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Produção Literária Juvenil e Infantil Contemporânea: Reflexões acerca da pós-modernidade

Produção Literária Juvenil e Infantil Contemporânea: Reflexões acerca da pós-modernidade

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Produção Literária Juvenil e Infantil Contemporânea: Reflexões acerca da pós-modernidade

Duração:
281 páginas
3 horas
Lançados:
Mar 27, 2018
ISBN:
9788594850492
Formato:
Livro

Descrição

Dialogar com outros textos literários ou mesmo textos pertencentes ao universo jovem – sejam eles da música, do cinema, da televisão – parece ter sido a forma encontrada de fazer ficção pelos autores de obras juvenis. Apropriando-se de textos alheios das mais diversas formas – seja por meio da paródia, imitação, citação, pastiche, dentre outros – os textos destinados aos leitores em formação, na contemporaneidade, apresentam-se repletos de ecos intertextuais, revelando-se como um mosaico de citações e alusões a outros textos, uma escrita sobre a escrita, a qual faz apelo à natureza associativa do pensamento humano, possibilitando a reconstrução de um todo a partir dos fragmentos armazenados na memória.
Lançados:
Mar 27, 2018
ISBN:
9788594850492
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Produção Literária Juvenil e Infantil Contemporânea - Alice Atsuko Matsuda

capa do livro
Organizadores
Maurício Silva
Diana Navas
Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira

PRODUÇÃO LITERÁRIA JUVENIL E INFANTIL CONTEMPORÂNEA:

reflexões acerca da pós-modernidade

São Paulo | Brasil | Março 2018

1ª Edição Epub

Sumário

Capa

Conselho Editorial

Ficha Catalográfica

Ficha Técnica

Prefácio

Violencia de género en La cabeza de Medusa, de Marilar Aleixandre, y Zapatos de tacón, de Lygia Bojunga - Blanca-Ana Roig Rechou

Tendências da ficção juvenil portuguesa contemporânea: Mary John, o romance epistolar de Ana Pessoa - Ana Margarida Ramos

Entre a Ficção e a História: uma leitura intertextual de Era no tempo do rei, de Ruy Castro - Diana Navas

Alice de A a Z: flashes de um realismo brutal no romance juvenil de Adriano Messias - Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira e Ricardo Magalhães Bulhões

Formar leitor, como fazer? Rodrigo Lacerda, em O fazedor de velhos, dá-nos a pista... - Alice Atsuko Matsuda e Diógenes Buenos Aires de Carvalho

Em busca de sentido: a guerra na literatura infantil - Thiago Alves Valente e Lucila Bassan Zorzato

Poesia infantil e juvenil na contemporaneidade - Vera Teixeira de Aguiar e Alice Áurea Penteado Martha

Bachelard: das profundezas dos devaneios infantis - Ana Maria Haddad Baptista

Literatura infantojuvenil brasileira contemporânea e o continente africano: um olhar pós-colonial - Maurício Silva

A literatura angolana para a infância no mercado editorial brasileiro: Agualusa, Ondjaki e Zetha da Cunha Gonçalves - Eliane Santana Dias Debus

Os autores

Landmarks

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Table of Contents

Big Time Editora Ltda.

Rua Planta da Sorte, 68 – Itaquera

São Paulo – SP – CEP 08235-010

Fones: (11) 2286-0088 | (11) 2053-2578 | (11) 97354-5870 (WhatsApp)

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Site: bigtimeeditora.com.br

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Conselho Editorial:

Ana Maria Haddad Baptista (Doutora em Comunicação e Semiótica/PUC-SP)

Catarina Justus Fischer (Doutora em História da Ciência/PUC-SP)

Lucia Santaella (Doutora em Teoria Literária/PUC-SP)

Marcela Millana (Doutora em Educação/Universidade de Roma III/Itália)

Márcia Fusaro (Doutora em Comunicação e Semiótica/PUC-SP)

Vanessa Beatriz Bortulucce (Doutora em História Social/UNICAMP)

Ubiratan D’Ambrosio (Doutor em Matemática/USP)

Ficha Catalográfica

SILVA, Maurício; NAVAS, Diana; FERREIRA, Eliane Aparecida Galvão Ribeiro. Produção Literária Juvenil e Infantil Contemporânea: reflexões acerca da pós-modernidade – 200 pp. – São Paulo: BT Acadêmica, Março 2018 | ISBN 978-85-9485-049-2 | 1. Educação 2. Estudos Literários 3. Produção Literária Juvenil 4. Produção Literária Infantil 5. Formação de Leitores. I. Título

Ficha Técnica

Projeto gráfico: Big Time Editora | Diagramação: Marcello Mendonça Cavalheiro | Capa: Antonio Marcos Cavalheiro | Revisão: Autores

Nota: Dado o caráter interdisciplinar da coletânea, os textos publicados respeitam as normas e técnicas bibliográficas utilizadas por cada autor.

