Aproveite milhões de eBooks, audiolivros, revistas e muito mais

Apenas $11.99 por mês após o período de teste gratuito. Cancele quando quiser.

Equilíbrio emocional: Como promover harmonia entre pensar, sentir e agir

Equilíbrio emocional: Como promover harmonia entre pensar, sentir e agir

Ler a amostra

Equilíbrio emocional: Como promover harmonia entre pensar, sentir e agir

notas:
5/5 (8 notas)
Duração:
223 páginas
5 horas
Lançados:
25 de jun. de 2013
ISBN:
9788578131036
Formato:
Livro

Descrição

O objetivo deste livro, leitor amigo, não é fazer você brigar ainda mais consigo mesmo, mas sim trazer um pouco de luz para ajudá-lo a compreender sua história emocional e dar subsídios para encaminhá-lo a uma mudança efetiva, ou seja, ser menos ego e mais essência.
Ele será um verdadeiro manual de aprendizagem e uma ferramenta importante para o seu autoconhecimento, além de auxiliá-lo em seu caminho de transformação interior até uma vida emocional mais saudável e tranqüila.
Lançados:
25 de jun. de 2013
ISBN:
9788578131036
Formato:
Livro

Sobre o autor


Relacionado a Equilíbrio emocional

Livros relacionados

Amostra do livro

Equilíbrio emocional - Lourdes Possatto

leitura!

1

CONCEITO de RESPONSABILIDADE

"Quando entendermos que somos nós mesmos que

estamos nos fazendo mal, então as portas se abrirão e

existirá alguma esperança."

O S H O

A primeira atitude em direção ao autodesenvolvimento e ao equilíbrio emocional é aceitar que temos cem por cento de responsabilidade por nossa vida e pelo nosso comportamento. Dizer que nossa formação foi importante é real — fomos crianças e estivemos na mão de nossa família e da sociedade, que nos inculcaram idéias, valores e maneiras de ser. E é claro que naquele momento de nossa vida éramos vulneráveis e nos deixamos formar. O fato é que hoje somos adultos, não somos mais tão vulneráveis, já temos alguma experiência de vida e por isso é importante perceber que temos todo o direito de checar, de questionar os valores recebidos, a fim de sentir se hoje nos são úteis e adequados.

Lembre-se de que introjetamos toda essa formação e esses valores por conta de nossa real dependência da família, ou meio primário, na época da infância, e por causa de nosso medo inconsciente de abandono e morte, caso não fôssemos o que os pais e cuidadores primários queriam ou esperavam que fôssemos. Entendemos em nosso íntimo que precisávamos corresponder às expectativas deles, a fim de termos a garantia de cuidados e aceitação.

Hoje, como adulto, assumir a responsabilidade por si mesmo significa bancar-se, ser a expressão de sua própria natureza, tomar posse do seu poder, pois jogar a responsabilidade que é sua no outro é se colocar na mão dele, e, quando você faz isso, se torna fraco e vulnerável.

À medida que assumimos responsabilidade pela maneira como nos sentimos, podemos resgatar nosso grande poder de fazer opções. Temos nosso livre-arbítrio e às vezes esquecemos de usá-lo porque nos sentimos vítimas das situações. E eventualmente nem lembramos que temos livre-arbítrio de tão afastados que nos encontramos de nosso sentir. Veja bem, ninguém é vítima, uma vez que não são as circunstâncias ou condições da formação emocional que constituem as dificuldades atuais. Ao contrário, a conclusão e a reação a tais circunstâncias ou condições é que são o verdadeiro problema.

Você precisa perceber sua capacidade de rechecar os valores introjetados, a fim de dar ou não importância a eles, aprender a agir adequadamente dentro do seu real campo de ação, preocupar-se intensamente com as coisas ou largar os controles e despreocupar-se. Assim, seu sentir determinará qual atitude lhe será melhor.

Enquanto você culpar alguém ou alguma circunstância pelo que quer que tenha acontecido ou esteja acontecendo, enquanto culpar alguém por como se sente, você só se vitimiza e não encontra a solução adequada. Às vezes passamos mais tempo culpando alguém do que fazendo o que deveríamos fazer. Veja que culpar os outros é arrastar-se para trás, enquanto que, quando você assume a responsabilidade por sua ação, avança e se torna mais forte.

Sua responsabilidade torna-se mais forte na proporção direta da eliminação de seus sentimentos e emoções negativas. Cada vez que surgir uma de suas emoções negativas, afaste-a dizendo: Eu sou responsável pelo que sinto. No momento exato em que parar de dar desculpas, você estará a caminho do topo, estará de posse de suas habilidades de fazer algo por e para si mesmo. Você estará mais consciente do seu poder de fazer escolhas e de criar alternativas — e isso tudo porque aceitou a responsabilidade total por si mesmo.

