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Seu Casamento e a Internet
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E-book307 páginas5 horas

Seu Casamento e a Internet

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Sobre este e-book

Seu casamento está ficando emaranhado na rede mundial de computadores?
Neste livro, com estilo sensível e acessível, os autores analisam questões relativas à pornografia, escapismo, fantasias na Internet e como superar o vício, além de ajudar a estabelecer diretrizes práticas para salvaguardar e edificar o seu casamento.
Proteja, fortaleça seu casamento e fique alerta com os perigos!
Torne seu casamento blindado com esta obra!
Ela irá auxiliá-lo com orientações para que seu casamento não se deteriore devido o uso inapropriado da web.

Um produto CPAD.
IdiomaPortuguês
EditoraCPAD
Data de lançamento31 de jul. de 2014
ISBN9788526311619
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    Seu Casamento e a Internet - Thomas Whiteman

    acontecendo?

    um I

    A

    Sedução

    da

    Rede

    Tigger21: Isso não é incrível?

    Amybelle: O quê?

    Tigger21: E-mail. O conceito como um todo. A tecnologia das mensagens instantâneas. Aqui estamos nós conversando como se estivéssemos no mesmo quarto, mas acho que estamos a milhares de quilômetros de distância.

    Amybelle: Ou quem sabe não somos vizinhos de porta?

    Tigger21: Hmmmm. Não tinha pensado nisso.

    No filme Mensagem para Você, duas pessoas que na vida real se odeiam se apaixonam uma pela outra. As duas são proprietárias de livrarias concorrentes. A mega store do homem está quase levando o pequeno negócio familiar dos pais da moça à falência. Só que no mundo anônimo do correio eletrônico, Shopgirl e NY152 falam diretamente ao coração um do outro.

    Nós não falamos sobre nenhum assunto pessoal, a personagem de Meg Ryan explica a uma amiga. Não sei o nome dele, nem onde mora. Portanto, será realmente fácil deixar de vê-lo, porque na realidade não o vejo mesmo.

    Só que eles, na verdade, falavam de assuntos pessoais — os sentimentos íntimos a respeito dos acontecimentos de suas vidas. A regra é nada de específico, que é o modo que ambos encontraram para impedir que um descobrisse a verdadeira identidade do outro, contudo, eles se relacionam intimamente ao se descreverem a si mesmos em termos gerais. Shopgirl conta a sua amiga que entrou em uma sala de bate-papos online por brincadeira, mas que logo começou a conversar com aquele homem simpático. Livros, música, inofensivo, inofensivo, sem sentido, diz ela. Mas sabemos que ela está ficando caída por ele. Afinal, trata-se de Tom Hanks.

    As duas personagens moram com parceiros românticos, mas fica claro que esses parceiros, na verdade, não os com-preendem. Esses relacionamentos funcionam na base de pontos exteriores em comum — inteligência ou dinheiro — só que esses parceiros não são companheiros de alma. Sabemos que Shopgirl e NY152 nasceram um para o outro.

    Ao longo de tudo isso, o filme transmite a ideia de que o e-mail, de certa forma, vai além das trivialidades da vida real e chega ao coração de um relacionamento. Na vida real, os parceiros deixam de prestar atenção um no outro, mas, com o e-mail, as pessoas são capazes de abrir o seu coração. Na vida real, a aparência é o mais importante. O olho cego do espaço cibernético atravessa esta barreira.

    Obviamente, isso não é problema quando estamos tratan-do de Meg Ryan e Tom Hanks. Mesmo assim, o personagem de Hanks demonstra certa relutância ao estar prestes a se encontrar pela primeira vez com Shopgirl. Essa mulher é a criatura mais amável com a qual já fiz contato em toda a minha vida, diz ele a um amigo, e se acontecer da sua beleza física for apenas igual à de uma caixa de correio, eu seria doido o suficiente para virar a minha vida de pernas para o ar e me casar com ela.

