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Negócios criativos: 30 histórias inspiradoras de empreendedores que descobriram seu propósito e estão transformando o mundo

Negócios criativos: 30 histórias inspiradoras de empreendedores que descobriram seu propósito e estão transformando o mundo

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Negócios criativos: 30 histórias inspiradoras de empreendedores que descobriram seu propósito e estão transformando o mundo

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
236 páginas
3 horas
Editora:
Lançados:
6 de nov. de 2017
ISBN:
9788578886851
Formato:
Livro

Descrição

Não há dúvida: esta é a geração mais empreendedora que o Brasil já viu. Na minha
adolescência, jovens de vinte e poucos anos montavam bandas. Hoje, montam startups. É
uma turma que está reinventando modelos de negócios, conceitos de gestão, relações trabalhistas
e o que significa ser empresário no nosso país.

É por isso que eu celebro com entusiasmo o Draft, que em inglês significa justamente "rascunho". Uma plataforma que há três anos pesquisa, cataloga e conta histórias da Nova Economia no Brasil. Um verdadeiro banco de dados com exemplos para se estudar, se inspirar e se espelhar.

São 30 empresas escolhidas a dedo a partir de um acervo de mais de 600 cases. Juro que, de cada uma delas, eu tirei algum aprendizado. Algo para replicar, adaptando para o meu próprio negócio. Tenho certeza que você também vai poder aprender, replicar práticas e se inspirar. E se você é novo nesse negócio de empreender, quem sabe esse é o empurrãozinho que precisa para se juntar ao movimento e começar o seu próprio rascunho? O seu próprio draft.

Felipe Anghinoni, sócio e co-fundador da Perestroika
Editora:
Lançados:
6 de nov. de 2017
ISBN:
9788578886851
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Negócios criativos - Panda Books

Agradecimentos

RASCUNHANDO UMA NOVA ECONOMIA

Não há dúvida: esta é a geração mais empreendedora que o Brasil já viu. Na minha adolescência, jovens de vinte e poucos anos montavam bandas. Hoje, montam startups. É uma turma que está reinventando modelos de negócios, conceitos de gestão, relações trabalhistas e o que significa ser empresário no nosso país.

Para os ansiosos pelo Guia de Melhores Práticas do empreendedorismo contemporâneo, muita calma. Não é tempo para uma sistematização definitiva. Nossa legião de empreendedores está no olho do furacão, testando, improvisando, pivotando e reiterando. A história está sendo reescrita. Não sabemos do final, estamos no rascunho.

É por isso que eu celebro com entusiasmo o Draft, que em inglês significa justamente rascunho. Uma plataforma que há três anos pesquisa, cataloga e conta histórias da Nova Economia no Brasil. Um verdadeiro banco de dados com exemplos para se estudar, se inspirar e se espelhar.

A narrativa mistura jornalismo e análise de caso. Quase um miniMBA, onde é possível acompanhar a história do empreendedor, bastidores da criação do negócio, detalhes da inovação, dificuldades enfrentadas, sonhos para o futuro. São negócios criativos, feitos em escala humana e por pessoas comuns, baseados em seus propósitos e na vontade de ter uma vida que faça sentido. Soa familiar?

Com este livro, o Draft passa a limpo um pouco dessa nova história enquanto ela ainda está sendo escrita, no melhor estilo maker. São 30 empresas escolhidas a dedo a partir de um acervo de mais de seiscentos cases. Juro que, de cada uma delas, eu tirei algum aprendizado. Algo para replicar, adaptando para o meu próprio negócio.

Tenho certeza que você também vai poder aprender, replicar práticas e se inspirar. E se você é novo nesse negócio de empreender, quem sabe esse é o empurrãozinho que precisa para se juntar ao movimento e começar o seu próprio rascunho? O seu próprio draft.

Felipe Anghinoni

Sócio e cofundador da Perestroika

PREFÁCIO

Este livro traz 30 histórias de empreendimentos disruptivos que encontraram sucesso no mercado brasileiro e que têm o poder de nos inspirar a fazermos algo parecido.

São histórias de negócios que trazem, em sua essência, escolhas de vida. Como seus fundadores desenvolveram suas ideias? Em que momento decidiram alçar o voo – tão promissor quanto arriscado – do empreendimento? O que precisaram aprender e fazer para transformar seus projetos em empresas reais e viáveis?

