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Bíblia de Estudo Conselheira - Salmos: Acolhimento • Reflexão • Graça

Bíblia de Estudo Conselheira - Salmos: Acolhimento • Reflexão • Graça

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Bíblia de Estudo Conselheira - Salmos: Acolhimento • Reflexão • Graça

notas:
5/5 (2 notas)
Duração:
970 páginas
11 horas
Lançados:
18 de mai. de 2015
ISBN:
9788531114250
Formato:
Livro

Descrição

A Bíblia Conselheira é uma edição original e pioneira. Um grupo de conceituados psicólogos e psiquiatras cristãos — apoiados pelo Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC) e pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) — tem se dedicado à tarefa de comentar o conteúdo terapêutico do texto bíblico, utilizando seus dons e experiência profissional para explicar como as Sagradas Escrituras promovem nossa saúde física, mental e espiritual.

O amor de Deus, expresso plenamente em Jesus Cristo — o Maravilhoso Conselheiro — é o principal elemento terapêutico para as nossas feridas. Nosso desejo é que esta mensagem seja amplamente utilizada por Deus para comunicar acolhimento, reflexão e graça para todos os indivíduos e grupos que dele se aproximam.

O texto bíblico utilizado é o da Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), e as notas de estudo aparecem entre os versículos bíblicos em forma de comentários.

Este volume sobre o livro de Salmos é mais um da série de ebooks da Bíblia Conselheira, no desejo de que o Maravilhoso Conselheiro faça uso desta edição para trazer descanso e alívio para nossa alma.
Lançados:
18 de mai. de 2015
ISBN:
9788531114250
Formato:
Livro


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Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Barueri, SP

Missão da Sociedade Bíblica do Brasil:

Promover a difusão da Bíblia e sua mensagem como instrumento de transformação espiritual, de fortalecimento dos valores éticos e morais e de incentivo ao desenvolvimento humano, nos aspectos espiritual, educacional, cultural e social, em âmbito nacional.

B477b

Bíblia de Estudo Conselheira – Salmos. Barueri, SP : Sociedade Bíblica do Brasil, 2015.

Texto bíblico: Nova Tradução na Linguagem de Hoje. ©2000, Sociedade Bíblica do Brasil. Contém introdução ao texto bíblico, notas de estudo e quadros explicativos.

Bíblia – AT – Nova Tradução na Linguagem de Hoje. I. Título.

CDD-225.5269

LOGOMARCA DA NTLH: A cruz aponta para o amor que Deus teve por toda a humanidade, buscando reconciliar-se com ela por meio do sacrifício de Cristo. O apóstolo Paulo escreve: Portanto, por meio do Filho, Deus resolveu trazer o Universo de volta para si mesmo. Ele trouxe a paz por meio da morte do seu Filho na cruz e assim trouxe de volta para si mesmo todas as coisas, tanto na terra como no céu. (Colossenses 1.20). Assim, a cruz vazia – lembrança da vitória de Cristo sobre a morte – é o centro da mensagem bíblica e um dos símbolos mais conhecidos da Igreja Cristã. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje adotou a cruz como sua logomarca.

Bíblia de Estudo Conselheira – Salmos

©2015 Sociedade Bíblica do Brasil

Texto bíblico:

Nova Tradução na Linguagem de Hoje

©2000 Sociedade Bíblica do Brasil

Av. Ceci, 706 – Tamboré

Barueri, SP – CEP 06460-120

Cx. Postal 330 – CEP 06453-970

www.sbb.org.br – 0800-727-8888

Todos os direitos reservados

Integralmente adaptado à reforma ortográfica

Texto dos quadros e notas:

Jairo Miranda (Organização), Karl Heinz Kepler (Editor) e equipe de redatores

Projeto gráfico, edição, diagramação e capa:

Sociedade Bíblica do Brasil

Os quadros explicativos e notas de estudo da Bíblia Conselheira são de responsabilidade do editor e da equipe de redatores.

Índice


Capa

Folha de rosto

Apresentação

Índice dos quadros

Salmos

Salmo 1

Salmo 2

Salmo 3

Salmo 4

Salmo 5

Salmo 6

Salmo 7

Salmo 8

Salmo 9

Salmo 10

Salmo 11

Salmo 12

Salmo 13

Salmo 14

Salmo 15

Salmo 16

Salmo 17

Salmo 18

Salmo 19

Salmo 20

Salmo 21

Salmo 22

Salmo 23

Salmo 24

Salmo 25

Salmo 26

Salmo 27

Salmo 28

Salmo 29

Salmo 30

Salmo 31

Salmo 32

Salmo 33

Salmo 34

Salmo 35

Salmo 36

Salmo 37

Salmo 38

Salmo 39

Salmo 40

Salmo 41

Salmo 42

Salmo 43

Salmo 44

Salmo 45

Salmo 46

Salmo 47

Salmo 48

Salmo 49

Salmo 50

Salmo 51

Salmo 52

Salmo 53

Salmo 54

Salmo 55

Salmo 56

Salmo 57

Salmo 58

Salmo 59

Salmo 60

Salmo 61

Salmo 62

Salmo 63

Salmo 64

Salmo 65

Salmo 66

Salmo 67

Salmo 68

Salmo 69

Salmo 70

Salmo 71

Salmo 72

Salmo 73

Salmo 74

Salmo 75

Salmo 76

Salmo 77

Salmo 78

Salmo 79

Salmo 80

Salmo 81

Salmo 82

Salmo 83

Salmo 84

Salmo 85

Salmo 86

Salmo 87

Salmo 88

Salmo 89

Salmo 90

Salmo 91

Salmo 92

Salmo 93

Salmo 94

Salmo 95

Salmo 96

Salmo 97

Salmo 98

Salmo 99

Salmo 100

Salmo 101

Salmo 102

Salmo 103

Salmo 104

Salmo 105

Salmo 106

Salmo 107

Salmo 108

Salmo 109

Salmo 110

Salmo 111

Salmo 112

Salmo 113

Salmo 114

Salmo 115

Salmo 116

Salmo 117

Salmo 118

Salmo 119

Salmo 120

Salmo 121

Salmo 122

Salmo 123

Salmo 124

Salmo 125

Salmo 126

Salmo 127

Salmo 128

Salmo 129

Salmo 130

Salmo 131

Salmo 132

Salmo 133

Salmo 134

Salmo 135

Salmo 136

Salmo 137

Salmo 138

Salmo 139

Salmo 140

Salmo 141

Salmo 142

Salmo 143

Salmo 144

Salmo 145

Salmo 146

Salmo 147

Salmo 148

Salmo 149

Salmo 150

Equipe de Redatores

Apresentação


Apresentamos a Bíblia de Estudo Conselheira. Ela é fruto da leitura amorosa da Palavra de Deus em meio às nossas famílias. Nós, os autores, somos psicoterapeutas cristãos comprometidos com um testemunho local da graça manifestada em Jesus Cristo.

