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Holding Familiar: visão jurídica do planejamento societário, sucessório e tributário

Holding Familiar: visão jurídica do planejamento societário, sucessório e tributário

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Holding Familiar: visão jurídica do planejamento societário, sucessório e tributário

Duração:
225 páginas
2 horas
Lançados:
17 de jul. de 2015
ISBN:
9788599519790
Formato:
Livro

Descrição

Os autores foram muito generosos com os leitores. Deixando de lado os aspectos teóricos e, talvez, cansativos, eles foram direto ao ponto: como criar uma holding familiar.

Dando ênfase às questões de ordem prática, ensinam como encaminhar o planejamento societário, sucessório e tributário que vai garantir a continuidade e o sucesso dos negócios familiares, controlando os riscos envolvidos.

Ao terminar o livro, o leitor terá um entendimento abrangente dos principais aspectos relacionados à criação de uma holding familiar.
Lançados:
17 de jul. de 2015
ISBN:
9788599519790
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Holding Familiar - Fabio Pereira da Silva

EQUIPE EDITORIAL

PRODUÇÃO

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Silva, Fabio Pereira da

Holding familiar [livro eletrônico]: visão jurídica do planejamento societário, sucessório e tributário/Fabio Pereira da Silva, Alexandre Alves Rossi. – São Paulo: Trevisan Editora, 2015.

20 Mb; e-book

Bibliografia

ISBN 978-85-99519-79-0

1. Direito empresarial 2. Direito societário 3. Empresas familiares

4. Holding 5. Holding – Leis e legislação – Brasil 6. Holding familiar

7. Sucessão familiar I. Rossi, Alexandre Alves. II. Título.

Índices para catálogo sistemático:

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© Trevisan Editora, 2015

Stay hungry, stay foolish

Steve Jobs

■Agradecimentos

Em primeiro lugar a Deus, por colocar em nossos caminhos as pessoas que puderam nos proporcionar a oportunidade de publicar esta obra e, essencialmente, por nos dar força e foco para cumprir esta empreitada apesar de todos os desafios envolvidos.

À Juliana Quintino de Oliveira, da Trevisan Editora, que desde o início mostrou entusiasmo com este projeto e não mediu esforçou para torná-lo realidade.

A Ricardo Pocetti, amigo para todo momento, pessoa ímpar e de caráter inigualável, responsável por apresentar um dos autores à Juliana, plantando a semente do que viria a ser, anos depois, este projeto.

A Paulo Cordeiro de Melo e Roberto Sousa Gonzalez, pelo incentivo e amizade.

A toda equipe da Weigand e Silva Advogados, pela compreensão e dedicação, em especial a nossos sócios Rodolfo Weigand e Estácio Airton, que, além do apoio no dia a dia do escritório no decorrer deste projeto, ainda fizeram o papel de dedicados revisores desta obra, emprestando todo o conhecimento que adquiriram durante a carreira em favor de sua melhoria. Esta obra é conquista de todos.

A nossos familiares o agradecimento é singelo, porém puro e emocionado. Nossos pais são os responsáveis por tudo, nossos espelhos. Eles merecem todas as homenagens possíveis. Saibam que essas poucas palavras guardam extremo carinho, admiração e gratidão. Nossas irmãs também merecem homenagem, amamos vocês e toda nossa família.

Às nossas esposas, sem as quais nem este nem qualquer outro projeto seriam possíveis, pois a força e o amor de ambas nos dão entusiasmo para seguir adiante. Aos nossos filhos, atuais e vindouros, jamais esqueçam que nosso amor não tem limite, uma vez que são a razão de todos os esforços. Amamos vocês!

■Apresentação

O propósito deste livro é apresentar e discutir os aspectos jurídicos essenciais concernentes à constituição das empresas de holding e utilizados por elas na realização do planejamento societário, sucessório e de gestão tributária do patrimônio da família, nos limites permitidos pela legislação nacional. O leitor terá acesso a uma visão abrangente do tema, a partir do entendimento de suas questões fundamentais.

Buscando não se limitar aos aspectos teóricos, o livro aborda questões de ordem prática, o que o torna indicado não apenas aos habilitados em Direito, mas também aos profissionais da área contábil e de administração, aos estudantes e, especialmente, aos gestores e empresários que desejam a continuidade de seus negócios pelas gerações futuras.

Para facilitar a compreensão, o conteúdo da obra foi dividido em quarto capítulos: o primeiro traz a contextualização da matéria e a introdução do tema holding familiar, incluindo seus objetivos e a legislação aplicável. O segundo aborda as questões atinentes ao planejamento societário; o terceiro discute temas relativos à sucessão do patrimônio, e o último apresenta o indispensável debate sobre os assuntos tributários.