    Esse é o modelo que muitos relacionamentos virtuais se-guem. Inicialmente, tudo se parece com um relacionamento entre amigos que se correspondem por cartas escritas. Como você não enxerga a aparência física da pessoa, desenvolve um relacionamento mente a mente, coração a coração. Alguns são inspirados a levar o relacionamento para o próximo nível. Tal-vez eles troquem fotografias — obviamente, as fotos com me-lhor luminosidade e com as melhores poses tiradas dez anos atrás. Ou, talvez, eles simplesmente se encontrem.

    É um passo tremendo passar de um relacionamento virtual para a vida real, e muitos casais não sobrevivem a essa transição. O filme Mensagem para Você captura de maneira muito interessante o nervosismo que ocorre nesse primeiro encontro frente a frente. A aparência não deveria ser tão importante para nós, mas ela acaba sendo. Podemos sentir que o personagem vivido por Hanks está, na verdade, animando a si mesmo com aquelas palavras por estar empolgado com a aproximação do momento em que encontrará a sua mulher ideal, e por desejar que ela tenha uma boa aparência. Se Meg Ryan tivesse a aparência de uma caixa de correio, o filme poderia terminar ali mesmo.

    Mas, falando sério, seria interessante pensarmos como a história se desenrolaria se ela pesasse 140 quilos, ou se ele fosse careca, ou se eles tivessem uma diferença de idade de 30 anos, ou se ela, na verdade, fosse um homem, ou se ele fosse um trapaceiro ou coisa pior. Para cada história de amor cibernético que ouvimos, há várias outras mais tristes — de-cepção, fraude, perigo. A vida real tem as suas limitações, mas ela é muito melhor para fazer com que percebamos os sinais de alerta em um relacionamento. A confiança cega dos relacionamentos virtuais faz com que eles sejam empreendimentos de alto risco.

    A Terceira Onda

    É uma tecnologia revolucionária, dizem os especialistas, comparável à invenção da imprensa. A comunicação humana foi transformada com o desenvolvimento da escrita, há milênios, e, novamente, com a invenção da imprensa com tipos móveis, inventada por Johannes Gutenberg na década de 1450. A Internet marca uma terceira onda de interação humana que está se espalhando pelo mundo todo.

    Pense nisso. Gutenberg não estava somente lidando com madeira e chumbo; ele estava provocando uma profunda mudança na civilização. Antes de ele ter montado aquela primeira máquina de impressão, a transferência ocorria de forma lenta. Os escribas deveriam copiar os manuscritos para as pessoas mais cultas da sociedade, mas, em geral, a informação era transmitida de forma oral. Cada vilarejo era uma ilha e só ocasionalmente recebia informações do mundo exterior. Ideias importantes — como as de Tomás de Aquino ou de John Wycliffe — circulavam somente entre os eruditos das universidades ou entre os líderes da igreja. O caminho das informações era guardado por porteiros, relativamente poucos, mas muito poderosos — pessoas que sabiam ler e tinham recursos para adquirir aqueles textos manuscritos preciosos.

    Só que a imprensa de Gutenberg foi o sinal verde para uma explosão de informações. Não foi por acidente que a Reforma Protestante ocorreu logo a seguir, e, na sequência, a Renascença. O ato da impressão retirou o poder da infor-mação das mãos dos líderes da igreja e da sociedade e o entregou a qualquer pessoa que pudesse ler os livros que saíam das máquinas de impressão.

    Gutenberg imprimiu Bíblias. Em pouco tempo Lutero estava traduzindo a Bíblia para a língua comum falada pelo povo alemão. A seguir, os protestantes de toda a Europa es-tavam afirmando que qualquer crente poderia compreender a Bíblia sem a ajuda de um sacerdote. E, não muito tempo depois, um grupo de humanistas já estava saindo das Sagradas Escrituras em busca de inspiração. Na Ciência, na Filosofia, na História, na Literatura — os estudiosos de todas as disciplinas começavam a explorar novas ideias, com o auxílio da comodidade dos textos impressos.

    A Revolução Americana teve um grande impulso com os panfletos impressos a baixo custo que eram escritos por Tho-mas Paine e outros. Havia uma nova democracia em ação em tudo isso. As pessoas não precisavam mais daqueles velhos porteiros que controlavam o fluxo da informação. O novo meio de impressão abria um mundo completamente novo para as massas.

