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Cozinhe com os monges: As tradicionais receitas de entradas, pratos e sobremesas do Mosteiro de São Bento
Cozinhe com os monges: As tradicionais receitas de entradas, pratos e sobremesas do Mosteiro de São Bento
Cozinhe com os monges: As tradicionais receitas de entradas, pratos e sobremesas do Mosteiro de São Bento
E-book274 páginas2 horas

Cozinhe com os monges: As tradicionais receitas de entradas, pratos e sobremesas do Mosteiro de São Bento

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Sobre este e-book

Leve para sua casa as deliciosas e tradicionais receitas do mosteiro de São Bento

Pães, bolos, doces e salgados. Aprenda a cozinhar e leve para a sua cozinha as milenares receitas monásticas.

Ao longo de séculos, os monges beneditinos espalhados pelo mundo desenvolveram receitas, modos de preparo e refeições inteiras para alimentarem o grande número de moradores que há em cada mosteiro. Agora, em Cozinhe com os monges, você aprenderá as principais e mais tradicionais receitas desenvolvidas por eles.
De maneira prática e direta mas sem perder o requinte e os fantásticos modos de preparo, cada receita foi desenvolvida para ser reproduzida por qualquer pessoa. Independente de sua preferência gastronômica, este livro irá agradar a qualquer paladar. Com receitas doces, salgadas, para muitas ou poucas pessoas, a cada página será possível se surpreender com as
maravilhas da cozinha do Mosteiro de São Bento.
Nos mosteiros, procura-se fazer diariamente uma cozinha simples e caseira, na tentativa de procurar agradar a todos. O modo como se faz a comida, como é apresentada, a limpeza, o sabor; tudo contribui para que este momento em que se recebe o alimento seja uma oração e um agradecimento à vida.
IdiomaPortuguês
EditoraPlaneta
Data de lançamento22 de mar. de 2018
ISBN9788542211078
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    Pré-visualização do livro

    Cozinhe com os monges - Dom João Baptista Barbosa Neto

    Copyright © João Baptista Barbosa, 2018

    Copyright © Sandra Marina Witkowski, 2018

    Copyright © Editora Planeta do Brasil, 2018

    Todos os direitos reservados.

    Preparação: Débora Isidoro

    Revisão: Beatriz Nunes de Sousa e Estúdio Sabiá

    Projeto gráfico e diagramação: Marcos Gomes

    Fotos de miolo: Arquivos do Mosteiro de São Bento de São Paulo: 24, 31

    Wellington Batista: 34-35, 44-45, 62-63, 75, 76-77, 86-87, 94-95, 100-101, 114-115, 132, 196-197, 207, 226-227, 234-235

    Flavio Florido: 154-155, 187, 190-191, 192-193

    Leandro Monteiro: 157, 160-161

    Wagner Silveira: 166-167

    Acácia Catalani: 168-169, 171, 174-175, 178, 180, 183

    Marcelo de Breyne: 80-81, 118-119, 198-199

    Shutterstock: 96-97, 104-105, 110-111, 122-123, 188-189, 212-213, 216-217, 239, 242-243

    Wikimedia Commons: 30, 50

    Capa: Rafael Brum

    Fotos de capa: Allan dos Louros

    Adaptação para eBook: Hondana

    CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO

    SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

    B174c

    Baptista, João

    Cozinhe com os monges / João Baptista Barbosa e Sandra Marina Witkowski. - 1. ed. - São Paulo: Planeta, 2018.

    ISBN 978-85-422-1201-3

    1. Gastronomia. 2. Culinária - Receitas. 3. Culinária - Aspectos religiosos. I. Título.

    2018

    Todos os direitos desta edição reservados à

    EDITORA PLANETA DO BRASIL LTDA.

    Rua Padre João Manuel, 100 – 21º andar

    Ed. Horsa II – Cerqueira César

    01411-000 – São Paulo-SP

    www.planetadelivros.com.br

    atendimento@editoraplaneta.com.br

    Sumário

    Nota do editor

    Os monges beneditinos e a influência alimentar

    O cozinhar em si

    Os alimentos e a mesa monástica

    Receitas de bolos

    Bolo de Natal

    Bolo Madrinha

    Bolo de banana (receita servida ao Papa Bento XVI)

    Bolo sem glúten e sem lactose

    Bolo de fubá (servido ao Papa Bento XVI)

    Bolo de fubá cremoso

    Bolo de milho

    Bolo de especiarias (oferecido a monges e monjas na época do Natal ou da Páscoa)

    Pão de mel

    Pão de Lot de água ou suco de laranja

    Pão da Vigília de Santo Antônio

    O vinho e a cerveja

    Reformas monásticas

    Receitas de bolachas e biscoitos

    Bolachinhas Plätzchen-Strublic (para os tempos do Advento e da Páscoa)

    Bolachas para os nervos (Santa Hildegard de Bingen, OSB)

