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Elos do destino

Elos do destino

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Elos do destino

Comprimento:
156 página
2 horas
Lançado em:
Aug 1, 2018
ISBN:
9788568925676
Formato:
Livro

Descrição

Ao se refugiar em uma pequena cidade na serra gaúcha, ela não imaginava que estava prestes a viver um intenso amor.

Catarina é uma moça solitária e traumatizada de diversas maneiras. Primeiro com a morte prematura de seus pais em um acidente de carro, seguido de uma forte decepção amorosa, que abalou de vez sua estrutura emocional. E como se não bastasse, ela descobre um desvio financeiro na empresa que recebeu de herança.
Em busca de um recomeço, Cat decide se afastar de Porto Alegre e se mudar para uma pequena cidade na serra gaúcha. Tudo que ela deseja é paz para iniciar uma nova vida, onde ninguém conheça sua história, e um chalé isolado no meio de um bosque parece o lugar prefeito. Pelo menos é o que ela imagina, até conhecer Bruno.
Alto, lindo e cheio de atitude, Bruno se revela um homem íntegro, mas também guarda uma boa cota de segredos.
O envolvimento com esse homem misterioso e sedutor se torna inevitável e a relação evolui naturalmente. Mas, em meio à paixão, eles vão esbarrar em um conflito, e Cat precisará de coragem para revelar a Bruno tudo que envolve seu passado.
Lançado em:
Aug 1, 2018
ISBN:
9788568925676
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do Livro

Elos do destino - Cátia Mourão

pais.

Capítulo 1

Era uma manhã fria, atípica para o final da primavera, quando Cat recebeu o telefonema de Dora pedindo que se encontrasse com ela em um restaurante, a duas horas de distância da cidade.

Dora era corretora de uma imobiliária, instalada fora de Porto Alegre, e não fazia nenhuma ideia de quem era Catarina D’Angelo, até o dia em que ela entrou em sua simpática e acolhedora loja.

Cat a procurou pedindo urgência e a encarregou de encontrar seu novo lar. Foi bem específica: queria algo pequeno e fora da cidade. De preferência, em um local reservado e próximo à natureza.

Após várias semanas de procura, visitando apartamentos minúsculos e casas em péssimas condições, Dora voltava a fazer contato, e dessa vez tudo indicava que tinha boas notícias.

Algumas horas depois, Cat estacionava seu novo carro ― um modelo pequeno, discreto e bem popular ― em frente ao restaurante, onde Dora já estava à sua espera.

― Bom dia, Catarina!

― Olá, Dora! Estou tão ansiosa que não sei se posso aguardar o almoço.

― Se você preferir, podemos tomar um café e fazer a visita. Deixamos o almoço para a volta.

― Seria ótimo!

Um garçom se aproximou e Dora pediu dois cafés, antes de prosseguir.

― Acho que dessa vez encontrei exatamente o que você procura. Chegou às minhas mãos por acaso e, quando vi, lembrei imediatamente de você.

― Espero que sim, porque não sei até quando poderei manter meu bom humor vivendo em minha residência atual.

Dora não fazia ideia do que poderia incomodar tanto Catarina, mas não era seu estilo se intrometer na vida de seus clientes, e há muito aprendera a permanecer impassível diante desse tipo de comentário.

O garçom retornou com os cafés, mas a mente de Cat estava distante demais para apreciar o sabor do líquido fumegante.

Pensava em como seriam seus primeiros dias vivendo naquele lugar e como se sentiria, afastada da agitação da cidade grande e de tudo que estava habituada.

Quando pediu a Dora para encontrar um lugar pequeno e simples, fora da cidade e próximo da natureza, não imaginou que seria tão complicado. A princípio parecia algo bastante fácil, mas se passaram várias semanas e até agora nada. Esperava que dessa vez tivesse mais sorte.

― Catarina?!

― Ah! Desculpe! Estava pensando em como será bom terminar de vez com essa procura.

― Então vamos! Ou você perdeu a pressa? ― Dora brincou, fazendo Cat sorrir meio sem jeito.

― Nem pense em me fazer esperar mais ― ela respondeu, pagando a conta e deixando uma gorjeta maior do que o necessário para o garçom, que agradeceu com um largo sorriso.

