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Psicopatologia e psicodinâmica na análise psicodramática - Volume VI
Psicopatologia e psicodinâmica na análise psicodramática - Volume VI
Psicopatologia e psicodinâmica na análise psicodramática - Volume VI
E-book236 páginas1 hora

Psicopatologia e psicodinâmica na análise psicodramática - Volume VI

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Sobre este e-book

Neste livro, Victor e Gabriel Dias oferecem a psicoterapeutas (médicos ou psicólogos), assim como a outros profissionais da área da saúde, informações completas e claras sobre os benefícios do uso de medicamentos durante o processo psicoterápico. Em linguagem acessível, os autores explicam ainda o funcionamento da análise psicodramática e discutem temas como: as diferenças de abordagem entre psicólogos e psiquiatras clínicos; as bases bioquímicas do funcionamento dos psicofármacos; as diferenças entre tranquilizantes, antidepressivos, neurolépticos e estabilizadores de humor; o processo de cura na análise psicodramática; o mecanismo de reparação psicológica.
IdiomaPortuguês
Data de lançamento9 de abr. de 2018
ISBN9788571832091
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    Psicopatologia e psicodinâmica na análise psicodramática - Volume VI - Victor R. C. S. Dias

    CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO

    SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ


    D531p

    Dias, Victor R. C. S.

    Psicopatologia e psicodinâmica na análise psicodramática [recurso eletrônico] / Victor R. C. S. Dias, Gabriel Augusto A. S. Dias ; ilustração Carol Falcetti. – São Paulo : Summus, 2018.

    recurso digital

    Formato: epub

    Requisitos do sistema: adobe digital editions

    Modo de acesso: world wide web

    Inclui bibliografia

    ISBN 978-85-7183-209-1 (recurso eletrônico)

    1. Psicologia 2. Psicoterapia. 3. Livros eletrônicos. I. Dias, Gabriel Augusto A. S. II. Título.

    18-47490 CDD: 155

    CDU: 159.92


    Compre em lugar de fotocopiar.

    Cada real que você dá por um livro recompensa seus autores

    e os convida a produzir mais sobre o tema;

    incentiva seus editores a encomendar, traduzir e publicar

    outras obras sobre o assunto;

    e paga aos livreiros por estocar e levar até você livros

    para a sua informação e o seu entretenimento.

    Cada real que você dá pela fotocópia não autorizada de um livro

    financia o crime

    e ajuda a matar a produção intelectual de seu país.

    VICTOR ROBERTO CIACCO DA SILVA DIAS

    GABRIEL AUGUSTO A. S. DIAS

    PSICOPATOLOGIA E PSICODINÂMICA NA ANÁLISE PSICODRAMÁTICA

    VOLUME VI

    PSICOPATOLOGIA E PSICODINÂMICA NA ANÁLISE PSICODRAMÁTICA

    Volume VI

    Copyright © 2018 by Victor R. C. S. Dias e Gabriel Augusto A. S. Dias

    Direitos desta edição reservados por Summus Editorial

    Editora executiva: Soraia Bini Cury

    Assistente editorial: Michelle Neris

    Capa: Daniel Rampazzo/Casa de Ideias

    Produção editorial e conversão para ePub: Crayon Editorial

    Editora Ágora

    Departamento editorial

    Rua Itapicuru, 613 – 7o andar

    05006-000 – São Paulo – SP

    Fone: (11) 3872-3322

    Fax: (11) 3872-7476

    http://www.editoraagora.com.br

    e-mail: agora@editoraagora.com.br

    Atendimento ao consumidor

    Summus Editorial

    Fone: (11) 3865-9890

    Vendas por atacado

    Fone: (11) 3873-8638

    Fax: (11) 3872-7476

    e-mail: vendas@summus.com.br

    Sumário

    Capa

    Ficha catalográfica

    Folha de rosto

    Créditos

    Apresentação

    Parte I: Análise psicodramática e medicamentos

    1. Medicação em psicoterapia

    Psiquiatria clínica x psicoterapia

    2. Tranquilizantes e hipnóticos

    Benzodiazepínicos e hipnóticos

    Clonazepam (Rivotril®)

