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Por que sou católico?

Por que sou católico?

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Por que sou católico?

notas:
3.5/5 (3 notas)
Duração:
216 páginas
4 horas
Lançados:
5 de jan. de 2015
ISBN:
9788584970247
Formato:
Livro

Descrição

Muitos católicos, infelizmente, acabam abandonando a Igreja Católica, ou vivendo mal a sua fé, porque não conhecem as raízes desta fé e da Igreja. Por causa disto, as seitas vão avançando, fazendo proselitismo, e levando os filhos da única Igreja fundada por Jesus Cristo, para caminhos perigosos, onde não existem os Sacramentos deixados por Jesus para a nossa salvação.Neste livro você vai encontrar, de maneira clara, objetiva e profunda, as razões da fé católica, e porque a Igreja Católica é a única que Jesus fundou e desejou neste mundo, para levar a humanidade de volta para Deus.
Lançados:
5 de jan. de 2015
ISBN:
9788584970247
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Por que sou católico? - Prof. Felipe Aquino

16,18-19).

A razão deste livro

Numa de nossas conversas descontraídas, meu filho mais velho, Mateus, engenheiro, casado, me disse: — Pai, está faltando o senhor escrever um livro: — Por que sou católico.

Ele justificou a sua afirmação categórica, dizendo que muita gente precisa saber isto com mais clareza, para poder de fato optar pelo catolicismo. Sua convicção me fez atender a sua sugestão.

Ciente da confusão que hoje estamos vivendo em termos de seitas, de falsas doutrinas e de falsos pastores, achei que o Mateus tinha razão, e por isso está aqui este livro.

Como disse, hoje as seitas e igrejinhas se espalham por todos os lados sem apresentar as devidas credenciais divinas, sem o que, não é possível segui-las. E assim, milhões de pessoas estão sendo iludidas, ou até mesmo, maldosamente enganadas.

O Papa João Paulo II chegou a dizer a um grupo de Bispos do Brasil, em Roma, em 1995, que as seitas se espalham na América Latina como uma mancha de óleo, ameaçando fazer ruir as estruturas de fé de muitas nações.

Muitas e muitas pessoas hoje, decepcionadas com os homens e com os problemas do mundo, mais do que nunca buscam a salvação no sobrenatural, e vão à busca de Deus; mas, muitas vezes, sem critérios, sem exigir as credenciais do novo profeta que se apresenta falando de Deus, e se arriscam a viver uma falsa doutrina.

Peço a Deus e à Virgem Maria que estas páginas possam ajudá-lo a conhecer por que temos de ser católicos, a vontade de Deus para todos.

Que você possa ler este livro com a mesma alegria e vontade com que o escrevi.

Prof. Felipe Aquino

Um depoimento pessoal

Nasci católico.

Esta é a graça que mais agradeço a Deus.

Todos os dias, depois da missa, na Catedral de Lorena, onde fui batizado, fiz a primeira Comunhão e recebi o Matrimônio, vou até aquela sagrada Pia Batismal, onde fui regenerado nas águas do Batismo, e renovo as promessas do meu Batismo. Foi ali que me tornei filho de Deus e herdeiro do céu, através da Igreja Católica, minha Mãe.

Nada para mim é mais importante do que isto nesta vida. Nem mesmo o meu diploma de Doutor em Engenharia Mecânica eu quis colocar na parede de minha sala de trabalho, mas apenas a minha Certidão de Batismo. Sei que tudo vou deixar neste mundo, depois que partir para a outra vida; mas, pelo Batismo e pela Igreja, sei que me estarão abertas as portas da vida em Deus, que não terá fim. Como disse santo Agostinho: que me importa viver bem, se eu não puder viver para sempre.

Eu quero viver para sempre em Deus, e sei que o caminho é a Igreja Católica que Jesus fundou.

Meus pais eram autenticamente católicos, rezávamos o Terço todos os dias às 18:00 horas, mas eles não nos levavam à Igreja pelo pescoço, não; graças a Deus, souberam nos convencer com humildade, bondade e convicção da certeza da fé católica. Hoje, todos os meus oito irmãos são católicos convictos, sem exceção.

