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Logística tributária e fiscal: Aspectos fiscais e tributários no cotidiano das operações logísticas

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Logística tributária e fiscal: Aspectos fiscais e tributários no cotidiano das operações logísticas

notas:
5/5 (2 notas)
Duração:
396 páginas
3 horas
Editora:
Lançados:
5 de out. de 2018
ISBN:
9788567839127
Formato:
Livro

Descrição

O presente livro apresenta um panorama geral dos aspectos fiscais e tributários relacionados a algumas atividades mais importantes da logística: a armazenagem, o transporte e outras. É direcionado a todos os profissionais envolvidos em operações logísticas, e passa uma visão macro de como se dá a tributação das atividades logísticas evidenciando cuidados e atenção a serem tomados durante estas operações.

O livro não entra na seara acadêmica de discussões conteituais que envolvem o ICMS. Traz a experiência prática vivida pelos autores no dia-a-dia das empresas do segmento logístico, apresentando a difícil missão de conciliar uma legislação arcaica, sobretudo em relação ao ICMS, com a dinâmica e evolução das operações comerciais da área. Por conta da "era digital" (SPED, CT-e, MDF-e etc.), expõe a importância das empresas redobrarem a atenção e os cuidados na hora da estruturação das operações e definição dos procedimentos pertinentes. Portanto, o livro é indispensável a todos os profissionais envolvidos nas operações logísticas e que necessitam de informações confiáveis sobre como tratar os aspectos tributários nessas operações.
Editora:
Lançados:
5 de out. de 2018
ISBN:
9788567839127
Formato:
Livro


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Logística tributária e fiscal - Milton Hashimoto de Moraes

comentaremos.

Armazém Geral

Uma alternativa fiscal muito usada nas operações logísticas para armazenagem e distribuição de mercadorias é o Armazém Geral.

O Armazém Geral foi instituído pelo Decreto Federal nº 1.102/1903 e a Junta Comercial é o órgão responsável pelas diretrizes do Armazém Geral.

No âmbito estadual o Armazém Geral é uma atividade vinculada ao regulamento do ICMS – Imposto Sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação de todos os Estados do País.

Na esfera federal o Armazém Geral não é contribuinte do IPI.

Geralmente, os critérios para a escolha em utilizar o Armazém Geral são:

•empresas que terceirizam toda a atividade de armazenagem e distribuição;

•empresas com falta de espaço físico em determinado pico de vendas ou produção;

•início imediato das operações;

•empresas que optam por manter controle e apuração de impostos centralizados em seus estabelecimentos fabris e/ou comerciais;

•empresas com sistema adequado para a transmissão de dados no sistema de Armazém Geral.

As empresas depositantes das mercadorias (clientes) podem utilizar o Armazém Geral localizado no mesmo Estado ou em outro Estado. Neste último caso, deve ser observado o aspecto fiscal relacionado à forma de emissão de notas fiscais e tributação do ICMS e ICMS-ST.

As obrigações fiscais e as licenças devem ser muito bem controladas, para não expor o Armazém Geral e também os clientes a riscos fiscais desnecessários.

Em alguns Estados, a fiscalização tem autuado Armazéns Gerais que não estão habilitados pela Junta Comercial, exigindo o ICMS na movimentação das mercadorias entre o depositante e o armazém.

Ter o CNPJ e a inscrição estadual com o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) de Armazém Geral não é suficiente para operar como Armazém Geral, é necessário obter a Matrícula da Junta Comercial.

Atualmente para a abertura do Armazém Geral, a Receita Federal e a Secretaria da Fazenda não estão concedendo o CNPJ e a inscrição estadual sem a apresentação da Matrícula.

O ICMS e o Armazém Geral

Nas operações onde o depositante está localizado no mesmo Estado que o Armazém Geral, não há tributação do ICMS na remessa ou no retorno da mercadoria.

No entanto, quanto o depositante está localizado em Estado diferente onde o Armazém Geral está localizado, há a tributação do ICMS.

A alíquota interestadual atualmente é 7% e 12% dependendo do Estado de destino da mercadoria.

