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Gestão de Negócios e Sustentabilidade: textos selecionados

Gestão de Negócios e Sustentabilidade: textos selecionados

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Gestão de Negócios e Sustentabilidade: textos selecionados

Duração:
556 páginas
8 horas
Editora:
Lançados:
10 de jul. de 2015
ISBN:
9788574527383
Formato:
Livro

Descrição

Uma empresa gera estratégias para se adequar ao mercado onde atua. Mas como gerar estratégias que sejam sustentáveis? Sustentabilidade é uma forma de agir e de tomar decisões levando em conta aspectos econômicos, financeiros, ambientais, culturais e sociais.
Este livro apresenta textos selecionados para uma gestão empresarial eficaz, que só é conseguida por aqueles que dominam os quatro Ps da Gestão de Negócios: Planejamento, Processos, Pessoas e Projetos. Todos esses Ps vêm acompanhados de outro tema que permeia muitas empresas apenas para compor sua imagem, mas em outras é tratado de forma pragmática e comprometida com o ambiente em que vivemos: a sustentabilidade.
Editora:
Lançados:
10 de jul. de 2015
ISBN:
9788574527383
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Gestão de Negócios e Sustentabilidade - Walter Gassenferth

Folha de rosto

Copyright© 2015 por Brasport Livros e Multimídia Ltda.

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Editor: Sergio Martins de Oliveira

Diretora: Rosa Maria Oliveira de Queiroz

Gerente de Produção Editorial: Marina dos Anjos Martins de Oliveira

Revisão de Texto: Maria Helena A. M. Oliveira

Editoração Eletrônica: Michelle Paula

Capa: Ingrafoto

Produção de ebook: S2 Books

Técnica e muita atenção foram empregadas na produção deste livro. Porém, erros de digitação e/ou impressão podem ocorrer. Qualquer dúvida, inclusive de conceito, solicitamos enviar mensagem para editorial@brasport.com.br, para que nossa equipe, juntamente com o autor, possa esclarecer. A Brasport e o(s) autor(es) não assumem qualquer responsabilidade por eventuais danos ou perdas a pessoas ou bens, originados do uso deste livro.

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Av. Paulista, 807 – conj. 915

01311-100 São Paulo-SP

Pensamentos que Motivaram a Criação deste Livro

"É necessário sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós."

José Saramago

"Dilatai a fraternidade cristã, e chegareis das afeições individuais às

solidariedades coletivas, da família à nação, da nação à humanidade."

Rui Barbosa

"Quanto mais conhecimento, menor é o ego. Quanto menos

conhecimento, maior é o ego."

Albert Einstein

"Todo ser humano é prisioneiro do que lhe é familiar."

Gary Hamel

Agradecimentos

Aos nossos alunos que, através de suas leituras e comentários em nossos blogs, tornaram este livro de interesse aos que atuam na gestão de negócios.

Aos nossos familiares e amigos que acompanharam nossos ensaios pelas redes sociais e nos apoiaram incondicionalmente na elaboração deste projeto.

Ao amigo Samir de Oliveira Ramos, nosso agradecimento pelas generosas palavras de seu brilhante prefácio.

Apresentação

Cinco professores de conhecidas escolas brasileiras de negócio, profissionais de extensa vivência no mercado, através de seus blogs, têm conseguido orientar os profissionais que cursam suas disciplinas, mesmo após o final das aulas, disponibilizando material sobre os temas ligados à gestão de negócios, de forma sucinta, mas concentrada em conteúdo, dentro do site http://www.quanticaconsultoria.com. Essa é uma forma de operacionalizar a chamada educação continuada.

A experiência, bem-sucedida a partir da frequência de acessos ao site e aos blogs, os motivou a levar parte deste material ao mundo literário, nos textos selecionados que compõem este livro. Sua apreciação poderá fazer com que o leitor saia da ilha para vê-la em toda a sua extensão; deverá levá-lo dos casos particulares aos modelos mais abrangentes; buscará aumentar o conhecimento do leitor sobre gestão de negócios e sobre sustentabilidade, aumentando assim o volume de conceitos e práticas familiares a ele e, consequentemente, moderando o seu ego, o que sempre ajuda no controle dos desejos e impulsos, que muitas vezes são incompatíveis com uma boa gestão de negócios. Por isso foram listados alguns pensamentos de José Saramago, Rui Barbosa, Albert Einstein e Gary Hamel no início do livro, sob a alegação de que motivaram a sua criação.

