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O Guia do Líder
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E-book154 páginas2 horas

O Guia do Líder

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Sobre este e-book

Comparado ao clássico A Arte da Guerra, este é um guia de pensamentos sobre liderança e administração de Tang Taizong, um dos maiores soberanos da história.
Editado pela primeira vez no Brasil, os ensinamentos de Tang Taizong são comparados aos de Sun Tzu no clássico A arte da guerra. Taizong é considerado um dos maiores soberanos do mundo, tão importante quanto Napoleão, Genghis Khan e Augusto. Sob sua liderança, a China se tornou o maior e mais potente país do mundo, na chamada época de ouro chinesa (entre os anos 618-907). Depois de mais de mil anos, seus pensamentos foram reunidos em um guia que virou um clássico
de liderança e administração. Na Ásia, ele é estudado por executivos de empresas e líderes de governo.
Neste livro, o autor Chinghua Tang apresenta as conversas entre Taizong e seus ministros. São verdadeiras lições sobre como:
• Obter autoconhecimento
• Avaliar pessoas
• Exercer liderança
• Influenciar os outros
• Aumentar a eficiência organizacional
• Competir com os rivais
• Alcançar sucesso de longo prazo
IdiomaPortuguês
Data de lançamento13 de abr. de 2017
ISBN9788542210385
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    O Guia do Líder - Chinghua Tang

    vocês.

    I

    Conversas entre Tang Taizong e seus ministros

    1

    Sobre ser imperador

    Uma grande pessoa atrai grandes pessoas

    e sabe mantê-las unidas.

    Goethe[4]

    Taizong se tornou imperador aos 28 anos, começando uma nova fase de sua vida. Ele se dedicou diligentemente a aprender a tarefa.

    Incentivado em parte por sua necessidade de ajuda para governar o país e em parte por seu desejo de ser um líder eficaz, ele se cercou de um grupo de conselheiros de diferentes origens, todos sábios e dedicados. Taizong teve muitas conversas brilhantes com eles. Era um bom ouvinte, um estudante humilde, um aprendiz ávido e um observador atento. Já tinha provado suas habilidades na guerra. Agora empenhava-se em demonstrar sua capacidade para governar um país.

    As palavras de Tang Taizong e de seus conselheiros

    O coração do líder

    No início de seu reinado, Taizong disse aos seus ministros: O líder tem apenas um coração, mas ele é o objetivo de muita gente. Alguns querem conquistá-lo com bravura, outros com eloquência, alguns com lisonjas, outros com esperteza, outros ainda satisfazendo seus desejos. O líder é assaltado por todos os lados. Todo mundo tenta vender a ele alguma coisa para obter poder e riqueza. Se ele baixar a guarda por um momento, pode cometer um erro grave e ter problemas. É por isso que é difícil ser líder.

    Arco e madeira

    Logo depois de subir ao trono, Taizong disse ao ministro Xiao Yu: "Gosto de praticar o arco desde menino. Eu achava que sabia tudo a respeito de arcos. Há alguns dias, recebi uma dúzia de arcos. Quando os mostrei a um fabricante de arcos, ele me disse que não eram bons. Perguntei por quê. Ele disse: ‘Porque o cerne da madeira não está reto, então os veios ficaram enviesados. Embora os arcos sejam fortes, não podem atirar em linha reta’.

    Então, eu me dei conta de que, embora usasse arcos havia tantos anos, eu não conhecia realmente seu segredo. Devo saber ainda menos sobre governar um país.

    Essa conclusão incentivou-o não apenas a ter reuniões diárias com os ministros de seu gabinete, mas a dirigir-se frequentemente a funcionários mais inferiores para ficar sabendo o que estava acontecendo no país.

