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Impacto e Contribuições da Inteligência Emocional na Qualidade de Vida

Impacto e Contribuições da Inteligência Emocional na Qualidade de Vida

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Impacto e Contribuições da Inteligência Emocional na Qualidade de Vida

notas:
5/5 (4 notas)
Duração:
131 páginas
2 horas
Lançados:
18 de mar. de 2019
ISBN:
9788540027336
Formato:
Livro

Descrição

O que se pretende neste trabalho é apresentar o valor e a importância de se ter uma inteligência emocional bem-trabalhada e desenvolvida, e que é possível, sim, revolucionar e aprimorar pessoas, bem como sua capacidade de alcançar resultados. Ou seja, se essa entender a necessidade e os benefícios de uma vida emocional bem-equilibrada, obterá uma alta performance, tanto na sua vida pessoal como na vida profissional, transformando seus relacionamentos em relacionamentos saudáveis.
Lançados:
18 de mar. de 2019
ISBN:
9788540027336
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1. O EMOCIONAL E SUAS IMPLICAÇÕES

Segundo BUENO, PRIMI (2003), a primeira vez que o termo Inteligência Emocional surgiu foi em um artigo como uma subclasse da Inteligência Social. Esse fora relacionado às habilidades de verificar os próprios sentimentos e emoções, bem como os dos outros, promovendo, assim, a capacidade de administrar seus pensamentos e ações. O processo da Inteligência Emocional se dá quando os conteúdos internos carregados de afeto entram em contato com uma informação, associando a interpretação perceptual, que envolve avaliação e forma de expressão das emoções em si e nos outros, à regulação e adaptação da mesma, seja na comunicação verbal ou não-verbal (SALOVEY & MAYER, 1990, p. 189, apud BUENO, PRIMI, 2003).

O termo inteligência emocional já vem sendo usado por volta da década de 90 e, desde essa época, já trazia em si a importância da avaliação das emoções por meio da percepção de si mesmo e dos outros, bem como seus sentimentos e afetos, que podem estar comprometidos por uma má interpretação do meio em que se vive, que é o responsável por transmitir toda a informação e conhecimento. É com base na importância dessas informações carregadas de afetos que se faz necessário pontuar alguns fatos interessantes. Por exemplo: toda informação primordial para formação do ser, verbal ou não-verbal, é transmitida no período da infância, em que não existe um filtro nem um vocabulário suficiente para entender as metáforas que o adulto diz. Isto faz com que a criança absorva tudo ao pé da letra como lhe é falado, o que certamente interfere no processo de avaliação, regulação e adaptação dessas emoções, bem como na aceitação das mesmas em si mesmo e nos outros, quando esse atinge a fase adulta.

Para a criança pequena, é muito difícil desistir de algum objetivo, apenas porque é intangível¹. Isso a torna competitiva, desafiadora, ousada e aventureira por natureza. O ponto básico aqui é como o adulto deve explicar para essa criança quais os motivos e o porquê de ela não poder obter o que se quer no momento e do jeito que deseja. Essa ação mal-executada vai influenciar na mesma de forma positiva ou negativa, pois isso também dependerá da compreensão dessa criança.

[...] A formação da história intrapsíquica, não é completa, mas parcial, pois dependerá da ação psicodinâmica de múltiplas variáveis intrapsíquicas. Por isso, um pai alcoólatra, agressivo e socialmente alienado, poderá gerar dois filhos com personalidades totalmente distintas, pois cada momento da interpretação eles possuem variáveis intrapsíquicas qualitativamente diferentes, que interpretarão os estímulos advindos do pai, de maneira diferente, gerando construções psicodinâmicas diferentes².

Esse fator de como se percebe a situação vivida pode sempre ter várias vertentes, por exemplo: um filho pode se tornar um alcoólatra passivo e tranquilo, e o outro odiar a bebida, mas, ainda assim, ser agressivo; pode ter um que não seja nem alcoólatra, nem agressivo, mas alienado e ainda pode haver um que não tenha nenhuma dessas características, tornando-se uma pessoa que não bebe, não é agressiva e nem alienada. Há várias situações que podem ocorrer de forma diferente para cada um dos filhos, a partir da interpretação individual, uma vez que cada um tem uma forma de ver a vida e o que acontece nela.

Toda e qualquer porção de experiência vivida no período de aprendizado na infância vai influenciar a pessoa no âmbito pessoal e profissional na fase adulta, uma vez que essa bagagem acompanha o indivíduo por toda a vida. Mesmo que para ele não seja possível lembrar-se dos fatos ocorridos, com certeza terá as mesmas sensações vivenciadas, sensações essas que nortearão as suas ações futuras.

Tais experiências vão modificar a capacidade desse adulto que outrora na infância era destemido, ousado e competitivo, mas que agora pode ter deixado de ser e, consequentemente, não terá uma vida de sucesso, uma vez que suas emoções estarão afetadas por essas sensações vividas no período de sua infância. É natural que haja o sentimento de medo no adulto, tirando a capacidade da pessoa de avançar, por mais que pela lógica ou razão esteja claro que deveria.