Não há uma ordem predefinida para a leitura do livro. Para propiciar tal procedimento, um grande e completo índice foi disponibilizado como sumário, para que as idas e vindas às suas páginas sejam facilitadas. Caso o leitor queira se aprofundar em algum dos temas lidos, uma referência bibliográfica foi disponibilizada ao final de cada parte. Termos comuns à gestão de negócios e à sustentabilidade também foram elencados em dois glossários disponíveis nos anexos.

Ao final de cada parte, um capítulo sobre práticas e conceitos sobre sustentabilidade foi elencado para que o leitor possa fazer uma reflexão sobre a relação entre os elementos necessários a uma boa gestão de negócios e sustentabilidade.

Prefácio

Quando profissionais de notório saber se reúnem ao redor de uma mesa de bar, pretendem deliberadamente afrouxar seus nós de gravatas e descalçar seus sapatos e conceitos para, libertos e embalados pelas microvertigens que uma bem escolhida bebida produz, aquecer seus corações e mentes com novas possibilidades, novo pensar, novos desafios. Quando esses mesmos profissionais, inebriados pela possibilidade de continuar desafiando seus alunos a pensar fora da caixa do mundo empresarial, resolvem se reunir na blogosfera para a lapidação – e posterior seleção – de textos provocativos, repletos de conceitos inovadores, capazes de gerar a mesma sensação que um bom vinho produz – propor novas perspectivas – no caso, para o pensar gerencial, eis aí a razão de este livro existir.

É fruto de um longo processo de maturação, da vivência dos seus autores e da capacidade de se divertir e sintetizar, em notas palatáveis, conceitos complexos e esparsos, muitas vezes aparentemente desconexos.

Um desses conceitos é a sustentabilidade, neste caso aplicada ao mundo corporativo. Sustentar significa não deixar cair, afundar ou morrer. Como simples verbo, já encerra desafios que transcendem as ações que o definem. Sustentar demanda verbos de maior amplitude – como preservar, garantir, desenvolver ou fomentar – que podem ser encontrados nos textos lúcidos dos autores.

Segundo a Wikipédia, sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Por ser sistêmico, requer mobilização conjunta – consubstanciada através da soma de práticas localizadas –, sempre buscando uma consciência maior dos valores envolvidos nesse desafio. Por pressupor continuidade, requer sacrifícios pelo bem de gerações futuras.

Em resumo, este desafiador tema, a sustentabilidade, numa simplificação quase artesanal, pode ser comparada a uma imensa colcha de retalhos, quando significa planejamento, boa gestão, consciência política, participação, economia responsável, compromisso com os valores humanos, cuidado com a natureza e as pessoas, ação local e visão global.

Cada uma das suas dimensões – ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente diverso – corresponde a um pedaço de precioso tecido. Cada peça de retalho tem sua própria origem, idade, história e significação. Um desses retalhos expõe os ciclos de Kondratiev, outro descortina os segredos de uma matriz GUT, outro ainda, a atualidade da biomimética. Alguns são ásperos e opacos, como a utilização da lógica fuzzy para projeção de indicadores. Outros são finos e sedosos, como o nomadismo cibernético, MBTI e governança corporativa. Todos juntos, colocados lado a lado, revelam a magnitude do tema e a necessidade de pensá-lo de forma coerente e responsável.

A colcha, em sua tessitura, revela toda a sua beleza e seu esplendor pela junção das partes.

Para tanto, os autores examinam com cuidado cada retalho, buscando nas tramas do tecido, qual uma radiografia, suas ranhuras e significados mais profundos.

Samir de Oliveira Ramos

Engenheiro, Bacharel em Teologia e Escritor

Conhecendo os Autores

Walter Gassenferth

Mestre em Administração pelo IBMEC-RJ em 2005 e Engenheiro de Telecomunicações formado pela Universidade Federal Fluminense em 1980. Atuou durante 24 anos como executivo em grandes operadoras de telecomunicações (Telemar, Embratel e Tim), acumulando experiência nas áreas de Gestão Estratégica, Controle Gerencial e Gestão de Processos. Completou curso de extensão em engenharia de software pela PUC-RJ em 1984 e MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC-RJ em 2003.

