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Mateludicando: ensaios sobre filosofia, matemática e ludicidade (volume 1)

Mateludicando: ensaios sobre filosofia, matemática e ludicidade (volume 1)

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Mateludicando: ensaios sobre filosofia, matemática e ludicidade (volume 1)

notas:
3.5/5 (2 notas)
Duração:
261 páginas
6 horas
Lançados:
1 de jan. de 2017
ISBN:
9788547304379
Formato:
Livro

Descrição

MATEludicando – Volume I é uma obra que evidencia a continuidade das pesquisas e teorizações do autor organizador, no campo de saber da educação infantil, voltado ao ensino da matemática. Buscando um referencial sobre o lúdico e a ludicidade na filosofia, particularmente na história da filosofia, em Homo Ludens, de Johan Huizinga, organiza-se uma perspectiva de abordagem pedagógica no ensino-aprendizagem da matemática na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 3º ano), que toma o lúdico como elemento condutor da práxis matemática no espaço escolar por intermédio da literatura, das artes (musicais, cênicas e plásticas) e da linguagem, enquanto aprendizagem da língua materna e estrangeira, entre outros recursos didáticos. A contribuição singela desta obra é subsidiar os(as) docentes da educação infantil e dos anos iniciais, particularmente, com a sugestão de atividades e a inovação de uma abordagem de frente filosófica, retornando ao espaço escolar a reflexão, a criticidade e a totalidade do pensamento que promove a atividade teórica consciente e que leva à transformação da realidade (a práxis), ou seja, a utopia (perseguida) de se ensinar e de aprender num contexto de totalidade, a partir da Filosofia e da Filosofia da Matemática – no fio condutor do "homem que brinca", do homem que é lúdico.
Lançados:
1 de jan. de 2017
ISBN:
9788547304379
Formato:
Livro


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Mateludicando - Claudionor Renato da Silva

Editora Appris Ltda.

1ª Edição - Copyright© 2017 dos autores

Direitos de Edição Reservados à Editora Appris Ltda.

Nenhuma parte desta obra poderá ser utilizada indevidamente, sem estar de acordo com a Lei nº 9.610/98.

Se incorreções forem encontradas, serão de exclusiva responsabilidade de seus organizadores.

Foi feito o Depósito Legal na Fundação Biblioteca Nacional, de acordo com as Leis nºs 10.994, de 14/12/2004 e 12.192, de 14/01/2010.

COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS E TRANSDISCIPLINARIDADE

Débora e Júlia: para vocês! Que compreendem e me estimulam, sacrificando tempo e recursos, para que eu possa continuar produzindo e contribuindo para a ciência educacional, para a práxis pedagógica.

SOBRE O MATEludicando:

APRESENTAÇÃO E AGRADECIMENTOS

a ideia deste livro nasceu de uma necessidade pessoal de orientação de trabalhos na área de Matemática em cursos de pedagogia que trouxesse um novo referencial sobre o lúdico e a ludicidade fora da psicologia da educação. Aliás, na pedagogia, os trabalhos sobre o lúdico trazem um referencial na psicologia muito confuso; misturam os postulados piagetianos com os vigotskianos, enfim, não se faz uma conceituação e uma teorização sérias sobre o lúdico passando rapidamente – como que do nada! – para jogos e jogo matemático. Vejo nessas organizações textuais dois problemas sérios: o primeiro é a nítida falta de leituras aprofundadas dos clássicos da psicologia da educação, particularmente, Piaget e Vigotski, ao tratarem do lúdico e da ludicidade; o segundo ponto, mais sério que esse, é a miscelânea de falas desses autores sem conceituar de fato o que é lúdico, restringindo toda a discussão em torno do jogo.

Lendo esses trabalhos, a pergunta que fica é: então, o que é lúdico? Lúdico é jogo? Como que jogo cai neste texto se a proposta é definir o que é lúdico?

Foi na Filosofia, na obra de Johan Huizinga, Homo Ludens, que encontrei, enfim, um referencial que pudesse complementar a produção na área da pedagogia, sobre o lúdico e a ludicidade no ensino-aprendizagem de Matemática.