Prefácio

Uma conversa prévia

Atender ao convite para apresentar um livro de estudos sobre literatura para jovens, sem cair na exposição antecipante do que se vai ler, obriga a algumas reflexões que, de fato, justifiquem a tarefa e sua razão de ser. Os prefácios já não precisam defender os autores dos equívocos de leituras de vigilância sobre a verdade. Por onde começar, então?

Pelo contexto, penso. Em nossos dias, temos um quadro educacional debilitado no atendimento à numerosa população de jovens sem ensino de qualidade. E não estamos falando apenas da formação deficiente de professores, mas de seus reduzidos salários que dificultam uma formação continuada, dos parcos recursos para o ensino e da mentalidade precária que avança em direção à escola sem partido, ao politicamente correto, à censura irrefletida e à desconsideração de que os jovens, cheios de esperança e vida, não estão vendo perspectivas de trabalho digno e de futuro confiável. A juventude está abandonada aos acontecimentos que fragilizam as famílias, as relações sociais e as condições de inserção no mercado de trabalho.

Nessa estreita moldura, a tela a ser exposta – pelos que estão comprometidos com uma sociedade mais justa – é a necessária e possível abertura de horizontes, de provocação à reflexão e ao desmonte do ready made das ideologias, fortalecendo a autoestima das novas gerações, a coragem para pensar e agir de forma ética, como propôs Habermas. Esses sujeitos sabem que não dispõem de meios fáceis para encontrar o bem-estar.

O recurso ao imaginário que povoa a infância e vai sendo drenado pelo que deve ser feito, gerando o mal-estar na cultura de que falava Freud, míngua a olhos vistos, com a fuga para a alienação ou às drogas. Pensar a vida pessoal exige amor a si mesmo e ao outro, conforme Ricoeur, mas quando o jovem não encontra caminhos para se descobrir e se expressar, manifesta-se em meio à violência que toma lugar diante da repressão e do autoritarismo.

Para nós que aqui escrevemos ou estamos lendo este livro, o antídoto eficaz está na literatura ou é a literatura. Contudo para chegar à sua fruição há um percurso que se inicia na infância, no domínio da oralidade e segue depois o fio das narrativas que dão a ver melhor o mundo das aparências. O olhar se abre e a percepção se aguça para entrever o jogo dos interesses políticos, econômicos e sociais. Como que se desvela para o leitor na trama, o que a personagem intui sem entender. A realidade entra em prisma.

E a literatura não é um apêndice do conhecimento, um adorno da sensibilidade ou da inteligência. Tão pouco é um anexo do programa curricular. A literatura é um eixo em torno do qual é possível descortinar a vida humana e suas inter-relações, e através de uma história sintonizar outra, pois as imagens que as apresentam sobrepassam o parecer e inventam as possibilidades do ser.

Entender isto é entender que a arte e a ficção, e nela a literatura especialmente, são apanágios da condição de tornar-se sujeito, desde o brincar como assinalaram Winnicott e Melanie Klein, até alcançar o engenho de um Klimt, de um Volpi, de um Glauber ou de um Miyazaki. Não será necessário dispensar J. K. Rowling ou George Lucas com suas narrativas metafóricas da interminável experiência de desejar o bem e se envolver com o mal, como apontara Paulo, há dois milênios. E nem sempre estão claras suas fronteiras e naturezas.

Portanto, a literatura é um direito, humano e político, nas palavras de Antonio Candido no qual se realiza o direito à alteridade, a ampliação da consciência sobre o próprio papel e sobre o lugar do outro. Martha Nussbaum, ensinando nas escolas de Direito e Economia da Universidade de Chicago, disserta destemida sobre as lentes que a literatura oferece ao mundo para construir a justiça e alcançar o respeito mútuo, justificado quer por semelhanças, quer por diferenças.

Tratar as questões que ilusionam ou atormentam os jovens de hoje – de forma diversa das que acometeram, por exemplo, Joaquim Nabuco ou Manoel Bandeira, confessadas nas suas autobiografias – implica, desde logo, escutá-los, dialogar com eles, acompanhá-los nas angústias que as famílias não ousam tratar, por falta de preparo emocional ou cognitivo.

Falta-lhes companheiros que partilhem a busca de saídas para os impasses.... Ah! Mas o professor – e não só o de literatura, mas de ciências, de história e matemática – não está disponível para ser psicólogo ou pastor; nem preparado para ser pai ou conselheiro; nem tem tempo para isto, com aquele livro didático, o qual programa o que as secretarias cobram com ou sem avaliações válidas. Tempo para atendimento? Coisa rara, até na pós-graduação...