As trajetórias de empreendedorismo narradas aqui são bem diferentes entre si – o que mostra que não existe apenas um caminho para a realização profissional. Mas elas têm em comum não só a capacidade desses empreendedores de planejar, mas principalmente de executar o que sonharam. Transparece também a obsessão deles em oferecer novas soluções aos problemas que escolheram resolver com seus serviços. E a sua capacidade de reinvenção pessoal e profissional, de adaptação permanente a condições que não param de se modificar ao longo do caminho, e de seguir em frente.

Esses 30 empreendedores não estão sozinhos. Eles foram selecionados entre os mais de seiscentos cases já publicados no Projeto Draft, a plataforma de conteúdo digital que nasceu justamente para contar as histórias dos negócios mais inovadores e originais do Brasil.

Este livro, com o melhor do Projeto Draft, comemora os três anos de existência da plataforma, que estreou em 29 de agosto de 2014 com a missão de cobrir a expansão da inovação disruptiva brasileira e revelar quem são, como pensam e atuam os makers, os game changers, os realizadores que estão à frente das startups mais interessantes e surpreendentes do país.

O espectro de negócios tratados pelo Projeto Draft é o da Nova Economia, assim denominada em oposição à velha maneira de conceber e administrar empresas, numa lógica industrial cada vez menos sustentável, sob qualquer aspecto que se queira analisar.

A Nova Economia está envolta em conceitos e ferramentas como sociedade em rede, liderança circular, trabalho colaborativo, economia compartilhada, métodos ágeis e, para não deixarmos de exercitar um pouco o inglês, growth hacking, business as a lifestyle, learning by doing, lean startup, design thinking, scrum, effectuation, entre tantos outros. A Nova Economia, enfim, é o território de atuação editorial do Projeto Draft – essa é a revolução que nos dedicamos a cobrir jornalisticamente.

Nossa missão é fazer a crônica da grande aventura humana que é estar à frente de empreendimentos que não são negócios – mas que representam parte fundamental da própria vida do empreendedor, porque nascem a partir de um propósito. Ao contar bem as histórias de quem está realizando, imaginamos estar inspirando e instrumentalizando milhares de outras pessoas a realizar também.

Na Nova Economia, os negócios operam numa lógica muito mais fluida e efêmera, em ciclos em geral mais curtos e rápidos do que na economia tradicional. Empresas surgem, desabrocham e brilham intensamente, próximas às demandas que nasceram para atender. Nesse movimento fluido, que requer permanente reinvenção, elas também podem pivotar e criar novas ofertas e produtos, ou mesmo desaparecer.

Esse dinamismo é um desafio para o formato livro. Nós revisitamos os cases das 30 empresas que você vai ler a seguir. Atualizamos personagens centrais, números e outras informações. No entanto, essas narrativas são fotografias de um fluxo muito rico e dinâmico. Amanhã, quem sabe, as coisas podem já não ser exatamente assim. A vida na Nova Economia é essa mesmo. E tudo bem. (Ou melhor: tudo ótimo.)

O Projeto Draft publica todos os dias ao menos uma grande história de inovação e empreendedorismo. Organizamos nosso conteúdo em quatro pilares que representam os quatro tipos de empreendedores da Nova Economia:

Negócios Criativos: empreendedores movidos pelo desejo de viver do seu talento pessoal, de transformar aquilo que mais gostam de fazer em um negócio. Atuam em áreas como design, gastronomia, moda, decoração, arquitetura, consultorias e artes da Comunicação. São empresas feitas para viver, e não para vender.

Startups: também chamados de Negócios de Escala, são aquelas empresas movidas pelo desejo de geração de riqueza, de crescimento exponencial, de criação de prosperidade por meio da aceleração dos ganhos.

Negócios Sociais: empreendedores movidos pelo desejo de transformação social, de geração de um legado, de tornar melhor o mundo ao redor. O lucro, neste tipo de negócio, precisa advir do bem gerado à comunidade em que a empresa está inserida – e quase sempre ele é reinvestido no negócio para que os benefícios possam alcançar mais gente.

Os 30 negócios perfilados nesse livro foram escolhidos a partir dos três pilares acima. A quarta editoria do Projeto Draft é Inovação Corporativa, onde contamos a história dos intraempreendedores, os inovadores que atuam dentro do mundo corporativo, e que não precisam abrir mão do crachá e do holerite para agir como hackers – eles ajudam as grandes empresas a inovar, empreendendo com o dinheiro dos acionistas.

(As melhores histórias de Inovação Corporativa no Brasil, publicadas pelo Projeto Draft, ficaram fora deste livro por não passarem pela criação de uma empresa nova. Elas merecem um livro à parte.)