Cremos na salvação pessoal em Jesus Cristo, encarnação da própria vida, Filho de Deus Pai, primeiro fruto da biologia da ressurreição pela ação poderosa do Espírito Santo, que nos inspira, nos atrai e possibilita todos os nossos relacionamentos: com Deus, com os outros e conosco mesmos.

Nossa tarefa profissional, a psicoterapia, nos põe em contato diário com as faces dos nossos pacientes. É neles que assistimos ao mistério diário que se automanifesta no olhar que surge da pupila do outro. Neste mistério somos testemunhas de que Deus está presente.

Os comentários que acompanham o texto sagrado se originam destes encontros. Partem de um assombro: a consulta com os nossos pacientes está agendada pela graça. Neste sentido somos felizes de nos encontrarmos em nossos consultórios com os enviados do Senhor.

Enviados que foram para fazer parentesco com o amor de Deus revelado em Jesus Cristo e fazerem parte de uma nova família que se constitui na Igreja. Pronunciando palavras da linguagem cotidiana que testemunham a importância decisiva que a fé tem em nossas vidas e profissões.

Os comentários, portanto, estão escritos como orações, que pretendem incentivar a escuta do texto. O decisivo está no texto que se nos dá e que o Espírito Santo nos permite receber. A alegria e a satisfação de despertar esta maravilhosa experiência é o objetivo da Bíblia de Estudo Conselheira.

Os autores

Índice dos quadros


Meditando nos Salmos

Os títulos dos Salmos

Para começar a louvar

Quem somos nós?

Quem são os nossos inimigos?

Salmos Reais e Messiânicos

Exercícios de oração nos Salmos

Os 5 Livros dos Salmos e nossa idade

Depressão

Raiva humana e ira divina

Descanso fundamental

Orações vingativas

Busca de proteção e apego doentio

Armadilhas da vida moderna

Aprendendo com a criança

Salmos

Ir para índice de capítulos

O livro dos Salmos nos revela quem é Deus, a partir da experiência de homens e mulheres que abrem seu coração e estabelecem um diálogo com o Criador dos céus e terra e de todo ser vivente. Com os salmos estamos diante de uma majestosa literatura poética e sapiencial, obra prima entre a literatura religiosa. São 150 orações reunidas no livro de Louvores (tehillim na Bíblia Hebraica) ou Saltério, que serve também como hinário oficial no culto judaico. É uma coleção de cânticos litúrgicos, instruções religiosas, orações, súplicas e louvores compostos e escritos no decorrer de vários séculos, e que nos aproximam de Deus, o Senhor, nosso criador e cuidador amoroso por excelência. A devoção matinal (quando o sol aparecia) e a devoção vespertina (quando o sol se punha) foram uma tradição para os salmistas (Anunciar de manhã a tua misericórdia e, durante a noite, a tua fidelidade Sl 92.2).

Estas orações revelam que os salmistas têm um conhecimento de Deus de primeira mão. Eram gente que confessava sua fé através da arte literária (alguns Salmos são acrósticos, alfabéticos na língua original). Seu coração tinha sido tomado pela forte convicção de que suas vidas só tinham sentido através desta fé. Tão forte era esta experiência que lhes tomava o intelecto, as emoções, os sonhos e expectativas — toda a sua vida interior se estruturava com esta perspectiva. Até mesmo seus pecados, medos e raivas passavam humildemente pela presença do Senhor. Aí estava a razão de sua alegria e esperança de vitória sobre os sofrimentos, culpas, vergonhas e desapontamentos. Apesar do título, Louvores, nele estão retratados os vários sentimentos humanos, seja de alegria, tristeza, raiva, desamparo ou esperança, através de orações de louvor e de súplica, de alguém que está em extrema necessidade ou exultante, de quem está perdido ou que encontrou a Deus, e também poemas para uso no Templo e em outras ocasiões especiais, que têm sido cantadas pelos israelitas e também pelos cristãos. Assim, os salmos têm algo a dizer sobre as várias situações e as emoções que enfrentamos na vida moderna. Como exemplo, alguns dos problemas tratados:

Angústia e insônia Sl 3—4

Doença Sl 6

Injustiça Sl 7

Medo Sl 34

Ataques de Pânico Sl 55

Velhice Sl 71; 73; 90

Corrupção da Justiça Sl 82

Solidão Sl 88

Medo de Rejeição Sl 119.20-43

Proximidade da Morte Sl 102

Ecologia Sl 104

Vida Desregrada Sl 107

Auxílio ao Pobre Sl 113

Medo de Rejeição Sl 119.20-43

Vida no Estrangeiro Sl 61; 121

Exploração Social e Trabalhista Sl 123

Bullying Sl 129

Tragédias Sl 137

Violência Sl 140

Desespero Sl 143

Luto Sl 146

(Veja outros temas no quadro "Exercícios de oração nos Salmos" (Sl 23) e nos diversos Quadros Explicativos)

