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A perfumaria ancestral: Aromas naturais no universo feminino

A perfumaria ancestral: Aromas naturais no universo feminino

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A perfumaria ancestral: Aromas naturais no universo feminino

avaliações:
5/5 (5 avaliações)
Comprimento:
80 páginas
1 hora
Lançado em:
Dec 18, 2018
ISBN:
9788589617833
Formato:
Livro

Descrição

O que é perfumaria? Ou melhor, o que você considera um perfume? A historiadora Palmira Margarida explora sua relação de sinestesia com as plantas e nos faz mergulhar em um universo ancestral, familiar, mas abafado por uma sociedade que julga e domestica cheiros naturais e combinações que fogem a padrões."Perfumaria Ancestral" fará você entender mais sobre as plantas, as notas olfativas e, principalmente, sobre você mesma. Com propriedade, Palmira nos conduz em uma narrativa lúdica, curiosa e histórica, através dos tempos, em um passeio guiado por um sentido subestimado: o olfato.
Lançado em:
Dec 18, 2018
ISBN:
9788589617833
Formato:
Livro

Sobre o autor


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A perfumaria ancestral - Palmira Margarida

Copyright © Palmira Margarida

Copyright © desta edição Memória Visual

Todos os direitos reservados e protegidos pela lei 9.610 de 19.2.1998. É proibida a reprodução total e parcial, por quaisquer meios sem a expressa anuência da editora.

Editora

Camila Perlingeiro

Organização

Crib Tanaka

Capa e diagramação

Adriana Cataldo | Cataldo Design

Ilustração da capa

Elisa Pessôa

Revisão

Crib Tanaka

Impressão e acabamento

Kunst Gráfica

Produção de ebook

S2 Books

CIP – CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO

Elaborada pela bibliotecária Gabriela Faray (CRB7-6643)

M327p Margarida, Palmira.

A perfumaria ancestral : aromas naturais no universo feminino / Palmira Margarida. – Rio de Janeiro : Memória Visual, 2018.

96 p. ; 18 cm.

Inclui bibliografia.

ISBN 978-85-89617-83-3

1. Aromas naturais 2. Plantas 3. Mulheres I. Título II. Série.

CDD 668.542

CDU 581.135.5:305-055.2

Rua São Clemente 300 – Botafogo – 22260-004

Rio de Janeiro – RJ – Tel.: 21-2537-8786

editora@memoriavisual.com.br

www.memoriavisual.com.br

@memoriavisual

@memoria_visual

SUMÁRIO

Capa

Folha de rosto

Créditos

Apresentação

A conferência das samambaias

As mulheres-plantas

Os cheiros femininos como são

A criança farejadora

A mulher farejadora

A perfumaria ancestral

O corpo do perfume

A fixação

O ballet dos aromas

A deusa tríplice no corpo perfumado

As anciãs e o submundo das notas baixas

O amor nas notas do coração

A alegria das donzelas notas altas

Como honrar as ancestrais

Bibliografia

APRESENTAÇÃO

Uma borrifada da espevitada alecrim no ar e a empreitada de escrever sobre os cheiros das plantas ganhou vida. E, assim como uma rosa vermelha, que derrama-se em êxtase e sem preocupar-se muito sobre onde suas paixões irão parar, a inebriante música dos aromas te levará para uma viagem sem volta a partir das próximas páginas. Você iniciará esse livro convicta que interessou-se por ele por gostar de perfumes e irá terminá-lo, sedenta, caçando a primeira planta mais próxima, a fim de farejá-la e travar uma conversa.

Escuto as memórias e emoções femininas, para criar perfumes vivos dos aromas das plantas, cheiros para a alma desejosos por trabalharem junto à sabedoria natural feminina. Sou uma historiadora que gosta de ouvir as histórias das mulheres e transformá-las em música olfativa. É um trabalho de escuta, entrega e acolhimento, mas, antes de tudo, de resgate de nossa ancestralidade, de nossas avós raízes, dos troncos de árvores, espinhos e flores que fazem parte de cada uma de nós.

Meu primeiro contato consciente com as plantas foi com 4/5 anos. Lembro de brincar com elas no quintal, muito incentivada por minha mãe e meu avô materno. Meu avô paterno era erveiro e minha avó também fazia Conferência das Samambaias. Crio perfumes personalizados de plantas, desde meus quinze anos. Minha primeira pesquisa acadêmica sobre o tema teve início em 2005, na graduação em História, sobre pessoas negras escravizadas e a utilização que as mesmas passaram a fazer de plantas medicinais no Brasil. Fiz um mestrado sobre a proteção da medicina popular, na Fiocruz, e, hoje, estudo no doutorado os cheiros das emoções, a memória e os espaços dos aromas.

Sou sinesteta olfativa, vivo cheiro, converso com as plantas, observo suas cores, ouço a música dessa grandiosidade da natureza, mesmo no meio urbano. É possível e precisamos aprender a ver a beleza da natureza em todos os lugares. Minha melhor amiga é um pé de camomila já falecida, que foi morar no céu das camomilas fofas. Quando estou com dúvidas, converso com as samambaias. Quando perdida, penso em um cedro, sinto seu cheiro e rezo para ele.

Espero, do fundo do coração, que as plantas consigam entrar em contato contigo, através deste livro, que apresenta uma linguagem simples e lúdica, porém profunda. A escrita é baseada em pesquisa séria, mas o tom aqui é de fantasia, afinal, escrever sobre algo invisível, etéreo e subliminar exige um pouco de imaginação. Não importa onde você mora ou de onde esteja lendo, se na natureza ou na cidade – tanto a mulher do campo, quanto a urbana guardam o segredo de observar as plantas e escutar seus cheiros. A verdade é que todas nós amamos uma planta, nem que seja o pequeno cacto sobre a mesa do escritório ou aquele vasinho de violeta que nos chamou na floricultura e seguiu conosco para casa.

Será também um livro de história, afinal, sou historiadora, mas, antes de tudo, um livro sobre mulheres e sua sabedoria inata, vitalícia e transferida entre gerações de avós, mães e filhas. Em cada página e palavra borrifada, há a minha ancestralidade saudando a sua e lembrando a todas nós o maravilhoso mundo esquecido que é a perfumaria ancestral feminina. A moça capim limão e suas amigas estão aqui a ponto de me deixar ansiosa, pois temos muitas coisas para contar a você. Essa ansiedade delas é compreensível, afinal, são séculos de silenciamento e elas estão em polvorosa por ter esse canal para contarem sobre as suas últimas modas e cores da estação.

Se todos os seres vivos morressem e só sobrassem as plantas, elas viveriam por muito tempo e se multiplicariam. No entanto, se todas elas morressem, nenhum ser vivo perduraria na Terra por mais que alguns meses. Nossas amigas plantas são muito intensas e, ao iniciar

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