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O tempo exacto: antologia pessoal

O tempo exacto: antologia pessoal

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O tempo exacto: antologia pessoal

Duração:
165 páginas
56 minutos
Lançados:
10 de mar. de 2015
ISBN:
9788566605693
Formato:
Livro

Descrição

"Na antologia que reúne seus últimos quinze anos de produção poética, António Carlos Cortez nos presenteia com o melhor e mais tocante de seu trabalho.
'O tempo exacto' é uma obra diacrônica que revela o amadurecimento do autor e que conduz o leitor para uma busca individual pelo sentido maior das palavras. A poesia é pele, o corpo do poema é também o poeta, seu corpo, sua carne. A poesia nasce em seu tempo exato, a página não espera, a chegada do sentido, e assim ela nasce, acontece, confunde e revela."
Lançados:
10 de mar. de 2015
ISBN:
9788566605693
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Amostra do livro

O tempo exacto - António Carlos Cortez

Créditos

© Jaguatirica, 2015

Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida

ou armazenada, por quaisquer meios, sem a autorização

prévia e por escrito da editora e do autor.

editora Paula Cajaty

revisão Anna Beatriz Mattos

diagramação e capa M. F. Machado Lopes

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação

Sindicato Nacional dos Editores de Livros, rj

C858t

Cortez, António Carlos, 1976-

O tempo exacto: antologia pessoal / António Carlos

Cortez - 1. ed. - Rio de Janeiro : Jaguatirica, 2015.

168 p. ; 21 cm.

isbn 978-85-66605-68-6

1. Poesia Portuguesa. I. Título.

15-21373 cdd: 869.1

cdu: 821.134.3-1

27/03/2015 31/03/2015

Jaguatirica

rua da Quitanda, 86, 2º andar, Centro

20091-902 Rio de Janeiro rj

tel. [21] 4141-5145, [21] 3747-1887

jaguatiricadigital@gmail.com

editorajaguatirica.com.br

Dedicatória

A meus irmãos: Ana Paula, Manuela e Francisco.

Aos meus amigos, sempre.

Índice

Créditos

Dedicatória

Índice

Este vício de voltar aqui

Poesia Epiderme Tempo

O texto

os dias infinitos

ritmo

iniciação

corpo a corpo

uma teoria poética

poesia

quadro

skin deep

porque existe este ritmo de luzes

os dias esgotados nos olhares dos peixes cegos

e era no mar alto que deixavas as mãos

não tão grandes como o silêncio estas grades

lembras-te das férias na foz do arelho? O batimento cardíaco

descíamos a rua com as luzes nos olhos.

nas teias e nos telhados da cidade os dedos

waiting for the miracle to come

a tarde derrama-se agora.

qualquer coisa entre Novembro e o sangue

miradouro de santa luzia. era o tempo das perfeitas semelhanças.

depois da paixão vieram as vozes

este é o canto mais perfeito da noite.

não falo do tempo percorrido

aves passam no passar dos barcos

chegados a marrakesh procurámos um hotel

é o Tejo escorrendo nas sombrias casas de vermelho.

o leitor pousa a tortura a um canto da página

neste céu de azul e cinza pressentes a loucura

aqui não há sinal de paraíso. perdemos a noite

foi em porto Brandão que viste o horizonte

primeira teoria do poema

foi pelo inverno

a imensa claridade será

o limite da sombra é a interrogação

espaço íntimo de ínfimo a poesia

o incêndio invade o coração

colocar a palavra certa na imagem

a boca descoberta a boca aberta ao som

a pedra eu acredito nela na sua rugosa superfície

do fogo a escuridão a primeira palavra

a sombra a criança a lira breve

percorro o silêncio o ouro alquímico

interrogo o animal

sublinho a tua pele como num mapa

em tua língua a água presa

é a lei de uma palavra perseguida

tu educas a crina sumptuosa do cavalo

vim da cidade do silêncio e regressei

o corpo arde na sua jovem pureza

falta-me o tempo para celebrar os teus cabelos

às palavras deitar-lhes um pouco mais de fogo

estou deitado na folha que me espera

depois da carne

close reading

verão

a volúpia

poética

silêncio

nas areias

pedras

poesia

bairro alto

rua do Teixeira

ecos

fábulas

a mão ao escrever este papel

pintura

santorini

mar do baleal

palavras para quê?

termo

huis clos

repercussão

lente

poesia

fragmento

regresso a casa

de profundis

maré vazia

apontamentos

poesia realista

um barco no rio (2002)

insónia

soneto e não

diálogo

depois de dezembro

os trabalhos e os dias

resposta a Drummond

fantasma

acrilic on canvas

tempo febril

o nome negro

de modo que

laços fortes

‘Onde os cavalos do sono

a paixão

nós, os laços

na madrugada

escrever

escrever II

linguagem 1

live aid, 1985

Luís Miguel Nava

correntes

dilemas

Lisboa-Rio/Rio-Lisboa

erros

a poesia

no texto

engendramento

vento no litoral

poéticas

metalinguagem

a única verdade

cenas vivas

cenas 2

os desencontros

Niterói

Cohiba, Bairro Alto, 2012

Lisboa hoje

2013

o nome negro

Nota ao leitor

Fortuna crítica

Este vício de voltar aqui

Poesia Epiderme Tempo

Envolvidos na roupa de palavras

Já não é a pele que nos envolve

Este é um tempo raso e duro

e é cinza a pele que nos consome

(Cortez, O nome Negro, Relógio d’Água, 2013)

Por mais que se duvide do lugar da literatura na vida cotidiana, ela persiste por entre frestas, nos intervalos, nas margens da vida real que transborda. Também a poesia continua a se fazer e até parece que, com mais meios de comunicação para divulgar ideias, emoções e experiências, ela hoje está mais afoita em levantar sua cabeça para dizer que está entre nós, apesar de tudo. Claro que há muitas formas de fazer literatura; há muitas formas de fazer poesia. Não importa o mérito do exercício feito, mas a vontade de fazer, a necessidade de rolar a palavra como um seixo que se atira na água, criando círculos numa superfície cuja contraface é funda e sem limites.

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