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Tecnologias e formação de professores

Tecnologias e formação de professores

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Tecnologias e formação de professores

Duração:
133 páginas
1 hora
Lançados:
1 de jan. de 2017
ISBN:
9788547304041
Formato:
Livro

Descrição

A formação de professores por meio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) suscita discussões sobre suas possibilidades e desafios no contexto educacional brasileiro. Para sabermos se professores formados por meio das TIC tendem a usar mais as tecnologias como um recurso pedagógico, a presente pesquisa foi realizada com alunos-professores formados no curso de Pedagogia pelo polo de Educação a Distância. Assim, nesta obra são discutidas a emergência do espaço virtual e a formação de professores nesse contexto, bem como a cultura das novas gerações e as novas maneiras de compreensão dessas crianças e jovens. Evidenciam-se também as possibilidades de utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação no contexto escolar pelos professores formados por meio da EaD e as possíveis dificuldades encontradas nas diferentes escolas pesquisadas. Aqui fica o convite para o leitor analisar as páginas que se seguem e refletir sobre um caminho que se firma como uma possibilidade para a formação de professores no Brasil.
Lançados:
1 de jan. de 2017
ISBN:
9788547304041
Formato:
Livro


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Tecnologias e formação de professores - ELIZABETE RAMALHO PROCÓPIO

COMITÊ CIENTÍFICO DA COLEÇÃO EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS E TRANSDISCIPLINARIDADE

PREFÁCIO

Em tempos de desterritorialização de tempos e saberes, a relação entre Tecnologias e Educação se torna urgente. Hoje, não se trata mais de compreender o acesso ao conhecimento como ocorrendo entre quatro paredes, uma vez que somos todos constantemente atravessados por conteúdos expostos em tempos instantâneos ou diferidos, sejam informações, discussões, textos ou múltiplas linguagens.

Nesse contexto, são produzidas novas subjetividades, novos modos de aprender e apreender o mundo. As novas gerações, principais sujeitos dos processos educativos contemporâneos, já nasceram em um contexto comunicacional marcado por tecnologias, por múltiplas linguagens, pelo acesso imediato ao que vai sendo produzido pela humanidade para o bem e para o mal.

Como instituições estruturantes da sociedade, os sistemas educacionais, contudo, têm se mantido, em geral, apegados as suas tradições de transmissão fundada na oralidade e na escrita. Atribui-se, frequentemente, a uma lacuna na formação dos professores a resistência de integrar as tecnologias aos processos pedagógicos escolares. Vistas ainda mais como meios de entretenimento, e não de cultura e conhecimento, há ainda pouco desenvolvimento de reflexão sobre seu uso como ferramenta de aprendizagem nos cursos de formação inicial de professores.

Talvez, paradoxalmente, cresça fortemente no Brasil a formação de professores por meio de tecnologias, nos chamados cursos a distância. No momento, tanto o setor privado de educação como o setor público, mais representado hoje pela Universidade Aberta do Brasil, dedicam-se a formar professores por esse meio, seja por encontrar nele significativo nicho de mercado, no que se refere aos cursos das universidades privadas, seja para atender às demandas de formação do Plano Nacional de Educação, no caso do contexto público.

Quais seriam, então, os benefícios da formação de professores a distância para além da questão da democratização do acesso à educação? Uma das possíveis respostas a esse questionamento que Elizabete Ramalho Procópio busca esclarecer neste trabalho é que a formação por meio de tecnologias, promovida juntamente com uma necessária reflexão sobre seu potencial cognitivo, produziria, como desdobramento, a capacitação de professores para realizar o oportuno movimento de integração dessas tecnologias com suas práticas pedagógicas.

Como aponta a pesquisadora em seu trabalho, ao indagar os professores formados a distância por cursos do Consórcio Cederj, que se utilizam de Ambiente Virtual de Aprendizagem, como eles passam a utilizar as tecnologias em sala de aula, é possível perceber a relevância que passam a atribuir a elas, visualizando seu papel como ferramentas de significativo potencial pedagógico. No entanto, entre práticas efetivas e ausências, é possível à autora perceber que, para além da formação que integra as tecnologias e promove a reflexão sobre seu uso, os contextos que o professor encontra em seu trabalho são de importância fundamental, facilitando ou criando dificuldades para novas experiências desejadas. Na escola onde ele trabalha, currículo, estrutura física e gestores colaboram ou não com seu avanço em práticas que trazem para o universo pedagógico em que atua os conhecimentos e questionamentos que construiu durante sua formação.

Trata-se, portanto e novamente, de entender a prática docente em sua complexidade, com múltiplos atores operando e se relacionando. A simples oferta de formação, por mais essencial que seja, não garante que as práticas dela derivadas sejam consoantes às novas convicções ou expectativas do professor. Terão de ser pensados a cultura escolar, as tensões que nela se evidenciam e os poderes que nela se exercem. Nessa perspectiva, ressignificar tempos e espaços no interior dos processos formais de ensino e aprendizagem, principalmente no que se refere às novas gerações, acaba por ressignificar também, em alguma medida, as práticas escolares. E cultura aqui pode ser pensada em mais de uma direção. Como conclui a autora:

O profissional da educação de hoje, inserido nesse contexto, se vê diante de muitos desafios, entre eles, o de se valer da cultura que emerge dessa relação virtual na qual a informação transita, podendo estar a serviço da aprendizagem e do conhecimento. Os cursos de EaD devem considerar que precisam ir além de proporcionar a imersão de professores no meio digital. Precisam, por meio de reflexão na ação, direcioná-los para uma pesquisa contínua das possibilidades que esse meio oferece.

A relação entre tecnologias e educação ainda é suficientemente recente para que sejam justificadas resistências e desconhecimentos. No entanto, a Educação a Distância está presente, de maneira aparentemente irreversível, em todo o mundo. É preciso estudá-la mais e mais, de maneira a compreender quais seus desafios e possibilidades, em especial no campo que nos concerne, o da formação de professores. Nos limites deste trabalho é o que Elizabete faz com clareza e perspicácia, seguindo caminhos desenhados pela Academia. Sua leitura se coloca como um bom convite, propondo-nos reflexões que nos conduzem, ao longo e ao final, a pensar nas possibilidades de uma educação mais consoante aos tempos em que vivemos. Acompanhar aqui a trajetória de seu trabalho promete bons frutos ao leitor. Dele, espera-se, outras reflexões surgirão. Além da possibilidade de novos diálogos.

Eliane Medeiros Borges

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1

ESCOLA, NOVAS GERAÇÕES E TECNOLOGIAS

1.1 Algumas considerações sobre o conceito de modernidade

1.2 Novas gerações e tecnologias

1.3 A cultura

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