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Manual do Diácono

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Manual do Diácono

notas:
3.5/5 (3 notas)
Duração:
184 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
25 de ago. de 2014
ISBN:
9788526312104
Formato:
Livro

Descrição

Este manual de fácil entendimento apresenta assuntos práticos que geralmente surgem nas vidas dos líderes da igreja, como diáconos.
O objetivo deste manual é subsidiar os diáconos no exercício de suas funções e como ser eficaz no serviço do seu ministério. Um livro que procura auxiliar com dicas e orientações, fornecendo apoio bíblico na prática de seus afazeres na igreja.

Um produto CPAD.
Editora:
Lançados:
25 de ago. de 2014
ISBN:
9788526312104
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Livro

Sobre o autor


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Manual do Diácono - Claudionor Corrêa

Diácono

A o amigo e conselheiro, Rubster Abreu Xavier. Este homem santo muito me ajudou num dos momentos mais difíceis e provados de minha vida. Pastor Rubster, o senhor é um dos maiores pastores de almas que conheço.

mbora fosse ele um simples diácono, sua atuação revelou-se mais do que decisiva naquele conclave. Sua energia e zelo doutrinário levaram a Igreja Cristã a buscar uma definição meridianamente ortodoxa quanto à pessoa de Cristo.

Em todos aqueles árduos e extenuantes debates, sua palavra ungida prevaleceu, e já imperava sob a égide da autoridade divina, iluminando os mais graduados participantes do concílio.

Assim, logrou Atanásio (298-373) debelar a virulência da heresia ariana que já começava a comprometer os principais artigos de fé do Novo Testamento. Sua participação no Concílio de Nicéia, em 325, delimitou, em termos definitivos e irrecorríveis, as diferenças entre a ortodoxia e o erro.

Na vida desse valoroso servo de Cristo que, mais tarde, assumiria o bispado de Alexandria, cumpriu-se o que escrevera Paulo a Timóteo: Porque os que servirem bem como diácono adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus (1 Tm 3.13).

Tão gloriosa promessa não se limitou ao ministério de Atanásio. Da instituição do diaconato aos nossos dias, vem o Senhor Jesus honrando os que, apesar da aparente insignificância desse ofício, exercem-no de maneira amorosa e sacrificial. Pois sabem que a essência não somente desse, mas de todos os ministérios, é o serviço.

Agora que você é diácono, conscientize-se da importância de seu ministério. Sirva a Igreja de Cristo com o ardor de Estevão e a perseverança de Filipe. E haverá você de constatar: é a partir do diaconato que os talentos do obreiro começam a multiplicar-se diante de Deus e dos santos. Não foi o que aconteceu ao protomártir Estevão?

Não se esqueça! A essência do ofício diaconal é o serviço! E serviço é a base do ministério cristão. Servir a Deus é participar dos segredos do Reino; é administrar aquele amor que o levou a entregar o Unigênito em favor da humanidade pecadora. Visto deste prisma, pode haver diácono mais perfeito que o Senhor Jesus Cristo? Ele não veio para ser servido, mas a fim de servir-nos com a própria vida.

Você também não foi chamado para ser servido, mas para desdobrar-se em serviços a Cristo e a sua Igreja.

Introdução; I. Definição; II. A Instituição do diaconato; III. A natureza do diaconato; IV. Diaconato – um ministério Louvável; V. Jesus, o Diácono dos diáconos; Conclusão; Questionário; Atividades Devocionais.

A Natureza do Diaconato

INTRODUÇÃO

quilino de Pedro afirmou que o diaconato é o ministério por excelência; o serviço é a sua razão primacial. Se nos voltarmos aos Atos dos Apóstolos, constataremos que não exagera o ilustrado teólogo. A diaconia outra coisa não é senão um serviço incondicional e amoroso a Deus e à sua Igreja.

O diácono que não vive para servir a igreja de Deus, não serve para viver como ministro de Cristo. A essência do diaconato é o serviço; do diaconato, o serviço também é o amoroso fundamento. E sem serviço a diaconia é impossível. Nesse sentido, quão excelso e perfeito diácono foi o Senhor Jesus!

Não buscamos aqui nenhum efeito retórico. Todas essas implicações acham-se em perfeita consonância com o significado da palavra diácono.

