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100 Curiosidades da Física

100 Curiosidades da Física

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100 Curiosidades da Física

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4.5/5 (4 avaliações)
Comprimento:
259 páginas
2 horas
Editora:
Lançado em:
May 30, 2021
ISBN:
9788582454459
Formato:
Livro

Descrição

A Física não é uma ciência exata, como muitos pensam. Ela estuda a natureza e seus comportamentos. Suas raízes podem ser encontradas no período inicial da filosofia grega, cerca de 2 500 anos atrás. Os sábios e estudiosos a denominavam Physis, que significa a natureza essencial de todas as coisas. O termo Física deriva dessa palavra grega.
Este livro é o resultado de muitos anos de observações, como professor de Física, tanto em sala de aula como fora dela. Alunos, e mesmo outras pessoas fora do ambiente escolar, inúmeras vezes mostraram interesse em saber como as coisas "são como são". Porém se; ao tentarmos explicar um fenômeno, usarmos de equações, formalismo matemático, leis, linguagem científica complicada, elas perdem o interesse pela explicação. Por isso procuramos aqui, abordar fenômenos que ocorrem no dia - a - dia das pessoas e explicá-los usando princípios físicos conhecidos, em linguagem simples e acessível ao leitor leigo ou ao estudante iniciante no estudo da Física.
As questões foram agrupadas segundo assuntos do cotidiano que ocorrem em ambientes diversos, sem preocupação com ordenação ou pré-requisito de qualquer natureza. As explicações dadas para solucionar cada questão foram elaboradas da forma mais simples possível, sem nenhum prejuízo científico e procuram mostrar que muitos eventos presentes em nossa vida são facilmente explicados pela ciência. Espera-se com isso incentivar a observação do cotidiano e o raciocínio do leitor.
Algumas questões, incluídas propositadamente, abordam fenômenos explicados por outras ciências tais como Matemática, Química, Geografia e Biologia. Elas foram incluídas porque acreditamos que as respostas se relacionam com a Física e contêm o mesmo tipo de raciocínio científico usado no restante do livro.
Editora:
Lançado em:
May 30, 2021
ISBN:
9788582454459
Formato:
Livro

Sobre o autor


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100 Curiosidades da Física - João Taranto

Arco-íris?

Um líquido consegue subir pelo canudinho porque diminuímos a pressão na nossa boca e a pressão atmosférica, temporariamente maior que a pressão no interior do canudinho, empurra a bebida através dele. Quando tomamos uma bebida alcoólica com canudinho, a pressão no interior da boca fica menor que a pressão no copo. O álcool nesse caso vaporiza mais rápido, fazendo com que uma parte dele seja absorvida pelo interior da boca. Vejamos por que: qualquer substância pode ser sólida, líquida ou gasosa. Os fatores que determinam em que estado de agregação em que ela se encontra são a temperatura e a pressão. Variando-se estes valores, pode haver uma transição de fase de agregação da substância. A ilustração a seguir explica esse fato: um abaixamento de pressão, como ocorre no interior da boca, pode levar o líquido ao estado de vapor. Acompanhe a seta na ilustração.

Note que no gráfico denominado Diagrama de Fases de Agregação, um par de valores de pressão e temperatura, nos fornece o estado em que uma substância se encontra. Absorvido no interior das bochechas, o álcool cai na corrente sanguínea diretamente, e mesmo num percentual muito pequeno é absorvida pelo organismo mais rapidamente que a outra parte ingerida através do copo, que ainda vai passar pelo estômago. O resultado é que a pessoa fica alegre mais rapidamente.

Às vezes, quando um jogador chuta a bola ela faz uma curva no ar, em vez de seguir reto. Esse é o chamado Efeito Magnus e acontece quando a bola é lançada pelo ar, girando rapidamente. Ele foi observado pela primeira vez em 1852 pelo físico alemão Gustav Magnus. O efeito depende da velocidade de rotação da bola e também da quantidade de ar que a bola arrasta quando gira. Quanto mais rugosa for a bola, mais ar ela arrasta e maior é o efeito. É por isso que a bola de tênis é peluda. Enquanto a bola se move, ela arrasta um pouco de ar que está passando por ela, durante os giros. Uma das propriedades dos fluidos é que, quando a velocidade aumenta, a pressão diminui (Princípio de Bernoulli).

No lado onde a bola e o vento se movem no mesmo sentido, a velocidade é maior e a pressão é menor (na figura corresponde à parte inferior da bola). Onde o vento se move em sentido contrário à rotação da bola, a velocidade é menor e, consequentemente, a pressão é maior (na figura corresponde à parte superior da bola). A diferença de pressão faz surgir uma força que desvia a trajetória original da bola e ela faz uma curva no ar.

Essa é uma situação que acontece no dia a dia, e que devemos decidir em questão de segundos ou décimos de segundo. Como não existe regulamentação no Código Brasileiro de Trânsito quanto o que deve ser feito em caso da luz amarela, o Contran criou a Resolução 160, inciso II, em abril de 2004, regulamenta este tipo de sinalização. Segundo o texto, a decisão de passar ou não o sinal amarelo tem que ser do motorista, que precisa analisar tudo com rapidez, bom senso e segurança. Conforme dicas do DETRAN MG, o ideal é que os motoristas parem no sinal amarelo, sempre que for possível fazê-lo, desde que esteja em segurança e desde que não venha nenhum carro atrás em velocidade alta. Mas é preciso lembrar que não existe desobediência ao sinal amarelo. O que o Contran diz sobre ele é apenas uma recomendação. Exatamente por não existir irregularidade, ninguém pode sofrer punição por atravessar uma via no sinal amarelo. É claro que na hora não temos tempo para cálculos, mas a partir de dados reais teremos uma ideia de como devemos nos comportar nessa situação. Estamos dirigindo tranquilamente e o sinal de trânsito à nossa frente passa do verde ao amarelo. O que é melhor? Acelerar e tentar passar antes dele ficar vermelho ou frear e parar sem avançar o sinal? Faremos os cálculos considerando o veículo novo Azera, motor V6, 3.0, 270 CV, da Hyundai, com combustível gasolina e fazendo uma hipótese que ele só pode se locomover em movimento uniforme ou uniformemente variado e sem computar valores de retomada de velocidade e outros dados importantes. De acordo com dados exibidos em testes da revista Quatro Rodas, em fevereiro de 2012 para esse veículo, temos:

• Variação de velocidade de 0 a 100 Km/h: tempo:9,9 s.

