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Como aprendi o português e outras aventuras

Como aprendi o português e outras aventuras

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Como aprendi o português e outras aventuras

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
277 páginas
4 horas
Lançados:
24 de out. de 2018
ISBN:
9788567854410
Formato:
Livro

Descrição

Como aprendi português e outras aventuras é uma coletânea de ensaios escritos por Paulo Rónai, um judeu húngaro que se mostra um grande mestre da língua portuguesa e do ensaísmo. Rónai conta neste livro a sua relação com o idioma e os desafios de aprender uma língua nova, uma experiência iniciada ainda na Hungria e aperfeiçoada no Brasil. A coletânea reúne ensaios que percorrem temas diversos: a crítica literária, a linguística, a crônica e a autobiografia conjugam-se aqui, e esta variedade faz deste livro uma rica e importante reunião de textos, provando que Paulo Rónai é, na acepção antiga e quase esquecida do termo, um autêntico intelectual dotado de uma vasta cultura universal.
Lançados:
24 de out. de 2018
ISBN:
9788567854410
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Como aprendi o português e outras aventuras - Paulo Ronai

© 2014 desta edição, Edições de Janeiro.

© 2014 Cora Tausz Rónai e Laura Tausz Rónai

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610, de 19.2.1998. É proibida a reprodução total ou parcial sem a expressa anuência da editora e das herdeiras. Este livro foi revisado segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, em vigor no Brasil desde 2009.

EDITORA

Ana Cecilia Impellizieri Martins

COORDENADORA DE PRODUÇÃO

Cristiane de Andrade Reis

ASSISTENTE EDITORIAL

Aline Castilho

REVISÃO GERAL DE CONTEÚDO

Nora Rónai

COPIDESQUE

Pedro Nóbrega

REVISÃO

Umberto Figueiredo

PROJETO GRÁFICO E CAPA

Dupla Design

IMPRESSÃO

Edelbra

IMAGENS

P.1: Entrada do edifício onde Paulo Rónai viveu na rua Alkotmány, 10, Budapeste. Foto de Cora Rónai. P. 264: Paulo Rónai em seu escritório, 1957. Foto do acervo da família.

PRODUÇÃO DE EBOOK

S2 Books

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE

SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

R675c

         Rónai, Paulo, 1907-1992

                Como aprendi o português [recurso eletrônico] : e outras aventuras / Paulo Rónai. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Edições de Janeiro, 2014.

                Formato: epub

                Requisitos do sistema: adobe digital editions

                Modo de acesso: world wide web

                Inclui bibliografia

                ISBN 978-85-67854-41-0 (recurso eletrônico)

                1. Filologia. 2. Mudanças linguísticas. 3. Linguagem e línguas. 3. Livros eletrônicos. I. Título.

14-17827                                                                      CDD: 410

                                                                                           CDU: 81'1

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COMO APRENDI

O PORTUGUÊS

E OUTRAS AVENTURAS

PAULO

RÓNAI

A Rachel de Queiroz

SUMÁRIO

Capa

Créditos

Folha de rosto

Dedicatória

Prefácio

Paulo Rónai ou a Costura do mundo - Ana Cecilia Impellizieri Martins

Do caderno de um estudioso de idiomas

Como aprendi o Português

As línguas que não aprendi

As cem maneiras de estudar idiomas

As 56 línguas do cardeal

O Brasil de hoje num dicionário

Contra os fantasmas do léxico

Utilidade das ideias afins

As dez mais bonitas

Anatomia do lugar-comum

Defesa e ilustração do trocadilho

Dos monólogos de um professor de línguas

O latim e o sorriso

Francês ou inglês?

Uma geração sem palavras

Examinando os nossos exames

Leituras e releituras francesas

Os miseráveis em 1954

Ironias e profecias de Villiers de L’isle-Adam

Daudet entre Zola e Proust

As confidências de Loti

De Balzac a Proust

Apresentação de Jules Roy

Salvados de incêndio

Retrato íntimo de um idioma

O húngaro e o cachorro

Provérbios magiares

Cinco antologias contra uma literatura

A tragédia do homem

Camões – personagem de uma autobiografia

Do Ér ao Oceano

O drama que poderia ter sido

Livro de crianças em mãos de adulto

O poeta de Bor

Índice de obras citadas

Bibliografia

Nota da edição

Agradecimentos

PREFÁCIO

Há livros difíceis de classificar, e Como aprendi o português é um desses. Quais são seus temas centrais? Crítica literária e cultural? Investigações acerca da natureza das línguas e da história pervertida do século XX? Esboços autobiográficos e recordações de amigos seus assassinados durante a guerra? Uma ponte entre idiomas, culturas e tradições que, antes de seu trabalho, ignoravam-se quase completamente entre si? Tudo isso e mais. E, ainda assim, tamanha riqueza e variedade não diminuem em nada a coerência desta reunião de ensaios. Pois ocorre que o autor tampouco é fácil de classificar.

