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Apollo II: Quando o amor vence o jogo

Apollo II: Quando o amor vence o jogo

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Apollo II: Quando o amor vence o jogo

avaliações:
4.5/5 (4 avaliações)
Comprimento:
364 páginas
6 horas
Lançado em:
Oct 26, 2018
ISBN:
9788568839959
Formato:
Livro

Descrição

Arrependimento. Este era o sentimento que consumia Apollo por suas escolhas. O desejo de vingança lhe cobrou um preço alto, e seu relacionamento com Kimberly está em perigo, agora que ela sabe de toda a verdade. Apollo está disposto a lutar para ter a mulher que ama de volta. Mesmo que para isso precise quebrar todas as suas regras, uma a uma, até desarmá-la e enlaçá-la em um jogo de sedução. Desta vez de forma definitiva. Prepare seu coração para se surpreender a cada capítulo com a continuação dessa história linda, que conquistou milhares de leitores na internet. Instigante e apaixonante, você não vai conseguir parar de torcer por esse casal tão intenso.
Lançado em:
Oct 26, 2018
ISBN:
9788568839959
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do Livro

Apollo II - Lucy Berhends

Todos os direitos reservados

Copyright © 2018 by Qualis Editora e Comércio de Livros Ltda

Texto de acordo com as normas do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

(Decreto Legislativo nº 54, de 1995)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

B499a

1.ed

Berhends, Lucy, 1978 -

Apollo: Quando o amor vence o jogo/ Lucy Berhends. - Florianópolis, SC: Qualis Editora e Comércio de Livros Ltda, 2018.

Recurso digital

Formato e-Pub

Requisito do sistema: adobe digital editions

Modo de acesso: word wide web

ISBN: 978-85-68839-95-9

. Literatura brasileira 2. Romance erótico 3. Ficção I. Título

CDD 869.93

CDU - 821.134.3(81)

Qualis Editora e Comércio de Livros Ltda

Caixa Postal 6540

Florianópolis - Santa Catarina - SC - Cep.88036-972

www.qualiseditora.com

www.facebook.com/qualiseditora

@qualiseditora - @divasdaqualis

SUMÁRIO

CAPA

FOLHA DE ROSTO

FICHA CATALOGRÁFICA

CAPÍTULO 1

CAPÍTULO 2

CAPÍTULO 3

CAPÍTULO 4

CAPÍTULO 5

CAPÍTULO 6

CAPÍTULO 7

CAPÍTULO 8

CAPÍTULO 9

CAPÍTULO 10

CAPÍTULO 11

CAPÍTULO 12

CAPÍTULO 13

CAPÍTULO 14

CAPÍTULO 15

CAPÍTULO 16

CAPÍTULO 17

CAPÍTULO 18

CAPÍTULO 19

CAPÍTULO 20

CAPÍTULO 21

CAPÍTULO 22

CAPÍTULO 23

CAPÍTULO 24

CAPÍTULO 25

CAPÍTULO 26

CAPÍTULO 27

CAPÍTULO 28

CAPÍTULO 29

CAPÍTULO 30

VERÔNICA

TÂNIA

KIMBERLY

AGRADECIMENTOS

Quando criança, enquanto todos os meus amigos brincavam de bicicleta, skate e vídeo game, eu só queria jogar futebol. Enquanto muitos não faziam ideia do que seriam quando se tornassem adultos, eu já tinha plena convicção de que não haveria outro caminho para mim.

É lógico que, como todas as mães, a minha tentou me encaminhar para uma profissão que pudesse garantir o nosso futuro, que fosse mais real. Ser jogador de futebol é o sonho de todo menino, mas você é adolescente agora, já está na hora de pensar em ter uma profissão de verdade, dizia, depois de perceber a minha insistência.

Eu entendia o que dona Zélia tentava me explicar e entendo ainda mais hoje. Muitos meninos são obrigados a desistir de seus sonhos, e talvez eu fosse um deles se não tivesse descoberto a doença da minha irmã.