Sem dúvida isto foi fruto da grandeza dos nossos queridos pais, verdadeiros mestres e educadores, embora de poucos estudos.­

Embora eu tenha nascido em uma família cem por cento católica, me tornei muito mais convicto da minha fé depois que conheci os seus fundamentos. Como todo jovem, também eu fui levado a querer conhecer as outras religiões, no entanto, quanto mais as conhecia, mais me tornava católico convicto, pela coerência e beleza da fé da Igreja Católica.

Muitos católicos abandonam a Igreja porque crescem, estudam, etc., mas não estudam a fé católica; então, quando surgem os problemas e questionamentos da vida e as dúvidas de fé, não sabem as respostas para as suas indagações, e começam a procurar nas outras religiões as suas respostas, sem saber que a Igreja Católica tem essas respostas.

Muitos graduados em universidades, apenas sabem de religião o pouco que aprenderam na preparação da primeira Comunhão, e por isso, não têm respostas para a suas dúvidas. Cresceram na ciência mas não na fé.

Ao mesmo tempo que eu cursava o Doutorado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, à noite cursava também Teologia. Durante esses três anos pude mergulhar na substancial doutrina católica, amadurecida pelos Santos Padres dos primeiros séculos da Igreja, pelos Papas, santos, mártires e confessores da fé, doutores da Igreja, teólogos, etc. Então eu pude me defrontar com a seriedade da fé católica, recebida de Jesus e cultivada há dois mil anos.

Estudando a fé católica: a Moral, a Liturgia, a História da Igreja, a Dogmática (o Credo), os Sacramentos, Escatologia (morte, juízo, céu, inferno, paraíso), Mariologia (Maria), Pneumatologia (Espírito Santo), Eclesiologia (Igreja), etc., pude então verificar, além de outras coisas, que a fé católica em nada contradiz a Ciência, ao contrário, faz uso dela para entender melhor o mistério da fé e a Revelação de Deus. Sendo matemático e físico, professor universitário e pesquisador, isto me foi muito importante.

São muitas as razões pelas quais sou católico. Ao longo dessas páginas irei apresentando resumidamente cada uma delas. Tentarei fazer da maneira mais simples e prática possível, a fim de que aqueles que são pouco conhecedores dos ensinamentos da Igreja possam entendê-lo.

Sou católico porque estou convicto de que Jesus Cristo é Deus, e que a única Igreja que Ele fundou foi a que hoje chamamos de Igreja Católica Apostólica Romana. As outras foram surgindo por heresias e cismas, a partir dos primeiros séculos, e fundadas por homens.

Sou católico porque a Igreja Católica é uma Instituição divina, e que recebeu de Jesus, na pessoa de São Pedro e dos Apóstolos (hoje os Bispos) a missão de levar a salvação a todos os homens do mundo inteiro.

Sou católico porque somente na Igreja Católica temos a plenitude dos meios da salvação (UR, 3) que Jesus deixou.

Sou católico porque na Igreja Católica temos Jesus vivo e presente na Eucaristia, em todos os sacrários da terra. É a única religião onde Deus está vivo e presente, de modo real e substancial (corpo, sangue, alma e divindade), por amor a nós.

Sou católico porque a Igreja Católica tem o Sacramento da Confissão, que me dá a certeza de que todos os meus pecados são perdoados.

Sou católico porque a Igreja tem uma História belíssima de 2000 anos, ininterrupta, com uma série contínua de 266 Papas e 21 Concílios ecumênicos (universais). Mesmo com muitos erros cometidos pelos seus filhos, leigos e clérigos, as luzes da História da Igreja superabundam em muito as sombras.

Sou católico porque os Evangelhos da Igreja Católica são historicamente autênticos; aprovados pela mais severa crítica racio­nalista.