Paulo Rónai, um judeu húngaro salvo da morte certa no Holocausto graças a seu interesse pelo português e pela literatura brasileira, foi, entre outras coisas, crítico, estudioso e historiador da literatura, tradutor literário e poético, que vertia de diversas línguas p ara outras tantas, latinista e professor de latim, teórico da tradução, editor, filólogo, lexicógrafo e testemunha lúcida de tempos terríveis. Ele foi, em suma, na acepção antiga e quase esquecida do termo, um autêntico intelectual dotado de uma vasta cultura universal, de uma curiosidade insaciável, bem como de uma capacidade de trabalho e de um rigor ilimitados.

Nos textos da presente coletânea, a mais eclética e, ao mesmo tempo, a mais pessoal que publicou, Rónai se revelou também um mestre da forma ensaio e um elegante estilista cujo exemplo merece ser cada vez mais estudado e seguido.

Nelson Ascher

Nelson Ascher nasceu em São Paulo, em 1958, filho de pais húngaros. É poeta, tradutor e crítico literário.

Patria est ubicumque est bene

Cícero, Tusculanes V

Foram necessárias apenas seis horas para que o húngaro Paulo Rónai vivesse sua primeira aventura com a língua portuguesa. Corria o ano de 1939. Do interesse de filólogo e tradutor, após atravessar os domínios do latim (traduzira diversos poemas latinos), francês, italiano, passou para o castelhano, traduzindo principalmente poetas da Colômbia. Daí à língua portuguesa, era apenas um passo, Paulo descreveria adiante. Assim, motivado por um interesse irrefreável, fez chegar de uma livraria de Paris, onde morara por diferentes períodos estudando entre 1929 e 1931, uma pequena antologia de poesia: As cem melhores poesias líricas da Língua Portuguesa, organizada por Carolina Michaëlis. O encontro com o idioma foi de vívida intensidade.

O livrinho chegou-me às nove da manhã num dia das férias de Natal. Às dez, já eu tinha descoberto o único dicionário português existente nas livrarias de Budapeste, o de Luísa Ey, com tradução alemã. Atirei-me então às poesias com sôfrega curiosidade. Às três da tarde, o soneto Sonho oriental, de Antero de Quental, estava traduzido em versos húngaros; às cinco, aceito por uma revista, que o publicaria pouco depois.

Era iniciada assim o que Paulo Rónai chamou de a grande aventura intelectual de sua vida: a descoberta do Brasil através de sua literatura. E a descoberta do português, idioma aparentemente tão distante do húngaro. Parecia-lhe estranho na língua portuguesa, por exemplo, a pouca incidência de consoantes, o que o fazia pensar, a partir do que lia, que o português era uma versão do latim falado por crianças ou velhos; de qualquer maneira por gente que não tinha dentes. Até então, apenas um amigo escritor, Desidério Kosztolányi, havia tido alguma relação com o português e dele tinha a melhor impressão: uma língua alegre e doce como um idioma de passarinhos, era o que lhe dizia o conterrâneo.

A essa altura o jovem Paulo, então com 32 anos, já possuía diploma de doutor em filologia e línguas neolatinas: gramática e literatura francesa, latina e italiana. Para ele, as descobertas lhe davam fôlego para um mergulho mais e mais profundo. E para novas costuras, alinhavando origens de diversas palavras, associando-as a diferentes idiomas e culturas. Como não reconhecer o galicismo das palavras chapéu e paletó? Ou a velha estirpe latina de ônus ou lar? E notar ainda outros vestígios latinos de palavras como bebedouro, nascedouro, horrendo, nefando. Até mesmo com a língua húngara o português por alguma razão se avizinhava: a descoberta do infinitivo pessoal foi uma surpresa e abalou-me bastante o orgulho patriótico, pois julgava-o riqueza exclusiva do húngaro. Somente um apaixonado pelas línguas e suas estruturas poderia se dizer encantado por construções mesoclíticas. Foi o que aconteceu com Paulo, que se disse imediatamente afeiçoado pelas formas verbais que revelavam anatomicamente as heranças impregnadas no português – formas essas que serão usadas levemente por ele, verá aqui o leitor. Lembrar-lhe-ia comumente esse arroubo inicial, em que buscava como um arqueólogo desencavar nas páginas de livros brasileiros palavras de origem latina, cheias e sonoras.