    Vamos, agora, dar um salto de quatro séculos, desde Gu-tenberg até o início do século XX. De modo impressionante, a máquina de impressão continuava sendo o meio dominan-te. Pouco antes do raiar do século XX, os Estados Unidos empreenderam uma guerra que muitos afirmam ter sido ali-mentada por manchetes de jornais: Lembrem-se do Mai-ne! Mais tarde, os comunistas da Rússia conseguiram apoio (mais uma vez) através de panfletos; na China isso ocorreu com a impressão de um Pequeno Livro Vermelho.

    Só que os novos meios de comunicação começavam a assumir o seu formato a partir de 1900. Primeiramente, o rádio manteve os americanos atualizados a respeito dos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. Então a televisão nos deu os detalhes do escândalo conhecido como Watergate. Em 1991, os telespectadores já puderam assistir às bombas inteligentes atingirem os alvos no Iraque.

    Novamente, entretanto, havia os porteiros da comunicação. Três grandes redes de TV controlaram a programação dos canais durante décadas, até que eles foram desafiados pela Fox e pela TV a cabo. Grandes editoras controlavam o mundo das publicações impressas. Ah, sim, você pode-ria produzir o seu próprio livro, mas quem o compraria? Os canais de distribuição estavam todos tomados. Mesmo que você tivesse um livro ou revista ou programa de rádio ou show de TV que agradasse as pessoas, jamais encontraria o seu público se não se sujeitasse a um desses porteiros — uma rede, uma editora ou um distribuidor.

    Como vimos, a televisão foi somente o estopim de uma revolução mais vigorosa que estava por vir. A televisão nos ensinou a ver a vida em uma tela. A Internet permitiu que interagíssemos com a tela.

    É difícil imaginar que há cinquenta anos o computador não passava de um sonho de algum engenheiro. Há quarenta anos um computador ocuparia uma sala toda e fazia menos que um único chip pode fazer nos dias de hoje. As empresas começaram a investir naquelas máquinas monstruosas, e os engenheiros se esmeraram em torná-las cada vez menores e mais potentes. Foram necessárias empresas pioneiras como a Apple, a Radio Shack e a Commodore para transformar essa ferramenta empresarial em um equipamento para uso nos la-res. Os computadores pessoais surgiram em cena nos anos 80, sendo que as primeiras máquinas ofereciam uma simpática versão de um jogo chamado Pong, uma versão eletrônica do Pingue-Pongue.

    A Internet começou como um meio de comunicação entre computadores de certas universidades. Depois que a informação era digitalizada por um computador, ela poderia ser transformada em som e enviada através de linhas telefônicas. O governo e as forças armadas logo aderiram a essa ino-vação. Coube a outra empresa pioneira, a America Online, a abertura da Internet ao grande público. Outras empresas vieram a seguir.

    A década de 1990 presenciou um rápido crescimento no uso pessoal da Internet — tanto nas empresas quanto na comunicação e no mundo do entretenimento. Subitamente, não havia mais porteiros para controlar o fluxo das informa-ções. Bem, havia ainda os provedores de acesso e os mantenedores dos nomes de domínio, mas estes, no geral, não faziam ingerência sobre o conteúdo. Era possível criar um website com, praticamente, qualquer tipo de conteúdo, e qualquer pessoa que navegasse na rede poderia chegar até o seu endereço e acessar as informações postadas. O e-mail se transformou no novo telefone. As máquinas de busca pode-riam direcionar a pessoa a centenas, até milhares, de sites so-bre qualquer assunto. Surgiram salas de bate-papo, onde era possível trocar informações sobre qualquer tópico desejado, desde Psicologia até sexualidade — mas, de forma especial, sobre assuntos relacionados ao sexo.

    Por volta do ano 2000, havia computadores em mais da metade dos lares americanos (51%, em vez dos 42% verifi-cados em 1998), e 41,5% já dispunham de acesso à Internet, num salto quantitativo (considerando-se os 26,2% em 1998). Essas estatísticas significam que, pelo menos, 54 milhões de residências norte-americanas têm computadores e 44 milhões estão conectadas à rede.