Sou católico porque Jesus garantiu à Sua Igreja infalibilidade nos assuntos de fé e de moral; isto é, naquilo que é essencial para levar os homens à salvação. Ela é, como disse São Paulo, a coluna e o sustentáculo da verdade neste mundo (1Tm 3,15).

Sou católico porque Jesus garantiu que a Igreja Católica jamais seria vencida pelas portas do inferno (Mateus 16,18). A sua história de 2000 anos confirma isto sobejamente.

Sou católico porque Jesus quis a Igreja dirigida na terra pelo Papa, um Pastor infalível em matéria de fé e de moral, e isto já acontece há dois mil anos, sem interrupção.

Sou católico porque foi a Igreja quem berçou e montou a Bíblia; isto é, discerniu quais os livros que deveriam fazer parte dela. Sem a Igreja católica não haveria a Bíblia como a temos hoje. A Bíblia vem da Igreja Católica, e não o contrário. Por isso ela é a única intérprete oficial da Palavra de Deus. Os protestantes fizeram o desfavor de alterá-la.

Sou católico porque a Igreja tem os Sacramentos, através dos quais Jesus se dá e deixa encontrar, que nos transmitem a graça de Deus, desde o nascimento até a morte. Na Liturgia a Igreja celebra os Sacramentos.

Sou católico porque a Igreja responde com clareza e profundidade as questões da vida: Quem eu sou? O que é este mundo? O que estou fazendo aqui? Por que existe o sofrimento e a morte? Para onde iremos após esta vida?...

Sou católico porque Jesus deu a sua Mãe, a Virgem Maria, para ser também a minha Mãe, e porque a Igreja também escolheu o seu pai adotivo, São José, para ser o nosso pai no céu, e protetor neste mundo.

Tudo isto, e muito mais, me dão a certeza da veracidade da fé católica.

É isto que vamos ver a seguir, passo a passo.

Nosso objetivo aqui não é fazer guerra santa e nem desrespeitar a opção religiosa de cada um, mas apenas oferecer aos católicos as razões da nossa fé (1Pe 3,15).

Jesus Cristo existiu mesmo ou será um mito?

Conta a História que certa vez um soldado de Napoleão Bonaparte, empolgado com as conquistas do grande imperador da França, lhe disse:

— Imperador, pode fundar a nossa religião e a nossa igreja. Estamos prontos a seguir Sua majestade.

Ao que Napoleão lhe terá respondido: — Filho, para alguém inaugurar uma religião e fundar uma igreja, precisa de duas coisas: primeiro, morrer numa cruz; segundo, ressuscitar ao terceiro dia. A primeira eu não quero e a segunda eu não posso; então, pára com esta estória de fundar uma igreja e uma religião.

O que mais me impressiona nesta história, que ouvi contada por um professor universitário de História, é que Napoleão não era bom católico, tanto assim que foi o primeiro imperador que não aceitou ser coroado pelo Papa, quando este era o costume da época, e mais, mandou prender o Papa Pio VI, e depois, o Papa Pio VII, quando este não quis concordar com o divórcio do seu irmão Jerônimo.

No entanto, Napoleão sabia que só Jesus tinha credenciais divinas para fundar uma Igreja.

A Igreja Católica é a única que foi fundada expressa e diretamente por Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, Deus verdadeiro. Isto é o que faz dela a única Igreja autêntica. As outras são invenções dos homens.

Mas muitos perguntam, será que Jesus Cristo é mesmo Deus? Será que Jesus existiu mesmo? Será que fundou a Igreja mesmo?

Vamos responder a cada uma dessas perguntas. Comecemos pela existência histórica de Jesus Cristo.

Além dos Evangelhos e Cartas dos Apóstolos, a mesma História que garante a existência dos faraós do Egito, milhares de anos antes de Cristo, garante a existência de Jesus. Muitos documentos antigos, cuja autenticidade já foram confirmados pelos historiadores, falam de Jesus. Vamos aqui dar apenas alguns exemplos disso e mostrar que Jesus não é um mito.

