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Identidade e docência: o professor de sociologia do ensino médio

Identidade e docência: o professor de sociologia do ensino médio

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Identidade e docência: o professor de sociologia do ensino médio

Duração:
265 páginas
3 horas
Lançados:
1 de jan. de 2016
ISBN:
9788547301842
Formato:
Livro

Descrição

Identidade e Docência: O Professor de Sociologia do Ensino Médio é uma obra de caráter inovador, que vem contribuir com a escassa literatura existente sobre essa área do conhecimento. A autora parte de ponderações sobre o processo de consolidação da Sociologia na educação básica, com a aprovação da lei nº 11.684, de 2008, que institui a obrigatoriedade do ensino dessa disciplina, redimensionando o papel das licenciaturas nas universidades brasileiras no que se refere à demanda de formação desses profissionais e à emergência do ensino das Ciências Socais como objeto de reflexão.

O diferencial desta obra reside no fato de estudar o professor de Sociologia das escolas públicas estaduais de nível médio a partir dos sentidos e significados que os próprios docentes atribuem ao seu saber-fazer pedagógico, construindo as estratégias metodológicas e as relações de ensino-aprendizagem no cotidiano escolar.

É, sem dúvida, uma produção que pode ser indicada como referência bibliográfica para educação básica, ensino médio, graduação e pós-graduação e como fonte de pesquisa para teses, dissertações, TCCs e trabalhos acadêmicos em geral. Consiste também em um importante guia para professores e alunos dos cursos de licenciatura em Ciências Sociais e Pedagogia, entre outros profissionais que almejem ampliar seus conhecimentos sobre o tema.
Lançados:
1 de jan. de 2016
ISBN:
9788547301842
Formato:
Livro


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Identidade e docência - MARIA DAS DORES DE SOUZA

Editora Appris Ltda.

1ª Edição – Copyright© 2016 dos autores

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Nenhuma parte desta obra poderá ser utilizada indevidamente, sem estar de acordo com a Lei nº 9.610/98.

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Foi feito o Depósito Legal na Fundação Biblioteca Nacional, de acordo com as Leis nºs 10.994, de 14/12/2004 e 12.192, de 14/01/2010.

COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO EDUCAÇÃO, TECNOLOGIA E TRANSDISCIPLINARIEDADE

AGRADECIMENTOS

Aos meus familiares, por terem acreditado nos meus sonhos.

Aos professores de Sociologia do ensino médio, que compartilharam seus saberes, angústias e sonhos.

A todos que direta ou indiretamente me ajudaram a tornar possível a concretização desta obra. Eu não poderia deixar de agradecer.

Obrigada!