Assim nasceu o MATEludicando, inicialmente como modelo de prática pedagógica e trazendo a forma terminológica "mateludicando"; uma proposta lúdica para a educação matemática na educação infantil, com referência em Johan Huizinga e que trazia a seguinte definição:

Uma ação de ensino-aprendizagem em Educação Matemática, fundamentada na Filosofia. Uma ação compartilhada e vivenciada entre educadores(as) e educandos(as) infantis, na forma de saberes que focam a emergência do lúdico nas atividades pedagógicas intencionadas e planejadas na educação infantil, de acesso e permanência em momentos de manipulação e abstração de objetos ou símbolos na corporalidade, propiciando tanto as primeiras linguagens matemáticas como também as primeiras percepções matemáticas na demonstração de utilidade no dia a dia, de modo que o prazer e a afetividade sejam motores de potencializações de olhares à matemática como um conhecimento acessível, fácil, prazeroso e essencial à vida, por meio do jogo, da brincadeira, das artes cênicas, da música, da dança, da poesia, da literatura, expressões estas e outras possíveis, que, com objetos e corporalidades evocam a matemática, sua presença no mundo físico, sua essência científico-prática (elaborado pelo autor) (SILVA, 2015, p. 191).

Depois de apresentar essa proposta num congresso de Matemática¹ e num congresso de Filosofia² durante o ano de 2015, percebi que o mais sensato seria considerar o MATEludicando uma proposta pedagógica apenas na área da educação Matemática, voltada para a educação infantil e anos iniciais, num referencial huizinganiano.

Não me contentando com os comentários e críticas recebidos nesses eventos, que contribuíram muito para o encaminhamento da organização desta obra em seu primeiro volume, resolvi convidar alguns amigos, colegas de trabalho na UFT, outros colegas que conheci ao longo do mestrado na UFSCar e, ainda, outros colegas recentemente incorporados à minha carreira na academia, para que olhassem a proposta do MATEludicando e construíssem textos que ajudassem na organização dessa proposta e seus encaminhamentos futuros.

Agradeço imensamente aos colegas da UFT que nos prazos atenderam ao meu convite: meu parceiro de sala de trabalho aqui na UFT, Erasmo Valadão, filósofo e pedagogo; Sônia Neiva, pedagoga e apaixonada por Matemática como eu, uma profissional exemplar com quem tenho a honra de ser seu colega no colegiado de pedagogia e com quem aprendo muito a cada dia como professor universitário; à Rosimeire, recém-chegada em Arraias e que prontamente aceitou o convite para contribuir com esta obra, trazendo uma grande e larga experiência na alfabetização matemática; Idemar e Eudes, meus colegas no Profmat, por terem aceitado ler a obra e organizarem, respectivamente, o prefácio e o posfácio.

Dois colegas do mestrado em educação na UFSCar também estão comigo nesta empreitada do MATEludicando: Sandra e Flávio. Sandra é do estado da Bahia, da Uneb, pedagoga envolvida nas pesquisas pós-graduadas em Matemática. Ela traz um parceiro seu nas pesquisas, Daniel. Flávio, lá dos Estados Unidos, realizando seu doutorado sanduíche, encontrou um tempinho para nos presentear com um grande texto que contribui para futuros ensaios práticos com o MATEludicando. Sou grato a vocês, meus colegas de mestrado na linha Educação em Ciências e Matemática. Somos uma prova de que amizades do mestrado continuam, se nos esforçamos a estarmos juntos, mesmo a distância, em parcerias de trabalho, como este aqui.

Um parágrafo especial a um colega do doutorado Ricardo Desidério, pedagogo e matemático. Um professor de Matemática com larga experiência no estado do Paraná e atualmente professor universitário na Unespar, em Apucarana (PR). Obrigado pela contribuição e muito sucesso, meu amigo.

Agradeço ao Prof. Klinger e à sua equipe, que inclui a Prof.ª Andressa e as pibidianas Gislaine e Bruna, todos do estado do Mato Grosso do Sul, da UFMS, Campus de Naviraí. Conheci o Prof. Klinger em 2015, no III Eemai, em São Carlos. Prontamente, ele aceitou o desafio de contribuir com o MATEludicando. Obrigado pela parceria, Klinger, e que possamos realizar muitos outros trabalhos juntos e com as nossas equipes, na área da educação matemática na educação infantil e anos iniciais.

O MATEludicando tem muito a aprimorar. O seu Volume II está a caminho, com destaque à literatura infantil matemática. Espero, assim, deixar uma contribuição significativa na área da educação matemática, sobretudo à formação de professores em cursos de pedagogia, professores(as) que vão ensinar Matemática na educação infantil e anos iniciais.