Quando o salmista observa e medita sobre o mundo que o rodeia, e considera os feitos imponderáveis de Deus, define-o como o Todo-poderoso, o criador de tudo o que existe, por meio do poder de sua palavra. Além disso, considerando a essência de Deus, o que Ele é e a maneira como se relaciona com suas criaturas, o descreve como o Misericordioso (Sl 62.11-12). Estas duas características de Deus, todo-poderoso e misericordioso, são reconhecidas e exaltadas tanto na oração pessoal do salmista quanto na comunidade dos crentes que se reúne para dar honra e glória a Deus (Sl 68.5). O tradutor e comentarista Chouraqui ressalta que, como uma espécie de Apocalipse do Antigo Testamento, o Saltério como um todo retrata o conflito entre os dois únicos caminhos de vida existentes: o do justo e o do ímpio, que poderiam ser também traduzidos como o inocente e o revoltado. Basicamente, essa revolta é uma tentativa de negar a eternidade de Deus, e assim o ímpio/revoltado serve de encarnação do mal, perseguindo e atribulando o inocente (já que não há como matar a Deus). Ao final, o revoltado acabará sendo destruído, simplesmente porque a verdade é que Deus existe, e é justo e bom. Quanto ao inocente, Deus é sua única esperança, em meio a suas muitas aflições, e ele será plenamente salvo e justificado, parte agora, e completamente no futuro escatológico. Veja também o quadro "Para começar a louvar" (Sl 9).

Salmo 1

Primeiro livro

Salmos 1—41

A verdadeira felicidade

¹ Felizes são aqueles

que não se deixam levar

pelos conselhos dos maus,

que não seguem o exemplo

dos que não querem saber de Deus

e que não se juntam com os que zombam

de tudo o que é sagrado!

1.1-6 Felizes são. Este salmo serve de introdução a todo o livro de Salmos. É um salmo didático, utilizado para ensinar à comunidade de crentes tanto a importância de conhecer e guardar a Lei de Deus, como também as virtudes e o estilo de vida da pessoa justa, que medita nos estatutos de Deus e os guarda. Dois caminhos são contrapostos: o do justo e o dos pecadores. Nos vs. 1-3 se descreve a vida da pessoa piedosa e justa, e nos vs. 5-6, a conduta da pessoa alienada de Deus e as consequências da maldade e do pecado. Uma outra tradução possível desses termos seria o inocente e o revoltado (veja a introdução). São duas atitudes em relação a Deus: aqueles que o rejeitam (revoltados), e aqueles que rejeitam o mundo que rejeita a Deus (o justo, ou inocente).

1.1 não se juntam com os que zombam. Melhor do que ser aceito em qualquer grupo é ser uma pessoa íntegra, que se orienta por valores saudáveis, capaz de rejeitar coisas ruins e inúteis. O meio social por vezes nos pressiona a práticas inconvenientes: seremos mais felizes se as discernirmos os grupos que fazem o mal e resistirmos, mesmo que soframos isolamento ou críticas. A vida verdadeiramente feliz é a vivida com boa consciência, refletindo o espírito de Cristo. No decorrer do tempo é assim que colheremos os melhores frutos.

² Pelo contrário, o prazer deles

está na lei do SENHOR,

e nessa lei eles meditam dia e noite.

1.2 nessa lei eles meditam dia e noite. Aquele que conhece a Deus e quer aprender mais dele e agradá-lo é feliz, porque ama e medita nos preceitos de Deus, e os põe em prática. Por isso ele não imita nem segue o estilo de vida daqueles que não respeitam a Deus ou se opõem a ele.

³ Essas pessoas são como árvores

que crescem na beira de um riacho;

elas dão frutas no tempo certo,

e as suas folhas não murcham.

Assim também tudo o que

essas pessoas fazem dá certo.

1.3 árvores que crescem. A vida da pessoa justa é semelhante a uma árvore saudável, verde e frondosa, com a qual se pode contar: ela dá seus frutos no tempo devido, suas folhas não caem e dá boa sombra e frescor. Os resultados dessas escolhas acertadas do justo são: saúde, vitalidade e uma boa realização para seus propósitos.

⁴ O mesmo não acontece com os maus;

eles são como a palha

que o vento leva.

1.4 o mesmo não acontece com os maus. Em contraste, a vida e o destino dos malvados são comparáveis à condição frágil e de curta duração da palha, que logo se deteriora e desaparece.

⁵ No Dia do Juízo eles serão condenados

e ficarão separados

dos que obedecem a Deus.

1.5-6 ficarão separados. Aquele que não quer saber de Deus exclui a si mesmo do companheirismo e da comunhão com ele, e fica sem o cuidado e a proteção que Deus oferece aos que o buscam. Da mesma forma, aquele que se revolta contra Deus se afasta também de seus semelhantes, para seguir um caminho que leva à ruína.

⁶ Pois o SENHOR dirige e abençoa

a vida daqueles que lhe obedecem,

porém o fim dos maus

são a desgraça e a morte.

Salmo 2

O rei escolhido por Deus

¹ Por que as nações pagãs

planejam revoltas?

Por que os povos fazem planos

tão tolos?

2.1-12 as nações planejam revoltas. Muitos consideram que os Salmos 1 e 2 estejam relacionados, já que apresentam o tema dos dois caminhos ou duas condutas diferentes, de um ponto de vista individual (Sl 1), e de um ponto de vista comunitário e nacional (Sl 2).

² Os seus reis se preparam,

e os seus governantes fazem planos

contra Deus, o SENHOR,

e o rei que ele escolheu.

2.2 contra Deus, o SENHOR. A realidade de Deus pode ser questionada com sinceridade por aqueles que têm dificuldades em crer, ou com uma afirmação dogmática negadora, como fazem muitos ateus. Outra posição, aqui criticada, é a dos que zombam do Senhor e dos que nele creem. A revelação bíblica demonstra que qualquer governo e toda autoridade neste mundo está sujeita ao poder do Rei dos Reis. Além disso, tanto hoje quanto na época do salmista podemos ver, ouvir e ler sobre a oposição e conspiração dos governantes contra os valores do reino de Deus: a justiça, a igualdade, a paz, o amor e a misericórdia. o rei que ele escolheu. O termo original é ungido; refere-se ao rei como escolhido de Deus, e (v. 7) mais especialmente a Jesus, o Messias, como o Novo Testamento confirma amplamente (At 13.33; Hb 1.5; 5.5). O termo grego para ungido é Cristo. Veja o quadro Salmos Reais e Messiânicos, Sl 22.

