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Por que não desisto: Futebol, dinheiro e política

Por que não desisto: Futebol, dinheiro e política

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Por que não desisto: Futebol, dinheiro e política

Duração:
309 páginas
2 horas
Lançados:
13 de jun. de 2013
ISBN:
9788578440831
Formato:
Livro

Descrição

Quais são os benefícios de uma Copa do Mundo no Brasil? Por que o torneio mais popular entre as seleções do planeta está com os dias contatos? O que motiva o país a se interessar, com tanta dedicação, a sediar os Jogos Olímpicos? Quem é capaz de dirigir um clube de futebol com inteligência, transparência e seriedade? Juca Kfouri divide as respostas com você neste "Por Que Não Desisto - Futebol, Dinheiro e Política", um livro que Tostão apresenta como indispensável. O autor concilia a beleza doesporte dentro de seu tempo regulamentar com os bastidores regados a negociatas e politicagem. Essa mistura contém muitos e antigos vícios, que permanecem atuais como se tivessem acontecido ontem. É para se deliciar com essa tabelinha que Juca Kfouri quer trocar especialmente com você, leitor. E, sobretudo, pensar!
Lançados:
13 de jun. de 2013
ISBN:
9788578440831
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Por que não desisto - Juca Kfouri

Editora.

Sumário

Sumário

Não desiste

Por que não desisto?

Futebol de popstars

A elitização do futebol

Círculo vicioso

Um imenso Uruguai

Da derrota à vitória. E aos vampiros

O fim das Copas?

Exportar é a seleção

História antiga

Recordar é viver

O que acontecerá se o pentacampeonato vier?

Futebol S/A

Profissionalismo é a alma do negócio

Lições da Copa

Os profissionais

A propaganda autorizada

Lula, o cartola

Hipócritas, cínicos e dissimulados

O torcedor contra a corrupção!

Um país anestesiado

Cadê o responsável?

Incentivo ao esporte nacional

Terceira classe com preço VIP

Bem-vindo ao Congo. E daí?

O fim dos déspotas

Por que acabaram os líderes?

Uma lei que ensina o caminho do gol

Parmalat X Parmalat

Quanto vale?

Uma empresa, dois clubes

Nem Tio Sam imaginava

Parceiros & traiçoeiros

Intestinos do Brasil FC

Dinheiro Futebol Clube

A vez do esquema MSI

Está na hora de criar a ANE

Libertem os árbitros

Abra as asas sobre nós

Empresas e clubes: um casamento feliz

Um escândalo chamado Rio-2016

O rabo de cavalo e o ninho de rato

Quero o meu basquete de volta

Por que só falamos de futebol

Os limites das Copas do Mundo

A Copa do Mundo no Brasil

A Copa do Mundo da mentira

Boeing e Electra

Uma atitude contra a altitude

Zagueira do Bangu

Quem está nu?

Preconceito no esporte é hipocrisia

Lei Dinei

Ah, eu sou brasileiro!

A diferença que não é diferente

O gato. E os ratos

Morte e vida futebol

Um sonho impossível

Quem é quem

Ademir da Guia (jogador)

Adhemar Ferreira da Silva (atleta)

Adilson Monteiro Alves (sociólogo)

Adriane Galisteu (apresentadora)

Agnelo Queiroz (político)

Alberto Dualib (dirigente)

Alex Ferguson (técnico)

Alvimar Perrella (dirigente)

Amaury Pasos (atleta)

Ana Paula Oliveira (árbitro)

Antônio Ermírio de Moraes (empresário)

Armando Marques (árbitro)

Arnaldo Cezar Coelho (árbitro)

Arthur Friedenreich (jogador)

Ary Graça Filho (dirigente)

Aymoré Moreira (técnico)

Belletti (jogador)

Bernardinho (técnico)

Bob Charlton (jogador)

Bob Fernandes (jornalista)

Boris Berezovsky (empresário)

Bruna Lombardi (atriz)

Cafu (jogador)

Careca (jogador)

Carlos Alberto Parreira (técnico)

Carlos Arthur Nuzman (dirigente)

Carlos Eugênio Simon (árbitro)

Carlos Miguel Aidar (dirigente)

Casagrande (jogador)

Castor de Andrade (bicheiro)

Chico Buarque (compositor e escritor)

Cicinho (jogador)

Clóvis Rossi (jornalista)

Daniel Alves (jogador)

Daniel Dantas (banqueiro)

Dida (jogador)

Didi (jogador)

Dinei (jogador)

Dunga (técnico)

Edílson Pereira de Carvalho (árbitro)

Eduardo Costa (atleta)

Eduardo José Farah (dirigente)

Eduardo Suplicy (político)

Elio Gáspari (jornalista)

Emerson Leão (técnico)

Emílio Garrastazu Médici (militar)

Eurico Miranda (dirigente)

Fabiana Murer (atleta)

Fábio Koff (dirigente)

Fausto (jogador)

Fernando Gabeira (político)

Fernando Henrique Cardoso (político)

