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A verdadeira realização sexual

A verdadeira realização sexual

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A verdadeira realização sexual

notas:
5/5 (1 nota)
Duração:
158 páginas
1 hora
Lançados:
24 de mar. de 2016
ISBN:
9788576776413
Formato:
Livro

Descrição

O livro apresenta uma nova visão sobre a sexualidade humana. Através de uma linguagem leve e ao mesmo tempo embasada nos conhecimentos médicos e terapêuticos, ele leva o leitor a fazer um mergulho em sua própria história, ajudando a descobrir a beleza de seu corpo, do sexo, do prazer e o verdadeiro sentido por trás de tudo isso. A autora escreve: "Da mesma forma, o sexo não é pecado. Pelo contrário, ele é santo, uma das ações humanas que mais nos aproximam de Deus, e que nos torna instrumentos de Seu amor para o outro, além de nos inserir no grande mistério da Criação. Poucas coisas feitas pelo homem podem ser mais divinas do que o sexo. O pecado está em vivê-lo por egoísmo, fora do plano de amor que o dignifica". O livro envolve duas realidades que se completam: uma abertura da visão sobre as concepções a respeito da sexualidade/afetividade e um mergulho no amor de Deus, que é a verdadeira origem de todo relacionamento verdadeiro e equilibrado. Com isso, oferece um caminho de autoconhecimento e reestruturação para construir a castidade em qualquer estado de vida – solteiros, casados e celibatários. Em especial para os namorados (e para todos aqueles que trabalham com eles), o livro oferece uma orientação sobre os benefícios da continência sexual no namoro, com argumentos baseados nas consequências para o relacionamento, na visão terapêutica.
Lançados:
24 de mar. de 2016
ISBN:
9788576776413
Formato:
Livro

Sobre o autor


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A verdadeira realização sexual - Roberta Castro

Prefácio

Falar sobre sexualidade nos dias de hoje significa um grande desafio. De certa forma, todos parecem viver intensamente essa área e, ao mesmo tempo, ninguém está bem certo do que realmente acontece dentro de si. Os valores e limites vão mudando a cada geração, e fica difícil saber como abordar a todos, adultos e jovens, solteiros, casados e celibatários, pessoas religiosas e os que ainda não se encontraram na religião. Pois bem, depois de anos acompanhando tantos jovens, casais e seminaristas, sinto o envio de Deus para desbravar um pouco deste mundo, sabendo que para tocar algo tão humano, e por isso tão divino, tenho que contar com a ajuda Daquele que arquitetou tudo isso, como uma grande obra de mistério e amor. Inicio este livro tomando para mim o versículo que traz a fala de Pedro para Jesus: Mas, pela tua palavra, lançarei as redes (Lc 5,5b).

Introdução

Antes de entrar propriamente na conversa sobre a sexualidade, gostaria de lhe apresentar um lugar muito especial, e, se for possível, lhe pedir que leia todo o livro com o coração aí. É o seu lugar de intimidade, um cantinho muito especial, que quero ter a honra de lhe ajudar a organizar.

Peço a ajuda da sua imaginação, já que esse lugar é a morada da sua afetividade, onde tudo é abstrato, formado por sentimentos e emoções, boas ou ruins. Esta é a raiz de sua sexualidade (manifestação da afetividade no concreto, no corpo). Se esse lugar de intimidade estiver bem organizado e preenchido, todos os relacionamentos também estarão em equilíbrio. Mas, se aí estiver deserto ou desorganizado, dificilmente sua presença será saudável na vida de todos que o rodeiam. Tenha coragem de iniciar comigo essa viagem, e deixe Deus ir mexendo em cada detalhe. Ele é muito cuidadoso, delicado e paciente, em especial quando tem a chance de reconstruir nossa vida.

Tudo começa no momento da sua concepção. Ali, como que em uma explosão de amor, você recebe o dom da vida. Que sensação! Sem entender nada conscientemente, sem saber o que viria à frente, você e eu sentimos a densa sensação de presença, de paz, de acolhida, de felicidade, de amor. Tudo que você conhecia, até esse momento, era o sentimento de ser amado. E, preciso lhe dizer, totalmente amado! Por alguém que ama de maneira perfeita, constante, intensa, incondicional... O registro mais inicial da sua vida, a sua primeira experiência ao existir, foi o amor de Deus.

