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Ladainha de Nossa Senhora: O sentido de cada invocação

Ladainha de Nossa Senhora: O sentido de cada invocação

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Ladainha de Nossa Senhora: O sentido de cada invocação

Comprimento:
177 página
2 horas
Lançado em:
May 30, 2012
ISBN:
9788527613668
Formato:
Livro

Descrição

O autor convida todos fiéis a rezar e interceder junto a Maria, por meio da Ladainha de Nossa Senhora ou Ladainha Lauretana, assim conhecida por ter se popularizado a partir do Santuário de Loreto, na Itália. A cada página de Ladainha de Nossa Senhora - o sentido de cada invocação, o leitor conhece a origem bíblica e o significado doutrinal de todas as invocações desta ladainha, fazendo de sua prece um momento de verdadeira sintonia com a Mãe de Deus.
Lançado em:
May 30, 2012
ISBN:
9788527613668
Formato:
Livro

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Ladainha de Nossa Senhora - Pe. Joãozinho SCJ

2000.

Ladainha de

Nossa Senhora

Texto em português e latim

Invocações iniciais

Kyrie eleison

Christe eleison

Kyrie eleison

Christe audi nos

Christe exaudi nos

Pater de Coelis Deus

Fili Redemptor mundi Deus

Spiritus Sancte Deus

Sancta Trinitas unus Deus

Aabertura da Ladainha Lauretana é feita de algumas invocações que não se referem a Maria. Isto mostra claramente quem é o destinatário de nossa oração. Não rezamos a Maria, mas com Maria, em Jesus, no Espírito, ao Pai. No colo da mãe, rezamos no coração da Santíssima Trindade.

A antiga invocação grega Kyrie eleison expressa um louvor a Cristo pela sua misericórdia. Mais do que tende piedade de nós, esta invocação poderia ser traduzida por eu te louvo, Senhor, pelo teu perdão, pela tua misericórdia. A Ladainha nos coloca desde o início em clima de louvor penitencial. Reconhecemos que somente Deus é Deus. Deixamos de lado a idolatria do ter, do poder e do prazer e assumimos a atitude da humilde serva do Senhor, que diz: Eis-me aqui. Faça-se em mim!.

A introdução da Ladainha tem como objetivo colocar em nossos lábios a prece de Maria. Mais que isso. Coloca em nossos ouvidos a sua sensibilidade de discípula para ouvir a voz do anjo; em nossos pés a atitude missionária de ir ao encontro do irmão para anunciar; em nossas mãos a disponibilidade para servir os pobres. A Ladainha é, portanto, uma escola de conversão; uma catequese para discípulos-missionários. Maria se torna nossa catequista e nos ensina, por seu exemplo, que Deus pode fazer muitos milagres na vida de quem abre o coração, a mente, os ouvidos e as mãos.

Maria é um espelho de virtudes, é ícone da Igreja, do povo de Deus. Nela encontramos o melhor exemplo de uma criatura simplesmente humana que alcançou a santidade pela graça de Deus. Jesus é a imagem perfeita de Deus. É aquele que nos revela a face do Pai. É Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Maria não é deusa. É apenas uma seta que aponta o caminho para Jesus. No momento em que escrevo estas linhas estou em viagem. Vejo uma placa: Vitória a 50 km. Não cheguei ainda, mas pela placa posso saber a direção exata. É claro que não paro na placa. Ela não é o destino final da viagem. Vitória é um pouco mais além. Maria é a placa. Ela nos indica a direção. Estacionar em Maria é perder o rumo. Seguir seu conselho leva ao milagre: Façam tudo o que o meu Filho lhes disser. Nossa viagem tem como parada final o céu, onde encontraremos Jesus, único caminho verdadeiro para a vida. A placa ajudou. Quem a seguiu chegou!

Maria é membro do povo de Deus. É a primeira cristã. Por isso, olhando para Maria podemos entender o que a graça de Deus pode fazer em nossas vidas. Podemos ser santos e imaculados. Esta é nossa vocação. Por isso, rezamos a Ladainha, não apenas para contemplar Maria, mas para conhecer nossa própria vocação. O que Deus fez em Maria, quer fazer em cada um de nós. Rezar a Ladainha ajuda a conhecer esta vocação fundamental de cada cristão. O que hoje dizemos de Maria, no céu poderemos dizer de todos os que estiveram lá: o Senhor fez em nós maravilhas; Santo é o seu nome!