Filó (jogador)

Francescoli (jogador)

Francisco Horta (dirigente)

Franco Baresi (jogador)

Franz Beckenbauer (técnico)

Geraldo Vandré (compositor)

Gérson (jogador)

Graciliano Ramos (escritor)

Grego (dirigente)

Gustavo Kuerten (atleta)

Hortência (atleta)

Ibrahim Eris (economista)

Ivens Mendes (árbitro)

J. Hawilla (empresário)

JB Scalco (fotógrafo)

Jean Marc Bosman (jogador)

João do Pulo (atleta)

João Goulart (político)

João Havelange (dirigente)

João Saldanha (jornalista)

Joel Santana (técnico)

José Carlos Aleluia (político)

José Roberto Torero (escritor)

José Trajano (jornalista)

Júnior (jogador)

Juscelino Kubitschek (político)

Kaká (jogador)

Larry Bird (atleta)

Leônidas da Silva (jogador)

Luis Fernando Veríssimo (jornalista)

Luís Pereira (jogador)

Luiz Felipe Scolari (técnico)

Luiz Gonzaga Belluzzo (economista)

Magic Johnson (atleta)

Magic Paula (atleta)

Maguito Vilela (político)

Mané Garrincha (jogador)

Márcio Braga (dirigente)

Marcos (jogador)

Mário Jorge Lobo Zagallo (técnico)

Mark Spitz (atleta)

Martin Luther King (pastor)

Maurren Maggi (atleta)

Melchiades Filho (jornalista)

Michael Jackson (cantor)

Michael Jordan (atleta)

Michel Platini (jogador)

Millôr Fernandes (jornalista)

Moracy Sant’Anna (preparador físico)

Murtosa (técnico)

Mustafá Contursi (dirigente)

Nilton Santos (jogador)

Nizan Guanaes (publicitário)

Obdulio Varela (jogador)

Olavo Setubal (banqueiro)

Oscar (atleta)

Pat Ewing (atleta)

Paulo Odone (dirigente)

Paulo Roberto Falcão (jogador)

Pedro Rocha (jogador)

Pelé (jogador)

Pepe (jogador)

Protógenes Queiroz (agente federal)

Rafael Greca (político)

Raí (jogador)

Renato Lotufo (médico)

Ricardo Teixeira (dirigente)

Rivaldo (jogador)

Roberto Carlos (jogador)

Roberto Civita (empresário)

Roberto Dinamite (jogador)

Roberto Rivellino (jogador)

Robinho (jogador)

Roman Abramovich (empresário)

Romário (jogador)

Ronaldinho Gaúcho (jogador)

Ronaldo (jogador)

Ruy Carlos Ostermann (jornalista)

Schiaffino (jogador)

Sebastião Lazaroni (técnico)

Silvio Berlusconi (empresário)

Sissi (jogadora)

Sócrates (jogador)

Taffarel (jogador)

Telê Santana (técnico)

Thierry Henry (jogador)

Tinga (jogador)

Tom Jobim (maestro)

Tostão (jogador)

Ubiratan (atleta)

Vampeta (jogador)

Vanderlei Luxemburgo (técnico)

Vicente Feola (técnico)

Wlamir Marques (atleta)

Xuxa (apresentadora)

Zezé Perrella (dirigente)

Zico (técnico)

Zinedine Zidane (jogador)

Não desiste

Tostão

Existe no Brasil um grande número de jornalistas sérios, éticos, competentes, estudiosos e que criticam os absurdos que acontecem no esporte, fora dos gramados. Mas, pouquíssimos, ou nenhum, têm tanta coragem, tantos conhecimentos e tanta competência sobre o assunto, como Juca Kfouri.

Há no esporte brasileiro, e em toda a sociedade, muitos espertalhões, corruptos, fisiologistas, coniventes, acomodados e só existe um Juca Kfouri. Sua luta é antiga, diária e constante, no jornal, no rádio, na televisão e na internet. Não sei como arruma tempo para fazer bem tantas coisas. Juca trabalha até quando dorme e sonha.

Gostaria de estar mais a seu lado. Mas não sou jornalista. Sou apenas um colunista e comentarista de futebol. Por isso, tenho um certo constrangimento, que não deveria ter, de falar sobre certas coisas. Gosto também muito mais da parte técnica, de falar mais do que acontece nos gramados e na preparação das equipes. Não tenho tantas informações sobre os bastidores, de problemas políticos e econômicos. Prefiro não analisar o que não conheço bem.

Acontece o mesmo com vários jornalistas. Muitas coisas são óbvias, mas não podem ser provadas. Existe ainda um medo, um mal estar, de ser processado. Esse tipo de repressão é uma das táticas utilizadas pela turma que é criticada e/ou envolvida com falcatruas. São muitos, unidos e poderosos.

Com Juca é diferente. Ele se preparou para isso. Fala com segurança e com conhecimento. Juca não tem medo também de processos na Justiça. Já são tantos.