Documentos de escritores romanos (110-120):

1. Tácito (Publius Cornelius Tacitus, 55-120), historiador romano, escritor, orador, cônsul romano (ano 97) e procônsul da Ásia romana (110-113), falando do incêndio de Roma que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta:

Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judeia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma. (Anais, XV, 44).

2. Plínio o Jovem (Caius Plinius Cecilius Secundus, 61-114), sobrinho de Plínio, o Velho, foi governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador romano Trajano, em 112:

(...) os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus. (Epístolas, I.X 96).

3. Suetônio (Caius Suetonius Tranquillus, 69-126), historiador romano, no ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós, Cristo), se haviam tornado causa frequente de tumultos (Vita Claudii, XXV).

Esta informação coincide com o relato dos Atos dos Apóstolos 18,2, onde se lê: Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma; esta expulsão ocorreu por volta do ano 49/50. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens.

Documentos Judaicos:

1. O Talmud (Coletânea de leis e comentários históricos dos rabinos judeus posteriores a Jesus) apresentam passagens referentes a Jesus. Note que os judeus combatiam a crença em Jesus, daí as palavras adversas a Cristo.

Tratado Sanhedrin 43a do Talmud da Babilônia:

Na véspera da Páscoa suspenderam a uma haste Jesus de Nazaré. Durante quarenta dias um arauto, à frente dele, clamava: Merece ser lapidado, porque exerceu a magia, seduziu Israel e o levou à rebelião. Quem tiver algo para o justificar venha proferi-lo! Nada, porém se encontrou que o justificasse; então suspenderam-no à haste na véspera da Páscoa.

2. Flávio Josefo, historiador judeu (37-100), fariseu, escreveu palavras impressionantes sobre Jesus:

Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos. (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a).

Documentos Cristãos:

Os Evangelhos: narram com riqueza de detalhes históricos, geográficos, políticos e religiosos a terra da Palestina no tempo de Jesus. Os evangelistas não poderiam ter inventado tudo isto com tanta precisão.

São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, e outros personagens como Anás e Caifás (Lc 2,1;3,1s). Todos são muito bem conhecidos da História Universal.

São Mateus e São Marcos falam dos partidos políticos dos fariseus, herodianos, saduceus (Mt 22,23; Mc 3,6).

São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais. Nada foi inventado, tudo foi comprovado pela História.

Além dos dados históricos sobre a vida real de Jesus Cristo, tudo o que Ele fez e deixou seria impossível se Ele não tivesse existido. Um mito não poderia chegar ao século XXI... com mais de um bilhão de adeptos.

Os apóstolos e os evangelistas narraram aquilo que foram testemunha ocular; não podiam mentir, sob pena de serem desmascarados pelos adversários e perseguidores da época.

Eles eram pessoas simples, pescadores alguns, e nunca teriam a capacidade de ter inventado um Messias do tipo de Jesus: Deus-homem, crucificado, algo que era considerado escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Jamais isto seria possível com Israel sob o jugo romano, dominador intransigente.

Outro fato marcante é que os judeus esperavam um Messias libertador político, que libertasse Israel dos romanos, no entanto, os Evangelhos narram um Jesus rejeitado pelos Judeus, e que vem como libertador espiritual e não político. Os apóstolos teriam a capacidade e coragem de inventar isto? Homens rudes da Galileia não teriam condições também de forjar um Jesus tão sábio, santo, inteligente, desconcertante tantas vezes.

Tem mais, a doutrina que Jesus pregava era de difícil vivência no meio da decadência romana; o orador romano Tácito, se referia ao cristianismo como desoladora superstição, Minúcio Félix, falava de doutrina indigna dos gregos e romanos. Os apóstolos não teriam condições de inventar uma doutrina tão diferente para a época.

Será que poderia um mito ter vencido o Império Romano?

Será que um mito poderia sustentar os cristãos diante de 250 anos de martírios e perseguições? O escritor cristão Tertuliano (†220), de Cartago, escreveu que o sangue dos mártires era semente de novos cristãos.

Será que um mito poderia provocar tantas conversões,

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