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Currículo escolar

Currículo escolar

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Currículo escolar

Duração:
216 páginas
3 horas
Lançados:
4 de ago. de 2014
ISBN:
9788581484396
Formato:
Livro

Descrição

Este livro traz discussões importantes sobre concepções de currículo, que é entendido como campo de implementação de práticas e políticas culturais. O currículo é abordado como uma prática social que se materializa em saberes, normas, programas, relações, valores e modos de ser dos sujeitos, num mundo atravessado por complexas redes de saberes e fazeres. Assim, o este volume da Coleção Pedagogia de A a Z traz: a historiografia e as relações de poder, os vários ângulos de abordagens do campo teórico curricular, a organização dos tempos e espaços das escolas na perspectiva histórica, a trajetória conceitual curricular e as práticas cotidianas, levantamentos de diferentes propostas de organização curricular da escola de educação básica, teorias e práticas pedagógicas observadas durante estágio supervisionado. São temas essenciais para compreender o currículo, num território contestado e amplamente em disputa.
Lançados:
4 de ago. de 2014
ISBN:
9788581484396
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Currículo escolar - Viviani Anaya

Patricia Ap. Bioto-Cavalcanti; Rosiley Teixeira; Viviani Anaya (orgs.)

Currículo Escolar (Pedagogia de A a Z; vol.2)

Copyright © 2013 by Paco Editorial

Direitos desta edição reservados à Paco Editorial. Nenhuma parte desta obra pode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio, seja eletrônico, de fotocópia, gravação, etc., sem a permissão da editora e/ou autor.

Coordenação Editorial: Kátia Ayache

Revisão: Isabella Pacheco; Nara Dias

Capa: André Fonseca

Diagramação: Mathueus de Alexandro

Edição em Versão Impressa: 2013

Edição em Versão Digital: 2013

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Conselho Editorial

Profa. Dra. Andrea Domingues (UNIVAS/MG) (Lattes)

Prof. Dr. Antonio Cesar Galhardi (FATEC-SP) (Lattes)

Profa. Dra. Benedita Cássia Sant’anna (UNESP/ASSIS/SP) (Lattes)

Prof. Dr. Carlos Bauer (UNINOVE/SP) (Lattes)

Profa. Dra. Cristianne Famer Rocha (UFRGS/RS) (Lattes)

Prof. Dr. José Ricardo Caetano Costa (FURG/RS) (Lattes)

Prof. Dr. Luiz Fernando Gomes (UNISO/SP) (Lattes)

Profa. Dra. Milena Fernandes Oliveira (UNICAMP/SP) (Lattes)

Prof. Dr. Ricardo André Ferreira Martins (UNICENTRO-PR) (Lattes)

Prof. Dr. Romualdo Dias (UNESP/RIO CLARO/SP) (Lattes)

Profa. Dra. Thelma Lessa (UFSCAR/SP) (Lattes)

Prof. Dr. Victor Hugo Veppo Burgardt (UNIPAMPA/RS) (Lattes)

Prof. Dr. Eraldo Leme Batista (UNIOESTE-PR) (Lattes)

Prof. Dr. Antonio Carlos Giuliani (UNIMEP-Piracicaba-SP) (Lattes)

Paco Editorial

Av. Carlos Salles Block, 658

Ed. Altos do Anhangabaú, 2º Andar, Sala 21

Anhangabaú - Jundiaí-SP - 13208-100

Telefones: 55 11 4521.6315 | 2449-0740 (fax) | 3446-6516

atendimento@editorialpaco.com.br

www.pacoeditorial.com.br

Sumário

Folha de Rosto

Créditos da Obra

Apresentação

Capítulo 1: Sobre As Origens do Currículo e da Escola Moderna - Patricia Ap. Bioto-Cavalcanti

Introdução

1. Os Primeiros Registros ou O Gérmen do Currículo: Os Estudos Liberais

2. A Virada Instrucional

3. A Proposição da Escola Moderna

Considerações Finais

Referências

Capítulo 2 : Constituição E Influência Do Campo Teórico Curricular, Das Tendências Pedagógicas E Da Práxis Docente - Viviani Anaya