Patrícia. Depois que ela se foi, não havia mais espaço em meu coração para o amor, romance e essas coisas que as mulheres tanto procuram em um homem. Eu alimentei, como se alimenta um cão raivoso, a minha sede de vingança contra Eduardo Nóbrega.

Dizer que pesquisei tudo sobre ele e sua família é um completo eufemismo. Toda semana eu tinha relatórios e mais relatórios sobre ele em minha mesa. Sabia milimetricamente aonde ia, o que fazia e estava buscando uma brecha para lhe dar uma rasteira fatal. Até que a oportunidade surgiu diante de mim.

Literalmente.

Quando Kimberly Nóbrega apareceu naquele vestiário, não tive dúvidas sobre qual seria o meu próximo passo. Eu a usaria para me vingar de seu pai. Seria o plano perfeito.

Seria. Se ela não tivesse penetrado sob minha pele, arrebatado meu coração sem pedir licença. Se eu não tivesse perdido o controle sobre mim mesmo e nutrido sentimentos intensos e verdadeiros, tão maiores do que o ódio que sentia por seu pai.

Neste momento, estou diante do meu castelo prestes a desmoronar.

— Eu preciso conhecer a verdade? Então que seja agora. O que vocês têm a me dizer?

Entro em pânico quando sou surpreendido por Kimberly soltando faíscas de raiva e com o rosto molhado pelas lágrimas. Claro. Como não previ isso? Ela tem que ser a mulher mais obstinada deste mundo e não poder me esperar sequer por um minuto, porra? Por que esse maldito tem que aparecer justo agora?

O filho da puta ostenta um sorriso sarcástico em seus lábios. Minha vontade é de arrancá-lo dali à força.

— Conte a ela, Apollo. Deixe Kimberly saber sobre sua sede de vingança, até onde é capaz de ir para ver o pai dela se foder. Mesmo que tenha que levá-la junto.

— Kim, você precisa entender. As coisas não são exatamente como esse canalha está dizendo. Em nome de tudo que já vivemos, me deixe explicar.

Ela não responde de imediato. Apenas olha de mim para Rafael, mágoa claramente estampada nos olhos. Há dor e ferida em seu rosto pálido, opaco.

— Deus, eu devo ser a mulher mais idiota deste mundo, a mais fácil de ser manipulada. Será que todos que se aproximam de mim têm uma segunda intenção? Eu sou tão desprezível que não posso apenas ser amada?

— O problema não é com você, minha linda...

Tento me aproximar, apenas tocar nela, mas sou bloqueado. Kim levanta os braços em um sinal silencioso de que não quer proximidade. Merda, merda, merda! Eu preciso fazer alguma coisa para que ela me ouça.

— Não me chame de minha linda. De fato, o problema não é comigo, mas sim com vocês. — Ela olha para nós com um sorriso irônico no rosto. — São dois traidores.

Rafael tenta se defender.

— Amor, eu não tinha a intenção de seguir com o plano. Pensei em pegar o emprego, fazer um nome e reconquistá-la. Ainda quero isso. Te amo tanto, Kim. Se pudesse voltar atrás, nunca teria deixado que caísse nos braços desse cafajeste.

— Só que deixou. Deixou, mesmo sabendo quais eram os planos dele. Pensei que te conhecia, mas veja a grande surpresa. Eu estava completamente enganada.

— Kim, me ouça...

— Que espécie de amor é esse que diz sentir por mim, Rafael? Eu o desprezo. — Vira-se, então, para mim, sua voz carregada de raiva. — E quanto a você, Apollo...

Ela solta um riso que mais parece um soluço, enquanto tenta frear o rio de lágrimas que caem dos seus olhos. Eu gostaria de poder tomar de uma por uma e impedi-las de continuar caindo, mas como poderia, se sou o responsável por cada gota derramada?

— Kim, você me ouviu dizer a ele que já não estava levando os planos adiante, que me apaixonei de verdade? — Consigo ver o desespero no olhar do bastardo.