    Postura ereta

    — O líder deve se comportar corretamente — disse Taizong. — Se ele ficar de pé, perfeitamente ereto, sua sombra não poderá parecer torta. Se os de cima dão um bom exemplo, os de baixo o seguirão. Em minha opinião, o que destrói o líder não é alguma coisa externa. É algo interno. Desejos incontrolados farão mal ao seu corpo e à sua mente e ceder às suas vontades interferirá em seu trabalho. Então, se ele disser algo errado, perderá inteiramente o apoio de seu povo.

    — Exatamente — respondeu o ministro Wei Zheng. — Por isso, reis sábios do passado iniciaram a prática do autodesenvolvimento, para tentar cultivar suas virtudes e sobrepujar suas fraquezas. Esse processo permitiu-lhes alcançar a percepção de muitas coisas e ajudou-os a fazer um bom trabalho.

    Autopercepção

    Taizong disse: Um líder esclarecido conhece suas próprias inadequações e, por isso, torna-se mais sábio. Um líder presunçoso tenta esconder suas próprias falhas e, por isso, permanece pouco iluminado.

    Cabeça e corpo

    Em um memorando para Taizong, o ministro Wei Zheng escreveu: O governante é a cabeça e seus ministros são os braços e as pernas. Ao trabalharem com uma mente e um coração, eles se tornam um corpo. O corpo não pode ser inteiro se faltar qualquer de suas partes. A cabeça ocupa a parte mais alta, porém precisa dos braços e das pernas para formar um corpo completo. O governante pode ser sábio, mas precisa de seus ministros para ajudá-lo a governar o país.

    Antes de falar

    Du Zhenglun era o historiador da corte de Taizong. Sua tarefa era anotar tudo o que o imperador dizia e fazia.

    — Antes que eu diga qualquer coisa em minhas audiências diárias, vou refletir sobre como o povo poderá reagir às minhas palavras — disse Taizong a ele.

    — As palavras de Vossa Majestade não causarão impacto apenas aqui e agora, mas também sobre gerações futuras — replicou Du Zhenglun.

    — Se uma pessoa comum diz alguma coisa errada, isso poderá cobri-la de vergonha — prosseguiu Taizong. — Se um líder comete um deslize, as consequências poderão ser desastrosas. Eu sempre me lembrarei disso.

    Modéstia apropriada

    Taizong consultou o renomado erudito confuciano Kong Yingda.

    — Os Analectos dizem: Aqueles que tiverem talento devem aprender com os que não têm. Os instruídos devem aprender com os que não têm instrução. Se você for talentoso, aja como se não fosse. Se for instruído, aja como se não fosse. O que significa isso?[5]

    — Significa que você deve ser modesto para que possa realizar grandes coisas — respondeu Kong Yingda. — Não importa quão talentoso você seja, pode melhorar ainda mais o seu talento. Não importa quão instruído você seja, pode expandir ainda mais o seu conhecimento. O líder não deve ostentar sua inteligência. Ao contrário, deve escondê-la. Deve escutar bons conselhos dos outros e não tentar esconder seus próprios erros. Do contrário, ele impedirá a comunicação com seus subordinados e se afastará deles. E isso não lhe trará nada de bom.

    — Sim, com certeza — concordou Taizong. — O Livro das mutações diz: Abençoado aquele que é sempre humilde.

    Humildade

    O rei Shun e o rei Yu foram governantes chineses, lendários por sua sabedoria, que viveram há cerca de quatro mil anos. Taizong os considerava modelos a serem seguidos.

    — Diz-se que o Filho do Céu é todo poder e glória e não tem nada a temer — disse ele. — Eu discordo. Exatamente por eu ser o Filho do Céu, tenho de ser humilde e temeroso. Como o rei Shun advertiu seu sucessor, o rei Yu: Desde que você não se considere glorioso, ninguém poderá competir com você; desde que você não se considere grande, ninguém poderá derrotá-lo. O Céu prefere a humildade e reprova o orgulho. Seja lá o que eu diga ou faça, estou atento ao Céu e atento aos meus súditos. O Céu vê tudo; como posso não temer? Meus súditos me olham o tempo todo; como posso não ser cuidadoso? O que me preocupa é que meus feitos e minha palavra possam não ser aprovados aos olhos deles.

