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Academia de liderança: Como desenvolver sua capacidade de liderar

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Academia de liderança: Como desenvolver sua capacidade de liderar

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
210 páginas
3 horas
Lançados:
1 de abr. de 2013
ISBN:
9788561773328
Formato:
Livro

Descrição

VOCÊ...
... compreende realmente o processo de motivação?
... sabe quais são os principais fatores que ajudam a alavancar a mudança?
... traz a autoconfiança de quem acredita que pode ajudar a fazer a diferença?
... atua com eficácia nas quatro dimensões da liderança?
... adota a moldura mental do aprendizado?
Esse livro aborda dezenas de importantes questões como essas, sempre trazendo dicas, ferramentas e reflexões, em uma envolvente jornada de autoconhecimento.
Imperdível! - Papirus 7 Mares
Lançados:
1 de abr. de 2013
ISBN:
9788561773328
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

Academia de liderança - Fernando Jucá

ACADEMIA DE LIDERANÇA

Como desenvolver sua capacidade de liderar

FERNANDO JUCÁ

com EDILBERTO CAMALIONTE, RICARDO JUCÁ e RUY BILTON

>>

Agradecimentos

Para Helio Ventura e Beatriz Marchesini,

primeiros e mais atentos leitores deste texto.

Para Edil, Ricardo e Ruy, que gentilmente

melhoraram o livro com suas participações.

Para Paula e Bruna, que tornam tudo possível.

Como toda gente, só disponho de três meios para avaliar a existência humana: o estudo de si mesmo, o mais difícil e perigoso, mas também o mais fecundo dos métodos; a observação dos homens, que tratam frequentemente de ocultar-nos seus segredos ou de nos fazer crer que os têm; os livros, com os erros peculiares de perspectiva que surgem entre suas linhas.

Façamos o que fizermos, reconstruímos sempre o monumento à nossa maneira. Mas já é muito utilizar unicamente pedras autênticas.

Marguerite Yourcenar, Memórias de Adriano.

Sumário

PREFÁCIO

Jaime Troiano

INTRODUÇÃO: As quatro dimensões da liderança

Parte I – ENGAJAR PESSOAS

1. Propósito e valores

2. Comunicação 1.0

3. O jogo da reciprocidade

4. Confiança e credibilidade

5. Equipes de alta performance

6. É possível motivar alguém?

PARA VOCÊ REFLETIR

Parte II – DESENVOLVER TALENTOS

7. Afinal de contas, o que é o sucesso?

8. Mitos em relação ao feedback

9. O poder do elogio

10. Como mudar comportamentos?

11. O coaching funciona!

12. Seleção e treinamento: O papel do líder

13. Quando e como delegar

PARA VOCÊ REFLETIR

Parte III – CONTRIBUIR PARA MOLDAR O FUTURO

14. Visão e criação de valor

15. A gestão de significados

16. O encontro com a tecnologia

17. A essência da criatividade

PARA VOCÊ REFLETIR

Parte IV – FOCAR EM ENTREGAR RESULTADOS

18. Autoconfiança

19. Tomada de decisão

20. Fazer acontecer

21. A moldura do aprendizado

PARA VOCÊ REFLETIR

CONCLUSÃO

22. Ética: Qual a sua?

23. Liderança e a Geração Y

24. Mensagem final

AUTOAVALIAÇÃO

ANEXOS

Estudo de caso: Para onde vai a carreira do Ricardo?

Estudo de caso: Como foi a reunião?

Programas de treinamento em liderança

BIBLIOGRAFIA

SOBRE OS AUTORES

SOBRE A ATINGIRE

OUTROS LIVROS DOS AUTORES

REDES SOCIAIS

CRÉDITOS

Prefácio

Em 1415, no dia 25 de outubro, uma batalha entre ingleses e franceses alterou o próprio rumo político da Europa. Foi a Batalha de Agincourt, onde 5.900 ingleses derrotaram 30 mil franceses. Na peça de Shakespeare, Henrique V, que conta a trajetória desse rei, há um episódio inesquecível sobre o que aconteceu na véspera do confronto entre os dois exércitos. Diante de sua tropa e sendo parte dela, Henrique V faz um emocionante, mobilizador e empolgante discurso:

Nós poucos, nós poucos e felizes, nós bando de irmãos;

pois quem hoje derramar seu sangue comigo,

será meu irmão; seja ele o mais vil que for,

este dia enobrecerá sua condição...

Bando de irmãos, ou Band of Brothers, inspirou também soldados na Segunda Guerra Mundial e, mais recentemente, uma série de Tom Hanks e Spielberg para a TV.

