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Manual do Advogado Iniciante

Manual do Advogado Iniciante

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Manual do Advogado Iniciante

notas:
3.5/5 (3 notas)
Duração:
198 páginas
1 hora
Lançados:
14 de jan. de 2019
ISBN:
9788577894352
Formato:
Livro

Descrição

O presente livro tem por escopo apresentar ao jovem advogado ferramentas indispensáveis para o início da sua jornada.
O livro aborda, de forma simples e assertiva, temas como: Empreendedorismo Jurídico, Marketing Jurídico, bem como dicas infalíveis para a captação de clientes.
Ademais, a obra oferece dicas de atendimento ao cliente, propondo-se a ofertar ao leitor modelos de fichas de atendimento.
Dentre outros temas relevantes, abordamos o tema da precificação de honorários, bem como peticionamento e construção de defesa cível.
Desejamos ao nosso leitor uma excelente leitura e uma brilhante advocacia!
Lançados:
14 de jan. de 2019
ISBN:
9788577894352
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Manual do Advogado Iniciante - Sabrina Dourado

trazer.

1.1 Quero advogar, e agora?

A certeza de querer advogar e seguir na vida da militância causídica lhe traz o que é preciso: a plenitude de saber o que quer e que vai trabalhar para o resto da vida com algo que realmente gosta. Talvez este seja o principal detalhe, que fará toda a diferença e irá transformá-lo em um grande profissional.

Para ilustrar, nós vamos contar um pouquinho das nossas histórias. Eu me chamo Isadora Sapucaia e, desde logo, lhes digo que eu, praticamente, já ingressei na Faculdade de Direito sabendo que queria advogar! Eu nunca quis fazer concurso público, embora a minha mãe sempre insistisse nisso, por conta da estabilidade financeira, aposentadoria, dentre outros benefícios inerentes a um cargo público.

Acontece que eu não seria feliz fazendo exatamente a mesma coisa para o resto da minha vida, ali, naquela rotina que a maioria dos cargos públicos proporciona.

Formei-me, fui aprovada no Exame de Ordem, e aí veio o susto. Uma das maiores frustrações que eu senti em minha vida foi logo depois que eu passei na OAB.

Vocês devem estar perguntando: Mas como assim, frustração, Isadora?! Quando passamos na OAB, ficamos felizes, eufóricos, gritamos, choramos, comemoramos.

Sim, eu fiz tudo isso! Mas minha felicidade durou, mais ou menos, umas 3 semanas, um mês praticamente, afinal, eu tinha sido aprovada numa prova que não é assim tão fácil. Vocês já entenderão o motivo da minha frustração.

Antes, porém, vou lhes contar como veio a minha certeza.

A convicção plena de que eu queria ser uma advogada, tive quando comecei a estagiar num escritório de advocacia no 3º semestre da Faculdade, por admirar muito o meu irmão, que já era advogado, e também as outras advogadas, de quem eu era estagiária. Foi uma fase de grande aprendizado. Aprendi coisas que Faculdade nenhuma ensina.

Até então eu não tinha visto nenhuma matéria de processo nem de direito material que me desse um norte do que era advogar. Comecei a estagiar apenas com conhecimentos de Introdução ao Estudo do Direito, Filosofias e Sociologias infinitas que pareciam não mais acabar.

Nesse escritório eu estagiava na parte de Direito do Consumidor. Eu achava mágico as fases do processo, os andamentos, até mesmo organizar pastas, eu achava o máximo!

Um fato engraçado: Eu acreditava que aquelas pastas que eu organizava eram os processos originais, não sabia que eram cópias e que ficavam no arquivo do escritório, isso na época dos processos físicos! Processos eletrônicos ainda não existiam.

Por acreditar que aquelas pastas iriam para a mão do juiz, eu as deixava arrumadas, de forma impecável. Esse trabalho teve uma importância imensa na minha vida acadêmica. Facilitou muito quando comecei a estudar as matérias processuais na faculdade, pois já estava familiarizada com as peças, fatos e atos.

Mas onde eu quero chegar com isso? Apenas mostrar a importância do estágio. E, por isso, eu lhes digo: Estagie! Voluntariamente, se for o caso, mas faça um estágio durante a sua graduação!

O tempo foi passando e finalmente me formei, trabalhei em dois escritórios de advocacia como associada, fui escravizada sim! Trabalhava como louca, e ganhava quase nada! Mas foi onde eu adquiri a experiência necessária para voar com minhas próprias asas! Eu estava, cada vez mais, decidida: teria, sim, meu próprio escritório um dia!