Além do ICMS normal, há Estados que exigem a tributação do ICMS-ST para os produtos sujeitos à substituição tributária. Portanto, as empresas devem analisar a legislação do seu Estado para se certificar sobre o correto tratamento tributário a ser aplicado na entrada ou na saída da mercadoria no Armazém Geral.

Para os produtos importados, a alíquota do ICMS de 4% nas operações interestaduais deve ser observada, desde a remessa efetuada pelo depositante localizado em outro Estado assim como na respectiva saída desta mercadoria do Armazém Geral para outro Estado.

Importante observar que, embora o ICMS seja recolhido pelo Armazém Geral, a empresa depositante, proprietária da mercadoria, deve reembolsar o imposto ao operador logístico.

Na prática, o ICMS a ser recolhido é apurado no início do mês, sendo informado o valor ao depositante proprietário da mercadoria, e um dia antes de ser recolhido ao Estado, o valor é depositado na conta corrente do Armazém Geral.

Devido a sua relevância, este assunto deve ser informado ao cliente na fase de pré-venda e constar em cláusula contratual.

Qual o valor da mercadoria na operação interestadual

Item importante no que diz respeito ao valor a ser utilizado no envio da mercadoria ao Armazém Geral, quando o remetente da mercadoria (depositante) está localizado num Estado e o Armazém Geral em outro.

Importante esta questão por envolver a tributação do ICMS para o remetente da mercadoria e também para o Armazém Geral.

No Estado de São Paulo, a Secretaria da Fazenda, através de diversas Respostas a Consultas, entre as quais destacamos a de número 371/2011, em seu item 8 deu o seguinte entendimento:

"8. Registre-se, também, que este órgão consultivo já se manifestou no sentido de que a base de cálculo relativa à remessa do estabelecimento depositante para o armazém geral é a prevista nos incisos II ou III do artigo 15 da Lei Complementar 87/1996 - o preço FOB estabelecimento industrial/comercial à vista, caso o remetente seja industrial/comerciante - que corresponde ao artigo 25, incisos II ou III, da Lei nº 6.374/1989 e ao artigo 38, incisos II ou III, do RICMS/2000."

Portanto, de acordo com as instruções da Secretaria da Fazenda utiliza-se o preço FOB à vista na determinação do valor da mercadoria na nota fiscal de Remessa para Armazenagem.

Convém destacar que em muitos Estados a fiscalização do ICMS não aceita a entrada de mercadoria em Armazém Geral por valor superior ao valor da venda, sob a prerrogativa de que o remetente do Estado de origem está agindo desta forma para enviar crédito do ICMS ao Armazém Geral para que este recolha menos imposto ao seu Estado.

Por exemplo, o remetente envia mercadoria ao Armazém Geral por R$ 1.000,00 com ICMS calculado pela alíquota de 12%. Por ocasião da venda desta mercadoria o valor negociado é de R$ 70,00, hipótese em que o armazém emite sua nota fiscal para acompanhar o transporte da mercadoria com destaque do ICMS calculado pela alíquota de 18%.

Nesta situação o Armazém Geral pode ser penalizado com auto de infração, sob a alegação de que está saindo mercadoria com base de cálculo inferior ao devido.

Esclarecemos, no entanto, que se for caso esporádico há argumentos para explicar ao fisco, o que temos presenciado em muitas empresas é que quando ocorre esta situação é porque houve um grande volume de vendas fazendo a redução acentuada do preço da mercadoria.

Porém se for uma prática constante, aconselhamos as empresas envolvidas a fazerem uma análise nos procedimentos para evitar possíveis problemas com a fiscalização.

Aspectos a serem observados no retorno da mercadoria

No retorno da mercadoria depositada no Armazém Geral, seja no retorno físico ou no retorno simbólico, alguns aspectos devem ser observados para não se ter nenhum risco fiscal:

•O valor da mercadoria na nota fiscal de retorno deve ser o mesmo valor constante na nota fiscal de remessa para o armazém. Geralmente as empresas utilizam o FIFO (First In, First Out) , que significa primeiro a entrar, primeiro a sair.

