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Guia prático para negócios de impacto social

Guia prático para negócios de impacto social

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Guia prático para negócios de impacto social

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
209 páginas
2 horas
Lançados:
22 de fev. de 2017
ISBN:
9788546206001
Formato:
Livro

Descrição

Se fosse possível ajudar o mundo a ser um lugar melhor para viver e ainda ganhar dinheiro com isso, seria uma opção interessante para você? E se nós te dissermos que isso é extremamente viável e faz parte de uma revolução que o empreendedorismo está trazendo para os dias de hoje?

Cada vez mais, percebemos que não adianta esperar pelo Estado ou por outras iniciativas. Nós temos que ser a diferença que queremos para o mundo! E os Negócios de Impacto Social surgem com essa perspectiva.

São empreendimentos que buscam solucionar problemas sociais por meio de ações inovadoras e viáveis financeiramente, ao gerar superávit para o empreendedor. Soluções com a eficiência do mercado, mas com um verdadeiro propósito de gerar um impacto social na sociedade.

Para que mais pessoas façam parte deste movimento, este livro apresenta de forma bastante didática um passo a passo para criar, testar e dar escala ao seu Negócio de Impacto Social.

Com histórias, testes, entrevistas de empreendedores da área e sugestões de atividades práticas, o livro "Guia prático para Negócios de Impacto Social" é o que faltava para você mergulhar de vez no empreendedorismo e causar seu impacto social no mundo.
Lançados:
22 de fev. de 2017
ISBN:
9788546206001
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Guia prático para negócios de impacto social - Thiago José de Chaves

Final

PREFÁCIO

Eis-me aqui, fazendo o prefácio do livro dos colegas Laís Mezzari e Thiago José de Chaves. Recebi o convite e o aceitei com alegria e ansiedade. Contudo, ainda não compreendi os motivos que levaram os autores a me escolherem para prefaciar seu livro. Admito a possibilidade de termos origem em Santa Catarina, mas acredito que há outros catarinenses ou barrigas-verdes com muito mais destaque na área e respeito dos autores. Talvez pelos anos de amizade e parceria nos estudos e discussões sobre política e sociedade. Ou seria ainda pela paixão ao mesmo tema apresentado aqui – empreendedorismo social –, assunto que nos levou a estudar longe de casa, a fim de descobrir novas possibilidades de resolução dos problemas sociais de nosso país. Ou, finalmente, a escolha de meu nome teria sido motivada pelas palavras de estímulo para levar a cabo a presente empreitada?

De qualquer forma, é uma satisfação pessoal apresentar este livro, fundamentalmente por tratar-se de uma espécie de cartilha essencial aos que estão iniciando na prática dos Negócios de Impacto Social e aos que repassam o conhecimento sobre o tema. Apresenta de forma descomplicada e com uma linguagem simples um assunto que deve ser tratado da mesma forma, ou seja, da maneira mais acessível a todos aqueles que querem conhecer o tema, também conhecido como empreendedorismo social, setor 2 ½, empresas inclusivas ou outras denominações atualmente apresentadas aos empreendimentos que buscam obter um elevado impacto social, contribuem para o desenvolvimento local e são financeiramente autossustentáveis.

Trata-se de uma interessante inspiração para a criação de empreendimentos com significado e propósito, e também auxiliar na criação de projetos de extensão universitária, com sugestões de ações e parcerias para a prática deste modelo de negócio.

Aos autores, deixo os meus parabéns pela contribuição que, com este livro, deram, sem dúvida, ao engrandecimento do tema. Tema novo para muitos, mas que possui antigos desafios capazes de transformar ou de modificar determinada realidade a partir de um caminho viável e promotor de desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Desejo a todos uma tranquila e inspiradora leitura!

Gabriela Pelegrini Tiscoski

INTRODUÇÃO

Dificuldade de acesso à saúde, falta de saneamento básico, educação precária, falta de capacitação financeira, degradação ambiental e variadas formas de pobreza são alguns entre tantos outros problemas que o mundo ainda enfrenta atualmente. A solução deve partir dos governos? Das grandes empresas? Das ONGs? Da sociedade? Das Associações? Dos indivíduos?