Até aí ainda não tínhamos sido descobertos por ninguém, não sabíamos como seria a experiência de nos relacionar com outros humanos. Mas não havia motivos para medo, afinal tudo que sabíamos era determinantemente bom. E, assim, chegamos ao nosso segundo momento marcante do início da vida: a descoberta da gravidez por nossos pais. Nossa expectativa era sermos acolhidos, da forma como havíamos sido por Deus. Mas, infelizmente, não foi bem assim. Por mais que nossos pais nos desejassem (talvez, na verdade, nem tenham desejado), sua forma de amar era imperfeita, marcada pelo medo, pela dúvida, pelas carências que eles também carregavam. O dinheiro seria suficiente? A criança seria saudável? O relacionamento estaria pronto para um filho? Estamos prontos para sermos pais?

E vivemos assim nossa primeira experiência de desamor (e a mais forte também). Nossos pais deveriam ser o reflexo do amor de Deus. Mas muitos de nós não tivemos essa realidade, e lidamos com a falta de contato físico, de colo, de amamentação, não recebemos atenção necessária de diversas formas... Ainda na nossa família, deparamos com nossos irmãos, nossos avós, tios, amigos... Fomos acolhidos? Eles colocavam condições para nos amar (saúde, beleza, sermos menina ou menino, cor da pele)?

À medida que o tempo passava, maior o número de pessoas com quem nos relacionávamos, e assim mais lembranças foram sendo acumuladas, boas e ruins. Na escola, nas brincadeiras de infância, nas amizades, nos namoros... Quantas marcas! Em especial, se éramos alvos das gozações ou de agressões explícitas. Ou se alguém muito amado faleceu, nos deixando uma dolorosa saudade (sei que é algo ilógico, mas quando alguém querido morre, um dos sentimentos mais fortes é o de ter sido abandonado). Quantas experiências de desamor! A rejeição é algo doloroso para qualquer ser humano, e deixa como sequela o medo de sofrer novamente. Assim, a cada sentimento de desamor que vivemos, vamos construindo muros emocionais para tentar nos defender da possibilidade de ser rejeitado. Cada vez acreditamos menos no amor. Vamos esquecendo aquela experiência inicial tão forte, e assumimos que amar é algo doloroso e arriscado. Chegamos à brilhante dedução de que, quando nos abrimos, sempre somos machucados pelo outro.

O ser humano, que nasceu livre e aberto para amar e ser amado, vai se tornando uma muralha, cheio de barreiras emocionais aos outros e ao amor. Sua intimidade (referente ao que é interior) vai sendo transformada em algo exclusivo (separado para poucos), e assim é gerada a solidão. Em vez de nos relacionarmos com todos, recebendo e doando de acordo com cada relacionamento, vamos nos tornando isolados, superficiais, especialistas em conviver sem se envolver de verdade. Agradamos quase todos, convivemos com muitos, até temos contato físico com vários, mas quase ninguém nos conhece na intimidade.

Aqueles que se arriscam a se aproximar de nós de verdade são colocados à prova constantemente, para avaliarmos se será seguro ou não nos abrir para esse relacionamento. Será que é confiável? Sabe guardar segredos? É grudento ou muito independente? Carente? Desequilibrado? Parte do teste está em mostrar alguns defeitos ou fraquezas, e avaliar a reação do outro. Será que gosta mesmo de mim?

Quando, finalmente, alguém bastante esforçado consegue entrar no nosso lugar de intimidade, é algo fantástico. Esse lugar, que era tão solitário, agora tem um morador! Dá quase para dizer: Daqui não sai, daqui ninguém tira você. Depois de tantos anos, enfim alguém com quem dividir meus sentimentos de verdade... E assim, essa pessoa acaba se tornando uma espécie de prisioneiro. Nossas carências acumuladas ao longo de anos, com as faltas deixadas pelos relacionamentos, são colocadas naquela pessoa. Quanta sobrecarga! O que faltou da mãe, do pai, dos irmãos, dos amigos... tudo voltado para alguém. E nossa forma de amar se torna doente, desequilibrada. Sentimos ciúmes, medo de perder, apego. Tentamos suprir todas as necessidades da pessoa, para que ela não precise de mais ninguém. Fechamos o relacionamento, nos afastando dos outros amigos e familiares, pois sentimos uma imensa satisfação de estar só com ele/ela. E esse amor assume o papel de relacionamento mais importante de nossas vidas. Isso pode acontecer com o marido/esposa, com os filhos, com algum amigo, com seu pai, sua mãe.

Quero lhe dizer uma coisa séria, e até mesmo dolorosa... Isso não é amar! O amor verdadeiro não é ciumento, ele não aprisiona, é sempre libertador. Ele não quer reter para si, mas é doação. Ele não sufoca, não sobrecarrega. Quando amo verdadeiramente, é porque estou preenchida e escolho me doar ao outro.