Estamos brigando como dois animais selvagens pela caça, porém, tenho a impressão de que ambos vão continuar famintos.

— Não se deixe enganar novamente, amor. Ele não vale nada.

Ainda soluçando, Kimberly se aproxima de mim e toca meu rosto com as pontas dos dedos, acariciando-o. Minhas esperanças ressurgem, mas o que vem a seguir tira o chão dos meus pés.

— Será que em algum momento o que houve entre nós foi real? — Ela hesita um pouco antes de responder a sua própria indagação. — Sim. Eu posso falar por mim e, apesar de tudo, devo te agradecer por ter me apresentado o que é o amor genuíno.

Respiro fundo e não a interrompo.

— Eu te amei com toda minha alma, sem restrições, barreiras ou quaisquer motivos que me impedissem de apenas amar. Você quebrou cada um deles e te agradeço. — Balança a cabeça de um lado para o outro. — Cristo, como planejou tudo tão direitinho! Foi um verdadeiro ator e acabo de descobrir que, na verdade, não representei nada para você.

— Não. Você foi importante para mim desde o começo. Eu logo soube que não ia conseguir levar meus planos adiante. Sempre que pensava em estar te ferindo, eu sentia como se estivesse ferindo a mim mesmo.

Ela fecha os olhos e inspira. Maldição! Parece que nada do que eu digo entra em seu ouvido.

— Eu ainda o amo, Apollo, e não sei se um dia amarei alguém com tanta intensidade, mas acabou.

Suas palavras circulam pelas minhas veias como veneno.

— Não, minha linda, você não pode dizer isso. Ainda nos amamos e podemos superar.

Sua cabeça balançando em negação me leva ao desespero.

— Eu não posso conviver com mais essa traição. Você finalmente conseguiu o que queria, baby. A filha de Eduardo Nóbrega acaba de cair do cavalo. Devo te parabenizar, embora eu não me arrependa da fantasia que vivi ao seu lado sequer por um segundo — ela diz, fazendo gestos, com um tom depreciativo em sua voz.

— Reconheço que meus motivos para me aproximar de você não foram os mais honestos. Acontece que não foi a única a ser mudada pela força do amor. Eu também mudei.

— Você também mudou... — ela repete minhas palavras. Seu sorriso triste está de volta.

— Entendo que esteja com raiva e tem todos os motivos para isso, mas não vou deixar que saia da minha vida tão facilmente. Eu não quero que saia. Vou te dar um tempo para esfriar a cabeça e voltaremos a conversar.

— Tudo que ouvi já foi mais do que suficiente.

— Não foi, mas eu terei paciência. Até isso aprendi, está vendo? Paciência... Está aí uma qualidade que nunca tive, mas vou esperar por você. Apenas por você, minha linda.

Rafael, que escuta nossa conversa como um torcedor aflito quando seu time está perdendo, resolve se manifestar, batendo palmas. Esse filho da puta ainda se encontra aqui?

— Que linda declaração. Tão falsa quanto uma nota de quinhentos. A máscara caiu. Kimberly já entendeu o quanto foi enganada por nós dois, Apollo. Deixe-a pensar e decidir o que fazer a partir de agora.

Ela levanta a cabeça com determinação. Não sou bobo e sei que está juntando todo seu orgulho ferido. Eu a entendo, mas não é por isso que vou desistir.

— Vou buscar minha prima e sair daqui. Não venham atrás de mim, entenderam?

Dá as costas e caminha alguns passos. Seguro em seu ombro e ela para, virando-se.

— Kim, pelo menos vá com o motorista. Você não conhece a região e pode ser perigoso.

Com os olhos já secos, mas ainda brilhando pelas lágrimas, ela concorda, encarando-me como se fosse a última vez. Duas lagoas escuras fuzilam o meu olhar. Parece que estão se despedindo.

Vejo-a dar cada passo até que some no meio das pessoas. Minha conversa agora é com o maldito Rafael. Em apenas uma passada estou diante dele, segurando a gola da sua camisa.