    — Como diz o ditado, há diversos bons inícios, mas poucos bons términos — respondeu o ministro Wei Zheng. — É minha esperança que Vossa Majestade seja sempre humilde, temeroso e prudente. Assim, a boa sorte de nossa dinastia irá durar.

    Requisitos básicos para um bom líder

    Taizong disse ao príncipe coroado que um bom líder deve satisfazer alguns critérios básicos.

    — O líder é, para o povo, um exemplo a ser seguido. Ele deve inspirar admiração e estima. Ele deve pôr o interesse do povo em primeiro lugar. Deve ser tolerante e magnânimo, de modo a unir o povo. Deve ser justo e imparcial ao tomar decisões. Deve combinar autoridade com benevolência. Deve ser humilde e diligente. Deve tratar seus pais com devoção filial e seus ministros com respeito. Deve praticar a virtude e a honradez.

    O que Tang Taizong e seus conselheiros nos ensinam hoje

    Taizong sabia muito bem que para se tornar um grande líder precisaria dominar suas fraquezas e controlar seus desejos. Para isso, ele teve de adquirir autoconhecimento. Isso ele obteve por meio do autoexame e da observação de outras pessoas, que, em suas palavras, serviam como espelho no qual ele se via.

    Ele compreendeu que seus desejos poderiam enevoar sua visão, confundir sua mente e turvar seu julgamento, fazendo com que ele cometesse erros e sofresse as consequências. Mas, se conseguisse dominar suas fraquezas e livrar-se de seus desejos, os efeitos sobre ele desapareceriam.

    Como disse Aristóteles, conhecer a si mesmo é o começo de toda a sabedoria. Um líder com autoconhecimento é uma pessoa esclarecida, porque o autoconhecimento leva à mudança de si mesmo; por sua vez, a mudança de si mesmo leva a mudanças externas, e essas mudanças permitirão que você seja um líder bem-sucedido.

    Tenho uma história pessoal sobre o poder da autoconsciência. Eu costumava ser impaciente, embora não reconhecesse essa característica em mim. Um dia, por acaso, num jantar, eu me sentei ao lado de uma pessoa que lia mãos, que disse que conseguia perceber traços do caráter de outra pessoa apenas olhando suas mãos. Não acreditei, claro, mas mostrei-lhe minha mão assim mesmo. A primeira coisa que ele disse foi que eu era impaciente. Fiquei espantado com o diagnóstico. No momento seguinte, aconteceu algo inexplicável: tive uma epifania e soube, naquele momento e naquele lugar, que não seria mais impaciente. O demônio tinha me deixado subitamente, e o feitiço havia se desfeito. Para minha surpresa, em pouco tempo fui elogiado pela minha paciência.

    2

    Sobre recursos humanos

    Um líder esclarecido emprega o sábio, dando plena liberdade à sua sapiência para que nunca lhe falte, a ele mesmo, a sabedoria; ele emprega o talentoso, dando plena liberdade aos seus talentos, para que nunca lhe falte, a ele mesmo, talentos.

    Han Feizi[6]

    Taizong era um homem de propósitos, com grande capacidade e personalidade dinâmica, mas era também extraordinariamente introspectivo. Ele tinha o bom senso de conhecer suas limitações. Isso o levou a formular uma sábia política no que dizia respeito a recursos humanos.

    O sucesso dessa política foi um tributo à sabedoria do imperador e de seus conselheiros, e não consequência da sua inteligência individual. Foi o resultado de um trabalho em equipe de qualidade superior, e não do desempenho de um virtuoso isolado.

    As palavras de Tang Taizong e de seus conselheiros

    Um carpinteiro habilidoso

    Taizong resumiu sua experiência no gerenciamento de recursos humanos para o príncipe coroado do seguinte modo: "Um líder esclarecido emprega seus homens do

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