No Projeto Draft, também destacamos os Lifehackers – gente que não hackeia apenas negócios e indústrias, mas que dá um cavalo de pau na própria vida. Adoramos dar espaço para esse tipo de história, pois esses são os hackers supremos, aqueles que têm a coragem de empreender a si mesmos, e de impor (ou permitir...) revoluções em sua esfera íntima e particular. Essas histórias também merecem um livro à parte.

Estabelecemos para o Projeto Draft a missão de fazer a narrativa dos tempos líquidos em que vivemos. Para a nossa sorte, há muito o que contar e muito sobre o que refletir. Todos os dias surgem novas histórias, novos negócios, novos (re)começos. Temos acompanhado essas mudanças sem esquecer do que já aprendemos, nem de honrar tudo o que passou e nos trouxe até aqui.

Nosso desejo é que, ao longo da próximas páginas, você se pegue pensando: Ei, eu podia fazer isso!. Você lerá sobre negócios grandes e pequenos, que operam em vários segmentos, todos financeiramente saudáveis, todos empreendimentos originais, propondo novos olhares e abordagens aos paradigmas existentes. São cases inspiradores – que não estão aqui para dizer que é fácil, mas para mostrar que é possível.

Agradeço ao Marcelo Duarte, fundador da Panda Books, pelo convite para esse livro. (Marcelo é, ele próprio, um empreendedor de si mesmo, como o descrevi quando contamos sua trajetória no Projeto Draft, em 2016.)

Agradeço ao Adriano Silva, fundador e publisher do Projeto Draft, que idealizou a coisa toda e me chamou para gerir o conteúdo da plataforma, desde o começo da jornada.

Coube a mim selecionar, organizar e atualizar os textos para esse livro. Como Editora-Chefe do Projeto Draft, minha missão diária é olhar para as pessoas, ideias e projetos que estão mudando a cara do capitalismo aqui no Brasil. É escolher que histórias publicar e de que maneira contá-las aos mais de 500 mil interessados em empreendedorismo e inovação que nos acompanham. É procurar os repórteres mais competentes do mercado para escrevê-las. É criar a melhor narrativa possível para honrar essas histórias que são por si só incríveis.

Tem sido uma honra editar o Projeto Draft. E foi uma alegria ajudar a tornar este livro possível. Agora é com você.

Muito obrigada – e boa leitura!

Phydia de Athayde

Editora-Chefe do Projeto Draft e organizadora

FRIDA & MINA

Na Frida & Mina, um sorvete é mais que um sorvete: é a escolha radical por uma vida mais feliz

¹

Eles não inventaram a roda, não inventaram o sorvete, mas a ideia de fazerem um sorvete artesanal (todos os ingredientes estão no mercado mais próximo de você), com uma casquinha igualmente bem cuidada, e de estarem em uma esquina agradável, com bancos de madeira na sombra das árvores, bem, isso fez da Frida & Mina um sucesso e uma inspiração.

A história é inspiradora porque eles ganharam o prêmio Comer & Beber de melhor sorvete da cidade, oferecido pela revista Veja São Paulo, logo aos dois meses de vida, sem jamais terem se preocupado com isso. Houve, sim, muito planejamento, mas voltado a resolver uma equação tão difícil quanto comum: como ser feliz no trabalho e viver uma vida legal?

Thomas Zander, 38, e Fernanda Bastos, quarenta anos, estão juntos há 14, são casados há 12 e não estudaram para ser administradores de empresas nem sorveteiros. Ela fez relações públicas, ele, design gráfico. Ela trabalhou na área social (em ONGs como a Aprendiz) e ele em agências de publicidade. Aqui e ali, os dois procuravam mas não encontravam um sentido maior no que estavam fazendo. Fernanda se frustrava com a burocracia e o distanciamento dos beneficiários dos programas sociais, Thomas ia se cansando de criar conceitos que acabavam como obra de ninguém.

Fui subindo na carreira de publicitário, mas olhava para o que estava à minha frente e não me via naquelas posições. Falava para mim mesmo que quando tivesse 35 anos esperava não estar fazendo mais aquilo. Na internet nada é palpável, e eu queria fazer algo manual, diz ele. A vontade de mudar de carreira existia, mas o modelo de trabalho também o empurrava para isso:

Você já não acredita muito naquele trabalho e ele ainda exige uma dedicação de tempo absurda. Então, se é assim, vou trabalhar esse tanto, mas para um negócio meu.

A trinca tédio-trabalho-vazio levou os dois a experimentarem a vida fora do país. Fizeram as contas e as malas para Paris. Thomas tem passaporte alemão e pôde trabalhar (com publicidade digital), o que permitiu que esticassem a estadia de 2007 a 2009. Nesse período, Fernanda fez frilas para o Brasil. De todo modo, o trabalho, mesmo em Paris, ainda carecia de sentido. Voltamos também porque a vida de imigrante uma hora cansa, conta ela.