― Acho melhor deixarmos seu carro aqui. Podemos ir com o meu e você pega o seu quando voltarmos para almoçar. O que acha?

― Por mim está perfeito.

Já estavam no carro quando Dora comentou:

― Querida, se você quer mesmo passar despercebida é melhor se acostumar a não fazer mais isso.

― Isso o quê?

― Bem, nunca comentei nada porque notei desde o início que você prioriza a discrição, mas qualquer pessoa, que seja boa observadora, percebe que você está acostumada a outro tipo de vida. Bem mais confortável eu diria.

― É tão notório assim?

― Um pouco, mas esse não é o problema. Não estamos mais em Porto Alegre. Lá é comum os garçons receberem gorjetas generosas, mas aqui não. Se isso se tornar frequente, em pouco tempo haverá mexericos sobre a forma como você esbanja dinheiro. ― Dora fez uma pausa para Catarina assimilar o que ela dizia. ― Acho que não é isso que você deseja, certo?

― Tem razão. Não seria nada inteligente. Na verdade estragaria completamente meus planos.

Chegaram a uma bifurcação e Dora dobrou a esquerda, entrando em uma avenida estreita de mão dupla que contornava o pequeno centro e parecia levar de volta à estrada.

Cat gostou da cidadezinha. Era graciosa, com pequenas e charmosas lojas reunidas na rua principal. Mas agora, Dora se afastava cada vez mais e ela já tinha dúvidas se a casa que iam visitar era realmente naquele lugar tão agradável, ou em alguma outra cidade mais adiante.

Percebendo a decepção em seu olhar, Dora começou a explicar:

― Essa estrada secundária dá acesso a uma área de natureza preservada. Não chega a ser uma floresta. Está mais para um bosque, mas eu garanto que você vai ficar encantada com o que encontrará por lá. Na parte mais densa tem até uma cachoeira e um riacho. Só não tente chegar a nascente sozinha. É perigoso.

Cat esboçou um sorriso forçado, mas continuou sem entender o objetivo daquilo. Ela já havia dito que estava ansiosa para ver a casa e Dora a fazia perder minutos preciosos mostrando os arredores da cidade.

O lugar era realmente muito bonito. A estrada totalmente arborizada, com pequenas propriedades, que se tornavam mais raras à medida que elas se aproximavam dos limites do tal bosque. Mas, o que Cat queria mesmo era ver sua provável casa nova. Todo o resto poderia esperar. O problema é que Dora parecia não entender isso e falava sem parar sobre as maravilhas da natureza local.

Aquela mudança nos planos chegava a ser irritante e Cat estava a ponto de verbalizar isso, quando Dora fez um comentário que trouxe de volta seu bom humor.

― Daqui até o chalé tem, mais ou menos, um quilômetro sem nenhuma construção. Nada de vizinhos curiosos ― Dora argumentava, animada ― e após o chalé existe apenas mais uma casa. Ou melhor, uma grande propriedade, que fica exatamente no final da estrada.

Chalé. Aquela pequena palavra teve o poder de despertar novamente o interesse de Cat, mas antes que ela pudesse dizer alguma coisa, Dora parou o carro em frente a uma pequena construção e convidou-a a descer.

Nesse momento, ela entendeu que sua nova casa não seria próximo ao centro da cidade, mas exatamente ali, naquele pedacinho do paraíso descoberto por Dora.

Havia pedido um lugar tranquilo, mas a corretora se superou. Nem em seus sonhos ela teria imaginado algo tão perfeito.

Visto de fora o chalé parecia uma casa de boneca. Todo em madeira envernizada, com telhado vermelho. As janelas e a porta de entrada eram pintadas de branco, com delicados acabamentos em motivos florais que pareciam entalhados a mão.

Um lindo e bem cuidado jardim, repleto de hortênsias e lavandas, em uma profusão de tons que variavam do rosa ao lilás, dava um ar de alegria com seu colorido.

Uma cerca viva contornava todo o terreno e só era interrompida por dois portões de madeira, que também foram pintados de branco. O maior dava acesso à garagem e o outro, menor, seguido de um caminho de pedras, conduzia a entrada do chalé.