    Diazepam (Valium®)

    Alprazolam (Frontal®)

    Cloxazolam (Olcadil®)

    Bromazepam (Lexotan®)

    Clordiazepóxido (Psicosedin®)

    Flunitrazepam (Rohypnol®)

    Flurazepam (Dalmadorm®)

    Lorazepam (Lorax®)

    Midazolam (Dormonid®)

    Nitrazepam (Sonebon®)

    Triazolam (Halcion®)

    Zolpidem (Stilnox®, Patz®)

    3. Os antidepressivos

    Fluoxetina (Prozac®)

    Sertralina (Zoloft®)

    Paroxetina (Pondera®)

    Fluvoxamina (Luvox®)

    Citalopram (Cipramil®)

    Escitalopram (Lexapro®)

    Venlafaxina (Efexor®)

    Desvenlafaxina (Pristq®)

    Duloxetina (Velija®)

    Reboxetina (Prolift®)

    Mirtazapina (Remeron®)

    Trazodona (Donaren®)

    Bupropiona (Wellbutrin®)

    Vortioxetina (Brintelix®)

    Amitriptilina (Amytril®)

    Clomipramina (Anafranil®)

    Imipramina (Tofranil®)

    Maprotilina (Ludiomil®)

    Mianserina (Tolvon®)

    Nortriptilina (Pamelor®)

    Tranilcipromina (Parnate®)

    Moclobemida (Aurorix®)

    4. Os neurolépticos

    Neurolépticos na psiquiatria clínica

    Neurolépticos típicos

    Haloperidol (Haldol®)

    Clorpromazina (Amplictil®)

    Levomepromazina (Neozine®)

    Periciazina (Neuleptil®)

    Tioridazina (Melleril®)

    Sulpirida (Equilid®)

    Zuclopentixol (Clopixol®)

    Pipotiazina (Piportil®)

    Neurolépticos atípicos

    Risperidona (Risperdal®)

    Olanzapina (Zyprexa®)

    Quetiapina (Seroquel®)

    Amissulprida (Socian®)

    Ziprasidona (Geodon®)

    Aripiprazol (Abilify®)

    Clozapina (Leponex®)

    5. Estabilizadores de humor, fitoterápicos e outros

    6. Psicodinâmica dos medicamentos

    7. Indicações de medicamentos na psicoterapia

    Insônia

    Ansiedade

    Depressão

    Síndrome do pânico

    Doenças psicossomáticas e autoimunes

    Desmonte da figura internalizada em bloco (FIB)

    Rompimento e desmonte do vínculo compensatório

    Defesas dissociativas

    Cisão do esquizoide

    Defesas intrapsíquicas

    Parte II: Análise psicodramática – Psicodinâmica

    8. Funcionamento da análise psicodramática

    O psicodrama moreniano como psicoterapia processual

    O funcionamento da análise psicodramática

    9. O mecanismo de reparação na análise psicodramática e os algoritmos biológicos

    Processo de cura nas angústias circunstanciais

    Processo de cura das angústias existenciais

    Processo de cura das angústias patológicas

    A relação entre as cadeias associativas de memória e o mecanismo de reparação e ressignificação

    1. Reparação de material psicológico

    2. Reparação do material cenestésico

    Algoritmos biológicos e o comportamento de livre arbítrio

    10. Psicoterapia e medicação com idosos

    Angústia patológica

    Angústia existencial

    Angústia circunstancial

    Frustração das expectativas

    Situações reais objetivas

    A parte medicamentosa e os aspectos clínicos na terapia com idosos

    11. Manejos, condutas e procedimentos na análise psicodramática

    Formação de novos agrupamentos familiares com parceiros descasados com ou sem filhos

