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ANÁLISE DE VIABILIDADE E RISCO EM PROJETOS DE INVESTIMENTOS

ANÁLISE DE VIABILIDADE E RISCO EM PROJETOS DE INVESTIMENTOS

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ANÁLISE DE VIABILIDADE E RISCO EM PROJETOS DE INVESTIMENTOS

notas:
4/5 (1 nota)
Duração:
171 páginas
1 hora
Editora:
Lançados:
19 de dez. de 2016
ISBN:
9788582454138
Formato:
Livro

Descrição

O livro apresenta uma discussão dos principais aspectos a serem considerados na avaliação de projetos de investimentos, principalmente quanto aos métodos adequados e suas condicionantes, assim como os aspectos relacionados à identificação do risco. Faz uma revisão de aspectos básicos de finanças e matemática financeira e em seguida apresenta os conceitos dos fluxos de caixa estimados para o projeto. São analisadas as várias condicionantes relacionados à possível não obtenção dos resultados prometidos, em função de variação em quantidades, preços e custos relacionados ao projeto. Para tanto, são realizadas demonstrações a partir dos conceitos determinísticos e em seguida mostram-se as análises de sensibilidade e de cenários. Por fim, conclui-se com a avaliação de risco.
Editora:
Lançados:
19 de dez. de 2016
ISBN:
9788582454138
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Livro

Sobre o autor


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ANÁLISE DE VIABILIDADE E RISCO EM PROJETOS DE INVESTIMENTOS - E. L. LEISMANN

1-Introdução

Ao longo da minha vida acadêmica, ao atuar na área de finanças na graduação e pós-graduação, pude observar que algumas características da análise de viabilidade de investimentos, com ênfase na análise de risco, têm sido tratadas tangencialmente na bibliografia da área, sendo observada uma lacuna a ser preenchida.

Assim, este livro tem como proposta apresentar os principais aspectos a serem considerados ao se avaliar um projeto de investimento, considerando os fatores que o empresário enfrenta na prática, no processo de tomada de decisões.

Com a aplicação prática dos conceitos de análise de viabilidade ou dos retornos dos investimentos e de sua relação com a análise de risco, espera-se evidenciar que os dois conceitos andam necessariamente juntos. Assim, essa deve ser a temática central da análise e da apresentação dos exemplos práticos.

Para tanto, além dessa introdução, torna-se necessário apresentar os principais elementos de matemática financeira e dos fluxos de caixa, pois a falta de compreensão desses elementos, muitas vezes, dificulta a análise correta na comparação de investimentos com vidas úteis diferentes ou com fluxos de caixa com distribuições em magnitudes também diferentes ao longo do tempo do projeto. Aspectos relacionados à correção de valores e como tratar a inflação nos cálculos e os tipos de taxas de juros (nominal, real, efetiva, etc.) também serão considerados. Como, na prática, as empresas fazem uso frequente de planilhas eletrônicas, os exemplos são demonstrados a partir de planilhas, o qual ocorre no capítulo dois de forma mais recorrente e, também, em outros capítulos, sempre que a demonstração possa auxiliar a compreensão dos conceitos.

Além da utilização dos elementos básicos da matemática financeira, são retomadas as principais fórmulas utilizadas nos métodos de avaliação de investimentos. Assim, no capítulo três, esses métodos de avaliação de investimentos são apresentados e criticados em suas falhas ou mesmo em aspectos que os mesmos não se propõem a resolver ou que não conseguem, por ser característica do método em questão.

Desta forma, além de apresentar a crítica inerente aos métodos, apresenta-se uma discussão de como o problema pode ser encaminhado para resolver a questão prática da necessária tomada de decisão de investimento. Da mesma forma, e como um aspecto de maior relevância, ainda no capítulo três são discutidos outros aspectos relacionados aos fluxos de caixa, como por exemplo, os impactos de diferentes formas de tributação das empresas no Brasil e como isso influi nos resultados dos projetos.

Após essa apresentação dos métodos e suas críticas, no capítulo quatro, a proposição é demonstrar o potencial da Análise de Sensibilidade em Projetos de Investimentos, permitindo que sejam feitas simulações e se verifique os impactos de determinadas variações em elementos chaves do projeto em análise. Esta é uma primeira forma de abordar os elementos de risco de um projeto em termos individuais. Como isso implica em cálculos envolvendo inúmeras variáveis, até para identificar qual ou quais são de fato importantes sob o ponto de vista do risco de alteração dos resultados do projeto, será demonstrado como se pode realizar essa análise de sensibilidade e como interpretar seus resultados.

Por sua vez, no capítulo cinco, a abordagem ocorre em relação à Análise de Cenários em Projetos de Investimentos. Esse procura avaliar o impacto conjunto de todas as variáveis a partir de diferentes cenários. De forma sintética, são demonstrados exemplos para realização e interpretação da análise de cenários.

Para finalizar, o capítulo seis, o último do livro, aborda a Análise de Risco em Projetos de Investimentos, começando com a abordagem mais simples de avaliação de risco e mostrando como análises proporcionadas por simulação podem ser feitas, e como isso é importante no processo de tomada de decisão empresarial. Também, nesse capítulo, é apresentado o Software @Risk e uma planilha eletrônica para realização de simulação em avaliação de projetos e a metodologia das Opções Reais.

