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Apologia da Fé Cristã
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E-book230 páginas3 horas

Apologia da Fé Cristã

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Sobre este e-book

Apologia da Fé Cristã de Abraão de Almeida. Um livro ilustrado que apresenta provas incontestáveis da existência de um Criador em todas as obras da natureza. Um Produto CPAD.
IdiomaPortuguês
EditoraCPAD
Data de lançamento17 de mai. de 2018
ISBN9788526315839
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    Apologia da Fé Cristã - Abraão de Almeida

    Silva

    PRIMEIRA PARTE

    A Bíblia É Verdadeira?

    CAPÍTULO 1

    Quanto mais os sábios multiplicam suas descobertas, mais confirmadas ficam as verdades eternas registradas na Bíblia Sagrada.

    Noé, Josué e Jonas

    Os três nomes que servem de título a este capítulo estão ligados a três importantes eventos na história da raça humana, em ordem decrescente na sua abrangência: a humanidade toda, uma nação, uma cidade. Noé relaciona-se com a perpetuação da raça humana; Josué com a sobrevivência de Israel, e Jonas com a salvação dos ninivitas.

    Em cada um desses eventos, há marcantes intervenções divinas, destacando-se no primeiro, o dilúvio; no segundo, o prolongamento do dia e, no terceiro, o profeta transportado vive no ventre de um animal marinho por três dias e três noites.

    Esses milagres estão narrados na Bíblia com toda a simplicidade própria da Palavra de Deus. Mas não são esses milagres contestados por muita gente importante?

    A Bíblia, caro leitor, é um livro de milagres, um livro inspirado por um Deus de milagres. Por isso suas páginas estão cheias de milagres, todos extraordinários, milagres que ainda hoje continuam ocorrendo agora mesmo, enquanto você lê este livro.

    Mas a razão de havermos escolhido iniciar esta obra com a análise de tais fatos é porque eles constituem o principal argumento de muitos eruditos contra a infalibilidade da Escritura Sagrada. Destacamos a palavra erudito em virtude de a usarmos aqui à luz de Provérbios 1.7, onde lemos que o temor do Senhor é o princípio do saber, e também considerando o que afirma o apóstolo São Paulo: Depois de terem conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, ou deram graças: Antes se desvaneceram nos seus pensamentos e se obscureceu o seu coração insensato. Porque atribuindo-se o nome de sábios, se tornaram estultos (Rm 1.21,22).

    É possível comprovar na história a veracidade das citadas palavras bíblicas?

    Sim. A edição de 26 de julho de 1973, do Jornal O Estado de São Paulo publicou a seguinte e interessante nota:

    Por volta de 1895, um dos mais célebres físicos europeus, o professor Lipman, aconselhava seus alunos a abandonar o estudo da cadeira que tão diligentemente ensinava. Para ele, a física estava concluída, classificada, arrumada e completa. Nela não haveria mais lugar para pesquisadores de valor. Como seu colega Berthelot, ele considerava que o Universo não tinha mais mistérios. Na mesma época um diretor do Patent Office dos Estados Unidos demitia-se do cargo: Já não há mais nada para inventar.

    Descrita pelo escritor Louis Pauwels, 70 anos depois, a presunção daqueles donos da verdade soa como imensa patuscada. Tivessem ficado em silêncio e a História não os conduziria ao ridículo de ver assentadas sobre o erro de suas previsões. Surgem figuras como Einstein, com a teoria da relatividade; Santos Dumont, como o vôo de algo mais pesado que o ar, e Von Braun, com os foguetes espaciais. E tanto conhecimento, tantas descobertas, e tantas dúvidas a mais. Os grandes sábios de hoje são os que, modestamente, afirmam nada saber. Mais do que nunca, o Universo é um imenso desconhecido.

    O DILÚVIO

    O explorador norte-americano John Liibi, acompanhado de auxiliares, escalou em 1954 o monte Ararat, que se ergue a 5.165 metros junto às fronteiras da Turquia, do Irã e da União Soviética. Seu objetivo: localizar a arca de Noé. Em seu impressionante relatório, Liibi alegou que a expedição, apesar dos muitos obstáculos, foi altamente compensadora, pois ele teve a arca diante de seus olhos e a uma distância de apenas 60 metros, encravada na vertente sudoeste do setor turco da montanha, parcialmente soterrada e coberta de gelo.