Araraquara (SP), abril de 2016.

O autor

PREFÁCIO

O fio condutor desta obra, organizada por Claudionor Renato da Silva, reside no processo de ensino e aprendizagem por meio de atividades lúdicas. Assim, os autores de MATEludicando, que inclui o organizador da obra, apresentam uma proposta para o ensino e aprendizagem de Matemática na educação infantil e anos iniciais, postulando que o desenvolvimento de práticas pedagógicas lúdicas expressas nas artes cênicas, na pintura, nos jogos, na música, nas brincadeiras, nas danças, na literatura e demais expressões corporais, artísticas e linguísticas, favorecem fortemente as aprendizagens dos estudantes.

Sustentado pela Filosofia, Erasmo Baltazar Valadão nos faz uma provocação interessante: um convite ao pensamento emancipado pelo estudante, num cenário importante à democracia brasileira em que, sob o discurso da moralidade e da ética, orquestrado pela elite brasileira em sintonia com a mídia e o judiciário, sem ter prova alguma, se aprova o impeachment de uma presidenta eleita democraticamente pelo voto popular. Parece que vivemos o puerilismo de Huizinga (2012) ou o obscurantismo e o ignorantismo generalizado de que nos fala Morin (1998).

Segundo o autor (s.d., s.p.), Emancipar o pensamento sugere uma disposição para dar sentido à vida e tudo o que está a sua volta. […]. Nesse sentido, o mundo e tudo que fazemos ou que vivemos se apresentam como textos preciosos capazes de mover o nosso pensamento. O pensamento emancipado, mais do que em outros tempos, conduz-nos à análise e reflexão dos fenômenos característicos da existência humana e se torna condição sine qua non ao convívio com o semelhante, a solidariedade, o respeito e ao exercício pleno da cidadania. Em outros termos, temos que pensar até sobre o que propriamente pensamos.

Ao tratar dos três elementos de intersecção entre a História da Filosofia e a Educação Matemática, ensaio 2, fundamentado na filosofia huizinganiana e com assento em atividades lúdicas, nas quais o jogo confere sentido à ação, Claudionor Renato da Silva assume o desafio de construir uma proposta pedagógica para o ensino de Matemática. O autor concebe a Matemática como um corpo de conhecimentos cujas ações de aprendizagem sejam acessíveis, prazerosas e importantes à formação cidadã letrada.

Os enigmas ou incógnitas que constituem problemas matemáticos interessantes desafiam os estudantes à busca de conhecimentos, o que desenvolve o repertório vocabular e propicia a elaboração de argumentos em defesa da validação de uma opinião. Os diálogos entre a Filosofia e a Educação Matemática, segundo o autor (s.d, s.p), (ensaio 2), se iniciam no sagrado, perpassam os saberes dos sábios e se acentuam numa visão mais humanista e de necessidades imediatas de sobrevivência.

As ações dos processos educativos em espaços formais devem considerar três postulações: as finalidades sociais atentas à cultura (o lúdico, a ludicidade e o jogo); a importância da linguagem (falada e escrita) e do teor dos conteúdos matemáticos nos processos de ensino e aprendizagem; a importância da Ciência e da tecnologia para a formação matemática.

Os demais ensaios apresentam reflexões sobre a importância da formação de professores para o ensino de Matemática no processo de alfabetização assim como aos processos de ensino e aprendizagem de Matemática, tendo como pressuposto que o desenvolvimento de atividades lúdicas potencializa a compreensão de conceitos pelos docentes e estudantes, o que corrobora com a proposta do MATEludicando. A compreensão desses autores é a de que o jogo no processo de ensino e aprendizagem não pode ser visto como um passatempo, o que exige mudanças na postura do professor.

A prática tem mostrado que muitos dos conhecimentos produzidos pelas pesquisas não ficam acessíveis aos professores, assim como há estudos que indicam que há demandas que exigem formação contínua, a fim de que esses profissionais possam aprofundar seus conhecimentos teóricos, acompanhar as reformas curriculares, conhecer diferentes métodos de ensino, lançar mão do uso de tecnologias e recursos materiais que contribuam para a melhoria da qualidade do trabalho docente.

A velocidade com que são produzidos novos conhecimentos, especialmente com o uso das tecnologias e as constantes mudanças sociais, impõe às instituições educacionais o desafio da formação inicial e continuada de seus profissionais, o que fomenta reflexões também em relação à complexidade da atividade docente.