— Está contente? Era isso que você queria, acabar com a minha relação? Jogou sua noiva em minhas mãos em troca de dinheiro e prestígio, agora quer dar uma de arrependido e simplesmente voltar? Vá se foder!

— Sim, era isso. Pelo menos agora ela conhece quem você é e pode decidir com quem quer ficar. Não se faça de vítima. Você também errou e muito.

— Sabe por que não vou quebrar seu narizinho bem feito? Vou te dizer. Porque você vai ter que conviver com o fato de que Kimberly nunca amou nenhum outro homem quanto me ama. Acho que saber disso será um sofrimento muito maior para do que qualquer cicatriz que eu deixe em seu rosto.

Bato meu ombro no dele e dou as costas. Continuo me distanciando, mas não o suficiente para que eu deixe de escutar uma última ameaça.

— Vou reconquistá-la, Apollo. Kimberly é minha. Vou te provar isso.

Sigo para o camarote com muito esforço, depois de ser reconhecido pelas pessoas. Pela primeira vez, devo tê-las tratado com ignorância, pois a única coisa que preciso neste momento é de espaço.

No caminho, sou abordado por um cara com um gravador na mão.

— Apollo, tem alguma declaração a fazer sobre a cena entre você e sua namorada agora há pouco?

— Merda! Eu não tenho privacidade em porra de lugar nenhum?

Aproximo-me dele.

— Se alguma palavra do que você viu ou ouviu for para a imprensa, eu acabo com sua carreira, entendeu bem? — Não espero a resposta. Dou as costas e subo para o camarote no menor tempo possível.

Ligo para o motorista. Quero saber se ela me ouviu e foi com ele.

— Sr. Assunção?

— Oi, Estevão. Imagino que esteja dirigindo, mas preciso falar rapidamente. As minhas acompanhantes estão com você?

— Sim, elas estão — ele quase sussurra. — Pediram para que as levasse para a casa de sua mãe e depois para o terminal. Vão voltar para São Paulo ainda hoje.

— Não, Estevão. Leve-as até São Paulo. Eu quero que as deixe na porta de casa e pode passar o resto da noite em um hotel. Amanhã você volta, pois minha mãe pode precisar dos seus serviços.

— Sim, senhor.

— Estevão. — Eu hesito. — Como ela está?

Quase não escuto sua resposta. Seu tom de voz enfraquece ainda mais.

— Está em silêncio. Não disse uma só palavra durante o trajeto e não desvia o olhar da janela.

Droga, é como se eu pudesse ver a mágoa em seus olhos. Juro, nem que seja a última coisa que faça na vida, vou devolver o sorriso ao rosto de Kimberly. Ah, se vou.

— Obrigado, Estevão.

Desligo o celular, mas não deixo de olhar para ele. Dou um pulo quando uma mão gelada toca o meu ombro. Viro-me apenas para encontrar Nicholas me olhando com piedade. Ele já deve saber o que aconteceu.

— Eu acompanhei as meninas até o carro depois que vi Kimberly puxar a prima toda chorosa. Nina me contou por alto que vocês brigaram, mas não entrou em detalhes. Que merda você fez, Apollo?

Passo as mãos pelo rosto e respiro. A merda que fiz, meu amigo, foi das grandes.

— A casa caiu, Nicholas. Kimberly descobriu a vingança que planejei quando a conheci. O ex-noivo maldito dela apareceu para nos infernizar.

— Porra, eu imaginei que fosse isso. Eu te disse que deveria abrir o jogo com ela antes que alguma merda acontecesse.

— Eu ia. Juro que ia. Pretendia contar essa semana enquanto estivéssemos aqui, mas tudo parecia tão perfeito... Tive medo de estragar o momento. Decidi que contaria depois.

— E não esperava que um ex-noivo psicopata aparecesse por aqui, certo? É, meu amigo, agora só resta se conformar.