    São muitos os testemunhos acerca da existência, nos cumes gelados do Ararat, de algo semelhante, pelo aspecto, a um grande navio. Em 1917, um piloto russo afirmou ter notado os restos de um estranho e enorme barco, justamente na região apontada por Liibi e outros exploradores como sendo o sítio da arca de Noé. O fato bíblico narrado nos capítulos 6 a 8 de Gênesis, outrora tão contestado por estudiosos e cientistas, vem sendo pouco a pouco aceito por todos, por serem muitas as evidências a seu favor.

    DE ONDE VIERAM AS ÁGUAS?

    Dentre as muitas aparentes dificuldades apresentadas pela narrativa do dilúvio, destacam-se o seu caráter global e a grande quantidade de água, suficiente para cobrir todas as montanhas, até mesmo as mais elevadas, a fim de que o juízo divino atingisse toda a Terra.

    Afirma o livro de Gênesis, 1.6,7, que no segundo dia da criação havia águas debaixo da expansão e águas por cima da expansão, sendo as de baixo as existentes na Terra, como os mares, lagos e rios. As águas por cima seriam uma grande lente de gelo que protegeria a Terra das prejudiciais radiações cósmicas. Foram essas águas que caíram durante os quarenta dias e noites, alterando profundamente o sistema aerotelúrico e provocando o desaparecimento dos grandes répteis antediluvianos. Quanto à possibilidade dessas águas cobrirem os mais altos montes, informam os cientistas que a altitude mediana da superfície da Terra é de apenas 800 metros acima do nível do mar, enquanto a profundidade média de todos os oceanos é de quatro mil metros, sendo a Terra portanto, um planeta aquoso, com cerca de 71 por cento da sua superfície cobertos por águas.

    Acrescente-se a esses dados a possibilidade da superfície da Terra, antigamente, ser bem menos acidentada que hoje. Assim não haveria, antes do dilúvio, montanhas de oito mil metros, como o Himalaia, nem talvez, elevações como os Andes e os Alpes.

    Para que o mundo pudesse abrigar os grandes animais de que nos fala a história natural, tinha de ser destituído de quaisquer montanhas altas capazes de formar barreiras físicas e climáticas. Se eliminássemos todas as irregularidades da superfície da Terra, tanto acima como abaixo da água, de modo que não houvesse em parte alguma depressões ou cavidades, não se veria terra alguma. O oceano cobriria o globo inteiro numa profundidade de aproximadamente 250 metros.

    Quanto à possibilidade de se ocorrerem transformações topográficas, a História apresenta inúmeros exemplos. Em 27 de agosto de 1883, o vulcão Perbuatão, na ilha de Cracatoa, explodiu e fez afundar a maior parte da ilha, que tinha anteriormente uma área de 40 quilômetros quadrados. Em 1950, na Índia, um terremoto transformou a configuração de cordilheiras inteiras na região do Himalaia.

    PROVA DA DESTRUIÇÃO REPENTINA

    Em várias partes do mundo, as escavações arqueológicas têm acumulado provas da existência de um grande dilúvio global. A esse respeito, registrou o colunista Dalton Ramos Maranhão em um periódico paulistano:

    Veja, por exemplo, a existência de enormes cemitérios fósseis, encontrados pelo mundo todo. Quase sem exceção, a aparência é de que esses foram sepultados subitamente, porém não está acontecendo agora algo semelhante. É fato conhecido que os poucos peixes que morrem naturalmente, são quase que imediatamente devorados por outras criaturas. Não se acumulam no fundo dos oceanos ou dos rios. No entanto, os leitos de peixes fósseis encontrados se estendem por quilômetros em todas as direções e contêm enterrados cardumes inteiros, aos milhões. Eles têm toda a indicação de terem sido enterrados vivos e com certa rapidez, em um grande cataclismo geral, abarcando o globo.

