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Dia D: Relatos, Imagens e a Imprensa Panfletária
Dia D: Relatos, Imagens e a Imprensa Panfletária
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E-book85 páginas57 minutos

Dia D: Relatos, Imagens e a Imprensa Panfletária

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Sobre este e-book

No dia 6 de junho de 1944, a expressão "Dia D", que já era conhecida no meio militar, ganhou um novo significado que ficou para a história como a maior e mais ambiciosa batalha da Segunda Grande Guerra, a Operação Overlord. Marco esta operação como o maior episódio boçal bélico produzido pelo homem, onde sem o uso de armas químicas, biológicas ou atômicas fora produzida a estimativa de 10.000 baixas aliadas e 9.000 alemães, só no "Dia D".

Quase 175.000 soldados aliados haviam entrado em cinco praias da Normandia denominadas: GOLD, JUNO, OMAHA, SWORD e UTAH, inaugurando assim a fase conclusiva da guerra e iniciando uma segunda frente ofensiva em busca da libertação da Europa, já tomada em parte pela Alemanha Nazista de Hitler. Para a Operação Overlord, fora elaborada uma Grande Aliança, também chamada de Estranha Aliança pelas diferenças e desconfianças que marcavam as três nações aliadas: EUA, Inglaterra, Canadá mais a URSS. Esta Estranha Aliança caracteriza o "Dia D" como o único marco na história que pode reunir, ainda que temporariamente, capitalismo e comunismo em uma mesma operação militar: assim estava projetada a ofensiva contra Hitler.

Por sua vez, "DIA D: RELATOS, IMAGENS E A IMPRENSA PANFLETÁRIA", mostra através desses três elementos as características do que chamamos, "poderio boçal bélico", não por sua sedutora batalha aos olhos de um pesquisador, mas por demonstrar em apenas um dia, sem bombas de destruição em massa, a coragem de jovens soldados de ambos os lados, pessoas comuns e civis revolucionários que defendiam ideologias oligárquicas, seja a da "fúria de uma democracia provocada", de um "totalitarismo desenfreado" ou até mesmo sua própria liberdade, como no caso da Resistência Francesa, eram jovens nascidos na falsa prosperidade dos anos 20 e que cresceram na conturbada década de 30, o fato é que eles lutaram, eram personagens do "Dia D".
IdiomaPortuguês
EditoraViseu
Data de lançamento1 de ago. de 2018
ISBN9788554541781
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    Pré-visualização do livro

    Dia D - Fagner Roberto Dantas

    Hobsbawm

    AGRADECIMENTOS

    Agradeço a Deus de todas as formas, mesmo com meu jeito torto, pois de certa forma esse trabalho é mais uma resposta pessoal de que ele olha por mim, agradeço ao meu Mestre Washington Dener, que foi orientador da minha monografia na qual deu origem a esta obra, e além de ser um professor fantástico, me presenteou com o melhor prefácio que já li, agradeço a editora Viseu e a todos os editores e profissionais que acreditaram em mim e trabalharam duro na publicação deste projeto, agradeço ao meu amigo de faculdade e colega de profissão Milton Santana, que escreveu de forma sensacional a quarta capa deste livro, agradeço a tantos e todos meus amigos que de várias formas me ajudaram contribuindo e dando força, por fim, agradeço a minha mãe, Joana, minha vida e maior torcedora, obrigado!

    PREFÁCIO

    Em uma passagem de Dom Quixote, de Cervantes, o personagem principal didaticamente disse a Sancho Pança que na História existem vários tempos, que atuam de diferentes formas: No todos los tiempos son unos y corren de distintas suertes. Não podemos saber se Sancho aprendeu a lição, mas Fagner colocaria um sorriso no rosto do fidalgo pelo seu exercício histórico na publicação deste trabalho que tenho o prazer de apresentar.

    Georges Duby, conhecido historiador francês, falecido em 1996, vinculado à Escola dos Annales, desafiou a renovação da historiografia ao publicar seu O domingo de Bouvines¹. Duby surpreende a Nova História ao trazer uma interessante proposta teórico-metodológica a partir da análise de um evento político do período medieval europeu. No prefácio Georges Duby explicou o seu desafio em aceitar escrever a história de um acontecimento político. Após as contribuições da Escola dos Annales, que criticava a descrição de acontecimentos e a narrativa e se esmerava em apresentar e resolver os problemas, como produzir uma obra que privilegiava um acontecimento? Assim, Duby procurou esclarecer os seus objetivos e a forma pela qual concebia o acontecimento, disse o historiador:

    Pelo próprio fato de ser excepcional, o acontecimento faz emergir, no afluxo de palavras que ele libera, vestígios que, se não nos detivéssemos nele, permaneceriam nas trevas, despercebidos, os traços mais banais de que raramente se fala no cotidiano da vida e sobre os quais nunca se escreve (DUBY: 1993, p.11)

    Para Duby, explorar o acontecimento tornou-se fundamental, uma vez que se pretende alcançar os movimentos obscuros que fazem deslocar-se lentamente ao longo das épocas as bases de uma cultura(DUBY:1993,p.10). Na maioria das vezes o acontecimento é o indicador de uma realidade de grande dimensão e em outras vezes de uma estrutura. Portanto, para Duby o acontecimento é fabricado por aqueles que difundem sua notoriedade como se fosse a "espuma d História, bolhas que, grandes ou pequenas, irrompem na superfície e, ao estourar, provocam ondas que se propagam a maior ou menor distância (DUBY: 1993, PP.11-14).

    O fato é que Duby, além de fazer o resgate da História Política, traz a narrativa e o acontecimento para a o centro da análise historiográfica, mas mantendo as características da Escola dos Annales. Enfim, Bouvines despertou o interesse de Duby em estudar as práticas militares da sociedade no começo do século XIII. Utilizando a etnografia, faz um esboço detalhado da batalha, explora o caráter extraordinário e situa a batalha diante da guerra e dos acordos de paz no universo medieval, estabelecendo uma revisão no estudo do campo político daquele período. Georges Duby conseguiu de um acontecimento, de um fato ocorrido num único dia, uma história totalizante, na qual buscou a fundo as características da sociedade feudal enredada no fato histórico, as práticas militares e de governo, as divisões sociais e as responsabilidades de cada grupo. Expôs os acordos de paz e os motivos que levaram à guerra com uma metodologia própria abrindo novas possibilidades aos historiadores.

    O jovem historiador Fagner Dantas também aceitou o desafio de falar sobre um evento na História, porém sem ser apenas factual. Imbuído do espírito de Georges Duby, procurou produzir um breve estudo sobre o cotidiano de um momento da História da Segunda Guerra Mundial - O Dia D, mais especificamente a Operação Overlord.

    A Segunda Guerra é um marco histórico que suscita várias questões na historiografia atual. Ampliou seus estudos para além do campo de pesquisa da Historia Militar. Expandiu o debate entre os historiadores sobre o significado e o alcance do fato. Por outro lado, o revisionismo negando os aspectos do horror dos campos de concentração, o que o historiador Vidal Naquet(1988) definiu de assassinato da memória, a extinção do passado e a minimização do mal.

    De fato a Segunda Guerra é um marco histórico por conta de desperta esse fascínio e curiosidade sobre um período tão doloroso, angustiante, divisor de águas no seu encerramento. Os filmes sobre guerra sempre despertaram interesses no grande público, seja pelo romantismo, seja pela realidade. Relatos de resistência, atos heroicos e, principalmente, as grandes batalhas pela conquista de territórios seduziram a

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