Embora seja recomendável a leitura linear de todos os capítulos, a organização dos pontos discutidos ao longo do livro permite ao leitor consultas breves aos temas de seu interesse, tornando esta obra uma fonte rápida de informação, sempre à mão para responder às dúvidas mais comuns relacionadas à holding familiar.

Boa leitura!

■Sumário

Capítulo 1 – Holding

Contextualização

Objetivos da constituição da holding

Legislação aplicável

Definição jurídica de holding e holding familiar

Espécies de holding

Capítulo 2 – Aspectos societários

Tipo societário da holding

Sociedade Limitada

Sociedade Anônima

Eireli

Desconsideração da personalidade jurídica e a responsabilidade de sócios e administradores

Desconsideração inversa da personalidade jurídica

Cláusulas essenciais do contrato social da holding

Do objeto social

Do quórum necessário para as deliberações sociais

Da proibição do caucionamento das quotas

Das cláusulas relacionadas à modificação do quadro de quotistas

Das cláusulas relativas à administração da sociedade

Da distribuição de lucros

Acordo de acionistas e quotistas

Capítulo 3 – Aspectos sucessórios

Vantagens do planejamento sucessório

Regime de casamento e direito dos cônjuges no divórcio e na sucessão

Sucessão legítima e testamentária

Doações, antecipação de legítima e colação de bens

Cláusulas restritivas da doação

A necessidade da justa causa na estipulação de cláusulas restritivas

Capítulo 4 – Aspectos tributários

Dos aspectos tributários da constituição e manutenção da holding

Imposto de transmissão causa mortis e doações (ITCMD)

Imposto de Transmissão de Bens Intervivos (ITBI)

Imposto de Renda (IR) na constituição da holding

Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)

Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)

PIS e Cofins

Qual é a melhor opção para uma empresa holding?

Da tributação dos sócios da holding

Simulando a carga tributária: pessoa física versus pessoa jurídica

Referências

Capítulo 1

Holding

Neste capítulo serão abordadas as questões introdutórias sobre holding, iniciando-se pela contextualização para situar o leitor na conjuntura em que o tema se insere. Posteriormente, vem a explanação de seu fundamento legal e de sua definição jurídica, assim como de seus objetivos primordiais e espécies.

Com essa base, o leitor terá conhecimento sobre holding e sua definição jurídica, além dos principais objetivos de sua constituição, diferenciando suas espécies e visualizando sua importância no contexto econômico e jurídico da atualidade.

■Contextualização

Um dos grandes desafios do empresariado brasileiro é a manutenção do sucesso da empresa diante de um ambiente hostil aos negócios, em que legislação trabalhista, sistema tributário e fundamentos econômicos do país impõem elevados riscos para a continuidade de suas atividades.

A legislação trabalhista nacional se caracteriza por intensa proteção aos empregados, considerados hipossuficientes, o que acarreta, muitas vezes, excessivo passivo laboral, inclusive oculto, e mesmo quando a empresa busca o cumprimento integral de suas normas.

Nosso sistema tributário, por sua vez, é tido como excessivamente complexo. É bem conhecido o fato de que o custo de conformidade tributária no Brasil representa alto dispêndio de recursos, obrigando as empresas a ter grande aparato para lidar com as questões fiscais, sem que haja qualquer garantia de que suas decisões tributárias não serão questionadas no futuro pelas autoridades.

Em relação ao ambiente econômico, embora o país tenha passado por momentos de relativa estabilidade, não é incomum os empresários se depararem com um horizonte de incertezas: inflação próxima do teto da meta, juros altos e câmbio instável.

Some-se a isso a proliferação de decisões judiciais incluindo o patrimônio dos sócios como bens sujeitos a garantir o pagamento de débitos da pessoa jurídica, inclusive em sociedades cuja responsabilidade se pressupõe ser limitada ao capital social da empresa.

Apesar de a melhor doutrina se posicionar contrariamente, como em Coelho (2015), que defende ser indispensável a dilação probatória antes que o juiz decida pela desconsideração da personalidade jurídica, a prática processual está recheada de exemplos de decisão proferida sem que o empresário tenha oportunidade de exercer seu direito constitucional de ampla defesa, fruto de deliberações prévias em cognição sumária, que exigem, de plano, a penhora de bens particulares dos sócios.

Nessa seara, não é incomum deparar-se com notícias dando conta de que empresários tiveram seus bens penhorados por dívidas trabalhistas e tributárias, inclusive em alguns casos anos após sua saída da sociedade, fruto, no mais das vezes, da lentidão e burocracia dos procedimentos administrativos e judiciais, o que acarreta situação teratológica de ex-sócios, que têm seus bens expropriados, acreditem, quando sequer se lembravam da participação na pessoa jurídica em questão.