― E então? O que achou?

― Dora, isso é maravilhoso!

― O terreno está praticamente dentro do bosque. Apesar disso, em apenas vinte minutos você tem acesso ao centro da cidade, que é pequena, mas tem tudo que você pode precisar.

― É perfeito. Eu adorei!

― Espere até ver por dentro ― Dora comentou, sorrindo satisfeita com a reação de Catarina ao ver a casa.

No interior do chalé, pouco precisava ser feito. A mobília era adequada ao ambiente, com estofados em tecido estampado e alegre, uma pequena estante de livros, que também fazia às vezes de bar, uma mesa com cadeiras e uma lareira. Tudo de acordo com o pequeno espaço disponível.

Cat preferiu conhecer o segundo andar, antes de ver os fundos da construção. Subiu a escada e se deparou com uma sala menor, que foi transformada em escritório pelo antigo morador. Uma escrivaninha clássica dominava o ambiente, que era complementado por uma grande e confortável poltrona, e um carrinho de chá acomodado perto da janela.

Pelo desgaste no tecido que forrava o estofado, Cat concluiu que o antigo morador devia passar muitas horas lendo e provavelmente era homem, pois apesar de bem planejado, faltava um toque feminino na decoração.

O outro cômodo do andar superior era o quarto principal. Nele havia uma cama de casal, um armário grande para roupas e um espelho de bom tamanho. Um banheiro privativo completava o espaço e foi uma grata surpresa descobrir que nele havia uma banheira.

Mas nada superava a paisagem avistada daquele cômodo. Uma porta, que se abria para uma pequena sacada, oferecia vista direta para o bosque nos fundos do chalé.

A ideia de acordar todas as manhãs e poder apreciar aquela paisagem era mais do que ela poderia desejar.

Quando desceu a escada para terminar de conhecer o andar de baixo, já havia tomado sua decisão: ela ficaria com a casa.

Dora fez questão de mostrar o armário acomodado embaixo da escada, e que servia de dispensa, além de um lavabo e uma cozinha pequena, porém bem estruturada.

O chalé possuía ainda uma área externa para lavanderia, mas Cat não deu muita importância, já que não pretendia passar suas horas lavando nada. Para isso, ela poderia usar algum serviço na cidade.

― E então, o que você me diz? ― Dora perguntou, ansiosa.

― Com algumas cortinas e uns tapetes macios, isso aqui vai ficar perfeito.

― Muito bem! Então, vamos aos negócios! Só existe um probleminha... ― ela hesitou. ― O proprietário não quer vender. Ele concorda apenas em alugar, mas eu achei que você poderia ter alguma ideia para tentar persuadi-lo.

Cat estava tão entusiasmada com o chalé que não se importou. Ela poderia dar um jeito, e se não conseguisse convencê-lo, alugaria.

― Pode deixar que eu converso com ele. Não se preocupe.

― Acho melhor nós voltarmos agora para almoçar e a tarde podemos resolver essa questão.

― De acordo! Toda essa ansiedade despertou meu apetite e se a comida daquele restaurante for igual ao café, acho que posso até ganhar alguns quilos extras enquanto ficar por aqui.

Dora sorriu satisfeita. Finalmente Catarina tinha recuperado seu bom humor característico.

― Então, vamos logo, porque eu também estou faminta.

As duas entraram no carro e em poucos minutos estavam de volta ao restaurante. Cat se sentia renovada e nada a impediria de ficar com aquele chalé.

Dinheiro não seria problema. Estava disposta a pagar até o dobro do que o lugar realmente valia, e afinal, o proprietário não poderia ser tão rico a ponto de dispensar uma boa oferta.

― Vou pedir um prato de massa igual àquele ― Dora declarou, observando de relance a mesa ao lado. ― É a especialidade daqui e está com uma cara ótima.

― Vou querer o mesmo e podemos pedir uma taça de vinho para comemorar. O que acha?

O garçom se aproximou, solícito, reconhecendo imediatamente as duas mulheres que ele havia atendido há uma hora, e tomou nota dos pedidos.

― Vamos querer

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