• Frenagem de 60 Km/h a 0: distância percorrida: 14,6 m.

Com base nesses dados, pode-se calcular e concluir que a aceleração deste veículo é igual a 2,79 m/s². Consideremos a seguinte situação: estamos dirigindo a 60 Km/h numa rua reta e plana, e o sinal de trânsito à nossa frente, passa de verde para amarelo. Consideremos ainda, que ele permaneça no amarelo por 3,0 segundos. O tempo de reflexo varia de pessoa para pessoa, mas vamos considerar um tempo médio igual a 0,8 segundos. Isto quer dizer que durante 0,8 s, sem que tenhamos nenhuma reação, pode-se calcular que o carro percorre 13,32 m sem nenhuma reação de nossa parte.

Temos então duas opções:

1. Se decidirmos frear, percorreremos 14,6 m (tabela 4 Rodas) + 13,32 m (considerando o tempo de reação) até parar. Isto significa que precisaremos de uma distância total igual a 27,92 m para conseguirmos parar sem ultrapassarmos o sinal.

2. Se decidirmos acelerar iremos fazê-lo por 2,2 segundos (3s que é o tempo de sinal amarelo - 0,8s, que é o tempo de reação). Nesse tempo o automóvel percorrerá a distância igual a 43,3 m. Isto quer dizer que; contando a distância que percorremos sem nenhuma reação (13,32m), podemos percorrer o total de 56,62m (13,32m + 43,3 m), ainda com o sinal amarelo.

Conclusão: para não avançarmos o sinal vermelho, nosso comportamento deve ser:

1. Se estivermos a menos de 27,92 m do sinal antes dele ficar amarelo, é melhor acelerar.

2. Se estivermos a mais de 56,62m do sinal, antes dele ficar amarelo, devemos frear.

3. Se estivermos entre 27,92 m e 56,62m podemos frear ou acelerar, pois de qualquer forma não ultrapassaremos o sinal vermelho.

No interior de nossos olhos há, entre outras, uma substância denominada transretinal, incolor e sensível à luz. Devido à energia da luz emitida no flash, a absorção de um fóton promove elétrons na ligação para um orbital de maior energia. Esta excitação quebra o componente da ligação dupla que é temporariamente convertida em uma ligação simples. Muda-se a geometria dessa substância para sisretinal, que reflete a luz vermelha. Durante essa fração de segundos, presenciamos a forma sisretinal, avermelhada e instável, que retorna logo em seguida à sua forma original, transretinal. Por isso, nossos olhos parecem avermelhados numa foto com flash.

O conceito de energia é de fundamental importância na Física e no corpo humano pois, todas as nossas atividades envolvem trocas de energia. O corpo utiliza a energia extraída da alimentação para manter em funcionamento seus vários órgãos, manter a temperatura constante e realizar trabalho externo. A conservação de energia no corpo humano obedece à 1ª Lei da Termodinâmica: ela mostra que a variação da energia interna, ou armazenada pelo corpo é igual à diferença entre o calor trocado com o ambiente e o trabalho realizado. Estimativas de perdas de calorias:

a) Somente fazendo caminhada.

Considerando um consumo médio de 3,80 Kcal/min. para uma caminhada, o consumo de oxigênio de 0,76 litros/min., o trabalho é de 265 W, considerando que 1 g de gordura libera 9,3 Kcal. Efetuando-se os cálculos, para perder 10 Kg em um mês desprendendo 3,8 Kcal/min., teríamos que caminhar 13 h e 30 minutos por dia!

b) Somente por dieta.

Com um plano de redução de 1 000 Kcal /dia, falta essa suprida pela queima de gordura, ainda assim precisaríamos de aproximadamente três meses para a perda de 10 Kg.

c) Somente por irradiação.

Calculando-se a diferença entre a potência irradiada pelo corpo e a absorvida daria uma perda irrelevante de 1 Kcal/min.

d)Somente pelo suor da pele.

Calculando-se a perda somente com o suor, chegaríamos a 0,5 Kcal/min., também um valor irrelevante.

e) Somente bebendo água gelada.

Considere a temperatura da água gelada em torno de 4º C e a do corpo humano cerca de 36º C. Então, quando você ingere o líquido gelado o corpo trabalha para aquecê-lo. Esse processo, chamado termogênese, gera aumento de consumo de energia, ajudando assim a promover a queima calórica. A queima calórica é pequena. Um copo de água gelada faz o organismo gastar cerca de 10 calorias para fazer o líquido ficar com a mesma temperatura corporal. Calcula-se que 8 copos de água por dia a 4º C, conseguem eliminar cerca de 100 calorias. Em um mês, neste processo perderíamos aproximadamente 3 000 cal.

O desgaste dos pneus é muito grande durante uma prova. Eles são mais largos apenas para se ter mais borracha para gastar, sem comprometer a segurança do carro e sem que se tenha que parar nos boxes a toda hora, para trocar pneus. É comum pensar que se trocando pneus mais estreitos por pneus mais largos, o atrito com o solo aumenta, mas o atrito não depende da

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