    Biscoito de gengibre

    Bricelet (biscoito monástico fino)

    Bolachinhas alemãs

    O pão

    Receitas dos pães

    Pão sem glúten e sem lactose

    Pão Ázimo (receita bíblica para dias de jejum)

    Pãezinhos de uva

    Pão de azeite, cebola e orégano

    Pão alemão

    Pão de nozes (servido ao Papa Bento XVI)

    Pão de batata-doce ou mandioquinha

    Chegada dos beneditinos ao Brasil e contextualização histórico-alimentar

    Receitas dos doces

    Arroz-doce

    Bombom áureo (oferecido pelos oblatos beneditinos na Páscoa)

    Brigadeirão

    Bolinho de chuva a la Santa Escolástica

    Canjica

    Gelado de abacaxi

    Gelatina com creme

    Gelatina colorida

    Maçã rica (para acompanhar sorvete)

    Mousse de chocolate

    Pudim a Abade de Priscos

    Pudim de leite com coco

    Queijadinha de Páscoa

    Torta crumble de bananas

    Quindão

    Pudim de vinho

    Torta de limão

    Os monges em São Paulo e sua alimentação

    A refeição

    Padaria

    Brunch

    Receitas do brunch

    Cups de queijo com calda de goiabada

    Gnocchi de azeitona preta ao molho de tomate Giardini

    Merengue de frutas vermelhas

    Terrine de chèvre e tomates confitados

    Burrata tépida sobre tartare de tomates frescos e pesto genovês

    Salada de ovos e presunto parma

    Filé-mignon ao molho funghi

    Salada de grão-de-bico com lascas de bacalhau ao molho picante

    Mesclun de folhas nobres com figo, queijo de cabra e crocante de Parma

    Terrine de berinjela com tomate seco

    Batatas Lyoneses

    Escalope de filé-mignon ao molho picante e batata canoa lemon pepper

    Salada de batata em aïoli de iogurte, aspargos verdes frescos e cebolas douradas

    Quiche de alho-poró com shitake

    Cheesecake de chocolate com farofa de Oreo

    Pudim de tapioca com baba de moça e coco em fita

    Risoto de camarões, abobrinhas e baby agrião

    Torta de coco caramelado, damascos e baba de moça (Torta Indiana)

    Crème brûlée

    Brownie de chocolate com calda toffee

    Bolotine de chester ao molho de dois queijos

    Receitas dos pratos salgados

    Almôndegas mistas

    Cordeiro assado com molho de vinho do Porto

    Baião de dois

    Berinjela à italiana

    Bacalhau ao coco

    Canard com framboesas

    Nhoque de abóbora

    Cação ao molho de espinafre

    Carne moída caipira com ovos

    Cozidão monástico

    Cestinhas de parmesão

    Pastel de carne ou frango

    Empadão de queijo

    Costela ao molho barbecue

    Maminha ao molho de Shoyu

    Empadinhas de batata

    Nhoque de mandioca com molho de carne de sol

    Tomate recheado à mexicana

    Nhoque de mandioquinha e batata ao molho de queijo (Páscoa)

    Galinhada

    Rabada

    Sopa de macarrão cabelo-de-anjo com ovos

    Penne com atum e tomate-cereja

    Sopa cremosa de batatas com bacon

    Picadinho monástico

    Sopa de carne com legumes

    Sopa de galinha com farinha de milho

    Salmão grelhado ao molho de alcaparras (Páscoa)

    Peixe no papillote

    Caldo Verde

    Bolinho de mandioca e carne-seca

    Sopa de feijão

    Quiche de alho-poró

    Sopa de palmito (receita servida ao Papa Bento XVI)

    Bênçãos para as refeições – Semana do Tempo Comum

    Bibliografia

    Sobre os autores

    Agradecimentos

    Somos imensamente gratos ao nosso abade, Dom Matthias Tolentino Braga, pelo primeiro incentivo para organizarmos esta obra e pela vibrante paternidade no desafio de administrar o Mosteiro de São Bento de São Paulo.

    A Dom Camilo de Jesus Dantas, Dom Mauro Moreira, Dom Bernardo Schuler de Carvalho e Dom Francisco Proença, pela contribuição monástica de sempre.

    A Jose Maria Calvin, André Fonseca e Augusto Mariotto Kater, nossos editores, por confiar neste projeto e levá-lo adiante.

    A Sergio Reis Alves, por reativar nosso encontro com a Editora Planeta.

    A Wellington Batista, bibliotecário, fotógrafo e parceiro, que soube, a partir de seu olhar monástico, transmitir em imagens o cotidiano gastronômico do mosteiro.

    A Cesar Garcia, Áurea Maria Corsi, Rosimary Daniel, Simone Strublic e Diana Marques pela ajuda gastronômica. Vocês contribuíram imensamente neste trabalho.

    A Alessandra Paciullo, da Múltipla Eventos, pela parceria de sempre no brunch do mosteiro e na valiosa ajuda nesta publicação.