Introdução

1. Teorias Curriculares, Tendências Pedagógicas e Práxis Docente

2. O Campo Teórico Curricular e a Ressignificação da Práxis Docente

Considerações Finais

Referências

Capítulo 3: A Organização Pedagógica das Escolas Primárias Paulistas: Poderíamos Denominar Currículo? - Rosiley A. Teixeira

Introdução

1. Para Início de Conversa

2. A Organização das Escolas Primárias Paulistas

3. Como Eram e Funcionavam Essas Escolas?

4. A Inspeção, os Regulamentos e a Uniformização das Práticas Escolares

Considerações finais

Referências

Capítulo 4 : O Curriculo e as Aprendizagens – Limites e Possibilidades - Célia Regina Teixeira

Introdução

1. Currículo

2. As Aprendizagens

Referências

Capítulo 5: Conhecendo Diferentes Propostas Curriculares - Célia Vanderlei da Silva, Sandra da Costa Lacerda

Introdução

1. Propostas Curriculares: Panorama

1.1 Proposta curricular da cidade de São Paulo para a Educação Infantil

1.2 Proposta curricular para o ensino fundamental do município e estado de São Paulo

1.3 Organização/Proposta Curricular do Método Montessori

1.4 Organização/Proposta Curricular da Escola da Ponte

1.5 Organização/Proposta Curricular Pedagogia Waldorf

1.6 Organização/Proposta Curricular da Escola de Summerhill

1.7 Organização/Proposta Curricular da Escola Lumiar (Pedagogia por Projetos)

Considerações Finais

Referências

Capítulo 6: Como as Teorias Tradicionais Ainda se Mantêm Atuais No Chão da Escola, Apesar de Toda Modernidade Pedagógica - Célia Vanderlei da SilVa, Sandra da Costa Lacerda

Introdução

1. Correspondência Entre Escola e Produção – Bowles e Herbert Gintis

2. Aparelhos Ideológicos do Estado – Louis Althusser

3. Capital Cultural e Processo de Produção Cultural – Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron

4. Pedagogia do Oprimido e Educação Bancária – Paulo Freire

5. Teoria Sociológica do Currículo – Basil Bernstein

6. Conceito de Hegemonia – Michael Apple

7. Pedagogia das Possibilidades – Henry Giroux

8. Discutindo as Teorias 

Considerações Finais

Referências

Os Autores

Célia Regina Teixeira

Célia Vanderlei da Silva

Patricia Ap. Bioto-Cavalcante

Rosiley A. Teixeira

Sandra da Costa Lacerda

Viviani Anaya

Coleção Pedagogia de A a Z

Paco Editorial

Lista de Figuras

Figura 1 - O Convite

Maria Montessori

Jogo de Matemática

Tabela 1: quadro síntese adaptado

Apresentação

A Coleção Pedagogia de A a Z tem como princípio trazer à tona elementos teóricos e práticos presentes na formação e na prática docente. Assim, os volumes que compõem a Coletânea discutem temas ligados aos desafios contemporâneos presentes nos cursos de formação de professores e na prática docente. Consideram, além disso, os debates travados no campo científico acerca de cada tema, de modo a contribuir para um aprofundamento das reflexões e das propostas que concorrem para o progresso da educação no país.

O volume sobre o Currículo, dentro deste contexto, tem como objetivo relacionar teoria e prática. Para tanto, considera o currículo um dispositivo pedagógico construído pari passo à escola moderna, adquirindo, desta forma, papel central nas discussões e proposições acerca da escola, do professor, do aluno, dos conteúdos escolares, das práticas educativas, etc. As discussões deste fascículo procuram dar a entender este objeto currículo, bem como fazer emergir o campo de constituição das teorias do currículo e sua inter-relação com as práticas desenvolvidas no espaço educacional.