    A crise da maternidade e da paternidade

    1. Mudanças no mundo interno que acompanham a maternidade e a paternidade

    2. Mudanças relacionais e profissionais que ocorrem com o advento do nascimento dos filhos, principalmente o primeiro

    3. A relação casal/bebê com as famílias de origem

    A fragmentação da identidade sexual

    O cenário atual da identidade sexual

    Modelos preexistentes

    Instrumentação tecnológica, permissividade e divulgação

    12. Expectativa de comportamento e angústias circunstanciais

    Evolução do conceito de identidade

    A expectativa de comportamento

    Referências bibliográficas

    Os autores

    Apresentação

    Caro leitor,

    Este livro foi escrito por mim e pelo Gabriel. Nossa ideia básica é possibilitar a psicoterapeutas (médicos ou psicólogos), assim como aos profissionais advindos de outras áreas, por meio de uma linguagem acessível, o entendimento da utilidade e dos benefícios da medicação durante o processo psicoterápico. Aproveito também para dar uma explicação sobre o funcionamento da análise psicodramática e do mecanismo de reparação utilizado por nós.

    No Capítulo 1, faço um apanhado das principais diferenças entre o enfoque medicamentoso da psiquiatria clínica com base no diagnóstico sintomático e aquele baseado no diagnóstico psicodinâmico da análise psicodramática.

    Dos capítulos 2 a 5 Gabriel descreve, também em linguagem acessível, os principais medicamentos psiquiátricos e suas formas de ação, efeitos colaterais e dosagens, visando principalmente à sua utilização na psicoterapia.

    No Capítulo 6, descrevo como funcionam os principais medicamentos nas psicoterapias e sua interferência e ação na psicodinâmica do indivíduo.

    No Capítulo 7, abordo quando e como indicar a medicação no contexto psicoterápico e, principalmente, explicito os mecanismos envolvidos para que o psicoterapeuta possa argumentar e esclarecer ao psiquiatra os efeitos desejados com a medicação, já que a maioria dos psiquiatras não é também psicoterapeuta.

    No Capítulo 8, descrevo o histórico da transformação e adaptação do psicodrama moreniano na Argentina e, posteriormente, no Brasil, com base em atos terapêuticos e grandes grupos para uma psicoterapia processual de pequenos grupos, e principalmente como psicodrama individual e bipessoal até a criação, por mim, da análise psicodramática.

    No Capítulo 9, dou uma explicação do mecanismo de reparação do comportamento dos clientes com o resgate e a integração do material excluído, tanto de primeira como de segunda zona, no referencial da análise psicodramática. Faço também referências sobre o conceito de algoritmos biológicos e a conduta do livre-arbítrio.

    No Capítulo 10, Gabriel e eu discorremos sobre a psicoterapia com idosos e a delimitação da fronteira entre os aspectos psicológicos e os quadros orgânicos, apresentando os principais medicamentos utilizados nessa faixa etária.

    No Capítulo 11, apresento os procedimentos e as condutas que utilizamos na integração dos novos grupos familiares constituídos por parceiros que vieram de outros casamentos, com ou sem filhos. Aproveito para atualizar e ampliar a questão da crise da maternidade e da paternidade nos casais atuais. Apresento também a avaliação que fazemos na análise psicodramática das transformações mais recentes da identidade sexual.

    Por fim, no Capítulo 12, crio o conceito de expectativa de comportamento para ampliar, detalhar e sistematizar as situações desencadeadoras da angústia circunstancial.

    Quero agradecer a Virgínia pelas valiosas observações e pela paciência na leitura e correção destes textos.

    Um cordial abraço e boa leitura.

    Victor

    PARTE 1

    Análise psicodramática e medicamentos

    1. Medicação em psicoterapia

    Entendemos a psicoterapia como um processo de aceleração do desenvolvimento psicológico de um indivíduo que, por motivos diversos e em várias fases de sua vida, teve partes desse desenvolvimento bloqueadas.

    Durante o processo psicoterápico e principalmente em algumas etapas do processo pode haver a necessidade de alguma ajuda medicamentosa que funcione como um facilitador para seu melhor andamento.