³ Esses rebeldes dizem:

"Vamos nos livrar do domínio deles;

acabemos com o poder

que eles têm sobre nós."

⁴ Do seu trono lá no céu

o Senhor ri e zomba deles.

2.4-6 O Senhor ri e zomba deles. Revoluções e rebeliões a nível mundial produzem temor, preocupação e ansiedade para nós. Mas para Deus produzem riso, nojo e também um furor que assusta os revoltados. Deus se afirma como o Senhor da história, porque em suas mãos está o destino dos reis, dos governos e dos povos. Não há a menor chance de Deus ser derrotado.

⁵ Então, muito irado, ele os ameaça

e os assusta com o seu furor.

⁶ Ele diz: "Já coloquei o meu rei

no trono

lá em Sião, o meu monte santo."

⁷ O rei diz: "Anunciarei

o que o SENHOR afirmou.

O SENHOR me disse:

‘Você é meu filho;

hoje eu me tornei seu pai.

2.7-9 Você é meu filho. Muito mais que um servo, que pode ser mandado embora, o status de filho indica total identificação, numa relação familiar indissolúvel. O Novo Testamento deixa claro que é de Jesus que o salmista fala, e também amplia esse status para todos os que creem em Jesus, e que assim são inseridos em Cristo (Jo 1.12; 1Co 4.15). Os filhos e filhas podem se sentir seguros do amor do Pai. Veja o quadro "Salmos Reais e Messiânicos", Sl 22. eu lhe darei todas as nações. Deus tem dado a seu Filho Jesus Cristo — o Messias prometido, Rei dos reis e Senhor dos senhores — a missão de governar este mundo. E deu-lhe todo domínio, autoridade e poder sobre toda a terra. Por isso os governantes são aconselhados a honrar a Deus, já que a desobediência pode-lhes acarretar a morte.

⁸ Peça, e eu lhe darei todas as nações;

o mundo inteiro será seu.

⁹ Com uma barra de ferro,

você as quebrará

e as fará em pedaços

como se fossem potes de barro.’ "

¹⁰ Agora escutem, ó reis;

prestem atenção, autoridades!

2.10-12 prestem atenção, autoridades! Deus lembra aos dirigentes, reis e juízes das nações que eles são seus servidores, portanto subordinados aos mandatos de Deus e aos valores do reino: paz, amor, e justiça. Eles também são chamados a servir com temor e tremor. Deus ordena aos governantes a serem sensatos, aos juízes para que sejam humildes e aceitem a correção. E a ambos, a honrar o Filho, servindo a todos por igual e justamente, para não serem julgados e perecerem. felizes. O salmo termina com uma bem-aventurança para todos os que confiam em Deus e buscam sua proteção. Repare como a felicidade (mais do que o dever) é a motivação principal. Verdadeiramente sábio é quem se alegra com a soberania daquele que sustenta o universo e nos abençoa através de seu filho Jesus Cristo, pois ele é bom! Que maravilha é saber que o universo, nosso mundo e nossas vidas estão debaixo do governo e do cuidado do Rei dos reis e Senhor dos senhores!

¹¹ Adorem o SENHOR com temor.

Tremam e se ajoelhem diante dele;

¹² se não, ele ficará irado logo,

e vocês morrerão.

Felizes são aqueles que buscam

a proteção de Deus!

Salmo 3

Meditando nos Salmos

Leia o quadro

Oração pedindo a ajuda de Deus

Davi escreveu este salmo quando fugia do seu filho Absalão.

¹ Ó SENHOR Deus, tenho tantos inimigos!

São muitos os que se viram contra mim!

3.1-8 quando fugia do seu filho. O título hebraico deste Salmo nos informa sobre a situação em que foi composto: Absalão, um dos muitos filhos de Davi, engana seu pai, planeja e executa a conquista de Jerusalém, obrigando Davi, já idoso, a fugir para salvar sua vida (veja 2Sm 15 a 17, especialmente 15.25-26, que mostram uma postura semelhante à deste Salmo). Portanto, a primeira aplicação deste salmo — também para nós — é para situações de ameaças, perdas e revoltas, vindas de pessoas que nos são próximas e queridas. Davi havia falhado ao não castigar um outro filho, que havia estuprado a irmã de Absalão; este tomou em suas mãos a vingança contra o irmão, e depois de muitos anos conspirou para também tomar o reino do pai, com grande apoio popular, e pretendia matá-lo. Assim, às vezes nossos piores inimigos são pessoas de nossa própria família: pais, filhos, irmãos, cegados por ódios ou ganâncias, podem tentar acabar conosco. O que Davi faz? Volta-se para Deus, porque é ele quem dá a vitória (v. 8). Além desta primeira aplicação, este salmo também acalenta nossa alma para encontrarmos descanso em meio a aflições, ensinando uma atitude que nos auxilia até a dormirmos em paz, e a acordarmos em confiança em Deus. Veja os quadros Meditando nos Salmos, e Os títulos dos Salmos.

3.1-2 são muitos os que se viram contra mim. O salmista, com toda liberdade e honestidade, expressa a Deus sua preocupação e tristeza pela situação crítica em que se encontra. Ele está rodeado de inimigos que conspiram contra ele e lhe desejam o pior.

² Eles conversam a meu respeito e dizem:

Deus não o ajudará!

³ Mas tu, ó SENHOR, me proteges

como um escudo.

Tu me dás a vitória

e renovas a minha coragem.

3.3 mas tu… me proteges. Apesar de tudo, o salmista expressa a Deus sua confiança porque ele é seu defensor, que o protege na batalha como um escudo, o sustenta na luta e renova seu ânimo.

⁴ Eu chamo o SENHOR para me ajudar,

e lá do seu monte santo

ele me responde.

3.4 ele me responde. Deus não está indiferente, nem distante. Desde o céu ele ouve as súplicas de seus filhos e responde.