O único habitante permanente do nosso lugar de intimidade é Deus. O único! (acredito que essa é uma das afirmações mais importantes deste livro!) Todos os outros são só visitantes temporários. Todas as pessoas que você ama, e que o amam, vão entrar e sair da sua vida em algum momento. Seja por afastamento natural (mudou de cidade, perdeu o convívio), por alguma decepção, ou até por morte. Mas o fato é que todos são só visitantes. O único que ficará para sempre é Deus. E isso é maravilhoso. Ele é a fonte perfeita de amor, Ele é quem pode preencher cada carência e vazio que foram deixados ao longo da vida. O amor Dele é o único que pode deixar você pronto para se doar aos outros, e amar independentemente do que receberá em troca.

Mesmo para aqueles que são casados, e prometeram um amor até que a morte os separe, é preciso entender essa dinâmica do relacionamento humano. Eu sou casada, amo muito meu marido (o nome dele é Henrique – você vai ouvir muito sobre ele durante o livro), mas não posso torná-lo prisioneiro do meu amor. Mesmo querendo que ele permaneça em minha intimidade até o fim de nossas vidas, eu não posso sobrecarregá-lo com minhas carências, nem obrigá-lo a permanecer comigo. Ser uma boa esposa também é reflexo de manter outros relacionamentos saudáveis em minha vida, e vice-versa. Um dia, inevitavelmente, iremos passar adiante na vida um do outro, mesmo que seja por causa da morte.

Quando nossa afetividade está carente e solitária, temos a terrível reação de usarmos o outro para tentar nos preencher. E assim nascem os desequilíbrios sexuais, os vícios, a busca de prazer e de contato físico como objetivo final. Nossas carências geram em nós a tendência de sermos excessivamente liberais nos critérios para aproximação física, mas com imensas barreiras emocionais. Muito contato, muito prazer, pouca intimidade, pouco compromisso.

O ideal seria que não tivéssemos muros, que conseguíssemos ser abertos e livres com todos que cruzassem nossos caminhos. Mas reconheço que isso é quase uma ilusão. Pelo menos, peçamos a Deus a graça de abrir as portas de cada barreira, e deixar entrar as pessoas que se achegam a nós. Este livro tenta ajudar você a viver esse processo. Vamos percorrer a sua história e seus traumas, com a firme certeza de que o amor de Deus é mais forte do que tudo que vivemos. Que nossa presença na vida dos outros seja algo saudável, libertador, manifestação verdadeira de amor. Que cada pessoa que passar por nossa vida possa nos amar, nos construir, nos transformar e mesmo assim continuar livre para visitar outros corações. E que, preenchidos com o Amor do nosso habitante permanente, tenhamos a coragem de deixar as portas abertas para os que ainda virão...

1. Deus escolheu

Foste tu que criaste minhas entranhas e me teceste no seio de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste maravilhoso; são admiráveis as tuas obras; tu me conheces por inteiro

(Sl 139(138), 13-14).

É impressionante pensar como acontece o desenvolvimento do ser humano. Uma única célula, formada por um óvulo materno e um espermatozoide paterno, contém todas as informações – através da carga genética – necessárias para desenvolver uma pessoa completa. Daquela pequenina célula é formado todo o corpo: cabelo, olhos, ossos, cérebro, órgão genital... Naquele DNA estão contidos aptidões, traços de personalidade, limitações, características físicas específicas... Enfim, tudo o que somos estava armazenado, em potencial, no óvulo que nos gerou. Outros espermatozoides com características diferentes também poderiam ter dado origem a cada um de nós, e seríamos pessoas totalmente diferentes. Se você tem irmãos, provavelmente percebe como é diferente deles em diversos aspectos, mesmo tendo nascido dos mesmos pais. Imagine poder ter outro cabelo, outro porte físico, outras capacidades pessoais, ter tendência a ser magro ou gordo, até mesmo ter outro sexo. Para isso bastava que outro óvulo ou outro espermatozoide tivesse sido escolhido para gerar você. Mas, não. Deus escolheu você! Escolheu exatamente qual célula Ele queria para formar você. Ele poderia ter escolhido fazê-lo de outra forma, mas o quis assim, como você é. Em especial, quero dizer que Deus escolheu a sua genitalidade (os órgãos genitais e aparelho reprodutivo), o seu ser homem ou mulher.

O conceito de escolher é maravilhoso, e nos traz uma realidade que deveria nos fazer sentir muito amados e, principalmente, acolhidos pelo que realmente somos. Quantas vezes rejeitamos a nós mesmos! Tantas críticas ao nosso próprio corpo, e inveja das características de outros (principalmente se temos alguma parte do corpo especial, que foge do padrão de beleza comum, ou nos dias em que nosso cabelo resolve se rebelar e mostrar personalidade própria, justamente na hora de sair!). Quem nunca teve vontade de cantar, tocar instrumentos,

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O que as pessoas acham de A verdadeira realização sexual

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