    O mesmo se pode dizer dos grandes depósitos de répteis fossilizados em outras partes do mundo, como nas Montanhas Rochosas e Colinas Negras. Os admiráveis leitos de elefantes na Sibéria, os leitos de cavalos na França, os leitos de hipopótamos na Sicília e os acúmulos de organismos marinhos que provavelmente formam a maior parte dos depósitos estratificados do mundo, apontam para uma catástrofe mundial na qual veio a perecer o mundo daquele tempo afogado em água (2 Pe 3.6). De nenhuma outra maneira pode ser explicada a súbita extinção dos dinossauros e dos grandes mamíferos do passado.

    E os depósitos de elefantes ou mamutes da Sibéria? Literalmente, milhões desses animais foram sepultados nos atuais desertos daquela região e ilhas do Norte. Os cientistas afirmam que esses animais morreram afogados, embora saiba-se que os elefantes são fortes nadadores e podem nadar por muito tempo. É o mesmo caso dos rinocerontes, que agora são tão estranhos na Sibéria como os elefantes. Evidentemente viviam naquela região, onde o clima era quente e a vegetação abundante, encontrada ainda nos estômagos dos animais fossilizados.2

    Referindo-se ao mesmo fenômeno dos milhares de animais encontrados no Alasca, disse o ilustre professor F. C. Hibben:

    Há evidências de perturbações atmosféricas de violência sem igual. Tanto mamutes como bisões foram dilacerados e torcidos como que por mãos cósmicas em fúria divina. Os animais foram simplesmente dilacerados e espalhados através da paisagem como se fossem palha e barbante, embora alguns deles pesassem várias toneladas.3

    Quanto mais são examinados os cemitérios fósseis, mais evidente torna-se a historicidade do dilúvio bíblico, que foi global e ocasionou uma mudança drástica no clima da Terra. Alguns dos milhões de animais encontrados no norte extremamente frio estão tão bem preservados que a carne, quando degelada, presta-se à alimentação, e isso após tantos milhares de anos! Tudo faz crer que tais animais pastavam tranqüilamente num clima quente quando foram atingidos por uma repentina catástrofe, pois nenhuma outra explicação satisfaz ao bom senso do pesquisador honesto. Nem a morte natural, nem o afogamento por meios comuns, nem a morte por doença. Resta apenas a narrativa bíblica.

    AS DIMENSÕES DA ARCA

    A Bíblia descreve a arca como uma enorme caixa flutuante, sem proa nem popa, pois se destinava apenas a flutuar sobre as águas. Media trezentos côvados de comprimento, cinquenta de largura e trinta de altura, o que corresponde, em metros, a aproximadamente 133m x 22m x 13m. Tão grande que só recentemente se construíram navios maiores.

    A arca tinha três pisos: um inferior, um segundo e um terceiro. Mesmo destinando 2.830 metros cúbicos de espaço para armazenagem de víveres e alojamento para Noé e sua família, sobraram ainda 36.800 metros cúbicos de espaço útil, o que equivale à capacidade de lotação de quatrocentos e oitenta vagões de gado, desses ainda hoje usados em nossas estradas de ferro!

    Informam os cientistas que, das aproximadamente três mil espécies de animais classificadas pelos zoólogos, apenas cerca de trezentas incluem algumas que são maiores que o cavalo. Umas 2.200 espécies não são maiores que o coelho. Assim, Noé teve que cuidar de poucos animais grandes, uma vez que os animais marinhos ficaram fora da arca. Por outro lado, as espécies bíblicas introduzidas por Noé na arca não são as mesmas de hoje classificadas pelos cientistas, pois todos os tipos cruzáveis da família canina, por exemplo, podiam descender de um único par. Dentro desse critério, torna-se claro que a capacidade da arca era mais que suficiente para abrigar todos os números representativos de cada gênero de animal terrestre.