No entanto, a educação no seu atual estado da arte precisa mudar e não mudará sem a inserção deliberada do professor em pessoa no processo. Pensar em voz alta, discutir as facetas dos acontecimentos que nunca são lineares, envolver a reflexão do aluno podem tornar muito interessante o estudo, a pesquisa e a opção. Neste quadro, a literatura é uma aliada decisiva; diria mesmo que é possível tratar de praticamente todas as questões fundamentais de qualquer disciplina, pela arte e pela ficção que têm dimensão, e extensão profun­das e densas para abarcar os fatos dados na história dos homens, com perspectiva crítica que os jovens intuem, mas não conseguem adentrar de imediato.

Assim, abrir este livro e encontrar as experiências de personagens, bem como as leituras de pensadores comprometidos com a juventude, geram mais que informação e saber acadêmico; facultam opções para se aproximar e lidar com os jovens que entram nas aspirações do mundo adulto sem ter deixado as emoções e os sentimentos da infância.

Este é o valor do que está adiante e vão ler: alguns temas que os atropelam estão aí reunidos, para apoiar a pesquisa e o trabalho pedagógico do ato de ler a palavra e o mundo, como quer Freire. São múltiplos: a identidade de gênero, a sexualidade, as guerras, as perseguições, os desvios da história oficial, as desigualdades de oportunidades e por isso as injustiças econômico-sociais, os conflitos étnicos, as heranças ideológicas, o (des)encontro das diferenças culturais, entre outros, que estão na vida, mas sem distanciamento para serem analisados e refletidos.

Saber lidar com eles é outra arte, de escritores e de mediadores. Isto que somos efetivamente. A educação decorre da qualidade com que lhes acompanhamos na travessia, como o casal de negros acompanhou ao Matraga, de Rosa.

Os artigos aqui reunidos acenam com a reflexão sobre estes temas e favorecem o trabalho de reelaboração por parte dos jovens, em meio às tormentas que enfrentam nesta idade de inconformismo e rebeldia, transição entre a infância e a maturidade. Soma-se a isto a delicadeza do empenho destes pesquisadores que fazem mais do que o dever de casa (obrigados a mostrar produção junto aos organismos de financiamento e avaliação) e, de modo cuidadoso e generoso, vão apontando os recursos que a linguagem usa para dobrar a língua, como apontou Barthes, indicando que uma leitura depende de várias outras, de formação de repertório para tratar dos temas, da ativação da sensibilidade e de sua expressão imagética e poética, dos novos achados a que levam diferentes suportes e meios contemporâneos para dizer e contar as dores e alegrias desta travessia irrecusável.

As escolhas das obras e de bibliografias referidas assinalam a pluralidade do quadro com que a escola e a sociedade precisam lidar, desviando a conversa de receitas e/ou omissões no trato da experiência que Benjamim lembrava, como condição do amadurecimento das potências que cada um carrega, e pode alterar responsavelmente o mundo. A atenção posta na leitura destes artigos ajuda a seus eleitores, quer sejam professores, quer sejam mediadores de leitura para seus jovens companheiros na aventura e risco do conhecimento.

Tocou-me o privilégio de fazer a primeira leitura.

Eliana Yunes

Dra. em Letras, PUC-Rio – Cátedra Unesco de Leitura /iiLER – Novembro de 2017

Violencia de género en La cabeza de Medusa, de Marilar Aleixandre, y Zapatos de tacón, de Lygia Bojunga

Blanca-Ana Roig Rechou

Introducción

La violencia de género es uno de los temas que durante mucho tiempo ha sido de los considerados tabú en la Literatura Infantil y Juvenil, en los dos subsistemas literarios que la constituyen y que tienen por destinatarios primarios, aunque se caracteriza por dirigirse de la niñez a la vejez, al prelectorado y lectorado autónomo, es decir a niños y niñas, de 0 a 10-12 años (Literatura Infantil) y al lectorado adolescente y joven, de 12 a 15-18 (Literatura Juvenil), siempre aproximadamente, pues las diferencias psicológicas y la consideración de las etapas evolutivas dependen de las características sociales de cada país. Dos subsistemas literarios muy unidos a la educación y la cultura ya que forman parte de un sistema literario conformado por unos productos culturales que las sociedades de cada país aceptaron como tales y que consideramos imprescindibles para que la sociedad tome conciencia de sus derechos y deberes, siguiendo las constituciones que las rigen y también la propia mujer, que es hoy la que nos ocupa.