Os ingleses não submeteram o exército francês com uma ordem, um decreto, uma imposição ou exercício de um princípio hierárquico de Henrique V, mas porque ele foi capaz de estimular engajamento, somado a uma visão de futuro, e por acreditar e fazer que todo seu exército acreditasse na real possibilidade da vitória.

Na minha forma de ver as coisas, líderes e liderança refletem a capacidade de criar ambientes corporativos do tipo Band of Brothers.

Liderança é uma molécula de composição muito mais complexa do que se supôs durante muito tempo. Lembro-me bem dos inspirados textos de Max Weber sobre liderança e o peso que o carisma pode ter na formulação dessa molécula. Todos nós sabemos hoje, no entanto, que essa formulação não depende apenas de um ou outro elemento que constituiria a química ou a genética dos líderes. Ela não se explica de forma reducionista, tampouco é propriedade de alguns seres privilegiados, dotados de habilidades inatas, que nasceram para liderar. Isso quer dizer também que não existe uma condenação fatalista, que excluiria do papel de líderes aqueles sem um traço natural de propensão para o exercício da liderança. Embora eu continue achando que ajuda bastante.

Entendo hoje, e o livro de Fernando Jucá reforça a minha crença, que liderança é uma habilidade que se constrói, que se cultiva e que precisa ser bem administrada como qualquer outro ativo intangível que as organizações possuem.

Aliás, ao longo das últimas décadas, tenho cada vez mais certeza de que ativos intangíveis, como a capacidade de liderança, são os que distinguem as boas organizações, que têm excelência operacional, daquelas que são fantásticas e que são um ponto fora da curva.

Trabalho numa empresa que, há 20 anos, se dedica a orientar outras empresas na gestão de suas marcas, ou seja, na gestão de outro importante ativo intangível. E fiquei muito feliz em ver como as marcas líderes também se alimentam de várias das ideias que estão distribuídas no livro.

Uma dessas ideias chamou muito minha atenção. Marcas que aspiram à liderança e à sua preservação são inspiradas por um propósito. Algo que traduz o porquê de sua existência, a sua razão de ser. A identificação do propósito da marca é algo muito distinto da formulação burocrática – e cada vez mais comoditizada em nossos mercados – de missão, valores e visão. Algumas análises que fizemos mostram que são sempre os mesmos termos que compõem os statements de missão, valores e visão. O Jucá também aponta para esse fato com muita lucidez. Aquilo que teria a intenção de criar uma identidade para a organização, de individualizá-la, acaba por fazer que todas se pareçam. Contra esse anódino caminho que pasteuriza as organizações, nós optamos por identificar qual é o seu propósito. Como? Em vez de recorrer às fórmulas gastas que servem de base para esses statements, sabemos hoje que é muito mais poderoso escavar na história, na vida da empresa, no sonho de seus fundadores e dirigentes e revelar qual é a sua verdadeira razão para existir.

E o que isso teria a ver com liderança? Do meu ponto de vista, tudo! Não acredito que qualquer ato de liderança possa prescindir de um claro e significativo propósito. Sem isso, são apenas frases vazias de heróis solitários e narcisistas. Quando Henrique V fez aquele discurso, ele não conseguiu erguer a moral da tropa apenas com a finalidade de ganhar uma batalha. Não foi um grito de torcida organizada que contaminou seus soldados. Nem foi um brado cheio de palavras inspiradas que animou o exército. O que ele fez foi revelar o propósito último do que estava em jogo: a nobreza e a dignidade do povo inglês.

Então arregaçará as mangas e mostrará as cicatrizes

E dirá: estas feridas eu ganhei no dia de São Crispim

Os velhos se esquecem; tudo mesmo acaba esquecido

Mas ele se lembrará, com orgulho

Das proezas que realizou naquele dia...

Esta história o bom homem ensinará ao seu filho.

E o Fernando Jucá sabe muito bem tudo isso porque juntos implantamos, no Grupo Troiano de Branding, a metodologia para formulação do propósito das marcas e do papel que ele tem na gestão da estratégia das empresas. E ficou mais do que evidente, nos últimos anos, que marcas líderes são dotadas de um propósito revelador e inspirador. Não é exagero dizer que marcas sem um propósito são marcas sem alma.

Ao ler este livro, senti que o Jucá e eu, ou nossas empresas, continuamos muito mais próximos do que eu poderia um dia imaginar. A aula sobre liderança que eu tive ao ler o livro certamente tem forte ressonância para quem milita em branding como eu. Entre outras coisas, porque é impossível imaginar que marcas podem ser fortes no mercado se não forem vividas plenamente por todos os colaboradores da organização. Marcas não são tapumes que escondem o que a empresa é. Ao contrário, são espelhos que revelam como ela pauta seu comportamento da porta da rua para dentro. E, por essa exata razão, o papel das lideranças é crítico para promover o sentido, o valor, os princípios e o propósito das marcas dentro da organização.