Voltando, lembram que eu disse, a pouco, que um mês depois da minha aprovação na OAB eu comecei a me frustrar? Eis o motivo: Como eu podia ter lutado tanto para passar na OAB e trabalhar tanto daquele jeito, para ganhar um salário ruim daqueles, que mal dava para pagar as contas, sem que minha mãe me ajudasse?

Eu queria mais, queria independência, queria ir além! E sim, nós precisamos de um pouco de ambição para vencermos na vida, me referindo àquela ambição boa, que não atropela os outros, não passa por cima de ninguém para chegar onde queremos.

Pois bem, a OAB eu tinha, a vontade louca de advogar também, mas não tinha o principal: OS CLIENTES! Eis a lição: Passar na OAB não é tudo.

Que todo início é difícil, todo mundo sabe, e quando montamos o nosso escritório, ou a nossa carreira na advocacia, a princípio, não se tem uma equipe, não se tem funcionários ou estagiários, então quem montará as pastas, atenderá o telefone e servirá água e cafezinho seremos nós!

Mas Isadora, por que você está nos contando isso? Para que vocês possam perceber como foi a minha trajetória e como cheguei à certeza pela advocacia. Talvez muitos de vocês também tenham passado ou passam, atualmente, pelo que passei e isto, de alguma forma, lhes inspire.

A trajetória da Sabrina foi diferente, mas, ao final, vamos concluir que, apesar de caminhos diferentes, a conclusão que chegaremos será idêntica. Vamos conhecer um pouquinho da história dela.

Eu comecei a minha vida profissional cedo. Ainda no chamado ensino médio, comecei a dar aulas de reforço escolar. Iniciei a Faculdade e continuei ministrando as aulas para diversos alunos. Assim, eu auxiliava meu pai com as despesas. No terceiro semestre, surgiu a oportunidade de estágio e eu passei a cumular as duas atividades.

Confesso-lhes que estranhei. Não sabia como fazer as consultas processuais. Esperava, por longos períodos, nas Varas e não tinha a oportunidade de peticionar. Sonho de todo estagiário, não é? Apesar do aparente desânimo, eu resolvi seguir. Ao longo dos dias, ao checar um processo, eu revivia a situação fática das partes, pensava em saídas jurídicas, me emocionava e me via fazendo aquelas peças.

Fiquei no estágio mais algum tempo. Na sequência, estagiei na maior escola de humanidade do planeta. A Defensoria Pública. Amei estar em contato com o Direito de Família e com pessoas que careciam de suporte jurídico, mas, especialmente, carinho e amor.

Passados alguns meses, eu soube de uma dificílima seleção para estágio na CAIXA. Apesar do medo, eu encarei de frente e consegui ser aprovada. Muitas horas de estudo para fazer uma prova daquelas. Ali, eu tive certeza que iria advogar. Passei a cuidar dos processos, como um todo. Controlava os prazos, elaborava petições, me dirigia à Justiça, com um motorista fantástico, que conduzia os estagiários. Nunca me esquecerei dele, Sr. Alberto.

Estagiei lá por dois anos e aprendi muito. Ao final do curso de Direito, me preparei para o exame e consegui a minha aprovação. No entanto, me vi cheia de questionamentos e dúvidas sobre como e de que forma começaria a advogar!

Imaginamos que muitos de vocês podem ter a seguinte dúvida:

O que fazer depois que eu for aprovado na OAB?

E aqui você precisa buscar no fundo da sua alma, o que realmente lhe faz feliz! É aquele ditado velho e clichê, mas que traz uma verdade imensa:

"Trabalhe com o que ama

e não terá que trabalhar nem um só dia em sua vida".

É preciso que você pare e analise o que realmente quer, até para dar continuidade a esta leitura. Lá na frente você vai entender os motivos da importância desta certeza.

Foi a partir desta certeza que construí meu próprio escritório, juntamente com minha sócia, com quem agora estou dividindo um livro, recheado dos capítulos mais especiais, elaborados carinhosamente para vocês.

Eu consegui. Você também consegue, colega!

1.2 Como começar – Primeiros passos

Pronto! Advogar é o que você ama! E agora? O que fazer?

Opção 1: Você é advogado (a) e não tem condições de investir no aluguel e manutenção de uma sala, logo de início, até que os clientes comecem a aparecer. Você vai precisar de, pelo menos, um e-mail e um número de telefone .

A advocacia moderna permite que você trabalhe onde quer que esteja. Seria bom ter um cantinho em sua própria casa (home office), onde você possa armazenar os processos físicos (pasmem, algumas comarcas ainda funcionam com processos físicos) e demais documentos dos seus clientes.

Será preciso um cuidado especial, principalmente com

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