⁵ Eu me deito, e durmo tranquilo,

e depois acordo

porque o SENHOR me protege.

3.5-6 e durmo tranquilo. O salmista recobra a calma, dorme e desperta tranquilo e confiante, porque sua vida está segura nas mãos de Deus. O ato de depositarmos nossa confiança em Deus, sermos honestos e expressarmos nossos temores a ele, e reafirmarmos nossa fé e dependência dele nos dá novo ânimo e coragem, e também nos acalma, nos tranquiliza e nos permite descansar em Deus.

⁶ Não tenho medo

dos milhares de inimigos

que me ameaçam de todos os lados.

⁷ Vem, ó SENHOR!

Salva-me, meu Deus!

Tu atacas os meus inimigos;

tu humilhas os maus

e acabas com o seu poder.

3.7 Salva-me, meu Deus! Ao despertar, o salmista reafirma seu pedido de vitória sobre seus inimigos e sua confiança em Deus. Ele está baseado na fidelidade de Deus no passado, e não em suas emoções ou circunstâncias presentes. Davi roga a Deus que o defenda, o salve e que castigue a seus inimigos, tal como sempre tem feito. Somente em Deus há salvação — e só ele perdoa pecados. Veja o quadro "Quem são os nossos inimigos?", Sl 17.

⁸ És tu que dás a vitória.

Ó SENHOR Deus, abençoa o teu povo.

3.8 abençoa o teu povo. O salmista conclui afirmando sua confiança de que a salvação vem de Deus, e pede sua bênção para o povo. Mesmo sendo um rei político, ele não diz meu povo, porque sabe que seu reinado, o povo e as vitórias nas batalhas pertencem somente a Deus. Essa humildade e dependência em fé traz tranquilidade para a alma.

Salmo 4

Os títulos dos Salmos

Leia o quadro

Deus, meu defensor

Salmo de Davi. Ao regente do coro — para instrumentos de cordas.

¹ Ó Deus, defensor dos meus direitos,

responde-me quando eu te chamar!

Eu estava em dificuldade,

mas tu me ajudaste.

Tem misericórdia de mim

e ouve a minha oração!

4.1-8 Ó Deus, responde-me. Esta é uma oração, de confiança no Senhor, feita ao cair da tarde. É possível que as circunstâncias inspiradoras deste salmo ainda sejam as mesmas do Salmo 3, da revolta de Absalão contra Davi, em que este confia em Deus para ser salvo e vitorioso (veja 3.1-8, nota). Mas aqui podemos aprender especialmente sobre nossas experiências de angústia (que nos tiram o sono e o prazer de viver), e como Deus pode nos dar paz e devolver a alegria! Veja também o quadro Depressão, Sl 42.

4.1 eu estava em dificuldade. Esta palavra indica adversidade, aperto e angústia. Toda pessoa pode passar por tempos de aflição intensa ou angústia, sofrendo uma sensação de asfixia, inclusive com dificuldade para respirar. Nessas horas a vida é sofrida, penosa e sem sentido, ameaçadora, como um imenso vazio. Em meio a uma crise pessoal, o salmista abre um diálogo triplo: primeiramente com Deus, a quem recorre como seu defensor e ajudador, o Deus que se compadece e que o ajuda a seguir adiante em meio aos problemas, e a quem ele clama com a confiança de que será ouvido. Mas o primeiro e importante passo dado foi reconhecer perante Deus que estou em crise, que sinto angústia, que estou em dificuldades.

² Homens poderosos, até quando

vocês vão me insultar?

Até quando amarão o que não tem valor

e andarão atrás de falsidades?

4.2-5 homens poderosos, até quando… vão me insultar? Em segundo lugar, após ter clamado pela misericórdia de Deus, o salmista também se dirige a seus inimigos. Não é o caso de ignorar a existência dos inimigos ou das dificuldades — e nesse caso os inimigos são pessoas que conhecem a Deus, portanto ele questiona o mau procedimento, insultos, maledicências, mentiras e enganos, e lhes exorta a se examinarem e voltarem para Deus. Outro perigo comum nas situações que provocam angústia, ansiedade ou depressão é gastar muito tempo e energia tentando entender o que se passa ou apontar as culpas dos outros. O SENHOR me ouve. O salmista repreende seus adversários, mas a ele já não importa nem afeta o que seus inimigos disserem ou fizerem, porque sua referência está no Senhor. Independente das causas que desencadearam a crise, temos em Deus o socorro, o alívio e a vitória. A paz no coração vem do Senhor. Somos convidados a confiar no amor e na fidelidade de Deus, num relacionamento piedoso, cultivado como de filhos com pais. Perante essa realidade, o salmista afirma sua decisão de permanecer fiel e depositar sua confiança no Deus que o ouve, pois ele nos acalenta e fortalece quando a ele recorremos em oração. Veja os quadros "Quem são os nossos inimigos?, Sl 17, e Depressão"(Sl 42).

³ Lembrem que o SENHOR Deus

trata com cuidado especial

aqueles que são fiéis a ele;

o SENHOR me ouve quando eu o chamo.

⁴ Tremam de medo e parem de pecar.

Sozinhos e quietos nos seus quartos,

examinem a sua própria consciência.

⁵ Ofereçam sacrifícios

como o SENHOR exige

e ponham a sua confiança nele.

⁶ Há muitas pessoas que oram assim:

"Dá-nos mais bênçãos, ó SENHOR Deus,

e olha para nós com bondade!"

4.6-7 Dá-nos mais bênçãos. Outro perigo em situações de angústia é focarmos nossa esperança em ganhar riqueza; às vezes pensamos que, se tivéssemos mais dinheiro ou determinadas coisas materiais não sofreríamos tanto. O terceiro participante deste diálogo, então, somos nós mesmos, com nossos desejos e aspirações. O salmista olha para si próprio (vs. 7-8), declara-se feliz, reconhece que até sua alegria é um presente divino, e conclui que a felicidade dada por Deus é muito maior do que a alegria dos que têm fartura.

⁷ Mas a felicidade que pões

no meu coração é muito maior

do que a daqueles que têm comida

com fartura.