O entendimento de currículo que fundamenta a construção deste fascículo baseia-se em argumentos e reflexões que apontam para o currículo como artefato escolar socialmente constituído e em permanente processo de elaboração, num campo de acomodação e contestação, composto por grupos econômicos e culturais diferencialmente fortalecidos e representados, em contextos igualmente diferenciados e historicamente construídos. Considera-o, ainda, como o rol de conhecimentos socialmente produzidos e selecionados para compor o percurso de estudo escolar, visando uma formação acadêmica e profissional, determinada, organizada em tempos, espaços, dispositivos pedagógicos, normas, regras, planos e métodos de aprendizagem e de ensino.

Assim, o volume de Currículo confere à escola e, consequentemente, ao currículo papel central na formação do sujeito e da sociedade. Na organização curricular emergem relações de poder, ideologias, culturas, massificação, mas, também, a possibilidade de reconhecê-las e identificá-las, buscando romper com o paradoxo que rege a constituição do currículo e as práticas educativas.

Com o primeiro capítulo, Patricia Ap. Bioto-Cavalcanti conta-nos sobre as origens do currículo na escola moderna. Por se tratar de um trabalho historiográfico, expõe os discursos, os movimentos sociais, as propostas que deram origem a essa escola. Revela que esse não foi um processo homogêneo. Dentre as disputas instauradas na busca do que deveria ser ensinado pelos professores e o que deveria ser conhecido pelos alunos, se organizou as primeiras versões do que hoje conhecemos por currículo . Esse, por sua vez, gestou novos métodos e processos educativos dando à escola uma nova forma que resultou, assim, em novos alunos e professores.

Seu texto nos conduz a uma história do currículo que passa necessariamente por Comenius e suas recomendações didáticas. Trata também da construção histórica do Ratium Studiorim que deu homogeneidade ao trabalho dos Jesuítas. Enfim, a autora conta-nos das origens do currículo escolar e de como esse, ao longo da história, vai conformando os sujeitos por meio da instituição de métodos de ensino, seleção de conhecimentos, traçando, com isso, o caminho a ser percorrido pelas crianças na escola.

No segundo capítulo, Viviani Anaya descreve a constituição do campo de estudos sobre o currículo, detalhando a constituição e a influência do campo teórico curricular, das tendências pedagógicas e da práxis docente. Têm como premissa constituir vetores de análise, e afirma que existem vários ângulos de abordagens do campo teórico curricular – definidor das ações desenvolvidas no espaço educacional, enquanto lócus de aprendizagem. Assim, para a autora, o currículo ilustraria a representação da cultura no cotidiano, não constituído apenas de conhecimentos factuais, mas do modo como os indivíduos e os grupos sociais representam tais conhecimentos.

No terceiro capítulo, Rosiley A. Teixeira analisa a organização curricular das escolas primárias paulistas, no inicio da República. Interroga o modo como a pedagogia por meio da escola transformou a criança em aluno, forjando hábitos e comportamentos que a tornariam útil à sociedade. Problematiza os dispositivos usados pelo governo paulista para uniformizar as práticas escolares (dentre eles o controle exercido sobre o professor). Na sequencia, recupera a organização dos tempos e espaços das escolas republicanas tendo em vista apresentar como estava dividido o período escolar tanto para escolas isoladas e reunidas, quanto para grupos escolares. Descreve seus horários e forma de funcionamento, a distribuição e quantidade as salas de aula, o material escolar , seus livros , seus aspectos disciplinares e avaliativos de modo a revelar a forma escolar instaurada na república paulista..

No quarto capítulo, de Célia Regina Teixeira aborda a temática curricular e aponta sua trajetória conceitual refletindo sobre as práticas cotidianas. Remete sua discussão ao modelo de sociedade, de sujeito, de currículo e ações pedagógicas que devemos defender e implementar com vistas a um ensino de qualidade. As discussões apresentadas pela autora ao longo do texto se pautam na organização curricular e reflete sobre como, ao se constituir determinada organização, ocorrem formas de controle que dificultam a emancipação do aluno no processo de aquisição dos saberes proporcionados no espaço formal e informal. Por fim, defende um modelo qualitativo e formativo que possibilite ao aluno seu avanço efetivo na aquisição dos conhecimentos veiculados, via organização curricular.