O livro é muito feliz ao equacionar as quatro dimensões da liderança: engajar pessoas, desenvolver talentos, contribuir para moldar o futuro, focar em entregar resultados. Sinto que são degraus que fluem muito naturalmente no livro, todos eles entremeados por referências literárias e técnicas muito pertinentes, que são parte da enorme e invejável cultura universal que o Jucá desenvolveu.

Ter convivido diariamente nove anos com o Jucá foi um privilégio para mim. E, apesar de não continuarmos mais a nos ver todos os dias, tenho certeza (e acho que ele também) de que continuamos a fazer parte de um Band of Brothers. E, aliás, não é exatamente isto que se espera das lideranças: que elas alimentem a existência de Band of Brothers no ambiente das organizações?

Jaime Troiano

Presidente do Grupo Troiano de Branding

Introdução:

As quatro dimensões da liderança

Eu tinha 7 anos. Como quase todo garoto brasileiro, sonhava em ser jogador de futebol. Na semana, sexta e domingo eram sempre dias especiais: treino no clube, com apito e técnico de verdade, em um campo tão grande como o utilizado pelos profissionais, meu pai garantia.

Lembro exatamente a tarde em que anunciaram a nossa inscrição em um campeonato (minha primeira chance de ser campeão, pensei) e que seria necessário escolher um capitão para o time.

Voltei pensativo e cheio de perguntas para casa: o que faz um capitão? Ele tem que jogar bem? Melhor que os outros? Ele é o que mais fala? Os outros são obrigados a ouvir?

Nos dias seguintes, fui escutando e registrando comentários enigmáticos em programas esportivos da TV, que me deixaram ainda mais intrigado: o jogador fulano de tal não tem perfil de capitão ou a liderança deste outro é mais silenciosa. Uau, liderança silenciosa é um conceito capaz de deixar qualquer criança curiosa. Seria alguma forma de telepatia?

Fui para o treino seguinte armado de questões; imaginei que íamos dedicar toda a prática para a escolha do capitão. Mas, para minha frustração, tudo se resolveu em menos de um minuto. O Zé Luiz levantou a mão e pediu: Tio, eu quero ser o capitão, pode?. Pode.

Exatos 18 anos depois, tive outra experiência marcante relacionada ao universo dos esportes. Era 1995, estava a passeio na África do Sul. Nesse ano, realizava-se lá a Copa Mundial de Rúgbi: um tremendo evento em quase todo lugar do mundo, menos no Brasil. Era a final, o país local jogava e um colega havia conseguido entradas. Fui sem pensar. Impressionou-me a animação da torcida, 60 mil pessoas que não paravam de dançar um segundo. Ainda mais quando os times entraram no gramado. Parecia que o estádio ia explodir. Até que se fez um silêncio total, um silêncio que, eu sentia, misturava assombro, respeito e deslumbramento. Tudo porque um senhor de idade, de andar hesitante, despontou em uma das entradas do campo. Ele usava a camisa e o boné da seleção da África do Sul. Aos poucos, todos foram se levantando, e um coro ensurdecedor surgiu: Nelson! Nelson! Nelson!. Mandela caminhou até os jogadores, cumprimentou cada um, inclusive os até então imbatíveis adversários da Nova Zelândia, e, por breves segundos, posando para fotos, se perfilou ao lado dos atletas sul-africanos. A multidão delirou. A mensagem era clara: eu, Nelson Mandela, represento dezenas de milhões de sul-africanos, que hoje jogarão junto com vocês. Foi de arrepiar.

Só há alguns anos essa história foi para o cinema, narrada no filme Invictus. A mensagem da obra é marcante e resume bem a cena que presenciei ao vivo: o líder inspira as pessoas a irem além do que elas achavam que era possível. A África do Sul venceu a partida. E esse feito foi um importante passo na árdua luta para unificar brancos e negros, forjar uma só nação.

Essas experiências falam sobre o que, em toda a minha vida profissional, foi sempre meu grande interesse: o comportamento humano. Uma área de estudos inesgotável, surpreendente, excitante. E nada no comportamento humano é mais relevante que o fenômeno da liderança.

Esse assunto sempre me perseguiu. Por exemplo, durante alguns anos, tive o prazer e a honra de atuar em uma excelente consultoria de branding, o Grupo Troiano de Branding. A construção de marcas é um tema que envolve questões fascinantes de comportamento humano: como percepções são formadas, como redes de comunicação boca a boca são estabelecidas... Mas, no final, o que pude observar é que o aspecto fundamental que distingue marcas corporativas fortes é a qualidade da liderança. Não é por acaso

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