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Planeta Bola: Futebolices, Catecismo Corinthiano & Acontecências
Descrição
Um poema hilário daqui, uma frase fanática sacada dali uma crônica de emocionado torcedor, um comentário para o locutor esportivo de rádio babar, e o autor paulatinamente e no correr do jogo da vida foi mostrando seu senso crítico, seu amor pelo maior time do mundo, o Corinthians. Quando o time perdia, gritava o nome do Timão chorando. Se ganhava, o domingo tinha mais luz, porque o fantástico mesmo era o Timão. Fez um salmo de oração para o Corinthians não cair de divisão. Vitórias na raça, torcida brilhante, cracaços. Quando foi campeão do mundo, pensou: agora posso morrer em paz. Por essas e outras, Planeta Bola, Futebolices e acontecências, traça causos e poemas, retratando que o Corinthians é uma nação, a Republica Etílico-Socialista do Corinthians Fiel. O autor fez também a parodia do Hino Nacional Brasileiro do Corinthians. Está no sangue, na alma, na lágrima. Este livro mostra a torcida fervorosa de um poeta que também sangra em preto e branco pelo seu time. A vida com o Corinthians tem sentido. Domingo sem jogo do Corinthians é sem graça. Se está na Bíblia, Corinthians 5, Versículo Zero, que este livro seja também uma prova desse amor, com páginas de rosto daquele que vive e morre pela Sociedade Sportiva Corinthians Paulista. E quem quiser que conte outras, porque se sabe que milhões de "antis" piram, até porque não têm um time a altura do Corinthians para amar e torcer, ou saber o é uma coisa e outra.
- Editora:
- Simplíssimo
- Lançado em:
- Mar 8, 2018
- ISBN:
- 9788562069246
- Formato:
- Livro
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Categorias relacionadas
Amostra do livro
Planeta Bola - Silas Corrêa Leite
CORINTHIANS.
Planeta Bola
Para o técnico Osvaldo Brandão
In memoriam
Ao Planeta Bola
Viemos da redonda barriga da matriarca fiel
Para o campinho de treino da terra-mãe
E nele nos divertirmos com bolinha de papel,
de pano, ou com caroço de abacate
Ou depois, bola de couro, de capotão
Nas esportivas brincadezas pueris de montão.
-Treino é treino – Clássico é evolução!
No Planetas Bola
Em traves, marca da cal e escanteios, ou barreiras
Temos que fazer mirabolices nesses jogos
Que é ganhar das dificuldades e rudezas rueiras,
dando drible na fome, na miséria
E sobrevivermos com concentração
Dando de goleada nos problemas de então.
-No estádio do céu não tem juiz ladrão!
No Planeta Bola
Um dia já fora do gramado, na prorrogação
Vencedores; todo esforço é afinal campeão
Descansaremos o esqueleto, a mente, o coração,
e levamos a bola de futebol para o caixão
Para, no céu, desempatarmos o jogão
Que é a vida eterna; treino para comemoração.
-Final no céu é Troféu Consolação!
A Solidão do Goleiro
Para Taffarel, Dida, Ronaldo e Cássio
A solidão do goleiro
Nos sete palmos de si mesmo
O palco - e o inferno telúrico
E ele ali guardião da meta
Às vezes frangueiro, louco, pateta
Às vezes mágico na desnatureza do gol evitado como se um milagre de tantas impossibilidades…
A solidão do goleiro
A contemplar o quadro inteiro
Ele ali num contexto tão mínimo
A tirar o doce do artilheiro
O centroavante que, se acerta é divino
Sendo o goleiro apenas um destruidor de grandezas em esquemas com brilhantes táticas…
A solidão do goleiro
A pegar um pênalti que não existe
Em cada lance ele é alvo de tiro
E a frieza que na determinação insiste
Porque é barreira; a agarrar ainda
a bola lépida em um voo mágico para evitar em cima da risca o gol do time adversário…
A solidão do goleiro
Num espetáculo de si mesmo e só
Cada momento e ele a desatar o nó
Tentando evitar o espetáculo da história
Pois para ele zero a zero é goleada
E assim pode garantir o placar para que seu atacante de outro lado faça o gol da vitória…
Primeiro poema a Garrincha
(In Memoriam)
As pernas tortas de Garrincha
O futebol torto de Garrincha
A rótula, o cérebro - a ginga
E a humilhação do adversário
A alma humilde de Garrincha
O lado gauche
de Garrincha
A finta, o cruzamento, o gol
E o delírio do time Campeão
A vida torta de Garrincha
Elza, álcool, boêmia, galera
O maior jogador do mundo
Que morreu pobre e triste
As pernas tortas de Garrincha
O futebol do anjo-Garrincha
Um hilário craque popular
Para sempre imortalizado torto
Poema originariamente publicado no site do NOBLAT/O Globo, na Série Poema da Noite
Poema do Grito de Gol do Corinthians
Para o Corinthians Campeão da Libertadores - 04.07.2012
"Teus olhos têm o brilho da flecha/-Um
eco polido de rolar/Nossa ânsia nos une
como sombras…" Wlademir Dias-Pino
Quando você alucinado grita o GOL do seu time
… Não é só um mero Gol do Corinthians que você está berrando
É a raiva, o medo, o ódio, o dezelo – com aquela marca do prazer
De – ultrapássaro - ultrapassar todos os limites do próprio cerceamento de suas rotineiras defesas íntimas.
Quando você grita Gol; não é um Você miudinho e com neuras que na contenteza urra feito um aloprado ali
É a ocasional independência de um sistêmico corpo todo de neuras, muros e fantasmas em rotinas de impedimentos
Na verdade é o menino na alegre barulheza de voltar a brincar de ser menino e a maravilhosamente desafiar
O goleiro adversário, o síndico, o sistema, o mandante do jogo, as regras e o próprio juiz ladrão do tempo de prorrogação…
O grito de gol é tribal, primitivo, ancestral.
E ainda assim pós-Freud, Nietzsche
Sócrates filósofo, Karl Marx, Bill Gates
Talvez um polifônico orgasmo no psicossomático portentoso que se vinga todo pimpão e altaneiro
E então você se decanta, fica leve, suave, blefa, surta, flutua, bebe;
fica jocoso e chulo como se se vingasse dos pênaltis duvidosos que sofreu na vida besta
Imaginando o seu time campeão e levantando o troféu da momentânea felicidade químico-esportiva que no circunstancial do gol impera
Na várzea de sua vidinha merreca;
em rotina medíocre de pobre peão torcedor sentado numa arquibancada de outro sonho impossível
Com sua encardida bandeira de frustração pessoal na mão em utopia deslavada;
como se segurasse uma roseira que desse contentezas
E a listada camisa de seu time (a sua segunda pele)
naquele Corinthiano grito magistral ungida de sangue, suor, cervejas,
e lágrimas.
Oração Para o Timão Corinthians Não Cair do Campeonato
Senhor Deus Fiel de Todas as Glórias
Poderoso Pai de todas as esferas telúricas e celestes
Abençoai o esquadrão de vossas estrelas na pátria das chuteiras
E fazei com que o inimigo não triunfe sobre nossa defesa
Fazei com que o nosso guardião realize milagres
Que os nossos alas voem sobre as trincheiras adversárias
E que o nosso muro de contenção rebata petardos ou cruzados sobre nós
Daí criatividade magna ao nosso meio de