Atualmente é Sócio-Diretor da Quântica Consultoria Empresarial. Faz parte do corpo docente dos MBAs em gerenciamento de projetos, gestão empresarial, gestão de pessoas, gestão financeira, controladoria e auditoria e gestão de negócios em Petróleo e Gás da FGV; dos MBAs e CBAs em finanças e gestão de negócios do IBMEC; e dos programas de desenvolvimento gerencial da Fundação Dom Cabral.

Autor dos livros Gestão Empresarial em Gotas e Métodos Quantitativos com Excel, do capítulo 11 do livro Handbook of Business Practices and Growth in Emerging Markets, do capítulo 10 do livro Handbook of Research on Business Social Networking: organizational, managerial, and technological dimensions, e de 24 artigos científicos sobre os temas: pesquisa operacional aplicada, ferramentas de gestão estratégica, clima e cultura organizacional, controle gerencial, processos corporativos, trabalho em equipe e estruturação das organizações, publicados nos congressos do IFORS (International Federation of Operational Research Societies), da GBATA (Global Business And Technology Association) e da IAMOT (International Association for Management Of Technology); e nas revistas ADM Made (da Universidade Estácio de Sá), Engevista (da Universidade Federal Fluminense), RAM (da Universidade Presbiteriana Mackenzie) e Contabilidade Vista & Revista (da Universidade Federal de Minas Gerais). É também revisor do Computer Science Journal, da editora Elsevier.

Ciro Mendonça da Conceição

Mestre em Engenharia Civil pela COPPE-UFRJ, Área de Concentração Meio Ambiente. Especialização em Engenharia Sanitária e Ambiental pelo DESMA-UERJ. Engenheiro de Telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense.

Exerce atualmente o cargo de Diretor de Informação, Monitoramento e Fiscalização do Instituto Estadual do Ambiente (INEA). Foi Diretor Regional de Operações da Embratel para a região Centro-Oeste. Trabalhou como engenheiro na Telecomunicações do Paraná (Telepar) e na Telecomunicações do Rio de Janeiro (Telerj). Integrou o Grupo Executivo Interministerial da Indústria de Comunicações (GEICOM). Elaborou diagnósticos industriais identificando oportunidades de investimento na Zona Franca de Manaus e nos estados de Minas Gerais e Santa Catarina.

Representou o Ministério das Comunicações no Conselho Nacional do Cinema (CONCINE), no Comitê de Coordenação de Informática do Inmetro e no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Telebrás (CPqD). Realizou palestras na ABINEE, na TELEXPO, na Sociedade de Usuários de Computadores (SUCESU) e na Associação de Classes Empresariais de Minas Gerais. Mapeou os principais processos de negócios da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (SERLA) e atuou como consultor da Fundação Getulio Vargas (FGV Projetos) na área de sustentabilidade.

Maria Augusta Soares Machado

Doutora em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2000), possui graduação em Matemática pela Universidade Santa Úrsula (1972), mestrado em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (1975) e pós-doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2003). Atualmente é professora adjunta das Faculdades IBMEC.

Tem 14 livros e seis capítulos de livros publicados nas áreas de ciências exatas e gestão empresarial, além de 48 artigos publicados em revistas e 109 em congressos nacionais e internacionais. É do comitê científico das revistas Pesquisa Naval, RESI (Revista Eletrônica de Sistemas de Informação), CONTEXTUS, Revista de Administração de Empresas, Gestão e Produção, Cadernos IME, BM&F, Revista Brasileira de Estatística, Revista Gepros, Brazilian Journal of Operations & Production Management, University Mauritius Research Journal, Journal of Hydroinformatics, Revista Produção on-line e editou o livro Business Social Networking: organizational, managerial, and technological dimensions.

É do comitê científico dos congressos SEGET, SIMPEP, IBIMA, Encontro de Engenharia de Produção, SIMPOI, SOBRAPO, OPTIMA, Excelência em Gestão e Produção e ANGRAD. É coordenadora de projetos de P&D. Possui experiência na área de Matemática, com ênfase em Matemática Aplicada.