Compartilhamos um mesmo planeta, uma mesma casa, uma sociedade cada vez mais globalizada. Por isso, acreditamos que esses problemas são responsabilidade de todas as instituições, de todas as esferas políticas e também de todas as pessoas.

Mas, como podemos mudar? Como podemos colaborar para um mundo melhor? Que tal começar enxergando essas questões não mais como problemas, mas como oportunidades?

É isso que propomos neste livro! Uma forma de aliar propósito de vida com impacto social, de forma sustentável e promotora de qualidade de vida. Uma maneira de criar soluções na construção de um capitalismo mais inclusivo e sustentado de forma harmônica sobre os alicerces da cultura, da economia, do impacto social e da preservação ambiental.

Soluções que promovam transformações sociais com potencial de escala, a partir de um modelo de negócio financeiramente superavitário. É isso o que denominamos Negócios de Impacto Social.

Este livro se propõe a apresentar o passo a passo para a criação deste tipo de empreendimento, com dicas de materiais adicionais, exemplos práticos de pessoas e modelos de negócios que já seguem esse caminho e, ainda, atividades para sair da teoria e começar a colocar a mão na massa.

Aos amantes do empreendedorismo, uma oportunidade de enxergar novos negócios. Aos preocupados com a direção à qual caminha a sociedade, uma forma de fortalecer suas competências e fazer a diferença. A todas as pessoas, uma possibilidade de ver, na prática, a construção de um mundo melhor.

Desejamos uma boa leitura!

E uma boa dose de determinação e coragem para enfrentar este prazeroso desafio!

Empreendedorismo é um termo que ganha destaque tanto na academia quanto na linguagem empresarial. Está relacionado à resolução de problemas, agregação de valor, proatividade e inovação. A principal compreensão do empreendedorismo, porém, refere-se a identificar oportunidades e transforma-las em um negócio lucrativo.

A ideia de empreendedorismo traz consigo a figura do empreendedor que, geralmente, é visto como alguém versátil, com muita energia e determinação, criativo e inovador, e que está disposto a assumir riscos. Afinal, por mais calculado e planejado que seja um empreendimento, o perfil do empreendedor é, sim, daquele que sabe assumir riscos.

Pessoas inspiradas pelo sonho de ter o seu negócio próprio e de ser o seu próprio chefe, em 10 anos, fizeram com que a taxa de empreendedorismo no Brasil saltasse de 23% para 34,5% em 2014, segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM)¹, realizada no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). Ou seja, cerca de três em cada dez brasileiros, com idade entre 18 e 64 anos, têm um negócio próprio ou estão envolvidos na criação de sua empresa.

Mas, se a intenção é empreender, que tal empreender socialmente?

No campo do empreendedorismo, o seu formato social também tem conquistado um espaço relevante, afinal, em um planeta que atingiu seus sete bilhões de habitantes, torna-se necessário criar novas alternativas para definir o futuro de um novo capitalismo – mais atento aos temas sociais e ambientais.

O termo empreendedor social foi utilizado pela primeira vez por Bill Drayton, fundador e presidente da Ashoka. Acredita-se que esse estilo de empreendedor colabora na aceleração de processos de mudança e inspira diferentes atores a se engajarem em torno de uma causa comum.

Em todos os setores da economia é observada a existência do empreendedor social⁷. Os empreendedores sociais costumam ser pessoas que investigam o seu ambiente, suas necessidades e oportunidades locais. Ou seja, tendem a estar profundamente familiarizados com os problemas e sabem como resolvê-los.

Antes de o termo empreendedorismo social se voltar para as práticas com fins lucrativos, o empreendedor social já era reconhecido nas atividades realizadas no terceiro setor, devido ao trabalho que faz para diminuir a pobreza e encontrar soluções únicas para problemas do subdesenvolvimento enfrentados pela sociedade global.

Hoje, porém, o perfil não é encontrado somente em organizações sem fins lucrativos e no serviço público, mas também em empresas do setor privado. Logo, pode-se dizer que o gestor moderno, em qualquer uma dessas configurações, está sendo chamado não só para maximizar os lucros, no caso do setor privado, mas também para satisfazer o tripé empresarial da inclusão social, consciência ambiental e sustentabilidade financeira.