Santa Maria

Sancta Maria

Aprimeira invocação da Ladainha é tão simples quanto completa e profunda. A primeira coisa que fazemos ao conhecer alguém é perguntar o nome. Poucas palavras são tão sonoras aos nossos ouvidos quanto o nosso próprio nome. Na Bíblia, Deus gosta de chamar as pessoas pelo nome. É o caso do grande profeta diante da sarça ardente: Moisés, Moisés, tira as sandálias dos teus pés!. No fim da conversa Moisés também pergunta: Mas como é o Teu nome? E Deus responde: Eu sou aquele que estou contigo. O nome de Deus é presença; é solidariedade. O povo da antiga aliança preservou este nome com muito respeito e cuidado. Tinha até certo pudor em pronunciar o nome de Deus. Não pronunciar o nome santo significava reconhecer a soberania de Deus.

Na Bíblia o nome esconde a identidade e a missão. Quando Deus chama alguém para um serviço especial, chega a mudar o nome da pessoa. Assim, Abrão se tornou Abraão, Simão se tornou Pedro e Saulo se tornou Paulo.

Logo no início do seu evangelho, Lucas revela: E o nome da virgem era Maria (Lc 1,27). Nossa mãe tem nome. Maria… um nome bastante comum naquele tempo e hoje também. Sua origem é um tanto incerta. Alguns rabinos afirmam que deriva de Miryam, que em hebraico significa amargura. Poderia ser uma alusão às dores de Maria. Outros, porém, afirmam que este nome vem da junção de outras duas palavras hebraicas: Moreh, que significa Mestra, e Yam, que significa mar. Seria uma alusão à figura de Maria, irmã de Aarão, que entoou o canto da vitória após a passagem pelo mar Vermelho (cf. Ex 15,20). Santo Ambrósio, referindo-se a este sentido, afirma que Maria é a Senhora do Mar que nos conduz na travessia para o céu. Outros ainda entendem que o significado do nome de Maria seria Iluminadora, Estrela do Mar ou Gotas do Mar. São Jerônimo e São Gregório eram desta opinião.

A Ladainha começa com este gesto de intimidade: pronunciar o nome de Maria. Mas não é uma Maria qualquer. Esta é santa. Mas como reconhecer a santidade em um ser humano? Só Deus é santo. Sim. Nem mesmo Maria é santa apenas por seus méritos pessoais; é santa da santidade de Deus. Ela cumpriu o mandato bíblico: Sede santos como vosso Pai do céu é santo. Somos santos na medida em que vivemos este mistério do nosso batismo que nos insere no Corpo Místico de Cristo. Esta é a nossa salvação. Fomos assumidos em Cristo. Ele se esvaziou de si mesmo para nos encher de bênção e de graça. É a experiência que o apóstolo Paulo tão bem traduz em sua carta aos Gálatas: Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (2,20).

Aqui temos uma situação única na história da humanidade. Normalmente o filho é quem se parece com a mãe. No caso de Maria, ela foi sendo configurada ao seu filho, foi se tornando membro do Corpo Místico de Cristo. A mãe agora é quem se parece cada vez mais com o filho. Jesus não é o Filho da Rainha. Ela é quem é a Mãe do Rei. Se ela foi declarada Rainha é porque o seu filho é o Rei dos reis.

Santa Maria, rogai por nós!

Santa

Mãe de Deus

Sancta Dei Genitrix

AIgreja nestes dois mil anos resumiu as verdades sobre Maria em quatro afirmações fundamentais: sempre Virgem, Mãe de Deus, Imaculada e Assunta aos Céus — são os dogmas marianos. Não são propriamente verdades sobre Maria, mas encontramos no rosto da Mãe as feições do seu Filho. Dizer que Maria é sempre Virgem é professar a fé bíblica de que ela concebeu por obra e graça do Espírito Santo. Ou seja, aquele que dela nasceu é o Filho de Deus. Jesus é Deus.

Dizer que Maria é Mãe de Deus é um pouco mais complicado. Essa é a festa que todos os anos passa quase despercebida no dia 1º de janeiro. Surgiu da afirmação litúrgica da Igreja do Oriente de que Maria é Theotokos, ou seja, Mãe de Deus. Na verdade, nos primórdios do cristianismo muitos acabavam por duvidar de que Jesus fosse mesmo humano. Como Deus poderia se sujeitar a um corpo mortal? Seria humildade demais. Por isso, algumas pessoas dividiam o Cristo Deus do Jesus humano.

Quando o poeta cantou que Maria é Mãe de Deus, confundiu a cabeça dos hereges e clareou a doutrina oficial da Igreja Católica. Maria é mãe do Cristo todo. Não poderia mais haver separação entre a natureza humana e a divina em Cristo. Ele realmente assumiu a nossa carne. A Encarnação do Verbo não foi um faz-de-conta. Ele se esvaziou, se humilhou (cf. Fl 2,5-11), armou a sua tenda em nosso acampamento (cf. Jo 1,14). Existe uma união inseparável do divino com o humano. Maria é mãe de Jesus Cristo. É mãe de Deus. O dogma não diz que Maria é aquela que gerou Deus. Apenas revela uma verdade fundamental de nossa salvação:

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