No quinto capítulo, Célia Vanderlei da Silva e Sandra da Costa Lacerda apresentam um breve panorama acerca de diferentes propostas de organização curricular da escola de educação básica, tomando por base os sistemas de ensino público do estado e município de São Paulo e iniciativas diferenciadas do ensino privado. Destacam de modo interessante algumas propostas curriculares, dentre elas a organização curricular da Secretaria Estadual e Municipal de São Paulo; a Pedagogia por Projetos; o Método Montessori; Summerhill, Pedagogia Waldorf e a Escola da Ponte. Assim, o conhecimento acerca de como essas propostas são organizadas, suas principais características e de que forma as experiências educativas podem se articular com a construção do currículo na sala de aula, são fundamentais para uma reflexão sobre o tema, levando-se em conta as questões e demandas que se colocam para a educação, na atualidade.

No quinto capitulo, Célia Vanderlei da Silva e Sandra da Costa Lacerda partem, do trabalho realizado em sala de aula e das discussões com suas alunas para analisar de que modo a abordagem tradicional pode ser observada, ainda, nos dias atuais no chão da escola, e sendo colocada em prática, seja no trabalho pedagógico, na seleção dos conteúdos, nas metodologias e/ou nos processos avaliativos. Ao longo do texto analisam as relações que as alunas estabelecem entre teoria tradicional e as práticas pedagógicas ao observarem a realidade das escolas durante o estágio. Na leitura atenta do capítulo verifica-se que as alunas, ao serem apresentadas às teorias críticas do currículo, vão se apropriando de seus conceitos e colocando em xeque suas concepções. Concepções essas que (sabemos) foram construídas ao longo de suas experiências de escolarização.

Ao idealizar este fascículo, procuramos romper com o paradoxo que permeia a sociedade, a escola, o currículo e os sujeitos, apresentando o contexto em que a escola está inserida, afirmando que as mais variadas formas de organização curricular implicam, necessariamente, na formação das estruturas sociais. Este contexto, não raro, é complexo, assim como são complexas as condições para que este processo formativo se desenvolva.

Assim, discutir conceitos, premissas e pressupostos, permite o debate sobre os aspectos específicos do currículo, da escola e da formação, objetivo primeiro da educabilidade, em seu sentido mais profundo, e papel primordial da universidade.

Viviani Anaya, Patricia Ap. Bioto-Cavalcanti e Rosiley A. Teixeira

Capítulo 1: Sobre As Origens do Currículo e da Escola Moderna

Patricia Ap. Bioto-Cavalcanti

Introdução

Pode-se considerar os séculos XVI e XVII como fundamentais para uma virada na História da Educação. Em meio a guerras e reformas religiosas, a redistribuições de poder político, a viagens ultramarinas, descobertas científicas, circulação de saberes, instauração de processos disciplinadores de comportamentos e mentalidades, uma escola foi gerada. A escola em sua forma moderna. Escola esta intrinsecamente ligada a todos estes processos.

Fundamental para a inauguração deste modelo de escola foi a criação e uso de uma série de termos educacionais. Para este estudo importa considerar a origem do termo curriculum, por volta de fins do XVI. Não se pode dizer que um termo é um simples termo. Ele sempre está em relação direta ao fenômeno que gerou sua existência. Considerar o contexto histórico e inter-textual em que o currículo apresentou-se como elemento fundamental na proposta da escola em sua forma moderna é o objetivo deste capítulo.

Para este estudo são fontes de analise as obras produzidas no período citado, como a Didática Magna, de Comenius, de 1659, a obra de Charles Hoole, A New Discovery of the Old Art of Teaching Schoole, in Four Small Treatises, de 1660, e a Ratium Studiorum atque Institutio Jesu, da Companhia de Jesus, publicada em sua versão definitiva em 1599. Estas obras são consideradas como tratados pedagógicos, pois expressam a tentativa de uma pensamento e proposição total sobre a escola, de seus fundamentos últimos e primeiros, aos

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