    Os medicamentos utilizados são os mesmos indicados na psiquiatria clínica, mas os efeitos, doses e indicações desejados são diferentes. O objetivo deste livro é apresentar a psicodinâmica das medicações de acordo com as referências da análise psicodramática.

    Psiquiatria clínica x psicoterapia

    São antigas as divergências entre os enfoques da psiquiatria clínica e os da psicoterapia psicodinâmica, acarretando uma competição e mesmo uma rivalidade entre psiquiatras clínicos e psicoterapeutas, o que acaba sendo desvantajoso para ambos. As principais diferenças são:

    Diagnóstico – O diagnóstico na psiquiatria clínica é sintomático, sendo a denominação da doença resultado da reunião e do agrupamento de vários sintomas afins, não se levando em conta os eventos psíquicos que os causaram. O diagnóstico psicodinâmico é dado basicamente levando em conta as causas, isto é, os conflitos psicológicos responsáveis pelos sintomas, que é o que chamamos de psicopatologia psicodinâmica.

    Função do medicamento – Na psiquiatria clínica o remédio é apresentado para o cliente como uma droga com poder curativo daquela sintomatologia, ao passo que, na psicoterapia psicodinâmica, ele é apresentado como uma droga auxiliar ao tratamento e a cura dos conflitos psicológicos causadores dos sintomas é feita por meio da psicoterapia.

    Dosagem da medicação – Na psiquiatria clínica a dose do remédio obedece ao critério de total remissão dos sintomas por determinado tempo conforme a doença, enquanto na psicoterapia utilizamos uma dosagem que apenas abranda os sintomas, possibilitando que o indivíduo exerça suas funções habituais. A remissão total dos sintomas, na psicoterapia, impede a abordagem dos conflitos psicológicos que os geram.

    As posições radicais criam uma situação em que os psiquiatras clínicos supervalorizam o poder da medicação e desvalorizam o tratamento psicoterápico e os terapeutas são preconceituosos na utilização das medicações psiquiátricas. A radicalização cria uma postura de hostilidade entre psiquiatras e terapeutas e o maior prejudicado é o pobre do cliente, que acaba sendo atendido de forma incompleta por ambos os profissionais.

    Na análise psicodramática postulamos que o psiquiatra clínico deve sempre levar em conta as causas intrapsíquicas e fazer a ancoragem da angústia patológica, mesmo que o atendimento seja de curta duração. O conceito da ancoragem envolve o clareamento e a ligação dos sintomas aos conflitos psicológicos geradores dos sintomas, mesmo que não se trabalhe o conflito e seus desdobramentos.

    Postulamos também que o psicoterapeuta deve utilizar as medicações sempre que elas puderem auxiliar e acelerar o processo psicoterápico, seguindo os critérios da psicodinâmica dos medicamentos.¹

    Dentro dessa visão, a psicoterapia deve, ao mesmo tempo que trabalha os conflitos relacionais e intrapsíquicos, fazer o uso das medicações adequadas para cada fase do processo. Isso se torna muito fácil quando o psicoterapeuta é um psiquiatra ou tem a formação médica – no caso, um psiquiatra terapeuta ou um médico terapeuta. Ambos podem receitar medicações controladas e têm formação em clínica e farmacologia suficiente para o bom acompanhamento da evolução do cliente.

    O grande problema reside no fato de que a maioria dos terapeutas tem formação em psicologia ou outras carreiras universitárias, visto que a profissão de terapeuta não é regulamentada como exclusividade dos médicos ou psicólogos. Esses profissionais não podem prescrever medicações, a não ser os medicamentos fitoterápicos.

    Quando um cliente de psicoterapia em tratamento com um profissional não médico necessita de medicação, ele é encaminhado para um psiquiatra clínico, que irá medicá-lo conforme os critérios da psiquiatria clínica, e não com os critérios psicodinâmicos.

    A combinação esdrúxula de um cliente tratado num processo de psicoterapia psicodinâmica

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