Silvia Pereira

Silvia Pereira é fundadora da R2P2 Consultoria e se especializa na preparação de companhias para abertura de capital, relações com investidores, corporate reporting, governança corporativa e discurso empresarial. É também professora de Governança Corporativa no Ibmec.

Liderou as equipes de Relações com Investidores da Embratel Participações (NYSE/BM&FBovespa) e da Multicanal/Net Serviços (Nasdaq/BM&FBovespa), nas quais criou e gerenciou programas completos de relações com investidores. Trabalhou nos bancos JP Morgan e Pactual, instituições nas quais teve próximo contato com os mercados de capitais brasileiro e americano e participou de diversas operações financeiras.

É Bacharel em Economia pela London School of Economics and Political Science, Mestre em Letras pela PUC-RJ e pós-graduada em Marketing pela COPPEAD. É autora da dissertação "Lidando com o desafio de jogos comunicativos complexos em Relações com Investidores: uma análise da sessão de perguntas e respostas em audioconferências de resultados (earnings conference calls)". Colabora regularmente com a Comissão Técnica de Desenvolvimento Profissional do IBRI e é certificada pelo IBGC (CCI) como Conselheira de Administração e pela GRI em Relatórios de Sustentabilidade.

Walther Krause

Mestre em Administração – IAG PUC/RJ; MBA IAG Management – PUC/RJ; Pós-Graduação em Gestão de Sistemas de Informações – Estácio de Sá; Didática de Ensino Superior – Estácio de Sá; Engenheiro Mecânico – UFRJ.

É Gerente Executivo de Governança Corporativa da Embratel; foi Gerente de Garantia da Qualidade de Software da Informaker e Gerente de Tecnologia de Informações da IESA. Foi Presidente do Project Management Institute, regional Rio de Janeiro.

É professor da FGV Management no curso MBA em Gerenciamento de Projetos e do IAG/PUC no curso Master em Gerenciamento de Projetos, onde orienta os TCCs (trabalhos de conclusão dos MBAs). Coordena a Comissão CEE 93 da ABNT para o desenvolvimento de normas aplicadas ao gerenciamento de portfólio, programas e projetos; publicou artigos nas revistas MundoPM e Developers Magazine e nos jornais do Comércio e do Brasil. É coautor dos livros Gestão Empresarial em Gotas e Como se Tornar um Profissional em Gerenciamento de Projetos. Apresentou trabalhos nos congressos do Project Management Institute, Risk Summit, Portfolio Summit, PMO Summit, Cicomgraf, Infoimage, COMDEX e Telecom Forum.

É autor do livro ISO 21500 Orientações sobre Gerenciamento de Projetos, também publicado pela Brasport.

Sumário

Introdução

Os quatro Ps da gestão empresarial e o ambiente atual de negócios

Os princípios da sustentabilidade e os valores nas organizações

Parte I - O Planejamento e a Sustentabilidade Corporativa

Capítulo 1. Gestão Estratégica

Da era industrial à era informacional

É interessante liderar em um nicho de mercado?

Estratégias para tempos turbulentos

O que são painéis estratégicos?

O que é uma due diligence?

Agentes do planejamento estratégico

O que deve ser considerado em uma análise de riscos?

Como construir um balanced scorecard

Como funciona uma análise PEST

Visão de futuro: este importante guia

Como funciona uma matriz GE-McKinsey?

Um modelo de orçamentação para as empresas

Capítulo 2. Visão Sistêmica

Os ciclos de Kondratiev e os estudos de Hans Rosling

O que é uma governança circular?

O que são inovações sociais?

Como criar a administração 2.0?

Evitando as armadilhas do autoengano empresarial

O que é um modelo de gestão?

Um novo negócio pela internet: o crowdfunding

A teoria da cauda longa

Capítulo 3. Sustentabilidade nas Corporações

Estratégias organizacionais sustentáveis

Sustentabilidade, pessoas e corporações

Um olhar à frente de seu tempo

O poder transformador das parcerias

Sustentabilidade corporativa

Referências

Parte II - Os Processos e a Aplicação da Sustentabilidade

Capítulo 4. Processos e Arquitetura Organizacional

A biomimética e a gestão de negócios

Diferença entre cadeia de valor e estrutura organizacional

Administração do tempo: como esticar o tempo?