Os estudos apresentados por Flávio de Souza Pires e Sonia Maria de Sousa Fabrício Neiva indicam que as atividades lúdicas possibilitam trazer o mundo para a realidade das crianças, o que permite o desenvolvimento da inteligência, da sensibilidade, da criatividade e da imaginação.

Ainda em meados do século XIX, Friedrich Fröebel (fundador dos jardins e infância) defendia a utilização de jogos e brincadeiras visando às aprendizagens pelas crianças. Atualmente, existe uma série de estudos que versam sobre as potencialidades pedagógicas do uso de atividades lúdicas no processo de ensino e aprendizagem de Matemática em sala de aula. Para Almeida (1995, p. 31),

[...] a educação lúdica integra uma teoria profunda e uma prática atuante. Seus objetivos, além de explicar as relações múltiplas do ser humano em seu contexto histórico, social, cultural, psicológico, enfatizam a libertação das relações pessoais passivas, técnicas para as relações reflexivas, criadoras, inteligentes, intencional, de esforço, sem perder o caráter de prazer, de satisfação individual e modificador da sociedade.

Estudiosos como Montessori, Dewey, Fröebel, Pestalozzi, Comenius, Decroly, Piaget e Vygotsky corroboram com a ideia de que os jogos contribuem sobremaneira com o desenvolvimento das crianças em relação à construção de conhecimentos e aprendizagens, ao desenvolvimento das capacidades sociais, pessoais e culturais.

Ademais, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) refere-se a direitos de aprendizagem nas diferentes áreas do conhecimento; a legislação reconhece a importância das atividades lúdicas para o desenvolvimento das crianças, em tal magnitude que são concebidas como direito (Declaração Universal dos Direitos das Crianças, aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas, 1959; Constituição Federal do Brasil, 1988; Estatuto da Criança e Adolescente, 1990; Referencial Curricular Nacional para a Educação, 1998).

Palmas, TO, abril de 2016.

Prof. Dr. IdemarVizolli

Colegiado de Matemática da Universidade Federal do Tocantins

Sumário

ENSAIO 1

FILOSOFIA: CONVITE AO pensamento EMANCIPADO

Erasmo Baltazar Valadão

Introdução

1 A filosofia e sua problemática

2 A filosofia e a tradição filosófica

3 Pensar o conhecimento

4 Pensando a ciência e a educação

Referências

ensaio 2

LUDICIDADE EM JOHAN HUIZINGA: TRÊS ELEMENTOS DE INTERSECÇÃO ENTRE A HISTÓRIA DA FILOSOFIA E A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

Claudionor Renato da Silva

1 A ideia da intersecção para um olhar novo sobre o lúdico na educação matemática a partir do mateludicando

2 O homem que brinca, em aspectos breves: a (im)possibilidade de a filosofia dialogar com a educação matemática

2.1 Os sofistas

2.2 Platão

2.3 Enigmas X resolução de problemas em matemática

2.4 Em busca de uma síntese sobre o lúdico na filosofia

3 Aspectos do jogo em Huizinga: e o que se trata, enfim, sobre a ludicidade na contemporaneidade? E que relação com a educação matemática?

4 Intersecção entre a história da filosofia huizinganiana e a educação matemática: contribuição à abordagem do mateludicando

Referências

ensaio 3

REFLEXÕES ENVOLVENDO A MATEMÁTICA NO/PARA O PROCESSO DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES ALFABETIZADORES

Rosimeire Aparecida Rodrigues

Introdução

1 A matemática e o contexto da formação pedagógica de professores

2 Alfabetização matemática

3 As implicações da história da matemática para o ensino e a aprendizagem

4 O desenvolvimento do processo de aprendizagem investigativa na perspectiva da etnomatemática

5 O desenvolvimento da capacidade investigativa do aluno com a resolução de problemas

6 O material concreto para a promoção do processo investigativo e de descobertas

7 O ensino da matemática e a ludicidade com a integração dos jogos e brincadeiras para a formação de conceitos

8 O laboratório de matemática na aprendizagem investigativa experimental.

Considerações finais

Referências

ensaio 4

O LÚDICO NA EDUCAÇÃO: DESENVOLVENDO O RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

Ricardo Desidério da Silva

Referências

ensaio 5

A LUDICIDADE NA FORMAÇÃO DOCENTE E EM AULAS DE MATEMÁTICA: SABERES E

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