O valor deve ser o mesmo por se tratar de retorno da mercadoria.

Se ocorrer diferença no estoque, em caso de fiscalização, o fisco toma por base a nota fiscal de remessa e a nota fiscal de retorno e se ocorrer diferença nos valores pode gerar auto de infração para o Armazém Geral.

•Certificar-se que o fluxo operacional de emissão de nota fiscal de retorno simbólico está funcionando perfeitamente bem, de tal forma que nenhuma nota fiscal deixe de ser emitida, pois conforme mencionamos anteriormente, há o risco de atuação no confronto entre nota fiscal de remessa e de retorno no caso de diferença no estoque.

Importante destacar que a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo dispõe de um sistema que cruza os valores das entradas e saídas de mercadorias, através do CFOP – Código Fiscal de Operações, declaradas em uma Guia de Informação entregue mensalmente.

A Guerra Fiscal e o Armazém Geral

Convêm alertar as empresas, ainda que em breve síntese, sobre os aspectos relacionados à chamada guerra fiscal no recebimento da mercadoria incentivada no Armazém Geral.

A caracterização de determinado incentivo como tal ocorre devido ao fato de os programas de incentivos fiscais não terem sido aprovados pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), eles se inserem no contexto da chamada guerra fiscal. Ou seja, em termos práticos, os créditos do ICMS aproveitados pelo Armazém Geral poderão ser objeto de questionamento fiscal.

Isto acontece porque o Estado de destino da mercadoria não aceita que o destinatário se credite integralmente do imposto destacado na Nota Fiscal (7% ou 12%) sob o argumento de que ao utilizar o crédito presumido do programa de incentivo fiscal o remetente da mercadoria não pagou toda esta carga de ICMS destacado na nota fiscal, razão pela qual o mesmo não pode ser considerado imposto pago para fins da não-cumulatividade do ICMS.

Para exemplificar esta situação, vamos supor que o depositante da mercadoria tenha incentivo fiscal na saída da mercadoria, que resulte em um crédito presumido de 8%, assim, apesar do depositante destacar o ICMS pela alíquota de 12% na nota fiscal, o Armazém Geral não poderia se creditar dos 12% de ICMS, mas somente do valor correspondente a 4%, que foi o valor pago pelo depositante ao Estado de origem da mercadoria.

A fiscalização estadual pode autuar o Armazém Geral por crédito indevido de 8%, caso a legislação local faça restrição quanto às mercadorias oriundas de Estado que concedeu incentivo fiscal unilateralmente, isto é, sem a aprovação do Confaz.

Por conta disso, ressaltamos que para toda mercadoria de depositante localizado em outro Estado deve ser feita análise prévia se é uma mercadoria incentivada, que implique na utilização de benefício fiscal que se insira no contexto da chamada guerra fiscal, uma vez que a adoção do crédito integral do imposto poderá implicar em risco a ser suportado pela empresa de Armazém Geral.

Cláusulas fiscais no contrato de prestação de serviços

No contrato de prestação de serviços com o cliente (depositante) é importante que tenham cláusulas fiscais que de certa forma deem respaldo legal ao Armazém Geral caso seja autuado por causas motivadas pelo cliente, como, por exemplo: o ICMS a ser recolhido pelo Armazém Geral deve ser reembolsado pelo cliente.

Fluxo fiscal do Armazém Geral

Demonstraremos a seguir os fluxos fiscais previstos na legislação estadual.

Esses fluxos são a regra geral da legislação do ICMS, no entanto, esclarecemos que para cada Estado deve ser verificado se a legislação local impõe alguma norma específica, pois, como sabemos, cada Estado tem legislação própria do ICMS.

Principais características

•Quando o Armazém Geral e o depositante estão localizados dentro do mesmo Estado, na movimentação de mercadorias não há ICMS.

•O Armazém Geral deve ser habilitado pela Junta Comercial.

•Este fluxo é utilizado quando a mercadoria é destinada a estabelecimento de terceiro, saindo do Armazém Geral com a nota fiscal de venda (Danfe) emitida pelo depositante.