Thomas e Fernanda brincam que a Frida & Mina não é o primeiro grande projeto deles, pois algo intenso acontece mais ou menos a cada dois anos. Depois de Paris, a aventura seguinte foi o nascimento de Leila, em 2010. Nessa hora você já não pensa só em você. Aí decidi que largaria mesmo a publicidade e teria um negócio próprio, diz Thomas. A filha pequena também despertou neles a preocupação com alimentação e saúde, em saber de onde vem o que estão comendo.

Thomas chegou a pensar em uma franquia de comida natural, mas Fernanda não embarcou na ideia. E se fosse sorvete? Nessa época começamos a perceber o surgimento de sorveterias bacanas nos Estados Unidos, que pensavam de um jeito que a gente se identificava, diz ela. A Bi-Rite, de São Francisco, dá preferência a fornecedores locais; já a Jeni’s, de Ohio, resgata o jeito artesanal de fabricar a massa.

FAZER O QUE SE ACREDITA, MESMO QUE SEJA MAIS DIFÍCIL

Enquanto Fernanda define o conceito, Thomas enumera as vantagens práticas: sorvete requer uma cozinha menor e mais fácil de administrar, dá para ser criativo nos sabores e também rentável. A pesquisa prosseguiu e eles adoraram a filosofia da Van Leeuwen, de Nova York. Fernanda enviou um e-mail e, bingo!, Ben Van Leeuwen não apenas respondeu, mas topou dar consultoria a eles por mil dólares. Eles são referência para nós em termos de valores, do cuidado com os ingredientes, e também nos explicaram as muitas maneiras de fazer o sorvete, conta Thomas.

É possível fazer sorvete comprando tudo pronto e apenas misturando os ingredientes, ou não comprando nada pronto. Entre os dois métodos há muitas maneiras cuidadosas de fabricação, mas a Frida & Mina supera todas, pois nem sequer usa a chamada base neutra. Foi uma escolha: já que vamos fazer, queremos fazer tudo, diz Thomas.

Para colocar o negócio em pé, o casal investiu cerca de 450 mil reais, valor de um apartamento vendido, mais um empréstimo na Caixa Econômica Federal. Gastaram boa parte na reforma do imóvel alugado e quase metade em equipamentos – os principais são um pasteurizador, uma produtora de sorvete (a máquina que congela e ao mesmo tempo incorpora ar na massa), um freezer, uma vitrine e um fogão com forno industrial (para cozinhar os morangos, preparar o crocante de macadâmia, derreter o chocolate orgânico da Amma, bater as claras em neve para a casquinha…).

Entre definir que teriam uma sorveteria – num lugar agradável e na rua, onde produziriam o sorvete desde o princípio, com ingredientes orgânicos e comprados o mais localmente possível – e abrir as portas, dois anos se passaram. Em 2011, eles começaram a testar sabores com uma produtora de sorvete caseira (faz 1,5 litro por vez, contra 15 litros da profissional). Thomas diz que aprendeu tanto no Google quanto em livros de receitas e cursos – em um deles, no Senai, conheceu Silvio Silva, que viria a ser o braço direito na cozinha da sorveteria. A mão boa para a cozinha ajudou, e amigos-cobaias trataram de elogiar, criticar e lamber os beiços.

Além de criar sabores – ao lado dos tradicionais eles fazem, entre outros, os de erva-cidreira, chá-preto, caramelo com flor de sal e cerveja com chocolate – e achar o ponto do sorvete, o casal teve de se preparar para a burocracia do negócio. Thomas fala:

Apesar de ser muito intimidador, a gente nunca teve dúvida de que era capaz de aprender a administrar o negócio. Foi um processo, e continua sendo.

Em agosto de 2012, ele enfim deixou o emprego de publicitário. Planejava inaugurar a sorveteria seis meses depois, mas o prazo chegou ao dobro disso. Tudo atrasou: a obra, o alvará, a Eletropaulo… Eles foram resolvendo um problema por vez, até o início de agosto de 2013. A certa altura, estava tudo certo e só faltava um atendente. Já tínhamos entrevistado muita gente, mas as pessoas vêm sempre tão armadas que não dá para saber quem são. Aí apareceu o Antonio, desarmado, doce. Era o que faltava, e abrimos as portas três dias depois, conta Fernanda.

A clientela inicial veio dos amigos, do bom

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