Como identificar uma ruptura num processo?

Método de Análise e Solução de Problemas (MASP)

O que é um modelo DILO?

A importância dos processos de contingência

Quais são os processos financeiros de uma empresa?

A gestão da inovação e suas armadilhas

Para que serve uma matriz GUT

Qual a utilidade de um business process outsourcing?

Exemplo de um processo de benchmarking

Capítulo 5. Controle de Desempenho

Eficiência e eficácia organizacional

O que é o mahaGestão?

Como levantar as regras de negócio de uma empresa?

O que é e para que serve um data mining?

Utilização da lógica fuzzy para projeção de indicadores

A inteligência artificial controlando prazos em projetos de TI

A lei Sarbanes-Oxley e suas certificações

No que consiste um controle de gestão?

Componentes básicos de um sistema de controle gerencial

Controle estratégico, controle gerencial, controle de tarefas

Controle através dos pares

Capítulo 6. As Relações com os Investidores

Relatório integrado: eliminando os silos corporativos

Conselheiros devem falar formalmente com investidores?

Valor de mercado da ação e os fundamentos da empresa

O papel do mercado de capitais na distribuição da riqueza e na alocação de recursos no tempo

As sociedades são sustentadas pela população ativa

O destino da remuneração e da criação de riqueza

Transferência de riqueza e a boa governança corporativa

Previdência complementar, governança corporativa e PIB

Alocação de recursos e distribuição da riqueza

Capítulo 7. Conceitos de Sustentabilidade Aplicados

Um Recurso limitado

A dimensão institucional da sustentabilidade

Objetivos de desenvolvimento: ODM e ODS

Referências

Parte III - As Pessoas e a Conscientização da Sustentabilidade

Capítulo 8. As Pessoas e Suas Motivações

As teorias X, Y e Z de liderança

Incongruências gerenciais

As oito regras de liderança de Jack Welch

A síndrome de Estocolmo empresarial

Cultura brasileira e organizações: oportunidades e ameaças

Os estágios de desenvolvimento de cada indivíduo

O que é MBTI?

A persistência como alavanca na descoberta do novo

O que nos impede de mudar?

A coletividade deve prevalecer

Proposta de postura para um consultor empresarial

As organizações podem ser prisões psíquicas?

Capítulo 9. As Pessoas e Suas Competências

Da padronização ao engessamento

Competências necessárias à mudança

A metade cheia do copo

Como desenvolver um método?

Sugestões para uma educação continuada

Receita de um bom treinamento empresarial

O desconhecimento do que é, e para que serve

Competências do profissional moderno

Ciência e gestão empresarial

Montagem de um treinamento sobre gestão de negócios

A sabedoria popular aplicada às empresas

Educação continuada através da internet

A virtualização dos tempos modernos e o nomadismo

Qual a relação da biossíntese com o mundo dos negócios?

O que é um coaching integrado?

Capítulo 10. Consciência da Sustentabilidade

Cidades sustentáveis

Corporações, pessoas e cidades

O despertar das consciências

Sustentabilidade e educação

Referências

Parte IV - Os Projetos, os Negócios e a Sustentabilidade

Capítulo 11. Governança e Partes Interessadas

Em busca da satisfação das partes interessadas

Governança em projetos

Partes interessadas em gerenciamento de projetos

Capítulo 12. Práticas e Normas em Projetos

Recuperação de tragédias pelo gerenciamento de projetos

Estamos no mundo dos megaprojetos

Capítulo 13. Liderança e Equipes de Projetos

Formação de equipe de projetos

Como minimizar o trabalho em EUquipe

Capítulo 14. Projetos Sustentáveis

O que é um projeto sustentável?