Goleman (2012), em seu livro Inteligência Emocional, procura demonstrar que não só a razão influência nos nossos atos, mas a emoção também é responsável por nossas respostas e tem grande poder sobre as pessoas. Ele conta que Bobby Crabtree e sua mulher achavam que Matilda Crabtree estava na casa de sua amiga e, ao entrar em casa naquela noite, ouviram ruídos. Imediatamente, ele pegou sua pistola calibre 357 e foi ao quarto da filha, quando ela pulou de dentro do armário, ele atirou, atingindo o pescoço dela que morreu 12 horas depois³.

O medo é um sentimento necessário à sobrevivência. Do contrário, entraríamos em uma jaula com leão selvagem sem nenhum cuidado ou preparo para garantir nossa integridade física. No entanto, o medo pode afetar nossas emoções, bloqueando os sentidos e a capacidade de raciocínio e tira qualquer possibilidade de ação pela razão. Como o caso de Bobby que foi dominado, a ponto de perder a razão e atirar, segundo Goleman (2012). O medo levou-o a atirar antes de verificar perfeitamente no que atirava e mesmo antes de reconhecer que aquela voz era de sua filha.

Algumas habilidades emocionais são consideradas importantes para que uma pessoa alcance seus objetivos, seja feliz e alcance sucesso na vida. Dentre elas, são citadas: o controle do temperamento, adaptabilidade, persistência, amizade, respeito, amabilidade e empatia.

Essas habilidades emocionais são desenvolvidas no período da infância, quando é mais fácil. Não que o adulto não possa desenvolvê-las, pelo contrário, é perfeitamente possível e necessário. Porém, no período infantil, a criança está livre de alguns questionamentos que dificultam o processo. Durante a infância, também é comum o bloqueio destas habilidades. Exemplo: uma criança ávida pela experimentação, aprendizado e desejo de pertencer a um grupo se encontra de um lado, e do outro, um pai superprotetor, ou muito rígido.

É importante ressaltar que o fator responsável pelo bloqueio da criança em relação à vida é a falta de limites ou limites em excessos. Entretanto se essa for feita de forma conveniente com uma explicação adequada, ou seja, com um nível satisfatório de clareza na informação, será sempre bem-vinda, pois toda fala, ao ser transmitida, estará carregada de afeto, se a mesma não for feita com a devida clareza, como é o caso da fala simples: o não pelo não. Em resumo, cabe equacionar a existência de três tipos principais de métodos patogênicos de educação: a severidade excessiva, a indulgência excessiva e a incoerência das atitudes dos educadores, ou entre eles e, pior que tudo, uma indiferença pela criança (ZIMERMAN, 2007, p. 109).

[...] Transferência é o deslocamento de padrões de sentimento e comportamento, originalmente experimentados com figuras significativas da infância de uma pessoa, para indivíduos que se relacionem com a mesma no presente. No local de trabalho, uma das manifestações mais comuns disso é a transferência de autoridade⁵.

O simples não, sem a devida explicação, deixa que a criança faça sozinha sua interpretação. Em meio ao seu vocabulário pobre de conhecimento faz com que a mesma tome a palavra ao pé da letra, o que lhe é próprio, e que acabe por entender através do sentimento de abandono esse não, como: eles não gostam de mim; não sou bom o suficiente etc. Logo, no adulto, ocorre o mesmo na transferência para outros líderes, principalmente o chefe. Essa sensação será reproduzida como angústia, medo e culpa, pois o pensamento é: eu não sou bom o suficiente.

A criança não consegue julgar ou avaliar o mundo senão através do outro, ou seja, aquele que o educa/ensina, pois a mesma depende completamente desse meio para se formar como pessoa e se desenvolver como ser humano.

Para Vygotsky, a vivência em sociedade é essencial para a transformação do homem de ser biológico em ser humano. É pela APRENDIZAGEM nas relações com os outros que construímos os conhecimentos que permitem nosso desenvolvimento mental. Segundo o psicólogo, a criança nasce dotada apenas de FUNÇÕES PSICOLÓGICAS ELEMENTARES, como os reflexos e a atenção involuntária, presentes em todos os animais mais desenvolvidos. Com o aprendizado cultural, no entanto, parte dessas funções básicas transforma-se em FUNÇÕES PSICOLÓGICAS SUPERIORES, como a consciência, o planejamento e a deliberação, características exclusivas do homem. Essa evolução acontece pela elaboração das informações recebidas do meio. Com um detalhe importantíssimo, ressaltado pela psicóloga Cláudia Davis, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP): As informações nunca são absorvidas diretamente do meio. São sempre intermediadas, explícita ou implicitamente, pelas pessoas que rodeiam a criança, carregando significados sociais e históricos. Isso não significa que o indivíduo seja como um espelho, apenas refletindo o que aprende. As informações intermediadas são reelaboradas numa espécie de linguagem interna, explica o pedagogo João Carlos Martins, diretor pedagógico do Colégio São Domingos, de São Paulo. É isso que caracterizará a individualidade. Por isso, a linguagem é duplamente importante para Vygotsky. Além de ser o principal instrumento de intermediação do conhecimento entre os seres humanos, ele tem relação direta com o próprio desenvolvimento psicológico. Maria Teresa Freitas resume: "Nenhum conhecimento é construído pela pessoa sozinha, mas sim em parceria com as outras, que são

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O que as pessoas acham de Impacto e Contribuições da Inteligência Emocional na Qualidade de Vida

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  • (5/5)
    Leitura bastante agradável, é minha primeira obra desta temática, e achei a leitura bastante agradável. Eu indico!