Assim, entre luas e açucenas, Paulo se dividia entre suas duas tarefas: a do filólogo interessado e a do tradutor determinado. Em pouco tempo, tinha em mãos versões húngaras para poemas de Almeida Garrett, a romança da Nau Catarineta e uma série de quadras populares. Queria mais. O português o enlaçara. Por acaso obtivera o endereço de uma livraria húngara em São Paulo, para onde escreveu solicitando publicações em português. De lá lhe chegaria pouco depois um volume da Antologia de poetas paulistas, uma edição, segundo Paulo, malcuidada e com 30 poetas, saberia mais tarde, um tanto obscuros. Entre eles, no entanto, estava Ribeiro Couto, representado por A moça da estaçãozinha pobre, a poesia que mais lhe agradou em todo o volume. Logo a traduziu para o húngaro.

A tradução do português, não demoraria a verificar, era tarefa ardilosa para um tradutor ainda principiante. E se não entendia inteiramente os poemas, adivinhava o sentido de alguns. Era a saída para os casos em que não encontrava auxílio em seu único aliado no momento: o dicionário alemão/português de Luísa Ey. Nele, Paulo não conseguiu encontrar nem ao menos o adjetivo do título de seu segundo livro brasileiro. Paulista não constava naquelas páginas.

Mas os acasos ajudam a cerzir a história. Algumas dessas traduções feitas por Paulo acabaram chegando ao embaixador brasileiro em Budapeste, Octavio Fialho. De um encontro na Embaixada, Paulo sai com uma edição de Olavo Bilac, outra de Vicente de Carvalho e três números antigos do jornal carioca Correio da Manhã. Para o jornal, Paulo encaminha, junto a uma curta correspondência, a primeira poesia brasileira vertida para o húngaro – um poema de Antero de Quental. Depois de longo silêncio e nenhuma resposta do jornal, Paulo recebe em seu endereço um gordo envelope com uma série de poemas de um jovem carioca que, ao ler no Correio da Manhã sobre seu interesse pela poesia brasileira (minha esquisita mania), havia julgado que Paulo seria a melhor pessoa para avaliar sua produção literária, ainda inédita.

A essa carta seguiram-se muitas outras de poetas-leitores do jornal. Remetentes eram os mais variados: jovens escritores, repartições, instituições brasileiras e estrangeiras. Cartas, versos, recortes de jornal, livros, revistas. Havia de um tudo nesse correio poético que unia Rio de Janeiro e Budapeste às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

Difícil era julgar, naquele momento, a qualidade do que recebia aos magotes. Por algumas vezes, era difícil saber se os poemas lidos eram do século XIX ou escritos na época por poetas de perfil mais tradicional. Havia, no entanto, grandes revelações, como a provocada por um exemplar de poesias de Jorge de Lima. Ao ler os versos do poeta alagoano, Paulo sentia um frêmito interior. Na Europa Central, a um passo da Alemanha nazista e a um minuto da guerra, numa hora em que estávamos sendo chamados estrangeiros e perseguidos em nosso próprio país, Paulo se surpreendia em reconhecer a simetria existencial que vinha de tão longe:

Estrangeiro, vós me estendeis vossos braços e somos como

Velhos amigos passeando no cais,

E olhando no mar a vela, a asa, a onda e as coisas fugitivas.

Mesmo sem a imediata compreensão de todos os sentidos, Paulo se pôs a traduzir o que lia. As palavras por vezes dançavam sob espesso véu. Como interpretar tão rapidamente um poema como Acalanto do seringueiro, de Mário de Andrade? Ou Mira-Celi, de Jorge de Lima? Além da básica questão linguística, também se impunha como imensa dificuldade a falta de conhecimento profundo do Brasil, de suas especificidades geográficas e culturais. Paulo seguia em suas traduções fazendo conjecturas e deduções.

Seringueiro, eu não sei nada! Paulo lia os versos de Mário de Andrade. Adorava o ritmo, as palavras que desenhavam novos sentidos. No entanto, não compreendia inteiramente a palavra seringueiro e todo o contexto que a cercava. Depois de pesquisas, leituras, suposições, esboçou seu significado. Mas não conseguia encontrar na sua própria língua uma palavra capaz de esclarecer o sentido do homem dos seringuais do Norte do país.

Para poder dar conta do termo, Paulo precisou criar uma nova palavra húngara: kaucsukfacsapoló, somando 16 letras e cunhando uma nova palavra. Tive que formá-la eu mesmo pela junção de três vocábulos que significam respectivamente borracha, árvore e lancetador, e acabaram dando um neologismo de sonoridade expressiva (…), lembraria ele no livro A tradução vivida, de 1976.