É importante perceber que responsabilidade e coragem andam lado a lado. Se você temer alguma coisa, ouse dirigir-se para a situação que motiva o temor. Somente ao fazermos o que é necessário, desenvolvemos a coragem de que precisamos. E a coragem surge quando vivenciamos ou confrontamos a situação que nos preocupa. A coragem não é ausência de medo, mas sim a sabedoria de agir apesar do medo. Lembre-se de que ter coragem é fazer o que se receia, e não haverá coragem a menos que se tenha medo.

O desejo de fazer, assumir que, se não fizermos algo, ninguém fará por nós, cria a coragem para agir. E precisamos começar a agir. Isso aumentará sua confiança, a própria coragem e o conseqüente poder de fazer, além da eficácia (fazer o que deve ser feito para realizar algo), conseqüentemente, haverá maior leveza, menos ansiedade, menos mau humor e maior ação, que levará à realização das metas.

Assumir responsabilidade normalmente dói, pois é mais fácil atribuir a causa de nossos problemas a outras pessoas, mas somos nós mesmos a causa de nossa infelicidade, das limitações e dos bloqueios. E o aspecto responsabilidade é primordial no processo de crescimento, conhecimento e maturidade emocional, pois, enquanto você estiver culpando alguém ou algo pelo seu fracasso e insatisfação, não assumirá seu poder de modificar o que precisa ser modificado dentro de você.

Aprendemos a colocar a culpa em fatores externos, mas é também verdade que o que está fora não está sob nosso controle. Logo, perceba a necessidade real de assumir a responsabilidade por como você olha as coisas em sua vida e que escolhas faz a cada momento. Pense que você pode modificar as coisas que estão dentro do seu raio de ação, mas não pode modificar o que está fora dele.

Desenvolver essa consciência é extremamente vital. Em meus livros anteriores, no trabalho de consultório e nas palestras que costumo ministrar, muitas dicas, conselhos e direções são dados às pessoas, e várias dessas pessoas não querem ter o trabalho de mudar, elas acham que alguém precisa fazer isso por elas e acabam perdendo um tempo considerável tentando mudar quem está à volta delas para só então mudar. Ou ficam esperando um milagre que não virá de fora, pois até o milagre só vem se você estiver com postura e vibração certas para recebê-lo. Ou, ainda, colocam-se na posição de vítimas, não querem mudar, uma vez que têm a crença de que a vítima inspira dó e com isso querem atenção. E, se recebem atenção por se acharem coitadinhas, para que mudar, não é mesmo? Elas perderiam o colinho, cresceriam, perderiam o apoio e a atenção que só os coitados recebem. E é claro que o coitadinho não assume responsabilidade mesmo.

É meu objetivo que você realmente perceba que, para criar uma mudança efetiva, você precisa assumir totalmente a responsabilidade por si mesmo e pelo que faz consigo mesmo.

Compreendo que você pode me questionar com algo assim:

Mas, Lourdes, se eu sou um produto de minha formação, então não sou realmente responsável, sou vítima.

Mas o outro me trata mal, o outro é ruim, sinto-me indignado com a forma como certas pessoas agem, como a sociedade e o governo pensam e fazem etc. etc. etc.

Uma coisa importante: nada é por acaso e ter nascido nas condições e na família em que nasceu não é acaso, e sim propósito de vida. Falarei mais sobre isso em capítulo específico.

Outrossim, sem dúvida sua opinião sobre o mundo é importante. O que você precisa compreender é que você não age lá fora, dentro do outro. No máximo você pode dar sua opinião, pode reclamar, pode promover uma passeata de conscientização e outras coisas, porém o que não pode fazer é mudar os outros, convencê-los a pensar como você. Entenda que você nunca conseguirá convencer alguém a respeito de algo a não ser que esse alguém esteja aberto para acatar sua colocação. Logo, será ele quem se abrirá para que você o convença, e não você quem o convencerá realmente, pois ele se deixará convencer.

Novamente afirmo que nada acontece por acaso. E sua mudança e tomada de consciência podem começar a partir da percepção dos seus limites reais.