Aponto um dedo na cara de Nicholas. Conformar-me? E eu pensando que ele me conhecia.

— Nunca, entendeu? Nunca! Eu não vou abrir mão de Kimberly. Ela está com raiva e eu entendo. Mas vou provar que mereço o seu amor.

— Esse é meu garoto. — Ele bate em meu ombro. — Falei isso apenas para ver sua reação. Agora sei que está realmente apaixonado por essa garota. Ah, o amor... Já não quero mais essa merda pra mim, apesar de concordar que Kimberly vale a pena.

— Ela vale. Eu não jogo para perder e você sabe disso melhor do que ninguém. Vou deixar a poeira baixar um pouco, mas depois vou agir. Logo, logo vou usar as cartas que tenho na manga. Kim será minha de volta.

— Boa sorte, meu amigo. Acho que você vai precisar.

Balanço a cabeça, concordando.

— E quanto a você e Nina? Parece que se deram muito bem.

— Tomatinho, não é assim que você a chama? Ela tem tudo para se tornar uma excelente amiga. A conversa flui tão fácil entre nós.

— Apenas amiga? Desde quando você tem amigas mulheres? Pensei que todas que se aproximassem fossem uma conquista em potencial.

— Com ela, não. É linda, temos uma conexão boa, mas o carinho que eu sinto é próprio de amigos, não sei explicar. Ela passa uma espécie de confiança que ainda não tinha encontrado nas mulheres.

— Entendo. Senti o mesmo por ela. — Exalo forte, sufocado pelo cansaço mental. — Cara, pra mim esta noite já deu. Vou sair daqui e caminhar um pouco na praia. Não precisa me acompanhar, se não quiser.

— Vá. Vou ficar um pouco mais por aqui.

Diz o ditado que sorte no jogo, azar no amor. Vou provar a todos que ele não se aplica a mim. Eu terei sorte nos dois. Darei toda a minha alma para isso.

Pode apostar.

Faz duas semanas que voltei para a capital e que todo o episódio aconteceu. Duas semanas que me jogo de cabeça nos treinos e, mesmo chegando em casa cansado, não consigo dormir direito. Duas semanas que estou mergulhado em meu próprio inferno.

Você deve estar acostumado a homens que bebem litros e litros de uísque e esquecem do mundo quando estão sofrendo por amor. Comigo não é assim. O campo é um lugar catártico para mim. É lá que expurgo os meus pecados. É jogando futebol que extravaso toda adrenalina que a sensação de impotência provoca. É onde faço planos.

— Pereira, por que está demorando tanto para mandar o relatório hoje?

Todas as manhãs, recebo um relatório completo de cada passo dado por Kimberly e pelos malditos Rafael e Alexandre. Não sou nem de longe um psicopata, não me julgue. Apenas continuo cuidando da minha mulher, certificando-me de que ninguém possa lhe fazer mal, já que ela mesma não se protege.

— Eu não aguento mais suas ligações todas as manhãs, Apollo. Juro que a qualquer momento deixo esse caso. Cara, eu já ia te mandar agora mesmo. Não pode esperar um pouco?

Pereira faz trabalhos de investigação para mim desde que me tornei um jogador reconhecido. Era ele quem sempre procurava brechas para que eu acabasse com Eduardo Nóbrega. Ele já identificou algumas, mas nunca achei que fosse o momento certo até encontrar Kimberly...

— Estou aguardando. Não demore.

Assim que desligo o telefone, um barulho no meu notebook me avisa que chegou um e-mail. Abro minha caixa de mensagens apenas para descobrir que Kim continua fazendo as mesmas coisas de todos os dias. Ela vai de casa para o trabalho, não sai à noite, a não ser para visitar o afilhado ou ir ao mercado. Está mergulhada no trabalho e deixa a emissora quase sempre muito tarde.

Resolvo que não vou intervir no trabalho de Rafael. Não por enquanto. Eu o quero debaixo dos meus olhos. Mente vazia, oficina do diabo, já diziam os mais sábios.