Principais características

•Este fluxo é utilizado quando a mercadoria retorna fisicamente ao estabelecimento do depositante.

•O depositante deve emitir Nota Fiscal de Remessa para Armazenagem, sem destaque do ICMS.

•No retorno da mercadoria ao cliente, o Armazém Geral deverá emitir nota fiscal de Retorno de Armazenagem, sem o destaque do ICMS.

Principais características

•Quando o Armazém Geral e o depositante estão localizados em diferentes Estados da Federação, há tributação do ICMS e ICMS-ST na movimentação de mercadorias.

•O Armazém Geral emite N.F. de Remessa por Conta e Ordem, com destaque do ICMS. Esta N.F. acompanha o transporte da mercadoria junto com a nota fiscal de Venda emitida pelo cliente.

•O Armazém Geral recolhe o ICMS, no sistema de crédito e débito, devendo esta importância ser reembolsado pelo cliente.

•Na prática, a empresa de Armazém Geral faz a apuração do ICMS no início do mês, informa à empresa remetente da mercadoria (depositante) para fins de conferência antes do recolhimento ao Estado, e o depositante efetua o depósito bancário para o Armazém Geral fazer o recolhimento do imposto.

•Não há incidência do IPI para o Armazém Geral, pois o mesmo não é equiparado ao industrial.

•É necessário verificar também as particularidades que a legislação de cada Estado impõe para os produtos sujeitos à substituição tributária, para a tributação do ICMS-ST, pois alguns Estados exigem que o ICMS-ST seja recolhido na entrada e outros na saída da mercadoria.

Principais características

•O c liente deve emitir Nota Fiscal de Remessa para Armazenagem, com destaque do ICMS.

•No retorno da mercadoria ao cliente, o Armazém Geral deverá emitir nota fiscal de Retorno de Armazenagem, com o destaque do ICMS.

•Verificar a legislação do Estado para saber as particularidades sobre a tributação do ICMS-ST, para os produtos sujeitos à substituição tributária.

Outras operações previstas na legislação para o Armazém Geral

Principais características

•O fornecedor emite nota fiscal de venda em nome do depositante, com destaque do ICMS e IPI, se devidos, mencionando como local de entrega: Armazém Geral (Razão Social, Endereço, CNPJ, I.E).

•O Armazém Geral, ao receber a mercadoria deverá:

›Escriturar a nota fiscal do fornecedor no Livro de Entradas, sem crédito do ICMS, e registrar na coluna Observações o nº, série e data da nota fiscal de remessa para o Armazém Geral de que trata o item seguinte.

•O estabelecimento depositante deverá:

›Registrar a nota fiscal do fornecedor no Livro de Registro de Entradas, dentro de 10 dias, contados da data da entrada efetiva da mercadoria no Armazém Geral.

›Emitir a nota fiscal relativa à saída simbólica, dentro de 10 dias, contados da data da entrada efetiva da mercadoria no Armazém Geral, sem destaque do ICMS, fazendo constar o nº e data da nota fiscal do fornecedor. A natureza da operação é Remessa para Armazém Geral.

›Esta nota fiscal deve ser remetida ao Armazém Geral, dentro de cinco dias contados da data de sua emissão.

•Na saída da mercadoria do Armazém Geral, efetuar os procedimentos previstos mencionados nos fluxos anteriores.

Principais características

•O fornecedor deverá:

1. Emitir nota fiscal de venda em nome do depositante, com destaque do ICMS e IPI, se devidos. Esta nota fiscal deve mencionar como local de entrega: Armazém Geral (Razão Social, endereço, CNPJ e I.E.).

2. Emitir nota fiscal para o Armazém Geral, a fim de acompanhar o transporte da mercadoria, sem destaque de impostos, que conterá todos os requisitos previstos e especialmente:

›Natureza Operação: Outras Saídas - Remessa p/Depósito por Conta e Ordem de Terceiro.

›Mencionar: mercadoria entregue no Armazém Geral por conta e Ordem da (dados do depositante: Razão Social, Endereço, CNPJ e I.E.).

