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Variação Lexical na Sala de Aula: Uma Proposta Sociolinguística

Variação Lexical na Sala de Aula: Uma Proposta Sociolinguística

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Variação Lexical na Sala de Aula: Uma Proposta Sociolinguística

Duração:
127 páginas
2 horas
Lançados:
14 de nov. de 2018
ISBN:
9788547315085
Formato:
Livro

Descrição

O livro Variação lexical na sala de aula: uma proposta sociolinguística apresenta um estudo sobre variação linguística, empregada em uma localidade amazônica - Tucuruí - no sudeste paraense, utilizando o processo da pesquisa-ação embasado nos postulados teóricos da Sociolinguística. Dessa forma, esta obra ressalta a importância da variação linguística e suas contribuições na formação da identidade cultural de um povo, bem como sua relevância para a renovação dos procedimentos nas aulas de Língua Portuguesa voltadas para o ensino do léxico, no sentido de valorizar a fala dos alunos e para a ampliação do vocabulário.
Lançados:
14 de nov. de 2018
ISBN:
9788547315085
Formato:
Livro


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Amostra do livro

Variação Lexical na Sala de Aula - Cecília Maria Tavares Dias

COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO LINGUAGEM E LITERATURA

Dedico este livro aos meus pais (João Procópio de Aragão Tavares – in memoriam – e Maria Tereza Garcia Tavares), pelo suor derramado na difícil lida do campo para educar os filhos.

AGRADECIMENTOS

Agradeço à minha amada família: José Flávio de Souza Dias – meu esposo – e aos meus filhos, José Flávio Jr, Renata e Rafaela Tavares Dias, por todo apoio e incentivo na elaboração desta obra.

O que sabemos dos lugares é coincidirmos com eles durante um certo tempo no espaço que são. O lugar estava ali, a pessoa apareceu, depois a pessoa partiu, o lugar continuou, o lugar tinha feito a pessoa, a pessoa havia transformado o lugar.

José Saramago¹

APRESENTAÇÃO

A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros

Vinha da boca do povo na língua errada do povo

Língua certa do povo

Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil

Ao passo que nós

O que fazemos

É macaquear

A sintaxe lusíada

Evocação do Recife, Manuel Bandeira ²

Vivemos num país de muitas línguas, no entanto, há muito nos fizeram acreditar que aqui no nosso país falamos apenas uma língua portuguesa, como se ela fosse uniforme, homogênea e estagnada no tempo. Mas essa concepção de língua jamais foi condizente com a realidade, pois a língua é viva, dinâmica e sempre está em constante transformação. Nas escolas, nos espaços e nas mídias sociais em geral, é comum ser cobrada a chamada língua correta, por haver uma supervalorização de apenas uma: a chamada língua culta.

Em detrimento desse prestígio, a linguagem que o aluno traz de casa, falada de forma descontraída nos pátios da escola com os colegas, é considerada errada, uma vez que pouco são trabalhadas as demais variedades linguísticas na sala de aula. Por essa razão, desenvolvi um projeto de intervenção pedagógica numa escola pública com o fim de valorizar o léxico falado pelos moradores de uma localidade amazônica (Tucuruí/ PA), que passou por um grande fluxo migratório na sua formação populacional. Constatei com o resultado da pesquisa (aplicada a uma turma de 9º ano), que há expressiva riqueza semântico-lexical na região. Parte dessa mostra encontra-se representada num glossário organizado com a participação ativa dos alunos envolvidos no projeto.

Para tanto, a proposta deste livro é partir de um referencial teórico sobre a Sociolinguística e apresentar a experiência vivenciada na proposta de intervenção pedagógica, cujos resultados e análises das entrevistas realizadas, bem como a sugestão de atividades, possam contribuir de forma significativa para o ensino de língua portuguesa.

PREFÁCIO

A relação entre língua, cultura e sociedade é algo bastante reconhecido nos mais diversos campos do conhecimento das ciências humanas, especialmente em algumas correntes teóricas da Linguística, as quais se ocupam de discutir e elucidar tal relação por diferentes formas de abordagens. Em comum, admite-se que as línguas existem como fruto das convenções e interações sociais sendo, portanto, indissociáveis dos sujeitos falantes como membros de um determinado grupo social, num momento histórico, portanto, inseridos em uma cultura.

É próprio das sociedades humanas a criação de cultura, termo que admite múltiplas definições (antropológicas, históricas, etimológicas), mas, de um modo geral, pode ser entendido como o conjunto de comportamentos humanos não determinados biologicamente, mas aprendidos nas interações com outros seres humanos que incluem, no campo imaterial, os conhecimentos, os saberes, os valores, crenças e, no material, as formas de fazer (arquitetônicas, artísticas, paisagísticas etc.). Para todas essas formas de ser e de fazer, o ser humano vem a nomear, conforme as necessidades, as inovações e as volições de cada momento sócio-histórico vivido, constituindo o campo da língua denominado léxico.

O léxico de uma língua se constitui, portanto, em uma importante fonte para o conhecimento de um grupo social, pois permite a compreensão de fatos e fenômenos que são expressos por meio de termos e expressões que recobrem as diversas esferas da vida social e cultural, tanto no passado quanto no presente. Nesse sentido, os estudos do léxico têm sido uma importante contribuição para o conhecimento do contexto histórico, sociocultural e ideológico, bem como da própria língua, ao se constatar a variação a que se acha submetida.

Esta obra em particular, de Cecília Maria Tavares Dias, nos apresenta-nos um estudo sobre variação lexical na zona urbana de Tucuruí, uma cidade do interior do estado do Pará. O referencial teórico que

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