O sonho de Juca é ver nas diretorias dos clubes, das federações, da CBF, do COB, no Ministério dos Esportes e em outras instituições esportivas pessoas mais éticas, competentes e mais comprometidas com esporte, principalmente ex-atletas. Não é fácil. Poucos têm preparo para isso. E poucos fariam diferente. A mudança no esporte faz parte também de uma mudança em toda a sociedade.

Esse livro é uma reunião de artigos escritos por Juca sobre os problemas políticos e econômicos do esporte. Cada um melhor que o outro. Além da competência e dos conhecimentos na área esportiva, Juca possui uma cultura que vai além do esporte. Daí as inúmeras associações que faz de fatos que acontecem no esporte com outros que ocorrem na política e na vida brasileira.

A luta contra tantas coisas erradas no esporte não pode parar. Ainda bem que Juca não desiste.

i

A propósito dos personagens citados veja Quem é quem

Por que não desisto?

Um dos sutis detalhes nos textos de Juca Kfouri é a fina ironia, quase inglesa. Às vezes imperceptível, mas sempre presente. Quando está em primeira pessoa, então, é para o leitor se deliciar. É o arremate que encaixa um leve sorriso no canto da boca.

Ponha-se em meu lugar. Imagine-se aos 20 anos de idade, na USP, sonhando em fazer carreira universitária. Aí, surge um convite de uma grande editora para você ir ganhar bem num trabalho com um tema que você adora, o futebol, e que não impedirá a continuidade do curso na faculdade.

Você vai, é claro, e, quatro anos depois, fica diante da encruzilhada: ou seguir na pós-graduação em política ou abraçar de vez o jornalismo, algo que jamais tinha passado por sua cabeça, apesar de o avô materno ter sido jornalista de destaque, o primeiro repórter a encontrar a Coluna Prestes. Então você percebe que está inoculado pelo vírus do jornalismo e dá adeus à USP. A militância na imprensa logo revela que os bastidores de sua paixão são imundos, e você resolve que o leitor tem o direito de saber como as coisas funcionam, por mais que muita gente tente desestimulá-lo a seguir tal caminho, tenso, ameaçador, além de proporcionar inimigos no atacado e processos a granel.

Mas, talvez por herança paterna, o filho do promotor de Justiça não consegue arquivar sua indignação e vai à luta.

Faz até uma carreira bem-sucedida, dirige revistas importantes, trabalha para as TVs líderes no país e depois vira colunista do principal jornal nacional, além de blogueiro do maior portal de internet, âncora da emissora de rádio de mais prestígio e membro da única equipe de TV independente do Brasil.

E ganha muito mais do que imaginava que poderia ganhar como jornalista, essa profissão que ainda remunera mal e que é aviltada pelos que a utilizam para se vender como garotos-propaganda ou para os piores interesses de capitalistas sem escrúpulos, adeptos apenas do deus dinheiro.

Você, no entanto, se deu bem e, apesar de inúmeros erros, manteve seus princípios intactos, jamais se curvou aos poderosos para não mostrar o traseiro para os oprimidos (a frase é do Millôr). Está, portanto, reclamando do quê? Ponha-se no meu lugar, insisto. Você é doido por futebol, torce pelo Corinthians (outra herança paterna) e o que vê, quatro décadas depois de ter começado na profissão?

Um cidadão que você denuncia há mais de 20 anos, que foi devidamente desnudado na imprensa e em duas CPIs, não só resiste no poder como, mais que isso, é hoje dos cinco homens mais importantes do país, bajulado por governadores, ministros e até pelo presidente da República, a ponto de outro dia, numa cerimônia num jornalão mineiro, ter sido mais paparicado que o vice-presidente do país, também presente. Se não bastasse, o Rei se curva diante dele.

Já o seu time de coração se encontra na situação em que se encontra, não só na segunda divisão como nas páginas policiais, muito até pelo que você mesmo ajudou a revelar.

Não é para desistir de tudo, neste país em que somos traídos diariamente? Parar de dar soco em ponta de faca? Só que, se parar, o que dirão os amantes do futebol limpo ou gente como Bob Fernandes, Clóvis Rossi, Elio Gaspari, Janio de Freitas, Luis Fernando Verissimo, Sérgio de Souza e outros caros lutadores?

O jeito é continuar. Porque não tem outro jeito. E tem as netas...

FOLHA DE S.PAULO — 13/03/2008

Futebol de popstars

Os jogadores de futebol passaram a ser chamados de atletas a partir dos anos 80. Era o preparo físico entrando em campo. No começo deste século, eles ganharam outra função: a de preservar suas marcas. Não os recordes, mas suas imagens caras ao entretenimento e à economia do esporte.

O futebol mudou.

Se foi para melhor ou para pior, é o que menos importa. Importa que mudou, e é com esta nova realidade que teremos de conviver. Quem joga futebol de primeira linha não é mais simplesmente um atleta.

É celebridade, popstar. Os Ronaldos, por exemplo, além de um bom nome

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