Nas Considerações Finais, retomam-se recomendações importantes a serem consideradas nas análises de projetos de investimentos e que foram apresentadas ao longo dos capítulos, bem como, se indica novos avanços que podem ser feitos nesta área que possam melhorar o processo de tomada de decisões de investimento nas empresas.

2-Elementos de Matemática Financeira e uso de Planilhas Eletrônicas

2.1 – Aspectos Iniciais: Juros

Este capítulo apresenta uma discussão sobre taxas de juros, visando facilitar ao máximo a compreensão dos elementos centrais referentes à matemática financeira, que permitirão acompanhar as discussões dos capítulos posteriores.

Um dos aspectos que muitas vezes dificultam a compreensão da matemática financeira é o uso de notações diferentes com o mesmo significado. Inicialmente, faremos uso intercalado para demonstrar que o que importa é o conceito e não a notação em si. Por exemplo, t e n são símbolos utilizados para designar o período e tempo de determinado fluxo de caixa. Também r e i são utilizados para designar taxas de juros, embora neste caso seja importante tomar cuidado, pois, as vezes, o termo r faz referência à taxa de juro real e o termo i faz referência à taxa de juro nominal.

Embora teoricamente sejam admitidos juros simples e juros compostos, na vida empresarial e da análise de projetos de investimentos somente os juros compostos são considerados. Para tanto, os cálculos, discussões e demonstrações feitas ao longo do livro levam em consideração juros compostos. Para fins didáticos e para facilitar a compreensão, seguem alguns comentários e exemplo sobre juros simples.

Destaca-se que os juros simples são sempre calculados sobre o Principal inicial (P ou VP), sendo que os juros calculados são somados ao principal e geram o Montante ou Valor Futuro (VF), sendo que a fórmula básica é dada por:

VF ou Montante = Principal (1 + it)

Veja que o principal é multiplicado por um valor correspondente a 1 mais a taxa de juros do período (sempre em decimal), levando-se em consideração também o prazo da aplicação. Por exemplo, para um principal de 100 e uma taxa de juros de 10% (0,10 em decimal) e três períodos de tempo (t ou n), teremos:

Montante = 100(1 + 0,10x3) = 100(1,30) = 130

Esse mesmo exemplo aplicado a partir de juros compostos gera-se um resultado diferente. Na prática, e isso vale inclusive para as cadernetas de poupança, passado um período você recebe ou reaplica os valores recebidos, ou seja, nos juros compostos, no período dois você recebe os juros do principal inicial e os juros reaplicados ao final do período um, quando não retirados. Assim, no período dois você recebe os juros do principal novamente e os juros dos juros que foram reaplicados. Esse processo se repete pelo número de capitalizações estabelecidas no contrato.

Em termos de fórmula, o que muda em relação aos juros simples é que em vez de multiplicar a taxa de juros pelo número de períodos, como foi demonstrado nos juros simples, nos juros compostos eleva-se à potência correspondente ao número de períodos de capitalização (t). Veja que o t não é mais multiplicado pelo i e sim, torna-se potência. Como a potência deve ser resolvida antes da multiplicação, após resolvê-la, multiplica-se pelo Principal. Desta forma, a fórmula fica sendo:

VF ou Montante = Principal (1 + i)t

VF ou Montante = 100 (1 + 0,10)³ = 100(1,3310) = 133,10

A partir deste ponto, somente os juros compostos são considerados.

Sendo os juros compostos a base para os cálculos nas finanças modernas, que consideram o valor do dinheiro no tempo, é importante também destacar as três regras da movimentação no tempo. Berk & Demarzo (2009, p.121-122) as apresentam como:

"…1-Comparando e combinando valores: nossa primeira regra é que somente é possível comparar ou combinar valores no mesmo ponto no tempo. (…) para comparar ou combinar fluxos de caixa que ocorrem em diferentes pontos no tempo, primeiro é preciso convertê-los nas mesmas unidades ou movimentá-los para o mesmo ponto no tempo;

2-(…) Movimentando fluxos de caixa para um ponto no futuro: nossa segunda regra estipula que, para movimentar um fluxo de caixa para um ponto no futuro, é necessário compô-lo. (…) O valor de um fluxo de caixa que é movimentado para um ponto no futuro é se chama de seu valor futuro;

3-(…) Movimentando fluxos de caixa para um ponto no passado: A terceira regra descreve como movimentar fluxos de caixa para um ponto no passado. (…) Nossa terceira regra estipula que para movimentar um fluxo de caixa de volta para o passado temos que descontá-lo." (BERK & DEMARZO (2009, p. 121-122)).

Outro aspecto importante a ser observado em termos de revisão refere-se aos juros nominais e juros reais.

Na fórmula apresentada a seguir, o termo r representa a taxa de juros real e o termo i representa a inflação, sendo que j, neste caso passa a ser a taxa de juros nominal:

(1+j)

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