Como construir um projeto sustentável

Atributos dos Projetos Sustentáveis

Referências

Parte V - Anexos

Glossário sobre Gestão de Negócios

Glossário sobre Sustentabilidade da SEMA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente)

Pacto Global das Nações Unidas – Rede Brasileira

Princípios do Código de Ética de um Benchmarking

Introdução

Os quatro Ps da gestão empresarial e o ambiente atual de negócios

O cada vez mais competitivo ambiente de negócios tem, em um grande número de empreendedores, a preocupação de investir em profissionais que consigam alavancar suas empresas através da captura das oportunidades que o mercado oferece. As pessoas mais cobiçadas por esses empreendedores são aquelas que possuem talento para os negócios, que abordam de forma metodológica as ciências do trabalho, que investem em criatividade e inovação das formas de operar um negócio e que detêm uma forte capacidade de enfrentar os problemas com resiliência e competência. Dentro da abordagem metodológica das ciências do trabalho, uma gestão empresarial eficaz só pode ser conseguida por aqueles que investem e dominam os temas que envolvem os quatro Ps da gestão de negócios: planejamento, processos, pessoas e projetos.

Na gestão estratégica de um negócio, é necessário entender como chegar às estratégias vencedoras, como implantar um planejamento estratégico sem engessar a empresa, como obter uma visão sistêmica tanto da organização nos sentidos vertical (funções) e horizontal (processos) do trabalho, quanto do mercado onde a empresa está inserida. Aspectos relevantes desses temas precisam ser absorvidos pelo gestor de negócios do futuro, para que assuntos como os nichos de mercado, a visão de futuro mais apropriada para estes tempos turbulentos, que possuem uma forma de ir e vir senoidal com frequência cada vez mais alta entre seus picos (períodos de prosperidade) e vales (períodos de recessão econômica), e ainda os movimentos inovadores de negócio e de gestão, como o crowdfunding, a governança circular, a administração 2.0 e as caudas longas do mercado, passem a ser de domínio e prática daqueles que desejam ser gestores ou empreendedores de sucesso.

Na gestão por processos de um negócio, faz-se mister o conhecimento de temas como a montagem de um escritório de processos, o controle do desempenho empresarial através de indicadores-chave de desempenho e a necessidade de mudanças na arquitetura organizacional da empresa de forma sincronizada com suas alterações na estratégia e nos processos críticos da companhia. Também dentro deste P, temas contemporâneos, como as armadilhas da gestão da inovação, a identificação rápida de rupturas nos processos, o uso da lógica difusa (fuzzy logic) na projeção de indicadores, a gestão das relações com os investidores, o papel do mercado de capitais na distribuição da riqueza e a biomimética na gestão de negócios, devem ser compreendidos e utilizados pelos que desejam ter sucesso na gestão mais horizontal de seus negócios.

Na gestão estratégica das pessoas, é importante que sejam dominados os temas motivação, liderança, trabalho em equipe e desenvolvimento de competências, em especial seus mais recentes subtemas como o autoengano e a síndrome de Estocolmo empresarial, a educação continuada através da internet, a necessidade de uma nova ética nos negócios e a liderança serva (servant leadership), para que aqueles que desejam atuar de forma moderna junto aos seus pares, líderes e seguidores conheçam e reflitam sobre as posturas, as atitudes e os métodos exigidos pelas novas gerações de profissionais do planeta.

No gerenciamento dos projetos que alavancam um negócio, é fundamental para os que pretendem estar sempre em dia com este P da gestão assimilar os conceitos que envolvem a governança de projetos, o novo mundo dos megaprojetos, o atendimento às partes interessadas, a formação de equipes de projeto e as modernas práticas em gerenciamento de projetos, que não servem apenas ao mundo dos negócios, mas também às atividades sem fins lucrativos, como a condução de projetos de recuperação de tragédias.

Este livro traz textos selecionados sobre todos esses temas contemporâneos que envolvem os quatro Ps da gestão de negócios, de forma sucinta mas continuada, uma vez que há referências bibliográficas ao final de cada parte para os que desejarem se aprofundar em um determinado assunto. Essa forma concisa dos textos, com um grande índice no início do livro, permite levar o leitor diretamente ao tema desejado, e que a leitura não seja longa, nem de uma só vez; a ideia é permitir que seja possível dedicar-se à leitura, à reflexão e ao entendimento do tema que mais for relevante ao leitor no momento.