    Aos buffets Rixô Gastronomia, Marcelo Gussoni, Expresso Gourmet, Giardini e Lia Tulmann, que prontamente forneceram algumas de suas deliciosas receitas – sempre servidas em nossos brunches –, para enriquecer ainda mais este livro.

    Aos nossos familiares, que nos ensinaram a apreciar a boa mesa.

    A Anderson Piovan – sempre disponível a nos ajudar com sua experiência ímpar – e a toda equipe da cozinha e padaria do mosteiro.

    A Sueli Toni e a Carla Toni, que na loja do mosteiro atendem a todos aqueles que desejam levar para casa uma deliciosa iguaria monástica.

    Aos oblatos seculares beneditinos, que sempre junto à comunidade monástica, levam a vivência da espiritualidade beneditina por todos os lugares.

    U. I. O. G. D.

    Nota do editor

    Muitas das receitas deste livro são herança da família dos monges. Por serem antigas – e muitas vezes transmitidas apenas oralmente, de geração em geração – às vezes as quantidades dos ingredientes não correspondem ao padrão que encontramos nos livros de culinária hoje. Com isso em mente, a editora fez todos os esforços para converter referências caseiras como pires, copo, colher de sobremesa e colher de café em medidas padrão para que o leitor consiga reproduzir em casa os pratos tradicionais do Mosteiro.

    Os monges beneditinos e a influência alimentar

    Ao soar do sino, os monges deixam tudo o que estão fazendo e se dirigem à capela. É hora da oração. Quando terminam de rezar, todos vão ao refeitório para mais uma refeição. Os monges se posicionam em seus lugares, mas permanecem em pé. Dois ou mais irmãos colocam o avental e outro se dirige a um púlpito de leituras ao fundo. Ao sinal do abade, todos se sentam e prendem os guardanapos de pano no colarinho do hábito. Os irmãos servidores ficam de prontidão. O leitor inicia a leitura e só para ao sinal do abade, no fim da refeição. É assim todos os dias. Um dos rituais da tradição monástica que se mantém há séculos, assegurado pela regra escrita por São Bento (480-547).

    Impossível falar da história da comida sem mencionar a grandiosa contribuição dos monges beneditinos à gastronomia ocidental. A cozinha é local fundamental em qualquer habitação. Também é assim na habitação de um grupo de religiosos(as). Ao contrário do que muitos devem pensar, a cozinha de um mosteiro é, ao mesmo tempo, um lugar humilde e rico. Humilde no sentido de serviço, rico no sentido do que nela pode ser produzido.

    Os monges sentam-se juntos para fazer as refeições. Algo raro hoje em dia, uma vez que as distrações da atualidade nos impedem de reunir a família para apreciar um bom prato. No máximo, conseguimos nos reunir na casa de algum familiar ou com amigos em um fim de semana, mas esses encontros geralmente acontecem em restaurantes. É necessário promover a comunhão à mesa. A refeição em um mosteiro visa a recordar o banquete celeste, no qual todos estaremos reunidos com Deus.

    A cozinha vai além de seu espaço físico. A ela estão ligados a despensa e o refeitório e, em alguns casos, até a horta e o quintal. Além disso, o ritual da refeição se inicia na colheita ou na escolha das matérias-primas a serem utilizadas e continua nas etapas seguintes, como a lavagem e o tempero, assim como todo o processo de preparo de determinado prato, o bem servir e, por fim, a lavagem dos recipientes utilizados tanto no preparo quanto no serviço à mesa.

    São rituais da vida monástica. Assim, tudo se faz oração. Ora et labora, oração e trabalho, é o lema de quem vive a espiritualidade beneditina no mosteiro. O mosteiro constitui um lugar de segurança. Após a queda do Império Romano e durante toda a Idade Média, o mosteiro ganhou status de local aprazível, tranquilo e seguro, apesar das exigências disciplinares que ajudam a conduzir ao céu seus moradores, assim como os que frequentam o lugar. Isso porque o mosteiro era construído como uma fortificação. Sólidos e altos muros delimitavam um espaço fora do mundo.

    Construído como uma pequena cidade, o mosteiro deve se sustentar. Além da igreja e do refeitório já mencionados, há dormitórios coletivos (e individuais, em alguns casos), oficinas, armazéns, pocilgas e local para outros animais, botica, salas e outras áreas comuns. Todos esses espaços são distribuídos a partir do claustro. O claustro é bem significativo, trata-se de uma estrutura típica monástica. Nada mais é do que um jardim dentro do mosteiro. Geralmente é quadrado, com quatro alas simétricas, e ladeado por galerias em arco. No centro do jardim há uma fonte ou um poço. Ambos lembram Cristo, a fonte de água viva. A área faz alusão ao jardim perdido, o jardim do Éden. Como tudo é construído ao redor do claustro, os monges são obrigados

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