APRESENTAÇÃO

A aprovação da lei federal nº 11.684/2008 tornou a Filosofia e a Sociologia disciplinas obrigatórias nas escolas do ensino médio no Brasil e, simbolicamente, concluiu um percurso de mais de um século em busca de tal definição legal. Isso porque o ensino da Sociologia nos cursos secundários fora proposto pela primeira vez no Brasil, em 1890, pelo republicano Benjamin Constant. Ao longo desse período, a Sociologia escolar caracterizou-se por uma espécie de estado de semi-(in)formalidade, acrescentada e retirada de currículos conforme as circunstâncias. Faz-se inevitável ressaltar a curiosa efeméride desse processo: a aprovação na Câmara Federal, em setembro de 2001, do projeto de lei do Deputado Padre Roque, que tornaria obrigatórias as mencionadas disciplinas, e que recebeu o veto de um presidente sociólogo, Fernando Henrique Cardoso, no mês seguinte. No transcurso desse itinerário de lacunares esforços pela legalização do ensino da Sociologia no secundário se fazem presentes os registros de indefinições e improvisos quanto aos conteúdos a serem ensinados e, sobremaneira, à qualificação e ao perfil dos professores. São tais aspectos que legitimam a pertinência deste estudo de Maria das Dôres de Sousa, o qual conduz o leitor a refletir criticamente sobre o ensino-aprendizagem da Sociologia escolar em um plano abrangente, a partir do enfoque de uma realidade local. O objetivo privilegiado pela autora é desvendar o saber-fazer pedagógico do professor de Sociologia do ensino médio de escolas públicas e estaduais da cidade de Picos, PI, relacionando esse saber-fazer ao processo de construção da identidade profissional. Assim, descortina um panorama particular do ensino da Sociologia, considerando simultaneamente a prática pedagógica e a profissionalização docente, questões que, inevitavelmente, remetem às dimensões da formação e das condições de trabalho do professorado da educação básica. O cuidadoso trabalho de investigação, análise e síntese das informações desdobra-se na reflexão mais geral sobre o ensino (e a aprendizagem) da Sociologia escolar, confrontada com a compreensão dos sentidos que seus professores, na realidade local da cidade de Picos, PI, atribuem à profissão docente. Por fim, são analisados os âmbitos pessoal, político e sociocultural do cotidiano escolar desses professores. Após contextualizar o estudo em seus aspectos teóricos e técnicos, a autora oferece aos leitores a discussão de fundo nos capítulos 3, 4 e 5. A síntese da trajetória histórica da Sociologia, no segmento hoje chamado de ensino médio, nos planos nacional e local, embasa a caracterização das tensões entre docência e identidade profissional. Tais tensões são expostas em sua concretude por meio de registros do exercício cotidiano dos sujeitos centrais deste estudo: professores de Sociologia. Para além das questões recorrentes, relativas ao salário e às condições de trabalho nem sempre favoráveis, ganham destaque aspectos outros pertinentes ao grupo de sujeitos aqui considerado, mas que também concernem ao conjunto do professorado do Brasil nos dias de ontem e hoje. São problemas como a formação esgarçada, amadorismo didático-pedagógico, os vínculos trabalhistas temporários e/ou ocasionais, as (in)coerências entre saberes e fazeres... A postura desses profissionais é condizente com as condições de trabalho, considerando sua formação e as modalidades de emprego. Por tudo isso, a presente obra demonstra sua relevância e, em um momento oportuno, contribui com o processo de consolidação da Sociologia na educação básica, após sua tardia obrigatoriedade legal. Ademais, o trabalho se destaca por dar voz aos professores secundários de Sociologia, iniciativa, ao que parece, inédita em relação a profissionais dessa área e nesse segmento de ensino. Mas o maior beneficiário disso tudo são os leitores, sejam pesquisadores, professores, educadores em formação ou qualquer pessoa que compreenda a importância de bem caracterizar um problema para poder contribuir significativamente com sua superação. Que seja este livro de estreia da escritora Maria das Dôres o primeiro de uma série de estudos a contribuir com questões relevantes no campo da Educação Escolar.

Prof. Dr. João Maria Valença de Andrade

Departamento de Práticas Educacionais e Currículo/UFRN

PREFÁCIO

Elaborar um prefácio é sempre um orgulho e uma deferência para quem o realiza, já que espera corresponder à confiança de quem o solicita, deixando um sentimento de reconhecimento, por ser a primeira pessoa a assinar a obra. Assim, minha tarefa é apresentar a presente obra, de forma sintética e clara, explicitando aos leitores aspectos sobre sua relevância e, ao mesmo tempo, revelando sutilmente o seu conteúdo, como forma de mobilizar a leitura e evidenciar sua constituição e riqueza.

Desse modo, sinto-me, particularmente, orgulhosa, por ter sido escolhida para elaborar o prefácio desta obra, não só por ter acompanhado muito de perto o processo de sua elaboração, durante os estudos doutorais da autora na UFRN, mas também pelo carinho particular que nutro por ela, Maria das Dôres de Sousa, orientanda dedicada, educadora engajada e investigadora determinada a contribuir para o avanço do processo de consolidação da Sociologia como uma ciência da educação e como um importante componente curricular nas escolas de ensino médio.

Nesse sentido, os esforços realizados para o desenvolvimento dos estudos, em parte concretizados neste livro, revelam-se em uma obra consistente e atual, em que estão sistematizadas análises substanciais para se entender a identidade profissional docente do professor de Sociologia do ensino médio, articulada à sua atuação na escola e ao seu saber-fazer pedagógico.

A área de educação recebe, dessa forma, mais uma escritora que oferece aos leitores uma obra de qualidade acadêmica e social, intitulada Identidade e docência: o professor de sociologia do ensino médio, resultado de uma pesquisa cuidadosa desenvolvida em escolas públicas estaduais da cidade de Picos, PI, que contribui para que os leitores, sejam eles estudantes, educadores, profissionais, pesquisadores ou professores de Sociologia, compreendam as relações complexas e dinâmicas que permeiam a construção das identidades profissionais, no movimento permanente do sujeito com os elementos da profissão docente, entendida em seu inacabamento e provisoriedade.