Esse ambiente de incerteza jurídica acaba por servir de desincentivo aos investimentos por parte do empresário brasileiro, cujo receio de colocar em risco seu patrimônio pessoal faz com que busque alternativas mais seguras de alocação de investimentos.

Todos esses desafios são potencializados em empresas de natureza familiar, em que a gestão da sociedade é muitas vezes concentrada pelos patriarcas da família. Uma das preocupações que envolvem essa situação refere-se à difícil escolha sobre quem dará continuidade aos negócios na falta deles, considerando que nem sempre os sucessores estão preparados para assumir a incumbência de administrar a empresa.

Sabe-se que a intenção dos patriarcas ao construir uma trajetória empresarial vitoriosa, amealhando no decorrer de suas atividades um patrimônio que ofereça segurança à família, é ver a continuidade de seus negócios, protegendo a riqueza conquistada dos percalços e armadilhas inerentes ao ambiente empresarial. Buscam garantir que as conquistas perpassem a geração atual, deixando uma marca de sucesso além de suas vidas.

Em razão desse desejo, é natural que o empresário tenha enorme receio de que, em razão das incertezas relatadas anteriormente, o patrimônio construído com grande esforço ao longo de sua vida profissional seja, bruscamente perdido, para completa desolação da família.

Diante de um contexto socioeconômico tão hostil, resta aos empresários buscar alternativas e estratégias para o melhor gerenciamento de seus negócios e de seu patrimônio. Não há dúvida de que, para tanto, o planejamento é a chave para o sucesso. Por meio de um planejamento cuidadoso, os riscos já relatados são mitigados, aumentando a probabilidade de que todos os desafios empresariais sejam superados com êxito.

■Objetivos da constituição da holding

Ao longo deste livro, serão tratados com mais vagar os objetivos e os benefícios da constituição da holding familiar. Quando se fala em grandes corporações, a holding tem um papel primordial na consolidação do poderio econômico do grupo empresarial por meio do exercício de controle centralizado, possibilitando que a gestão estratégica do conglomerado seja unificada, incluindo aí questões relacionadas às decisões financeiras, operacionais e até mesmo de marketing, entre outras.

Por sua vez, na holding familiar, embora esses objetivos não sejam descartados, a intenção se fundamenta para garantir a manutenção do patrimônio conquistado por seus membros, incluindo o sucesso de eventuais empresas pertencentes à família, perpassando a geração atual.

Para tanto, o planejamento societário é indispensável, por isso convém optar por um tipo que supra as necessidades e os objetivos familiares, visando ao sucesso da estratégia empresarial, especialmente quando envolve questões relativas ao controle societário.

No planejamento sucessório, o objetivo primordial refere-se à antecipação da legítima, com a divisão do patrimônio empresarial e particular em vida pelos patriarcas, visando diminuir os custos sucessórios e colaborar com a manutenção do patrimônio no seio familiar, em especial com a designação de pessoas competentes para a administração perene da sociedade empresária, mesmo que diante do afastamento de seu principal executivo.

Por fim, a constituição de uma holding tem objetivos tributários, posto que permite a redução legal da carga tributária das atividades empresariais da família, sem que isso represente qualquer risco fiscal, uma vez que o planejamento restringe-se às hipóteses previstas e autorizadas pela legislação em vigência.

■Legislação aplicável

Com base em um minucioso planejamento societário, sucessório e tributário, calcado nas possibilidades disponíveis em nossa legislação, é possível diminuir os riscos do desenvolvimento de atividades empresariais, evitar os inconvenientes da sucessão hereditária de bens e estabelecer uma estrutura jurídica eficaz do ponto de vista fiscal, reduzindo legalmente a carga tributária.

De largada é preciso registrar que não há respaldo legal no planejamento realizado com o objetivo de prejudicar terceiros de boa-fé, como é o caso daqueles que buscam transferir seus bens em razão de dívidas particulares, uma vez que a legislação garante a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica nessas hipóteses, o que será tratado mais adiante.

É bem verdade que o planejamento aqui proposto pode evitar penhoras e expropriações de bens particulares sem que o empresário tenha oportunidade de exercer seu direito constitucional de defesa. Todavia, a comprovação do intuito ilícito, que abrange atos praticados com o mero objetivo de fraudar direitos alheios, autoriza a desconsideração da personalidade jurídica e a consequente expropriação de bens. Ressalvada essa hipótese, a constituição da holding, nos termos propostos por este livro, certamente inclui mecanismos de proteção patrimonial, porém se consubstancia por ser muito mais abrangente e permitir uma sucessão tranquila e uma estrutura societária e tributária eficaz, fortalecendo o patrimônio familiar.

Para tanto, há necessidade de que o planejamento seja colocado em prática preventivamente

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