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Pelas janelas

Pelas janelas

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Pelas janelas

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1/5 (1 avaliação)
Comprimento:
80 página
16 minutos
Editora:
Lançado em:
Mar 5, 2013
ISBN:
9788562757501
Formato:
Livro

Descrição

Graças à qualidade de artista, de artista-poeta, Juliano Cazarré (roteirista, cineasta e ator que ganhou destaque vivendo o Adauto da novela Avenida Brasil) tem um jeito especial, contemplativo e sensível, de ver o mundo. É este olhar que ele nos apresenta em Pelas janelas, a primeira reunião de seus versos a ser publicada. Através das janelas, Juliano enxerga o mundo: ora em um detalhe, ora com uma visão mais ampla. Todos os ângulos e distâncias, entretanto, falam a uma gama enorme de pessoas — tudo porque seus poemas, que tocam no âmago, são universais. Assim, mesmo as janelas quase metafóricas, como aquela deixada pela queda de um dente de leite em uma criança, nos deixam a certeza de que, se olharmos para e através delas do jeito certo, encontraremos ali uma beleza antes insuspeitada. Outras, mais reais, são igualmente vistas de uma forma delicada: o confessionário, os vidros do metrô e do ônibus, a fotografia, a abertura no caixão, o olho mágico em uma porta. O olhar de Juliano vai sempre além dos limites do horizonte e da própria definição do objeto de contemplação.
Editora:
Lançado em:
Mar 5, 2013
ISBN:
9788562757501
Formato:
Livro

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Ireneo Funes, o memorioso, descreve uma janela

A janela que recordo agora, às quatro e quinze da tarde, de 28 de março de 1889, anos atrás, antes do prodígio, eu a definiria como a janela de toda a minha infância. Depois do despertar de minha sensibilidade e de minha memória, sei que nenhum objeto, que nenhum sentimento pode ser o objeto ou o sentimento de toda uma infância. Essa é a janela do dia 17 de setembro de 1871, às seis e trinta e seis da manhã. Eu tinha, então, três anos e dois dias de idade. Minha mãe abriu essa janela de madeira de pinho, onde a terça parte da tinta verde – fora pintada uma década antes de meu nascimento – já havia caído. Esse mesmo verde ainda o encontraria quatro vezes ao longo de minha vida; na capa de um volume em latim da Naturalis Historia, de Plínio, empréstimo de um homem que era ao mesmo tempo um estranho e um amigo; em duas folhas de um chorão que divisei por sobre o ombro esquerdo desnudo de Rosa Maria Veronese, às dezoito para as sete do cálido entardecer de 13 de dezembro de 1882; a terceira vez que vi esse verde foi em um pesadelo que me é penoso recordar, como o escrivão prefiro não o fazer; e por

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