⁸ Quando me deito, durmo em paz,

pois só tu, ó SENHOR,

me fazes viver em segurança.

4.8 durmo em paz. Em paz com Deus, com seus inimigos e consigo mesmo, livre da ansiedade e dos temores, o salmista pode dormir em paz e tranquilidade porque descansa e confia em Deus, seu defensor. Temos inimigos que nos querem mal, temos desejos por mais riqueza material, mas vamos orientar nossa vida com Deus: o Senhor nos faz habitar em segurança ali onde estivermos, com os recursos que já temos, e ele é a nossa paz. Guardemos no coração e lembremo-nos sempre da graciosa promessa da amorosa presença e socorro que Deus nos proporciona em todo o tempo: descansemos nele.

Salmo 5

Oração pedindo a proteção de Deus

Salmo de Davi. Ao regente do coro — para flautas.

¹ Ó SENHOR Deus,

ouve as minhas palavras

e escuta os meus gemidos!

5.1-12 De manhã ouves a minha voz. Este salmo contém 5 estrofes, que se alternam e se contrastam; ele revela o hábito de Davi em começar o dia com Deus, e como podemos insistir em pedir a ajuda divina em tempos de dificuldade, orando ao Senhor e esperando por ele. Veja os quadros "Os títulos dos Salmos(Sl 4) e Meditando nos Salmos"(Sl 3).

5.1-3 escuta os meus gemidos. Se não houvesse Deus, como ficariam os gemidos, gritos e anseios humanos, muitas vezes não ouvidos nem acolhidos por nenhum ser humano? Se não há Deus, nenhuma das questões existenciais mais profundas encontrará qualquer resposta satisfatória; ficaremos num universo somente físico e tão impessoal que não satisfaz nossa necessidade de relacionamento amoroso e sentido. Nas Escrituras temos a Palavra do Deus que responde aos humanos com atenção e ternura. O salmista sabe que Deus está atento e é o recurso certo para socorrê-lo na hora da necessidade e da angústia. Logo de manhã ele eleva ao Deus e Rei seu gemer e seu clamor profundo, pedindo-lhe que preste atenção a suas palavras, considere suas súplicas e escute seu choro. Sua oração é íntima e intensa. Veja o quadro "Exercícios de oração nos Salmos",(Sl 23).

² Meu Rei e meu Deus,

atende o meu pedido de ajuda,

pois eu oro a ti, ó SENHOR!

³ De manhã ouves a minha voz;

quando o sol nasce,

eu faço a minha oração

e espero a tua resposta.

⁴ Tu não és Deus que tenha prazer

na maldade;

tu não permites que os maus

sejam teus hóspedes.

5.4-6 detestas os que praticam o mal. O salmista contrasta a bondade de Deus e a maldade dos maus. O caráter de Deus repele a injustiça, a arrogância e qualquer mal. O fim dos revoltados é rejeição e destruição, por não darem importância a Deus e a seus mandamentos.

⁵ Tu não suportas a presença

dos orgulhosos

e detestas os que praticam o mal.

⁶ Acabas com os mentirosos

e desprezas os violentos e os falsos.

⁷ Mas, por causa do teu grande amor,

eu posso entrar nos pátios

da tua casa

e ajoelhar com todo o respeito,

voltado para o teu santo Templo.

5.7-9 por causa do teu grande amor. Os maus são castigados por sua maldade, mas o justo só é aceito por causa do amor fiel de Deus. Na presença de Deus encontraremos acolhida para nossas questões e necessidades de justiça e proteção.

⁸ Ó SENHOR Deus, ajuda-me a fazer

a tua vontade

e faze com que o teu caminho

seja reto e plano para mim!

Que os meus inimigos vejam

que tu estás comigo!

5.8 ajuda-me a fazer a tua vontade. A decisão de atuar conforme a vontade de Deus leva o salmista a uma comunhão mais íntima com ele. Seu desejo de fazer o bem é aumentado, e ele pede a Deus que o guie e leve pelo bom caminho, para levar uma vida justa.

⁹ Não se pode confiar

no que eles dizem,

pois só pensam em destruir.

A sua conversa é uma bajulação macia,

mas está cheia de engano e morte.

5.9-10 não se pode confiar no que eles dizem. Ao fazer escolhas más, os revoltados negam a verdade e preferem a mentira, a falsidade e a hipocrisia; buscam a morte em vez da vida. Ao rebelar-se e opor-se a Deus em vez de segui-lo, escolhem um caminho mau, que só levará à destruição (veja a introdução ao livro dos Salmos).

¹⁰ Condena e castiga-os, ó Deus!

Que os próprios planos deles

os façam cair na desgraça!

Expulsa-os da tua presença,

pois eles muitas vezes quebram

as tuas leis

e se revoltam contra ti.

5.10 condena e castiga-os. Podemos canalizar nossas raivas e nosso desejo de justiça para Deus, confiando em que ele é justo para com todos. Agindo dessa forma, assumindo e confessando a ira, evitaremos fazer justiça pelas próprias mãos, o que nos levaria a cair em muitos erros. Veja o quadro "Quem são os nossos inimigos??, Sl 17, e Orações vingativas"(Sl 94).

¹¹ Mas os que buscam abrigo em ti

ficarão contentes

e sempre cantarão de alegria

porque tu os defendes.

Os que te amam

encontram a felicidade em ti.

5.11-12 ficarão contentes. As palavras finais do salmo são de contentamento e otimismo. Alegria, júbilo, proteção e bênçãos estão à disposição daqueles que amam a Deus e confiam nele. O salmo conclui afirmando que podemos nos sentir protegidos por causa da bondade de Deus, um escudo protetor para aqueles que o amam.

¹² Pois tu, ó SENHOR Deus,

abençoas os que te obedecem,

a tua bondade os protege

como um escudo.

Salmo 6

Oração de um enfermo

Salmo de Davi. Ao regente do coro — para instrumentos de oito cordas.

¹ Ó SENHOR Deus, não me repreendas

quando estiveres irado!

Não me castigues no teu furor.