Não vou lhe dar a oportunidade de agir, então pedi à diretoria para que aumentasse seu horário de trabalho, cobrindo os eventos externos também. Assim sua mente vai ficar bastante ocupada.

Quanto à minha mãe... Ficou muito triste com os acontecimentos, mesmo que eu tenha lhe prometido fazer de tudo para reconquistar Kim.

Estou saindo de casa para mais um dia de treino pesado. A imprensa diz que nunca me viu tão entusiasmado e já estão cogitando que estou feliz pelo fim do namoro com a filha de Eduardo Nóbrega. Ah, se eles soubessem...

Abro a porta do meu apartamento quando sou surpreendido por um par de olhos vermelhos, tomados pela raiva, e braços fortes prontos para me acertar. Antes que eu perceba, recebo um murro em cheio no rosto.

— Que porra! Por que diabos você está me esmurrando, Eros?

Eu não revido. Ele continua em posição de luta.

— Você ainda me pergunta, filho da puta?

Em algum momento, eu sabia que seria abordado por ele. É uma merda que o cara seja bom em cumprir promessas.

— Precisava ter uma pontaria tão boa? Vamos entrar no apartamento. Eu preciso ver o estrago de perto.

Ele me acompanha para dentro, mas permanece de pé na sala. Percebo que ainda mantém a guarda. Vou até o espelho do banheiro. O estrago não foi tão grande. Meu olho está apenas vermelho com uma pequena mancha roxa ao redor. Volto para a sala.

— Como ela está, Eros? Eu entendo sua raiva e gostaria que ouvisse a minha versão da história também, mas antes me diga como ela está.

Seguro um pedaço de algodão contra o meu olho que está latejando.

— Você ainda faz exigências? Eu devia deixar seu outro olho roxo agora mesmo.

— Devia, mas sabe que não vai resolver a questão. Fale-me sobre ela.

— Minha irmã está sofrendo, seu desgraçado. Eu nunca vi Kimberly desse jeito desde... a adolescência. É como se ela apenas sobrevivesse. Não é mais a mulher alegre de semanas atrás.

Lembro da minha irmã. Eu estaria tão puto da vida quanto ele se algum homem a tivesse machucado.

— Me ajude a reconquistá-la, Eros.

— O quê? Você está louco? Por que eu faria isso?

— Por que é homem como eu e sabe o tanto de merda que fazemos sem pesar as consequências. Eu queria vingança contra seu pai, não vou negar, mas me apaixonei, cara. Eu amo a sua irmã e estou disposto a mover os céus para tê-la de volta.

— Sabia que alguma coisa estava errada. Eu percebia que seus sentimentos eram reais, só que, de repente, recebo a informação de que a magoou. Porra, perdi a cabeça.

— Eu entendo. Talvez eu fizesse pior se fosse minha irmã.

— Um jornalista chantageou meu pai com fotos da boate onde vocês estavam. Ele relatou toda a conversa que ouviu e queria vender para a mídia sua história de vingança contra ele. Sr. Eduardo deu um cala a boca no cara.

— Um cala a boca? Ele o matou?

Eros ri.

— Não, ele não chegaria a tanto. Ele comprou seu silêncio, mas quanto a você... Não acho que possa ter a mesma sorte. Meu pai quer sua cabeça em uma bandeja, principalmente por ter usado sua filha querida para se vingar.

— Merda, ainda mais essa. A história pode chegar até a mídia. Eu não me importo com o que seu pai pense a meu respeito. Temo por Kimberly. Somente por ela.

— Não devia, mas vou te ajudar. Não por você, idiota. Nunca vi minha irmã tão feliz quanto no tempo em que estavam juntos. Quero seu sorriso de volta.

Respiro fundo e sinto as batidas em meu peito mais aceleradas. Se Eros estiver ao meu lado, minhas chances aumentam muito.

— De que forma você está disposto a me ajudar?