É importante perceber nossos limites e aprender a diferenciar limite de impotência! Na maioria das vezes, não convencer alguém de algo pode ser interpretado como incompetência, falta de habilidade ou impotência. Nada disso, é limite mesmo. Quantas intenções eventualmente temos em nossa cabeça, mas que estão fora do alcance de nossa ação? Por exemplo, gostaria que as pessoas fossem mais pacíficas e respeitassem mais a natureza. Até que ponto isso realmente depende de mim? O que depende de mim são os meus atos. Posso dar o exemplo agindo e falando o que penso para tentar conscientizar as pessoas, mas não convencerei ninguém, porque há uma variável que não controlo, ou seja, o nível de prontidão do outro. Será que ele vai querer me ouvir, estará pronto para compreender do que quero conscientizá-lo? Você até poderá desanimar com essa colocação e pensar: Então não vou me esforçar para convencer ninguém de nada!

Que bom, eu direi, convencer você não pode mesmo, mas deverá ser fiel à sua própria consciência e dar o exemplo pela sua própria ação. Correto?

O que precisa ficar bem claro é que você só pode agir dentro de si mesmo, no campo pessoal. Às vezes ouço algumas pessoas dizerem, em alguma palestra, coisas do tipo: Fulano deveria estar ouvindo isso… isso é para o beltrano. No entanto, veja bem, é você quem está ouvindo, não é o outro. Primeiro absorva o que está ouvindo. Você pode até mesmo contar para o fulano quanto a tal palestra poderia ter sido interessante para ele, mas nunca, nunca mesmo, tente impor nada, nenhuma idéia, pois, lembre-se: você não pode convencer o outro nem se responsabilizar pela evolução e melhoria dele.

Pelo contrário, novamente lhe digo, dê o exemplo por meio de sua ação. Se o outro estiver pronto, ele copiará você e até mesmo perguntará que lugares você freqüenta, que livros está lendo. E você deve dizer o que faz, o que pensa, o que o ajudou, pois aí, sim, o outro estará pronto para ouvir, porque ele, nesse momento, quer isso, está aberto para isso.

Gostaria de deixar bem claro esse fato de que você realmente não convence ninguém de nada. É sempre o outro que se deixa convencer por conta de suas próprias necessidades. Exemplo: um bom vendedor convence, porque é perspicaz e consegue perceber os pontos fracos e as necessidades egóicas de uma pessoa e age em cima disso. E quem mostra isso ao vendedor? A própria pessoa, pois é realmente fácil perceber quando ego e vaidade se impõem. Quando nos deixamos levar por um comercial apelativo, não é o comercial que é infalível, é nosso ego que se deixou seduzir. Assim, perceba sua responsabilidade em se deixar convencer, certo? E não culpe ninguém por isso, uma vez que esse problema é só seu. E, se eventualmente se arrepender de alguma situação, aprenda com ela para da próxima vez permanecer mais centrado em sua vontade e necessidades verdadeiras.

No que se refere à percepção de limites, você, a partir de hoje, deve ter duas questões em mente:

— Eu quero?

— Eu posso?

Essas questões já iniciarão um processo de mudança interessante, pois a pergunta "Eu posso?" mostrará seu real campo de ação e a pergunta Eu quero? criará a possibilidade de respeitar sua vontade e seu ritmo natural. Perguntar-se Eu quero? é muito importante para que você se coloque como prioridade em sua vida. E isso não significa egoísmo, pelo contrário, é responsabilidade.

Aliás, gostaria de aproveitar o momento para diferenciar egoísmo de responsabilidade. O egoísmo acontece quando alguém quer que o mundo faça as coisas do seu jeito, na hora que quiser. O egoísta é aquela pessoa que acha que o mundo e as pessoas têm de ser como ela quer. É o tipo mimadão, certo? Exemplo: uma mãe tenta convencer o filho a não sair numa noite chuvosa. Ela começa com aquele papo: Por que você não fica em casa… vai sair com esse tempo… poderá até pegar um resfriado… você está tão cansado… etc… blá… blá… blá…. Sem dúvida ela quer convencer o filho a não sair, demonstrando preocupação com ele, quando na realidade está querendo se preservar, pois é ela quem vai ficar preocupada, é ela quem não conseguirá dormir, porque não confia nem no filho nem em si mesma nem na vida, acha que pode controlar tudo e todos. O controlador é extremamente egoísta, ele sempre acha que age para o melhor de todos, quando está agindo em prol de seu próprio egoísmo. Uma colocação interessante e responsável dessa mãe seria expressar sua preocupação e pedir ao filho que dirija com cautela por causa do mau tempo, o que é obviamente a responsabilidade do filho por si mesmo. Assim, concluindo, egoísmo é agir por conta do ego, e não pelo coração, com compreensão e respeito pelo jeito do outro. Sem dúvida, na linguagem egoísta não há respeito.