6.1-10 não me castigues no teu furor. Esta oração em tempos de angústia e aflição ilustra bem os sentimentos de melancolia e depressão. Algumas situações que vivemos envolvem uma complexa rede de sentimentos e pensamentos sofridos, que adquirem uma dimensão cada vez maior em nossa alma. Podemos pensar e sentir que Deus está contra nós; sentimos desfalecimento, falta de energia, exaustão. O corpo, a mente e os relacionamentos se alteram (vs. 4-7). O salmista, sentindo como se Deus estivesse utilizando seus inimigos para castigá-lo, toma a melhor atitude: vai se entender com o próprio Deus, pois sabe que será acolhido. O salmo nos apresenta o diálogo íntimo entre um filho já debilitado, enfermo e temeroso pelo castigo e repreensão que está recebendo, e um pai que ele sabe que é amoroso, compreensivo, capaz de escutar, ajudar e resgatar. Veja o quadro Aprendendo com a criança(Sl 131).

6.1-3 não me repreendas quando estiveres irado. O salmista está temeroso da rejeição e do castigo de Deus, adoentado e sem forças. Ele pede a Deus por compaixão e restauração de sua saúde. Esta oração revela os sentimentos do salmista, e não se importa em estabelecer se ele realmente está sendo castigado ou em revelar o que ele teria feito. A enfermidade não só afetou seu corpo, que se encontra com dores, trêmulo e sem forças, mas também seu espírito e suas emoções foram atingidas. Culpados e pecadores nós sempre seremos, mas muitas vezes estamos tão atribulados que não temos a menor condição de avaliar equilibradamente nossos atos. Bom é sabermos que, mesmo nos sentindo a pior das pessoas, seremos sempre acolhidos por Deus.

² Tem compaixão de mim,

pois me sinto fraco.

Dá-me saúde, pois o meu corpo

está abatido,

³ e a minha alma está muito aflita.

Ó Deus, quando virás me curar?

6.3 quando virás? No sofrimento e provação o tempo é percebido como longo e a impaciência aflora. Ficamos sujeitos a uma intensa torrente emocional que prejudica nossa relação com a realidade; não é fácil termos objetividade quando estamos feridos emocionalmente! Para que não fiquemos presos no ressentimento em relação a pessoas envolvidas em nosso sofrimento, é importante e necessário orar a Deus. Também é útil buscarmos ajuda e orientação de pessoas maduras. Davi não ficou só na expressão das queixas, mas teve a atitude saudável de canalizar sua visão das coisas e desejos em súplica a Deus, confiando em seu caráter justo e amoroso.

⁴ Vem salvar a minha vida,

ó SENHOR Deus!

Por causa do teu amor,

livra-me da morte.

6.4-5 por causa do teu amor. Perante tal situação, ele apela ao amor de Deus e clama por salvação, porque se sente em perigo de morte.

⁵ Pois no mundo dos mortos

não és lembrado,

e lá ninguém pode te louvar.

⁶ Estou cansado de chorar.

Todas as noites a minha cama

se molha de lágrimas,

e o meu choro encharca o travesseiro.

6.6-7 quase não posso enxergar. O salmista expressa sua tristeza por meio de um lamento. Sente-se deprimido e sem forças. O sofrimento, o choro e a dor afetaram sua visão, e ele se sente incapaz de fazer frente a uma situação desastrosa causada por seus inimigos.

⁷ Por causa dos meus inimigos,

os meus olhos estão inchados

de tanto chorar,

e quase não posso enxergar.

⁸ Afastem-se de mim,

vocês que fazem o mal!

O SENHOR Deus me ouve quando choro;

6.8-10 O SENHOR Deus me ouve. Quando o salmista desvia a visão da difícil situação em que se encontra e volta seus olhos para Deus, ele se sente fortalecido e seguro da vitória contra os inimigos. Porque o Pai que conhece a situação não fica indiferente à sua dor; ele já ouviu suas petições e respondeu sua oração. Portanto, em fé, o salmista afirma que os inimigos já foram derrotados, cairão no ridículo e sairão envergonhados. Se você se encontra numa situação semelhante, lembre-se de voltar seu olhar para Deus; compartilhe com ele sua situação, seus temores e angústias. Peça sua ajuda e descanse em seus braços amorosos, confiado naquele que ouve e responde. Ele trará a vitória sobre seus inimigos.

⁹ ele me escuta quando peço ajuda

e atende as minhas orações.

¹⁰ Os meus inimigos ficarão

envergonhados e apavorados;

eles fugirão de repente,

em completa confusão.

Salmo 7

Oração pedindo justiça

Hino que Davi cantou a Deus por causa de Cuche, o benjamita.

¹ Ó SENHOR, meu Deus,

em ti encontro segurança.

Salva-me, livra-me

de todos os que me perseguem.

7.1-17 por causa de Cuche, o benjamita. O Antigo Testamento não relata quem era essa pessoa e o que teria feito ou falado a Davi. Pelo conteúdo deste hino vemos que se tratava de alguma grande injustiça, e assim Davi apela para Deus, que é o Justo Juiz. Infelizmente sabemos que nem sempre a justiça humana age e decide corretamente. Há ocasiões em que mesmo os servos de Deus são tremendamente injustiçados, e neste salmo temos ajuda para lidar com as dores de nossa alma nesse tipo de situação. Veja o quadro "Os títulos dos Salmos" (Sl 4).

7.1-2 não permitas que eles… me peguem. Ao sentir-se ameaçado e em perigo, o salmista apela para Deus em busca de proteção, salvação e libertação de inimigos ferozes, que como leões famintos querem despedaçá-lo. Deus é sua única esperança. Somente ele pode protegê-lo e resgatá-lo da difícil situação em que se encontra. Veja o quadro "Quem são os nossos inimigos", Sl 17.

² Não permitas que eles, como um leão,

me peguem e me despedacem,

sem que ninguém possa me salvar.