    Da mesma forma que a máquina de impressão modificou a sociedade, assim também se dará com a Internet. Ela já está mudando a forma como as pessoas vivem. O comércio eletrônico (E-commerce) é o assunto do momento no mundo dos negócios. Qualquer empresa que tenha algum produto a oferecer está procurando vendê-lo via Internet. As pessoas estão comprando livros e músicas, passagens aéreas e linge-ries, gêneros alimentícios e antiguidades — tudo por meio de um clique de um mouse e pela informação do seu número de cartão de crédito. Ah, é claro, e pornografia também.

    No início da revolução da Internet, fotos eram digitalizadas e enviadas junto com informação verbal. Subitamente, a pornografia ganhou uma nova e poderosa vitrine. Imagens sexuais de todos os tipos podiam ser postadas, enviadas por e-mail e baixadas da rede. Na verdade, a indústria porno-gráfica foi a pioneira das novas formas de uso da Internet — desde a postagem de vídeos, até as variações de realidade virtual. De muitas formas, a Internet é o veículo perfeito para a pornografia — uma gama aparentemente infinita de imagens disponíveis, que agradarão a qualquer gosto, sem necessidade de compromisso, e tudo isso no conforto e na privacidade da sua própria casa, com poucos, ou talvez, nenhum porteiro censurando as suas atividades.

    A Sedução da Rede

    Os computadores não passam de máquinas, e não fazem qualquer tipo de juízo de valores. A Internet é uma ferramen-ta que pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal, dependendo de quem faz uso dela. Não iremos amaldiçoá-la como um todo por causa dos possíveis descaminhos no seu uso. Não culpamos Gutenberg pelas revistas pornográficas. Será que os automóveis também são uma invenção ruim por-que algumas pessoas provocam acidentes?

    Entretanto, já vimos uma grande quantidade de casamentos destruídos pela Internet, em função do fácil acesso pro-porcionado à pornografia e à tentação oferecida em salas de bate-papo. É claro que, talvez, não possamos colocar toda a culpa por esses rompimentos na Internet. Afinal de contas, a rede não passa de um instrumento. As pessoas envolvidas precisam arcar com a responsabilidade pelas suas ações. Contudo, a Internet tem desempenhado um papel-chave no fracasso de muitos casamentos. Mas por que isso acontece? Haveria alguma coisa na natureza da rede que a tornaria especialmente tentadora? Sim. Há diversos fatores que contribuem para uma sedução vinda da Internet que pode ser potencialmente devastadora para os casamentos.

    Privacidade

    Em primeiro lugar, o computador tende a ser um objeto privado. Computadores pessoais são exatamente isso: pessoais. Eles são feitos para o uso de uma única pessoa. Toda a ergonomia do seu design — do teclado, da tela, do mouse — foi desenvolvida para um único usuário. Em algumas ca-sas, o computador até tem a sua própria sala, ou se transfor-ma na principal peça de um escritório ou sala de estudo para onde uma pessoa pode fugir a fim de executar alguma tarefa — ou fazer outras coisas.

    Muitas empresas têm problemas para controlar o uso do computador por parte dos seus empregados. O problema nem sempre é pornografia. Normalmente pode ser um jogo, uma sala de bate-papos, esportes prediletos ou e-mails pessoais que interferem no desempenho do funcionário. Estamos querendo dizer que mesmo em locais públicos o escritório de um empregado específico ou o seu posto de trabalho proporcio-na privacidade suficiente para seduzi-lo a incorrer em uso incorreto do computador no horário de trabalho. Se alguém se aproxima, alguns cliques rápidos podem limpar completamente a tela.

    E se isso pode ocorrer em um local assim tão público, quanto mais privacidade não terá uma pessoa no refúgio do lar, em horas avançadas da noite, quando todos estiverem dormindo, ou depois que as crianças tiverem ido para a escola? Um marido, ou esposa, pode se retirar para o computador a fim de brincar um pouquinho de ser solitário ou para verificar o desempenho da bolsa de valores, ou para fazer algumas pesquisas para o trabalho. Parece bem inocente, mas depois que você se senta diante de uma tela, é muito fácil clicar em um site pornográfico, ou em uma sala de bate-papos que tem por objetivo promover o encontro de pesso-as. Ninguém precisa saber. Isso é especialmente verdadeiro quando um dos cônjuges é especialista em computação e o outro não. O usuário de um computador pode descobrir for-mas de esconder as evidências.