Características do empreendedor social

Para compreender as principais características do empreendedor social, vamos nos inspirar no modelo que segue, que é baseado nos estudos de Mort, Weerawardena e Carnegie⁸, e que demonstra as dimensões que formam as principais características do empreendedor social.

Imagem 1: Multidimensional social entrepreneurship constructo

Fonte: Adaptado de Mort, Weerawardena e Carnegie (2002).

A partir do modelo, observa-se que o empreendedor social deve ser proativo, buscar inovações e saber tomar decisões-chave com risco calculado (1); também deve ter um olhar apurado e seletivo para reconhecer oportunidades de melhorias sociais (2); precisa utilizar o empreendedorismo como uma virtude, ou seja, como uma forma de praticar o bem, o que é justo e correto moralmente (3); por fim, deve ter capacidade de julgamento para reconhecer situações que sejam coerentes com o seu propósito e para tomar as melhores decisões (4).

Em resumo, os empreendedores denominados sociais são movidos, ao mesmo tempo, pela compaixão e pela paixão. Ou seja, têm como objetivo fazer a diferença, ao promover mecanismos sustentáveis que correspondam a taxas consideráveis de lucro, como também o suprimento das necessidades da comunidade e sua inclusão.

O empreendedor social dos Negócios de Impacto Social deve ser protagonista desse novo capitalismo sustentável – um sistema que visa maximizar, em longo prazo, a criação de valor econômico e social por meio de reforma dos mercados, a fim de atender às necessidades reais da comunidade global⁹.

Sob esse aspecto, autores como Prahalad¹⁰ afirmam que, com a liderança ousada e responsável do setor privado e das organizações da sociedade civil, não há dúvida de que a eliminação da pobreza seja viável a curto prazo – ou seja, é possível a construção de uma sociedade mais humana e mais justa.

Então, qual a diferença entre empreendedor tradicional e empreendedor social?

A principal diferença entre os empreendedores sociais e os do mercado está relacionada à sua missão, que contempla a ideia de criação de valor social para seus clientes¹¹. Sendo assim, o empreendedor social pode ser encontrado em diversos lugares, desde negócios familiares, ONGs e organizações do terceiro setor, em Negócios de Impacto Social e até em grandes empresas, desde que sua finalidade seja a criação de valor social aos seus clientes.

Para apresentar essas informações de maneira mais clara e direta, o quadro que segue apresenta as principais diferenças entre os empreendedores sociais e tradicionais.

Diferenças dos tipos de empreendedor

Fonte: Dissertação Chaves, T. com base em Schumpeter (1950), Dees (1998), Andersson (2000), Yunus (2001), Hart (2006) e Prahalad (2010).

A relação desse novo perfil de empreendedor pode ser entendida como a criação de valor social a partir da inovação, proatividade, gerenciamento de risco, sustentabilidade, ambiente e missão social. É importante destacar que para existir a criação de valor social, os negócios precisam ser rentáveis e, sobretudo, ter como premissa essencial a transformação dos padrões de vida da população de baixa renda.¹²

Assim, o papel do empreendedorismo social de Negócios de Impacto Social vai além da simples gestão de recursos financeiros, muitas vezes recebidos por doações no caso da atuação no terceiro setor. Atualmente, o empreendedorismo social busca atender ao complexo desafio de manter seu foco na sustentabilidade financeira e no estímulo comunitário, com o objetivo de resolver, junto com a sociedade, problemas sociais cotidianos.

Da mesma forma como existem empreendedores sociais em diferentes setores, também existem diferentes tipos de negócios que realizam impacto social. Uma grande empresa tradicional, por exemplo, pode realizar impacto social, porém, não é esta a sua finalidade. Assim, o objetivo deste livro é estimular o desenvolvimento de Negócios de Impacto Social, que são criados com a finalidade de criação de impacto social que seja sustentável financeiramente, e que também possibilite a geração de lucro, conforme será observado no próximo capítulo.

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