³ Ó SENHOR, meu Deus, se tenho feito

qualquer uma destas coisas:

se cometi alguma injustiça

contra alguém,

7.3-5 se cometi alguma injustiça contra alguém. O salmista se examina perante Deus, tem convicção de sua inocência e está disposto a sofrer as consequências, caso seu testemunho não seja verdadeiro.

⁴ se traí um amigo,

se cometi sem motivo alguma violência

contra o meu inimigo,

⁵ então que os meus inimigos

me persigam e me agarrem!

Que eles me deixem caído no chão,

morto,

e largado sem vida no pó!

⁶ Ó SENHOR, levanta-te com ira

e enfrenta a fúria dos meus inimigos!

Levanta-te e ajuda-me,

porque tu exiges que a justiça

seja feita.

7.6-8 julga a meu favor. Ele pede a Deus que o livre da fúria de seus inimigos, que o defenda como juiz supremo e imparcial, conforme sua honradez e inocência, e que se faça justiça.

⁷ Ajunta todos os povos em volta de ti

e, de cima, reina sobre eles.

⁸ Ó SENHOR Deus, tu és o juiz

de todas as pessoas.

Julga a meu favor,

pois sou inocente e correto.

⁹ Eu te peço que acabes

com a maldade dos maus

e que recompenses os que são direitos.

Pois tu és Deus justo

e julgas os nossos pensamentos

e desejos.

7.9 julgas os nossos pensamentos e desejos. O salmista apela para a justiça de Deus e seu conhecimento dos pensamentos e sentimentos mais íntimos do homem, e pede a ele que, como justo juiz, ponha fim à obra dos malvados e não permita que o homem honrado seja julgado injustamente.

¹⁰ Deus me protege como um escudo;

ele salva os que são honestos

de verdade.

7.10-16 todos os dias ele condena os maus. O salmista decide crer em Deus e não nas circunstâncias, e afirma que Deus protege e salva aos sinceros de coração, é justo e sempre condena a maldade. Também nos adverte de que as pessoas que se esquecem de Deus seguem por um caminho perigoso, caminho de morte, expostos ao juízo de Deus e a serem alcançados por suas próprias maldades (v. 15).

¹¹ Deus é um juiz justo;

todos os dias ele condena os maus.

¹² Se eles não se arrependerem,

Deus afiará a sua espada.

Ele já armou o seu arco

para disparar flechas.

¹³ Ele pega as suas armas mortais

e atira as suas flechas de fogo.

¹⁴ Vejam como os maus imaginam maldades.

Eles planejam desgraças

e vivem mentindo.

¹⁵ Armam armadilhas para pegarem

os outros,

mas eles mesmos caem nelas.

¹⁶ Assim eles são castigados

pela sua própria maldade,

são feridos

pela sua própria violência.

¹⁷ Eu, porém, agradecerei a Deus

a sua justiça

e cantarei louvores ao SENHOR,

o Deus Altíssimo.

7.17 Eu, porém, agradecerei a Deus. O salmista encerra o salmo com uma nota de louvor e confiança em Deus, afirmando seu desejo de louvar ao Senhor dos senhores, porque ele é justo e digno do louvor supremo. Mesmo que as circunstâncias não pareçam animadoras, ele sabe que Deus sempre fará justiça.

Salmo 8

Para começar a louvar

Leia o quadro

A grandeza de Deus e o valor do ser humano

Salmo de Davi. Ao regente do coro — com a melodia de Os Lagares.

¹ Ó SENHOR, Senhor nosso,

a tua grandeza é vista

no mundo inteiro.

O louvor dado a ti chega até o céu

8.1-9 O louvor dado a ti chega até o céu. Falando da glória de Deus e da dignidade do ser humano, este é o primeiro canto do livro dos Salmos que nós consideraríamos como de louvor. O salmo inteiro se dirige ao Deus criador, que dá ao ser humano, como coroa da sua criação, a responsabilidade de cuidar deste mundo. Veja o quadro "Para começar a louvar".

8.1 A tua grandeza é vista no mundo inteiro. O salmo inicia e também termina com um duplo louvor à grandeza de Deus e a seu nome, que revela a sua glória (vs. 1 e 9). O salmista fala de Deus a partir de sua experiência pessoal e o descreve como Senhor, soberano da terra e de toda a criação, cuja glória se estende por todo o universo.

² e é cantado pelas crianças

e pelas criancinhas de colo.

Tu construíste uma fortaleza

para te proteger dos teus inimigos,

para acabar com todos

os que te desafiam.

8.2 é cantado pelas crianças. O louvor das crianças pequenas, os mais vulneráveis e inocentes, é a única arma defensiva contra os inimigos de Deus. Este verso foi utilizado por Jesus para responder às críticas à sua entrada triunfal em Jerusalém (seguindo a tradução para o grego, Mt 21.16, veja nota). Essa inocência, ternura e simplicidade dos pequeninos é vista também no humilde menino de Belém, o Filho de Deus feito homem, que na manjedoura, com sua candice e ternura de bebê nos cativa e nos arrebata o coração. E depois, na cruz do calvário, com seu amor sacrificial nos livra da culpa, do pecado e da morte, para nos dar vida eterna aqui e agora, e também depois da morte.

³ Quando olho para o céu,

que tu criaste,

para a lua e para as estrelas,

que puseste nos seus lugares —

8.3-4 que é um simples ser humano? O salmista, maravilhado pela magnitude da grandeza de Deus e pela evidente pequenez e finitude do ser humano como criatura, se pergunta: que importância tem o homem, para que Deus se lembre dele e o proteja? Veja o quadro "Quem somos nós?".

⁴ que é um simples ser humano

para que penses nele?

Que é um ser mortal

para que te preocupes com ele?

Quem somos nós?

Leia o quadro

⁵ No entanto, fizeste o ser humano

inferior somente a ti mesmo

e lhe deste a glória e a honra

de um rei.

8.5-8 inferior somente a ti mesmo. Outra tradução possível do original hebraico é: inferior somente aos anjos (como diz a tradução grega, utilizada em Hb 2.6-8). Ao refletir sobre a pergunta feita, o salmista tem a resposta: com suas próprias mãos, Deus fez o ser humano apenas um

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