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Método simplificado de diagnóstico e planejamento em ortodontia e ortopedia

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Método simplificado de diagnóstico e planejamento em ortodontia e ortopedia

notas:
5/5 (2 notas)
Duração:
294 páginas
2 horas
Editora:
Lançados:
7 de set. de 2016
ISBN:
9788582453483
Formato:
Livro

Descrição

Esta obra visa permitir aos ortodontistas e estudantes o planejamento de casos clínicos com facilidade e objetividade.
Esta obra visa permitir aos ortodontistas e estudantes o planejamento de casos clínicos com facilidade e objetividade.
Editora:
Lançados:
7 de set. de 2016
ISBN:
9788582453483
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Sobre o autor


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casos.

IMPORTÂNCIA DOS EXAMES ORTODÔNTICOS

A importância dos exames usados no planejamento mudou bastante durante a evolução da ortodontia. Antes da aplicação das radiografias cefalométricas, a avaliação das características clínicas predominava.

O advento da cefalometria induziu os ortodontistas a acreditar que o equacionamento dos problemas ortodônticos era mais apurado por este método. Enquanto isto, alguns profissionais preferiam avaliar apenas os modelos para fazer seus planejamentos.

Parece mais prudente retirar as informações de cada uma destas manobras de diagnóstico, pois cada uma delas pode fornecer dados que as outras não conseguem. Em nossa filosofia, cada exame serve para avaliar uma parte do problema.

A tabela abaixo mostra as manobras de diagnóstico e o que se pode retirar de informações em cada uma delas. Por alguma razão alguns colegas ainda pensam ser possível avaliar apenas um dado e fechar o diagnóstico.

Usar apenas os modelos de gesso para planejar um caso é uma das coisas mais comuns nas discussões entre pessoas que têm pouca informação em ortodontia. Em geral as possibilidades de tratamento são todas fundamentadas em como movimentar os dentes para uma posição melhor.

O modelo de um paciente Classe II, por exemplo, pode representar um elenco enorme de possibilidades. A maloclusão pode ser causada pela falta de crescimento mandibular, pelo excesso de crescimento maxilar, pelo crescimento excessivamente vertical e pela combinação de todos os anteriores, para citar somente as causas esqueléticas.

Também pode ser oriunda de problemas funcionais, como a interposição da língua e dos lábios e, pela análise de modelos, nenhuma destas informações pode ser observada. Se o fulcro do problema for esquelético ou funcional, o planejamento teria que priorizar a melhora da relação das bases ósseas e do problema funcional, e não a movimentação dos dentes nos seus alvéolos.

Para entender melhor as características clínicas e tratamento destes tipos de Classe II, sugerimos a leitura de nosso livro crescimento, ortodontia interceptativa e ortopedia maxilar, páginas 78 a 101.

A importância de cada manobra de diagnóstico varia em função da idade do paciente, pois as evidências científicas mostram que os problemas esqueléticos só podem ser tratados durante a fase de crescimento e devem ser priorizados nas crianças. Desta forma, conhecer os problemas esqueléticos é muito mais importante num paciente jovem do que num adulto, onde será possível apenas camuflar estes problemas ou orientá-lo ao tratamento cirúrgico.

Por outro lado, uma criança com deficiência de crescimento mandibular irá provavelmente apresentar uma relação de Classe II de molares, pela má relação entre as bases apicais. Ao ser estimulado o crescimento mandibular, a relação entre as bases irá melhorar e a relação de Classe II poderá se transformar em Classe I.

Nota-se, portanto, que nas crianças a análise dos modelos não tem a mesma importância que a cefalometria. Nos adultos, a análise da dentição tem influência muito maior porque determina a possibilidade de recuperação de espaços, a necessidade de extrações e a mecânica a ser empregada na movimentação dentária.

Em todas as situações, o exame clínico fornece informações de igual valia.

Na atualidade, é inadmissível existir um ortodontista que faça apenas uma filosofia ortodôntica. Cada paciente tem um elenco de necessidades que não pode ser preterido pelo fato do profissional gostar mais de uma forma de tratamento do que de outra.

De nada adianta ter grande habilidade em técnicas ortopédicas quando se necessita apenas alinhar os dentes de um paciente adulto, assim como de nada vale dominar uma excelente técnica de ortodontia fixa para atender uma criança com um problema esquelético.

O gráfico abaixo mostra um resumo das formas de tratamento que devem ser dominadas por um bom ortodontista para que tenha condições de atender seus pacientes, independente de sua idade. Note que cada uma delas demandaria um livro texto, e deixamos para que o leitor use as terapias que mais domine, dentro de cada subdivisão da ortodontia.