A obra está organizada em cinco capítulos inter-relacionados. No capítulo introdutório, a autora apresenta a problematização dos estudos realizados, para deixar emergir o objeto de estudo, as questões de investigação, os objetivos e as opções teórico-metodológicas, contextualizando as escolhas realizadas na pesquisa, a partir de suas justificativas pessoais, teóricas e profissionais. Esse capítulo é um convite à leitura do texto completo, por indicar a relevância dos estudos sobre os processos de reelaboração do saber-fazer pedagógico e das formas de internalização dos processos identitários profissionais docentes, evidenciando subjetividades e sociabilidades.

Como suporte e referência para construir os diálogos com os docentes participantes, a autora apresenta, no segundo capítulo, sua opção teórico-metodológica por um estudo qualitativo do tipo etnográfico no campo da educação, evidenciando suas raízes, fundamentos e procedimentos adotados ao longo da pesquisa. Nesse capítulo, o leitor encontrará uma contribuição importante sobre o processo de descrição dos instrumentos utilizados para a construção dos dados, em suas diferentes fases, bem como a riqueza da caracterização do contexto, do perfil do professor de Sociologia do ensino médio em Picos, PI, além de uma descrição das escolas pesquisadas.

Acercando-se de todos os cuidados e rigores para construção dos diálogos com os professores nas escolas, a autora constrói o terceiro capítulo, denominado A Sociologia no ensino médio: uma história de inclusão e exclusão. Apresenta uma rica análise sobre os caminhos trilhados pela Sociologia, como disciplina no currículo das escolas do ensino médio no Brasil e os movimentos de avanços e retrocessos permanentes que marcam o desenvolvimento da área. Particulariza as análises para descrever a inclusão da Sociologia como disciplina obrigatória nas escolas do ensino médio, no estado do Piauí, introduzindo referências aos sentidos atribuídos pelos professores sobre a inclusão da Sociologia no ensino médio.

O ponto alto dos estudos apresentados pela autora concentra-se nos capítulos quatro e cinco. As relações entre a docência, a identidade profissional e os sentidos produzidos no trabalho pedagógico são explicitadas no capítulo quatro, denominado Docência e Identidade Profissional: sentidos produzidos no trabalho pedagógico na experiência do ser docente em que é estabelecida uma interlocução teórica com os eixos de análise categorizados, como: a formação para a docência; a busca de sentido na experiência do ser; o ser e estar na profissão docente; os sentidos de si mesmo e da atuação junto às atividades socioculturais, pedagógicas e políticas da escola.

As análises sobre o cotidiano escolar são centrais no capítulo cinco, com o título de O exercício da docência no cotidiano do professor de Sociologia no ensino médio, elaboradas a partir do mapeamento dos sentidos do professor de Sociologia, sobre o seu saber-fazer docente, sobre as dificuldades vivenciadas no exercício da docência da disciplina de Sociologia nas escolas pesquisadas e sobre o ser professor, interagindo com a realidade do aluno.

Nas considerações finais, são apresentadas as sínteses da pesquisa, como contribuições valiosas para ampliar a produção científica sistematizada sobre os processos identitários do professor de Sociologia do ensino médio, sendo possível estender as contribuições do estudo a outros profissionais docentes. Assim, a autora oferece ao leitor uma pertinente reflexão sobre a história de organização da Sociologia como disciplina escolar, com os diversos avanços e retrocessos no seu processo de consolidação no currículo escolar, dialogando com os docentes em situação de ensino para apreender os sentidos que eles atribuíram às experiências e às ações desenvolvidas no cotidiano da escola.

A análise sobre esses sentidos, atrelada às experiências pessoais, profissionais e formativas dos professores, permite entrever suas formas próprias de ser, de agir e de pensar como professores de Sociologia, que revelam subjetividades e identidades em formação. Em seus depoimentos, são revelados sentidos diversos sobre a escola, os gestores, a sala de aula, as estratégias de ensino e de interação com os alunos.