    O ilustre professor e escritor Antônio Neves de Mesquita, após registrar várias expedições destinadas a localizar a arca de Noé, pergunta: Seria isso necessário à confirmação do fato histórico do dilúvio? E responde:

    Certo que não. O fato está confirmado, não apenas pelo Gênesis, mas por todas as lendas e folclores das nações antigas. É um fato bem confirmado. Para corroborar essas informações, vem agora a arqueologia dizer-nos que na Macedônia foi encontrada uma camada uniforme de areia, depois de uma de detritos e restos da última civilização caldaica e, por baixo desta, outra camada de uma civilização anterior, e bastante desenvolvida. Que camada seria essa? Que rio ou mar teria interferido entre a primeira civilização e a última? Os sábios não têm dúvida. Essa camada representa a areia deixada pelo dilúvio, que não inundou apenas toda a área, mas teria, naturalmente, produzido uma erosão tremenda no local, arrastando e arrasando elevações. Então, quando as águas diminuíram, essa camada ficou no fundo. Por cima dela foi constituída a civilização sumeriana e acadiana, como nos relata Gênesis no capítulo 11.4

    A Bíblia Sagrada, que faz inúmeras referências do dilúvio, tanto no Antigo Testamento como no Novo, afirma que o motivo dessa catástrofe foi o pecado:

    E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicava sobre a Terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só má continuamente... E viu Deus a Terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a Terra (Gn 6.5,12).

    Referindo-se à sua segunda vinda, Jesus disse:

    E como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem (Mt 24.37-39).

    Finalmente, a advertência do apóstolo Pedro, na qual há um profecia acerca dos próprios contestadores da Palavra de Deus:

    Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto: que pela palavra de Deus já desde a antigüidade existiram os céus, e a Terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto pelas águas do dilúvio. Mas os céus e a Terra que agora existem, pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios (2 Pe 3.3-7).

    JOSUÉ E O DIA LONGO

    Um dos motivos pelos quais Israel ocupou militarmente Canaã está registrado em Gênesis, capítulo 15, verso 16: E a quarta geração voltará para cá, porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.

    Depois de atravessarem o Jordão sob a proteção de Deus e comando de Josué, os israelitas iniciaram suas conquistas territoriais em Canaã, arrasando a fortaleza de Jericó e destruindo a cidade de Aí. Estas vitórias deixaram atônitos e apavorados os habitantes daquelas terras e, como nem todos se julgavam em condições de enfrentar os invencíveis invasores, um povo tradicionalmente conhecido como valente e astucioso conseguiu um concerto de paz com Israel: os gibeonitas.

    A aliança, unindo amigavelmente dois fortes sob mútuo juramento, em nada agradou aos cananeus de uma maneira geral e pareceu terrivelmente perigosa aos amorreus, por estarem estes na rota dos hebreus. A situação exigia-lhes providências urgentes e enérgicas, que foram tomadas.

    Adoni-zedeque, rei da fortaleza de Jerusalém, diplomaticamente enviou cartas aos reis das cidades de Hebrom, Jarmute, Laquis e Eglon, propondo-lhes a formação de uma força militar confederada, única maneira de enfrentar os exércitos de Gibeon e Israel. O estratégico plano visava atacar um inimigo de cada vez: surpreenderiam Gibeon e, vencido este, avançariam dali até Gilgal para a batalha final contra Josué e seu povo. Todos os aspectos do delicadíssimo plano foram pacientemente analisados pelos soberanos amorreus, levando em conta que estava em jogo a própria sobrevivência de suas nações. O plano foi aceito por unanimidade e a data da decisiva campanha militar ficou marcada.

    Atacados de surpresa pelos poderosos confederados, os gibeonitas enviaram a Israel um dramático pedido de ajuda, e este, fiel ao seu concerto, partiu imediatamente em socorro de seu aliado, travando-se a mais importante batalha para Israel em todas as suas guerras de conquista. Diz a Bíblia que os valentes e valorosos de Josué caminharam durante toda a noite e surpreenderam seus inimigos ao raiar da manhã. A luta durou todo aquele dia, mas à tarde, os confederados começaram a debilitar-se e a fugir diante do furor de Israel. Foi então que Josué, percebendo que a noite favorecia seus inimigos por conhecerem aquela região, ordenou ao Sol e à Lua para se deterem no Céu, a fim de poder dar cabo de todos os seus inimigos. E assim aconteceu. O povo de Israel vencia a sua mais importante batalha e garantia, desta forma, sua própria existência como nação (Js 10.1-27).

    Como se vê, está sobejamente justificado o milagre do dia longo, tão discutido e

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