços internacionais. O comportamento do povo ia do imoral e ilegal caseiramente bolado ao vício diplomático de alto gabarito de fechar bons negócios em nível mundial, tudo promovido pelo jeito brejeiro dos moradores.

    Imagino que assim era Éfeso, atual Turquia. Globalização já era papo bíblico-teológico por aquelas bandas em tempos remotos. O coração efésio era uma terra de portal, cada habitante um indivíduo do mundo. Uma localidade que, ao mesmo tempo influenciada, tornava-se influenciadora. Aquela localidade precisava fechar suas entradas comerciais para descobertas negativas, mas também abrir-se aos polos para soprar aos quatro ventos suas intensas revelações celestes. Tudo o que se ouvia de novo da parte de Deus transformava-se em uma pandemia apostólica e profética que repercutia de maneira viral, presenteando outros lugares com os fundamentos revelados sobre o Reino de Deus.

    Uma carta Paulina era um recado às nações e por vielas e canais contingenciavam visões privilegiadas de um padrão divino corrompido pela mercantilização social e decadência moral. É fato, toda cidade margeada pelo bravio oceano e sediada por um porto torna-se um local de excessiva circulação de pessoas, gente de todo o planeta que acessa aquela jurisdição carregando seus costumes, dogmas, crenças, informação gerada no âmago de suas culturas. Da mesma maneira, um porto exporta, manda embora seu jeito de ser para se fazer conhecido. De seu cais saem personalidades e mercadorias que irão passear ao redor do globo, incluindo sua fé e suas novas descobertas. Tudo o que é produzido nas regiões circunvizinhas acaba sendo escoado e, por fim, transformado.

    Deus sabia disso, por isso fez de Éfeso um canal potencial de comunicação com o velho mundo, estabelecendo ali, através das reveladas instruções do humilde apóstolo Paulo, fundamentos espirituais balizadores para o futuro das nações. Por esse motivo, o foco de sua carta aos efésios fala do propósito eterno de Deus, inspira o coração do homem com segredos espirituais insondáveis ao seu intelecto, vai além da sensível película do natural, adentrando em conjunturas sobrenaturais de alto nível. Os populares convertidos foram impactados por um conhecimento súbito vindo das entranhas do soberano Deus na origem, foram dados tratados em dimensões transcendentais. Contudo, o mais curioso é a lisura dessas potentes informações do céu, sendo destrinçadas no dia a dia. Toda essa revelação foi interpretada de forma simples, cartesiana e singela nas relações familiares e interpessoais.

    Pincela num prisma macro a revelação da eternidade e se utiliza de modelos micro para o estabelecimento na terra. Uma estratégia de ensino em que todos pudessem entender com exemplos cotidianos o recado de Deus para o homem. Quanta sabedoria prática! Efésios fala de pais e filhos; patrão e empregado; congregação e sociedade; esposo e esposa. Deus é essencialmente didático. Arrisco dizer que Deus é, inclusive, pedagógico. Ele demonstra exemplos no reino físico de algumas realidades espirituais invisíveis num discipulado universal, o que facilita o aprendizado espiritual, usando simbologias comuns à vida para expressar fundamentos divinos inacessíveis ao homem natural, que só alcançam significado mediante a prática corriqueira nos modismos rotineiros.

    Para ser mais claro, uso de exemplos pessoais: gosto de brincar de faz de conta com meu filho Arthur, que já aos dois ou três anos de idade vivia as mais divertidas aventuras com símbolos e fantasias. Com nome de rei, nosso garotinho ouve e revive as típicas histórias épicas infantis. Vamos convir que governar sobre nações nunca foi tão fácil, mas com uma coroa cortada em papel de revista velha, um cavalo feito de vassoura, uma espada arranjada com um pau de cortina e uma capa improvisada num cobertor surrado, ele experimenta diferentes temas medievais. Os livros ganham vida e facilmente podem ser revividos em momentos prazerosos entre pai e filho. É incrível como uma caixa de papelão, um guarda-chuva armado e um pano de chão podem em segundos se transformar em um barco pirata, cruzando os sete mares em aventuras de arrancar o fôlego. É interessante ver como Arthur gosta de se autoafirmar nesses jogos infantis,

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