— Kimberly aceitou meu convite para assistir a um jogo decisivo no domingo. Finalmente terei minha irmã em um jogo de futebol e devo isso a você. Como seu time não joga neste dia, eu pensei...

Bato nas costas dele. Percebo que nesta família só quem não presta é Eduardo Nóbrega. Eu quero este homem como cunhado.

— Estou entendendo tudo. Você acha que pode ser uma grande oportunidade para que eu me aproxime. — Ele assente, ainda na defensiva. — Vou a esse jogo, levando uma grande surpresa para ela. A hora do ataque chegou.

— Que surpresa? Precisa dar um passo de cada vez. Kimberly ainda está com muita raiva de você.

— Comigo não existe devagar, meu caro. Já está na hora de ter o que é meu de volta. E vou usar todas as armas disponíveis para isso.

— Apollo...

— Tenho que ir agora, Eros. Vou passar em um lugar antes do treino.

Ele me acompanha até a garagem do prédio onde nossos carros estão estacionados. Intriga-me que o dele está ocupando uma vaga que não é de visitantes. O condomínio onde moro é considerado um dos seguros da cidade. Como ele entrou sem se anunciado?

— A propósito, o que fez para acessar o prédio tão fácil?

Eros levanta uma sobrancelha, seu sorriso zombeteiro dançando nos lábios.

— Não que seja da sua conta, mas tenho um apartamento aqui que uso como investimento. Por acaso pensou que eu teria subornado alguém para entrar sem autorização?

— Claro que não. Você não faria isso.

— Está enganado. Eu faria qualquer coisa para quebrar sua cara por ter machucado minha irmã. Qualquer coisa.

Ele pisca um olho para mim e entra em seu carro, arrancando de uma vez. Meus pensamentos voltam para a mulher que tem todo o controle sobre eles. Minha Kimberly, aquela que retribui meu amor a ponto de não conseguir esconder daqueles que estão próximos.

Com um sorriso nos lábios, dirijo entre avenidas e arranha-céus, cada vez mais resoluto de que estou no caminho certo.

Dentro de algumas horas, estaciono o carro diante de uma casa simples, com portão de madeira. É aqui. Lembro-me deste endereço. Olho para os lados e vejo alguns garotos jogando bola e outros apenas conversando.

A residência fica em um bairro de classe média onde as crianças ainda têm o hábito de brincar na porta de casa. Sinto saudades da minha infância.

Paro no portão e bato palmas. O muro é baixo, então dá para ver se alguém atender a porta.

— Já vou! — Ouço um grito abafado que vem de dentro da casa. Espero.

A porta é aberta, e uma mulher completamente assustada tenta dar alguns passos adiante. Antes que pronuncie uma palavra, ouço uma voz infantil chamando meu nome.

— Apollo? É você mesmo quem está na minha casa?

Gustavo corre ao meu encontro e agarra a perna da minha calça, enlaçando-a em um abraço. Eu o levanto do chão e o carrego no colo. Seus lindos olhos castanhos estão brilhando sem desviar dos meus, e ele me oferece um sorriso enorme.

— Vim para ver como você está, garotão. — Seus amigos correm em minha direção e parecem espantados também. É como se eu fosse um fantasma.

— Eu não disse que sou amigo de Apollo? Agora vocês acreditam.

As crianças apenas concordam com a cabeça. Estão hipnotizadas.

— Vocês nos dão licença, meninos? Preciso conversar com meu amigo. — Viro para sua mãe que continua me olhando, agora com um sorriso no rosto. — Guga, vim te fazer um convite, o qual acho que nós dois vamos gostar muito. Que tal ir a um estádio de futebol comigo?

— Assistir a um

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O que as pessoas pensam sobre Apollo II

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Avaliações de leitores

  • (5/5)
    Como não se apaixonar por Apolo? O cara é um sonho!
  • (3/5)
    Enredo interessante, alguns problemas básicos de revisão são um pouco irritantes!! Realmente Apollo e Kimberly salvam o dia!!