De maneira prática, a ortodontia pode ser subdividida em interceptativa e corretiva. Do ponto de vista filosófico ela pode ser dividida em ortodontia e ortopedia funcional dos maxilares, embora a divisão entre estes dois termos não seja aceita na comunidade ortodôntica mundial.

Podemos dizer que um bom profissional deve desenvolver as seguintes habilidades:

1)Praticar formas de promover a reeducação de hábitos deletérios como a interposição labial, lingual, sucção de objetos, etc. Podem ser usados recursos de ortodontia interceptativa, ortopedia facial e encaminhamento para outras especialidades.

2)Aplicar aparelhos de ortopedia funcional e ortopedia mecânica para tratar problemas esqueléticos nos indivíduos em crescimento. Entram neste quesito os ativadores de crescimento mandibular, as máscaras faciais para crescimento maxilar, os expansores rápidos de maxila, etc.

Todos os detalhes sobre a indicação, construção e manejo clínico destes recursos estão nas páginas 207 a 242 de nosso livro Ortodontia e Ortopedia Funcional. Sugerimos esta leitura se o profissional não tiver conhecimento sobre estes aparelhos.

3)Conhecer formas de manutenção e recuperação de espaço nas arcadas na dentição mista. Nesta condição estão as barras transpalatinas, o arco de Nance, os mantenedores fixos e removíveis, os recuperadores fixos e removíveis, etc.

Todos os detalhes sobre a indicação, construção e manejo clínico destes recursos estão nas páginas 127 a 206 de nosso livro Ortodontia e Ortopedia Funcional.

4)Desenvolver a habilidade para usar aparelhos corretivos nos pacientes adultos cuja movimentação dentária possa suprir os desejos do paciente e atingir as metas de estabilidade do tratamento.

O ideal seria tratar apenas adultos que não tivessem problemas esqueléticos, mas isto é utópico. O mais lógico é tratar com ortodontia fixa os pacientes que possam se beneficiar de uma camuflagem de seus problemas funcionais e esqueléticos e indicar para a cirurgia ortognática os casos mais graves.

5)Procurar conhecer o maior número possível de manobras de ortodontia corretiva, não se limitando a uma única técnica. Usar a odontologia baseada em evidências para escolher quais são as melhores informações disponíveis.

Também é válido lembrar que a ortodontia é uma das especialidades cujo marketing das firmas comerciais tenta transformar técnicas e ministradores em celebridades, como se as técnicas tradicionais tivessem ficado desatualizadas.

Isto causa grande impacto nos profissionais mais novos, sedentos de novidades tecnológicas, mas não impressionam os mais experientes, acostumados a obter os mesmos resultados com braquetes convencionais e técnicas consagradas.

Acreditamos que entre os avanços tecnológicos recentes, os dispositivos temporários de ancoragem (também chamados microimplantes), as técnicas cirúrgicas para apressar o movimento ortodôntico (distração periodontal, corticotomias, etc.) e o aprimoramento da cirurgia ortognática segmentada são os procedimentos que poderão modificar nossa especialidade.

No entanto, o uso de braquetes autoligantes e com torques diferenciados não se sustenta na prática, não produzindo resultados diferentes dos convencionais.

AVALIAÇÃO CLÍNICA

A avaliação clínica começa com a história pregressa da saúde do paciente, uma vez que algumas condições influem negativamente no tratamento ortodôntico.

Qualquer dúvida sobre doenças antigas ou atuais pode ser resolvida pela comunicação com o Médico que atende ou atendeu o paciente.

Como em qualquer especialidade da área médica a ortodontia tem suas limitações. Algumas vezes o tratamento pode estar contra-indicado por circunstâncias decorrentes da saúde geral do paciente.

Para evitar transtornos é imprescindível que se faça uma boa anamnese do estado geral do paciente e das possíveis doenças que podem comprometer o tratamento.

Como exemplo prático iremos seguir a ficha clínica usada na Sociedade Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Maxilar. Esta ficha pode ser preenchida de maneira rápida e busca apenas informações importantes para o tratamento ortodôntico.

Para qualquer procedimento cruento ou administração de medicamentos deveria ser feita anamnese mais abrangente.

1)História médica:

Qualquer ficha clínica precisa ter um campo onde constem informações sobre a história médica, em especial sobre enfermidades que modificam os processos de reparação do tecido conjuntivo e o metabolismo ósseo.