Responsabilidade significa a habilidade de criar respostas, de desencadear ações e responder por elas. A diferença entre um adulto e uma criança está na responsabilidade, na capacidade de antecipar uma conseqüência. Exemplo: Uma criança não tem conhecimento de que, se colocar o dedo na tomada, receberá um choque. Porém, quando aprender, não fará novamente. Ela saberá a resposta. Se já passou pela situação, então sua responsabilidade será não colocar o dedo na tomada. A criança pode não saber que o vidro da janela quebra com uma bolada, mas o adulto já sabe disso e, se jogar a bola, será propositadamente, não é mesmo? Você sempre terá uma resposta e ela é dada de acordo com sua maturidade e conhecimento. Por isso, temos um ditado metafísico: a natureza protege a ignorância, mas não protege a consciência.

Perceba que ser responsável não significa não errar, pelo contrário, é importante que se erre para aprender, e, depois que aprendeu, assumir a responsabilidade justamente porque aprendeu e pode, digamos, prever ou antecipar a conseqüência de seus atos. Dirigir com toda a atenção não o isenta de algum acidente, certo? Logo, se acontecer, não será sua culpa, embora possa aprender algo com isso, uma vez que poderá refletir sobre que tipo de atitude está tendo para atrair essa situação para sua vida. O que não pode é se condenar, afinal ninguém erra de propósito, não é mesmo? Nem mesmo o tipo autodestruidor erra de propósito, uma vez que age de acordo com suas crenças e neuroticamente interpreta de forma errada suas próprias atitudes, pois é um imaturo emocional.

Assim, ao perguntar Eu posso? Eu quero?, você estará exercendo sua responsabilidade no sentido de criar auto-respeito e começará a voltar-se para si mesmo, saindo do padrão de ter que agradar o outro para ser aceito.

Há muitas coisas que você quer e não pode ter e outras que você pode, mas não quer ter, correto? Ao estabelecer um critério de respeito às suas vontades e interesses genuínos e delimitar seu campo de ação, você se sentirá mais centrado. Com isso, diminuirá e até excluirá o processo de ansiedade resultante de cobranças e exigências, como foi extensamente explicado no livro Ansiedade sob controle.

A educação que a maioria de nós recebeu primou por transmitir conceitos que são por demais exigentes, repressores e podadores. Se você se cobra algo possível de realizar, ótimo, porém, se exige coisas absurdas e impossíveis, acaba criando um processo de autotortura. Implicitamente ou explicitamente, todos nós recebemos cobranças ou repressões em nossa educação, e isso tem que ser questionado, sim, para que se chegue a um consenso de possível ou impossível.

O que precisa ficar claro é que a responsabilidade real não engloba cobranças absurdas; há que se ter consciência do limite, como foi dito anteriormente. Às vezes me questionam sobre situações impositivas nas quais a pessoa não tem o direito de optar. Ela tem que fazer algo e pronto. Mesmo nessas ocasiões, eu sempre digo que temos opções. Sempre temos o livre-arbítrio de fazer ou não alguma coisa ou eventualmente escolher o momento de fazer. Por mais imperiosa que seja uma ação, ela deve passar pelo seu crivo, que eu chamo de consciência do dever. Se você se sente obrigado a fazer algo, pergunte-se sempre como se sentirá se não fizer. Essa é a consciência do dever. Você não é obrigado a gostar do que tem que fazer, mas sente claramente que, se não fizer, se sentirá pior, bem pior, do que se fizer.

A consciência da responsabilidade é importante. Tomemos como exemplo uma mãe com um bebezinho que chora o tempo todo. Ela se sente cansada, esgotada mesmo, porque não pode dormir um sono tranqüilo e reparador. Digamos que, num momento em que o bebê fique mais calmo, ela consiga dormir um pouco. No entanto, o bebê acorda e começa a chorar novamente. Ela sente um conflito natural: de um lado sua necessidade de dormir e do outro a percepção de que o bebê depende dela. O que ela faz? Ela se levanta e vai acudir o bebê, pois essa é sua responsabilidade. Em contrapartida, tomemos como exemplo uma mãe que não consegue dormir

Você chegou ao final dessa amostra. para ler mais!
Página 1 de 1

Análises

O que as pessoas acham de Equilíbrio emocional

4.9
8 notas / 3 Análises
O que você achou?
Nota: 0 de 5 estrelas

Avaliações do leitor

  • (5/5)
    Excelente livro, trazendo grandes reflexões essenciais e grandes aprendizados sobre a vida.
  • (5/5)

    1 pessoa achou isso útil

    Perfeito! Na metade do livro, tu já fica leve❤️? Gratidão

    1 pessoa achou isso útil

  • (5/5)

    1 pessoa achou isso útil

    Gente esse livro é sensacional!
    Aprendi muito, espero que muitos possam
    Aprender também. Parabéns ao escritor!!

    1 pessoa achou isso útil