I. DEFINIÇÃO

A palavra diácono é originária do vocábulo grego diákonos e significa, etimologicamente, ajudante, servidor. Já que o diácono é um servidor, pode ele ser visto também como um ministro; a essência do ministério cristão, salientamos, é justamente o serviço.

Em seu Dicionário do Novo Testamento Grego, oferece-nos W. C. Taylor a seguinte definição de diácono: garçom, servo, administrador e ministro. Na Grécia clássica, diácono era o encarregado de levar as iguarias à mesa, e manter sempre satisfeitos os convivas.

Na Septuaginta, eram os servos chamados de diáconos, porém não desfrutavam da dignidade de que usufruíam seus homônimos do Novo Testamento, nem eram incumbidos de exercer a tarefa básica destes: socorrer os pobres e necessitados. Não passavam de meros serviçais. Aos olhos judaicos, era esse um cargo nada honroso. Se quisermos entender a real função do diácono, ver-nos-emos obrigados a recorrer ao étimo da palavra diaconia. No original, ostenta o referido vocábulo estes sentidos: distribuição de comida, socorro, ministério e administração. Não são esses basicamente os misteres do diácono eclesiástico?

A palavra diácono aparece cerca de trinta vezes no Novo Testamento. Às vezes, realça ela o significado de servo; outras, o de ministro. Finalmente, sublima a função que passou a existir na Igreja Primitiva a partir de Atos capítulo seis. Observemos, entretanto, que, nesta passagem de Atos dos Apóstolos, não encontramos a palavra diácono. O cargo é descrito, e o título não é declinado. A obviedade do texto, contudo, não atura dúvidas: referiam-se os apóstolos, de fato, ao ministério diaconal.

II. A INSTITUIÇÃO DO DIACONATO

O diaconato é o único ministério cristão a originar-se de um fato social; surgiu de uma premente necessidade da Igreja Primitiva: o socorro às viúvas helenistas. Atenhamo-nos à narrativa de Lucas:

Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia, e os apresentaram perante os apóstolos; estes, tendo orado, lhes impuseram as mãos (At 6.1-7).

Do texto sagrado, apontemos alguma das razões que levaram os apóstolos a instituírem o diaconato:

1. O crescimento da Igreja. Do Pentecostes à instituição do diaconato, a Igreja Primitiva cresceu de maneira vertiginosa. De aproximadamente três mil convertidos, passou logo a cinco mil; a partir daí, o rebanho do Senhor não mais parou de multiplicar-se (At 2.41; 4.4). De forma que, em Atos capítulo seis, o número de discípulos já havia superado a capacidade estrutural da Igreja (At 6.1).

Crescendo o número dos fiéis, cresceram também os problemas. Tivesse a Igreja se limitado aos cento e vinte, certamente nenhuma dificuldade teriam os primitivos cristãos. Não haveriam de precisar de diáconos, nem de pastores. Até os mesmos apóstolos seriam prescindíveis. Acontece que as grandes igrejas enfrentam grandes desafios, e demandam, por conseguinte, grandes soluções.

Com a chegada das ovelhas, vai o aprisco deixando sua rotina, vai o pastoreio desdobrandose em cuidados e desvelos pelas almas, e o Reino de Deus vai alargando suas fronteiras e descortinando os mais promissores horizontes.

O maior problema da Igreja Primitiva, naquele momento, era o desconcerto social gerado pelo clamor das viúvas helenistas que, na distribuição diária, vinham sendo preteridas em relação às hebréias.

2. O descontentamento social. Relata-nos Lucas que houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária.

Tal contingência não podia esperar; exigia imediata solução. Caso não houvesse uma alternativa urgente e satisfatória, a situação deteriorar-se-ia, agravando a injustiça social, e aprofundando a fissura entre os dois principais segmentos culturais da Igreja em Jerusalém: os hebreus e os helenistas.

Afirma o eminente teólogo da Universidade de Salamanca Lorenzo Turrado: A queixa dos helenistas, a julgar pela iniciativa tomada pelos apóstolos, parece que tinha sério fundamento.

A situação que se desenhava deixou os apóstolos mui preocupados. Como israelitas, sabiam eles que a injustiça e a desigualdade sociais eram intoleráveis aos olhos de Deus (Dt 15.7, 11). Não foi por causa da opressão que o Senhor desterrara a Israel? A palavra de Ezequiel não tolera dúvidas: "O povo da terra tem usado de opressão, e andado roubando

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