Entre elas estão os desequilíbrios hormonais, principalmente envolvendo as glândulas paratireóides, as alterações hepáticas e renais. Algumas patologias são tratadas com medicamentos de uso constante que afetam a reparação gengival, bastante exigida nos tratamentos com ortodontia fixa.

Quando o paciente se encontra sob o uso de medicamentos é importante conhecer a fórmula e seus efeitos colaterais. Alguns medicamentos usados no controle de problemas respiratórios e anticonvulsivantes influenciam na resposta inflamatória da gengiva.

Quanto ao processo alérgico, é bom lembrar que o aço usado nas peças ortodônticas tem níquel em sua composição e muitas pessoas são alérgicas a este elemento.

Recentemente foi relacionado o uso de anticancerígenos biofosfonados e a osteonecrose em pacientes que estavam usando aparelhos concomitante à terapia oncológica.

A grande procura de tratamento por parte de adultos também levou ao consultório uma série de mulheres sob terapia hormonal, com os mesmos efeitos colaterais que as disfunções endócrinas.

Em nossa ficha clínica dispomos de um espaço para a avaliação da história médica, que pode ser inclusive preenchido pelo próprio paciente para evitar perguntas constrangedoras.

2)Desejo do tratamento:

Neste espaço deve constar o que gerou o impulso de paciente para procurar um ortodontista. Pergunta-se de quem partiu o desejo de tratar, principalmente quando o paciente é uma criança.

Crianças que foram levadas compulsoriamente pelos pais costumam ter uma adesão ao tratamento menor do que aquelas que vieram por vontade própria. Quando se tratar de indicação de outro colega, é importante conhecer o motivo da indicação, pois algumas pessoas não manifestam queixa e também não têm noção do porque foram indicadas ao ortodontista.

3) Comportamento:

Embora seja impossível conhecer o comportamento de um paciente na primeira consulta, algumas vezes o primeiro contato pode revelar uma atitude passiva ou hiperativa que prejudica o tratamento, especialmente nas crianças.

Através da observação durante a anamnese, podemos considerar o comportamento como responsável, moderado ou irresponsável e assim presumir se é o momento indicado para a terapia ou se deve ser postergado até o paciente melhore sua atitude.

4)Data da menarca:

Nas meninas, a menarca indica geralmente que a mesma passou do pico do surto de crescimento puberal e, consequentemente, está na fase descendente do crescimento esquelético.

5)Histórico de disfunção temporomandibular, dores de cabeça e dores faciais:

Alguns pacientes ainda hoje procuram o ortodontista para tratar os problemas citados, mesmo existindo uma especialidade que tem por objetivo o estudo da dor orofacial e disfunção da ATM.

Durante a anamnese o paciente deve ser perguntado sobre estas condições. Por motivos óbvios, caso manifeste alguma delas, deve ser indicado ao especialista da área e, depois de controlada a dor e a disfunção, pode ser submetido ao tratamento ortodôntico.

Devido à grande coincidência entre a dor crônica de cabeça, a fibromialgia, a depressão e as dores orofaciais, algumas perguntas podem ser encaminhadas neste sentido, para melhor perceber que o tratamento do paciente não requer apenas uma simples movimentação dentária.

6)Uso prévio de aparelho ortodôntico:

Muitos clientes comparecem ao consultório após uma experiência negativa de tratamento ortodôntico. É muito importante conhecer o tipo de aparelho (fixo ou removível) e o tempo de uso, principalmente para dar mais atenção aos sinais de reabsorção radicular nas radiografias e para os efeitos colaterais que o tratamento possa haver induzido.

Infelizmente, alguns já vêm com um preconceito em relação ao tipo de tratamento que lhe foi aplicado e não concordam em usar um aparelho semelhante, mesmo que mais adequado.

QUEIXA PRINCIPAL:

Ou queixas principais, uma vez que algumas pessoas têm múltiplas aspirações quando procuram um ortodontista. Neste campo devem ser anotadas as palavras usadas pelo paciente para descrever o que quer que seja modificado na sua face e dentição.

A seguir o ortodontista deve orientar o paciente a descrever de maneira mais precisa o que lhe incomoda. Costumamos fornecer um espelho e pedir para que mostre com o indicador o que lhe causa incômodo.

Enquanto isso anota-se detalhadamente a queixa. Por exemplo, quando um paciente diz que tem os dentes tortos, pedimos para mostrar exatamente o que gostaria que fizéssemos em cada um dos dentes que considera

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