Assim, afirmo como essenciais esses elementos na leitura do livro de Maria das Dôres, convidando o leitor para mergulhar na sua trama teórico-prática, considerando a multiplicidade de discursos, na medida em que, afirma a autora, não existe uma identidade profissional pronta e acabada, mas pressupõe uma multiplicidade de aspectos, marcas, identificações e práticas que interpenetram os sentidos atribuídos pelos professores ao ser-fazer-pensar como docente de Sociologia.

Espero, portanto, que o leitor sinta a mesma emoção por mim experimentada, ao ser agraciada com a leitura, em primeira mão, desta obra, partilhando a experiência de conhecer as ideias da autora e suas posições diante da instigante problemática do ensino de Sociologia no ensino médio.

Profª Drª Márcia Maria Gurgel Ribeiro

Departamento de Práticas Educacionais e Currículo/UFRN

LISTA DE SIGLAS

Sumário

CAPÍTULO 1

INICIANDO O DEBATE: NOTAS INTRODUTÓRIAS 

CAPÍTULO 2

O PERCURSO TEÓRICO-METODOLÓGICO DA PESQUISA 

2.1 Das raízes históricas aos fundamentos filosóficos da abordagem qualitativa e etnográfica 

2.2 Procedimentos metodológicos da pesquisa 

2.3 Questionário 

2.4 Entrevistas semiestruturadas individuais e coletiva 

2.4.1 Entrevista semiestruturada coletiva 

2.4.2 Entrevista semiestruturada individual 

2.5 Observações 

2.6 O perfil do professor de Sociologia do ensino médio da rede estadual em Picos, PI 

2.7 Procedimentos de análise dos dados 

CAPÍTULO 3

A SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO: UMA HISTÓRIA DE INCLUSÃO E DE EXCLUSÃO 

3.1 A emergência da Sociologia como ciência 

3.2 A Sociologia no Brasil: a especificidade da ciência no ensino médio 

3.2.1 A Sociologia no ensino médio na entrada do século XXI 

3.3 A Sociologia no ensino médio no Piauí 

CAPÍTULO 4

DOCÊNCIA E IDENTIDADE PROFISSIONAL: SENTIDOS PRODUZIDOS NO TRABALHO PEDAGÓGICO NA EXPERIÊNCIA DO SER DOCENTE

4.1 Ser e estar na profissão docente 

4.2 A busca de sentido na experiência do ser docente 

4.3 Concepções identitárias do professor de Sociologia: sentidos de si mesmo 

4.3.1 Sentidos atribuídos à escola, aos gestores e aos demais professores 

4.3.2 Atuação dos professores junto às atividades sociocultural, pedagógica e política da escola  

CAPÍTULO 5

O EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA NO COTIDIANO DO PROFESSOR 

DE SOCIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO 

5.1 O saber-fazer do professor de Sociologia 

5.1.1 A sala de aula e as estratégias metodológicas do professor de Sociologia 

5.1.2 Dificuldades vivenciadas em sala de aula 

5.2 A interação com os alunos 

5.3 Relações do conhecimento teórico com o conhecimento do cotidiano

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

REFERÊNCIAS 

capítulo 1

INICIANDO O DEBATE: NOTAS INTRODUTÓRIAS

O objeto privilegiado, nesta obra, refere-se ao saber-fazer pedagógico do professor de Sociologia do ensino médio de escolas públicas estaduais da cidade de Picos, PI e suas inter-relações com o processo de construção da identidade profissional.

Diferentes motivos suscitaram esta pesquisa, sendo alguns de ordem profissional e teórica e outros de ordem pessoal, embora todos eles estejam intimamente implicados. O primeiro desses motivos está relacionado com a minha¹ formação em nível de graduação em bacharelado em Ciências Sociais – área de concentração de Sociologia – que me permite transitar de forma mais confortável por esse campo teórico.

Ressaltamos que essa formação foi realizada em plena ditadura civil militar, um dos momentos mais dramáticos da história do país no que se refere aos direitos dos cidadãos. O ensino superior no Brasil, entre as décadas de 1960 e 1980, aconteceu em um período bastante conturbado, em que professores foram presos e demitidos, universidades foram invadidas e estudantes presos e feridos nos confrontos com a polícia, sendo alguns assassinados. Nessa

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