›O número, série e data da nota fiscal de venda.

•O estabelecimento depositante deverá:

›Emitir nota fiscal, relativa à saída simbólica, dentro de 10 dias, contados da data da entrada efetiva da mercadoria no Armazém Geral, contendo os requisitos previstos e, especialmente:

›O valor da operação, que corresponderá ao valor da nota fiscal do fornecedor.

›A natureza da Operação: Outras Saídas - Remessa para Armazém Geral.

›O destaque do ICMS.

›Mencionar que a mercadoria foi entregue diretamente no Armazém Geral através da nota fiscal nº……, série…….., de ……../……./……., emitida pelo fornecedor….. (Razão Social, endereço, CNPJ e Inscrição Estadual).

›Esta nota fiscal deverá ser remetida ao Armazém Geral dentro de 5 dias, contados da data da sua emissão.

Principais características

•Observem que neste caso na nota fiscal de retorno simbólico o ICMS deve ser destacado.

•Ao contrário dos fluxos anteriores, onde não há o destaque do ICMS nas notas fiscais de retorno simbólico, no caso de exportação há o destaque do imposto.

•Ao contrário também dos fluxos anteriores na nota fiscal de remessa por conta e ordem, emitida pelo Armazém Geral, não haverá o destaque do ICMS.

•O objetivo do fisco paulista é fazer com que o Armazém Geral não mantenha o crédito do ICMS gerado pelas exportações, que não são tributadas pelo imposto.

TRANSMISSÃO DE PROPRIEDADE

Caracteriza Transmissão de Propriedade quando o depositante vende a mercadoria para terceiros e este último resolve manter a mercadoria no Armazém Geral até a saída definitiva.

Há a transmissão de posse do bem sem a circulação física da mercadoria.

Principais características

•Há somente o fluxo de nota fiscal.

•A nota fiscal de venda é emitida pelo depositante 1 ao depositante 2 sem que a mercadoria circule fisicamente.

•A mercadoria permanecerá no Armazém Geral até a saída definitiva com a nota fiscal de venda do depositante 2.

•Se o depositante 2 for de outro Estado, haverá o ICMS na remessa para armazenagem e na saída do armazém geral, conforme demonstramos em fluxos anteriores.

Assuntos polêmicos do Armazém Geral

Há algumas operações não previstas na legislação fiscal, porém muitas empresas praticam por necessidade logística, e muitas vezes sem avaliar se há ou não risco fiscal, como, por exemplo:

Retorno de mercadoria não entregue ao destinatário

A mercadoria sai do Armazém Geral com a nota fiscal de venda do depositante, no entanto, o destinatário se recusa a recebê-la, seja porque a mercadoria está em desacordo com o pedido, seja porque foi entregue em data não programada, seja porque a mercadoria fisicamente está diferente do mencionado na nota fiscal, enfim, há vários motivos para o destinatário recusar a receber a mercadoria.

A legislação determina que no caso de recusa a transportadora ou o destinatário coloque no verso da nota fiscal (Danfe) os motivos que determinaram a recusa da mercadoria.

A legislação prevê ainda que quando a mercadoria adentrar no estabelecimento remetente deve ser emitida a nota fiscal de Entrada. A legislação prevê também que na posterior saída da mercadoria seja emitida nova nota fiscal de Venda.

Ocorre que em nenhum momento a legislação menciona explicitamente a hipótese de recusa de mercadoria que volte ao Armazém Geral, no entanto, o que se percebe no mercado é que muitos Armazéns adotam esta prática, conforme expomos a seguir.

Quando a mercadoria saiu do Armazém Geral com a nota fiscal de venda do depositante, foi emitida a nota fiscal de Retorno Simbólico, portanto, o ciclo fiscal encerrou para o Armazém Geral.

Quando ocorre a recusa, o destinatário ou o transportador faz o termo de recusa no Danfe, a mercadoria retorna fisicamente ao Armazém Geral, o remetente (depositante) emite a nota fiscal de Entrada para a entrada fiscal no seu estabelecimento, e emite nova nota

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