Todos estes quatro Ps têm como complemento um tema que permeia muitas empresas de forma apenas a compor sua imagem e propaganda, mas que em outras é tratado de forma pragmática e comprometida com o ambiente em que vivemos: a sustentabilidade. Ao final de cada parte deste livro, textos selecionados darão ao leitor um forte entendimento das ações sustentáveis que são apenas promocionais e daquelas que são factíveis e já praticadas por organizações que pretendem permanecer no mercado e no planeta por muito tempo. Os princípios da sustentabilidade e os valores que esses princípios têm nas organizações são apresentados nesta parte introdutória do livro – nosso próximo assunto.

Os princípios da sustentabilidade e os valores nas organizações

Todo conhecimento ou ciência, para ser aplicado de maneira apropriada e efetiva, requer uma metodologia específica. O conceito de sustentabilidade é complexo, portanto é de se esperar que sua abordagem nas corporações seja suportada por princípios claros e objetivos que, uma vez sendo explicitados pelas lideranças, permitam sua aceitação, internalização e cumprimento por todo o quadro de funcionários. Não é tarefa complicada acessar e conhecer tais princípios, uma vez que, atualmente, há disponíveis no mercado grande quantidade de publicações discorrendo de maneira detalhada sobre o tema. Tomando emprestada a ideia síntese de John Elkington, autoridade mundial em responsabilidade corporativa e desenvolvimento sustentável, poderíamos afirmar que os líderes executivos das corporações que buscam a sustentabilidade deveriam derramar sobre suas cabeças o espírito do zero. Defeito zero, lixo zero, poluição zero e, em longo prazo, deslizes éticos zero.

Não poderíamos deixar de realçar, ademais, algo extremamente relevante e que está situado em patamar mais elevado, acima daquele onde se acham abrigados quaisquer princípios. Estamos falando de valores.

Dado que a sustentabilidade, a exemplo da democracia, dos direitos humanos, da igualdade racial ou de gênero, é também um valor a ser legitimado pela sociedade, sua morada deve ser o coração do homem e, no caso das corporações, tem que estar incrustada na alma de suas lideranças. Nada mais nocivo para uma empresa do que divulgar um discurso sofisticado dissociado da prática, descolado do comportamento cotidiano das lideranças. Melhor não fazê-lo porque as pessoas, hoje mais do que nunca, percebem isso e a consequência é o descrédito, a perda da confiança, males que se propagam como uma colônia de cupins a corroer as estruturas da corporação.

Cabe à área de recursos humanos encontrar líderes que, mesmo falando pouco, infundam respeito e ganhem a confiança daqueles que os cercam. Há pessoas cujo comportamento lembra sustentabilidade, transpira ética.

Em resumo, estamos preocupados com a excessiva mercantilização (greenwashing) do termo sustentabilidade em detrimento da complexidade intrínseca deste conceito. A sabedoria popular alerta que o rabo não pode balançar o cachorro. É necessário equilibrar o marketing oportunista desse discurso com o real comprometimento das lideranças para o cumprimento dos princípios e das metodologias que suportam a sustentabilidade no longo prazo.

Não colocar o lucro antes das vidas e lembrar que, se o dinheiro pode comprar o trabalho das pessoas, só os líderes imbuídos de intenções sinceras, capazes de construir vínculos empáticos, conseguem conquistar os corações dos empregados. É exatamente isso que as pessoas estão procurando e que o mundo corporativo está mais necessitando.

A título de contribuição, para consulta de leitores interessados, estamos incluindo ao final deste texto dois anexos, cujos conteúdos se enquadram perfeitamente na essência daquilo que pretendemos difundir, pois representam autênticas pérolas da humanidade, escritas por heróis de batalhas perdidas, cuja grandeza foi julgada e merecidamente reconhecida pela história. O primeiro anexo é de autoria de um líder índio da tribo Suquamish e trata-se de mensagem enviada em 1855 ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Circulou na internet como Carta do Cacique Seattle.

O segundo anexo, este bem menos conhecido, é a carta enviada por Spartacus ao Senado de Roma – transcrição dos trechos mais significativos – usando como portador o único sobrevivente de uma das muitas legiões/coortes destroçadas pelo seu lendário exército de escravos.

Primeiro Anexo – Carta do Cacique Seattle ao Presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce)

Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.

Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exauri-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.

Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d’água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.

Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas, matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que

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