E os desafios não eram poucos nos versos cheios de particularidades brasileiras escritos não apenas por Mário, mas por todos os poetas contemporâneos com os quais travava contato naquele momento por meio de edições diversas que lhe chegavam. Um interlocutor brasileiro se tornaria precioso para essa sua missão pessoal. Trabalhando como Secretário de Legação do Brasil em Haia, Holanda, o poeta e diplomata Ribeiro Couto serviu durante esse primeiro período de descobertas da língua portuguesa como um tradutor, não apenas de palavras, mas de sentidos, revelando aos poucos verdadeiros retratos espirituais do Brasil. O primeiro amigo brasileiro que tive, Paulo sempre fez questão de frisar. A aproximação com Ribeiro Couto se deu de forma curiosa. Lendo um dos exemplares do Correio da Manhã oferecidos no Consulado do Brasil em Budapeste, Paulo reconheceu o nome do poeta que lera na antologia paulista assinando uma carta para o jornal, em que acusava recebimento de números anteriores: Ribeiro Couto. Paulo resolveu lhe escrever perguntando se era parente do poeta. Era o próprio, responderia. Assim, inaugurando uma rica relação epistolar, Paulo podia ter acesso ao significado de palavras como morros (os morros cariocas, favelas), o Nordeste (a região nordestina brasileira e todas as suas particularidades) e paulista, o que resolveria para ele uma questão antiga.

Entre deduções e investigações, Paulo ia aos poucos traduzindo alguns dos poetas brasileiros que lhe chegavam e que para ele representavam a ideia de um Brasil ao mesmo tempo misterioso e próximo, capazes de expressar sua diversidade cultural e a qualidade literária. Foi sobretudo graças a essa correspondência, toda em francês, que pude formar uma imagem aproximativa do movimento poético brasileiro, pontuou Paulo.

A imagem formada diante de Paulo foi ganhando corpo em forma de uma coletânea de poesia brasileira que organizou e traduziu para o húngaro. Entre os poetas escolhidos estavam Jorge de Lima (Essa nega fulô), Mário de Andrade (Acalanto do seringueiro), Carlos Drummond de Andrade (No meio do caminho), Cecília Meireles (O caminhante que há de vir), Cassiano Ricardo (Sinal do céu), Manuel Bandeira (Marinheiro triste e Momento num café), entre outros que, em coro poético, transmitiam, em meio às convulsões europeias, a mensagem do Brasil. Foi dessa maneira que Paulo batizou a antologia poética brasileira reunindo 26 poetas: Brazilia üzen: Mai Brazil költök. Mensagem do Brasil: os poetas brasileiros da atualidade. A edição era lançada em 1939 exatamente no dia em que a Guerra era deflagrada.

Ainda em húngaro, Paulo Rónai apresentava a poesia do Brasil, país que lhe aparecia no horizonte como uma verdadeira Terra Prometida: O que eu gostaria de mostrar aqui é a cultura de uma nação jovem, cheia de energia, em pleno desenvolvimento, um povo mergulhado em uma vida cultural cada vez mais profunda, cuja poesia eu gostaria de apresentar para o público húngaro, declara ele, introduzindo a antologia.

Em seu texto, cerca de doze páginas que abrem a edição, Paulo Rónai demonstra que dedicou vasto estudo também à história da literatura brasileira, apresentando diferentes correntes poéticas, enunciando filiações dos autores escolhidos, pontuando momentos cruciais da lírica no Brasil, como o movimento modernista inaugurado nos anos 1920, e ainda comenta cada poema selecionado.

Em meio à guerra já em curso, ainda houve tempo para críticas positivas sobre a antologia brasileira, como o artigo do crítico Jorge Bálint intitulado O Brasil chegou-se para mais perto, em que saudava a edição e, em particular, a veia poética e crítica de Jorge de Lima. O poeta Zoltán Nagy, também húngaro, exaltava o sinal dourado no alto da torre que os versos do brasileiro carregavam, apontando o caminho para o céu. Quatro dias depois, os tanques alemães cruzavam a fronteira da Polônia. E o cenário era de plena escuridão. Nagy e Bálint seriam, algum tempo depois, assassinados pelos nazistas.

Paulo guardaria os recortes de jornal com as críticas de seu último trabalho em terras húngaras entre os poucos documentos que carregaria rumo ao exílio. E os manteria a salvo, na mesma pasta reservada ao exemplar do diploma do ginásio, os comprovantes de filiação a sociedades linguísticas italianas e francesas e aos atestados médicos e de boa conduta que o ajudariam a fugir da violenta ameaça nazista. Paulo Rónai estava no Leste europeu, ponto convulsionado pela guerra, e era judeu.

Na pasta amarela que leva a etiqueta 1907-1940, guardada por Paulo por toda a vida, é possível encontrar ainda um envelope amarelado, com o brasão da República Federativa do Brasil. Vazio. É que Paulo preferiu emoldurar a

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