    Certa noite eu estava dormindo no sofá (fingindo dormir, melhor dizendo) e ele estava no computador, uma esposa escreveu sobre o seu marido infiel em um site de chat. Ele veio sorrateiramente ver se eu estava mesmo dormindo e vol-tou, na ponta dos pés, ao computador. Levantei-me sem fazer barulho e fui, na ponta dos pés, até a sala do computador. Ele minimizou a tela que estava lendo imediatamente, mas não foi rápido o suficiente... Eu havia conseguido ver o conteúdo. Uma mulher estava tentando seduzir o meu ingênuo marido. Ele disse que não era nada, mas eu conhecia bem a sua reação. Nós passamos por um ano bem difícil, e ainda estou tentando superar aquilo tudo... A confiança se foi e está bem difícil recuperá-la.¹

    Anonimato

    A Internet também é anônima. Ou, pelo menos, assim parece ser. Quando está conectado você pode ser qualquer pessoa, ou ninguém. Muitos homens que jamais poriam a sua sombra sobre a porta de uma loja de itens pornográficos, fa-cilmente visitariam uma versão virtual desse estabelecimen-to — e sem precisar fazer uso de um sobretudo. Ninguém precisa saber que você está baixando esse tipo de figura no seu computador. Em salas de bate-papo, você pode criar qualquer tipo de personalidade que desejar. Você está acima do peso? Pode dizer que é magérrimo. É de baixa estatu-ra? Na Internet você pode ser alto! Está em idade avançada? Você pode dizer que é jovem. É narigudo? Sua pele é feia? Ninguém vai ver como você é. No mundo cibernético, você pode ser tratado como um bonitão, como um bebê, como um modelo ou, simplesmente, como a pessoa que você sabe ser no seu íntimo.

    Uma menina de 18 anos ficou perplexa ao saber que a sua mãe estava tendo um caso de amor pela Internet. Encontrei emails em sua bolsa dizendo que ela seria uma tal de Amanda, que era solteira... ela levava uma vida de fantasia. Ela já vinha conversando com aquele homem havia algum tempo. Ele era casado e tinha filhos, da mesma forma que ela, mas ela o fez pensar que era uma jovem... tudo o que ela não era.²

    O anonimato leva ao experimentalismo. Um homem que evitaria bares gays pode se atrever a ver como funciona um website gay. Uma mulher poderia se escandalizar quando um bate-papo atravessa as fronteiras da decência, mas qual o problema disso? Ninguém saberá qual o seu nome verda-deiro. Se você sempre foi curioso em conhecer mais sobre sadomasoquismo ou troca de casais ou sobre vários fetiches, pode ceder à sua curiosidade no mundo cibernético, e os seus vizinhos nunca ficarão sabendo.

    É esse anonimato inicial que atrai muitas pessoas envergonhadas, mas curiosas a respeito dos outros, para as salas de bate-papo. Se você é uma pessoa insegura com a sua aparên-cia, ou se tem dificuldade em manter uma conversa casual, ou se, talvez, simplesmente não saia muito de casa, as salas de bate-papo e os relacionamentos via e-mail podem ser um grande escape social para você.

    No mundo virtual você tem uma aparência totalmente diferente — ela se reduz às palavras que se mostram na tela. E você tem uma capacidade incrível de controlar essa aparência. Isso lhe proporciona um tipo de poder que muitas pessoas consideram sedutor.

    Em um artigo de uma revista publicada na Internet, o escritor Steve Watters nos fala da sua atração por relacionamentos via e-mail nos seus anos de secundarista. "Era muito comum eu gaguejava em conversas cara a cara com garotas às quais queria impressionar. Enfim, eu tinha agora a oportunidade de planejar os meus comentários, de apresentar ideias que pensa-va serem engraçadas e notáveis. Eu tinha, até mesmo, a opor-tunidade de consertar palavras mal escolhidas — uma

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