La aparición de este tema en la Literatura Infantil y Juvenil, dejando a un lado obras que se fijaron en los roles de las mujeres e incluso reclamaron roles más modernos y menos tradicionales, no se produce hasta finales del siglo XX y sobre todo en el siglo XXI cuando empiezan a publicarse narraciones que se centran en las diferentes violencias o microviolencias (Romero, 2016, p.10) que han sufrido, y siguen sufriendo, las mujeres. No podemos decir que sean muchas las obras que tratan el tema, pero si que hay bastantes que responden a uno de los problemas que tiene el siglo XXI, pues la igualdad entre los hombres y las mujeres aún es una asignatura pendiente, muy distante de la equiparación, ya que el patriarcado sigue en vigor, en el sentido usado por Alicia Romero (2016), a partir de la definición proporcionada por Gerda Lerner (1986, p. 239).

Un buen ejemplo de lo antedicho se demostró el día 8 de marzo de 2017, día Internacional de la mujer trabajadora. En España se ofrecieron varias estadísticas en relación a la igualdad de género, en una de ellas se reflejan datos preocupantes como es el que en Europa faltan más de 47 años para llegar a la igualdad de género y 170 en el resto del mundo.

Entre las reivindicaciones que en ese día se hicieron, desde diversos colectivos, sobresalen las relacionadas con la violencia que lleva a muchas mujeres a la muerte. En España, en los pocos meses que han transcurrido del año 2017 ya sobrepasan las 20 mujeres asesinadas por su pareja o ex pareja, pero no queremos referirnos sólo a esa violencia, ya que la violencia de género presenta muchas caras como son, por ejemplo:

– Psicológica que lleva consigo la desmoralización, haciendo creer a la mujer que es menos inteligente, que solo sirve para quehaceres domésticos y para servir al macho.

– Abusos sexuales, acoso sexual desde muy jóvenes, en muchos casos aceptados en silencio, incluso justificándolos por supervivencia, para evitar comentarios de la sociedad en general y de los próximos.

– Dificultades de acceso al trabajo siempre condicionado, sobre todo cuando se trata de casadas con hijos, o con posibilidades de tenerlos.

Motivos que se abordan en las dos obras que comentaremos y compararemos a partir de sus traducciones al castellano, pues recrean el conflicto y fueron escritas por dos autoras, una brasileira y otra española, que podemos considerar clásicas contemporáneas de la literatura infantil y juvenil brasileira y gallega, pues ambas han sido reconocidas por el lectorado y crítica, tienen una trayectoria consolidada en sus sistemas literarios, han merecido premios nacionales e internacionales, por citar sólo algunos de los aspectos que las acreditan.

Empezamos el trabajo analizando la obra que se publicó cronológicamente antes para terminar con una conclusión comparativa.

Zapatos de tacón (2007), de LyGia Bojunga Nunes (Pelotas, Río Grande do Sul, 1932)

[1]

Fue edita por primera vez en Brasil en el año 2006 con el título Sapato de salto (2006)[2], obra que pronto se tradujo a varios idiomas, entre ellos al castellano de la mano de Isabel Soto en la emblemática Editorial SM que tantas obras de clásicos ha permitido leer en castellano y en portugués ().

Esta obra, que parte dun paratexto titular muy simbólico, pues ofrece datos sobre el contenido y lleva a pensar en prostitución, en mujer objeto, consta de catorce capítulos titulados en los que se incluyen apartados con subtítulos que intentan identificar bien la narración y ordenarla. Es de destacar, como ha hecho Karina de Oliveira (2017)[3], un paratexto capitular Para ti, que me lees , común a otras obras de la autora, un espacio creado para establecer un diálogo entre ella y el lector, situado siempre en un capítulo determinado, según considere su importancia para ayudar a la narración. En este caso lo hace en el capítulo final, una vez que parte de sus personajes principales encuentran un poco de tranquilidad. En este apartado, la autora comenta (p. 222-226) que el primer título de la obra era, en realidad, Sandalia doradas, que no llegó a su fin porque los personajes no tiraban por la historia, por eso escribió Retratos de Carolina, en 2002 y empezó a redactar Clase de inglés, obra que la llevó a retomar la escritura de Sapato de salto, por eso son dos obras que confluyen. Cuenta que en ese momento estaba muy ocupada con la creación de su propia editorial Casa Lygia Bojunga y las dificultades para ponerla en marcha la llevaron a ralentizar su trabajo como escritora y a que, al retomarlo, las intertextualidades entre Clase de inglés y Sapato de salto, que había dejado atrás, fueron muchas.

En Zapatos de tacón, se cuenta la historia de Sabrina, una niña de diez años, huérfana que fué llevada de recién

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