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O Conde e a Donzelona

O Conde e a Donzelona

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O Conde e a Donzelona

notas:
4/5 (2 notas)
Duração:
280 páginas
4 horas
Editora:
Lançados:
Dec 3, 2020
ISBN:
9781547588947
Formato:
Livro

Descrição

O CONDE E A DONZELONA

Romance de Regência da Rosa Azul : As Senhoritas Culpepper, Livro Um

Um conde irritado. Uma solteirona desesperada. Uma aposta imprudente.

Por cinco anos, Brooke Culpepper concentrou sua energia em duas coisas: manter a fazenda de laticínios decadente que é sua casa operando e impedir que sua irmã e primas mais novas morressem de fome. Até que um dia, um estranho de rosto taciturno chega à sua porta e anuncia ser o novo proprietário e que planeja vender a propriedade. Embora indignada, Brooke não pode negar que o Conde de Ravensdale faz seu pulso disparar da maneira mais perturbadora.

Heath fica furioso ao descobrir que cinco mulheres chamam a terra que ele ganhou no carteado de casa. O guardião delas não fez menção alguma a suas precárias e miseráveis ​​proteções, nem revelou que forçara Brooke a enviar-lhe os lucros da fazenda ou expulsaria a todas. Heath detesta tudo sobre o interior e não tem vontade alguma de possuir uma fazenda fedorenta, mesmo que um dos ocupantes seja a mulher mais inteligente e fascinante que já conheceu.

Desesperada, pobre e sem nenhum lugar para levar sua família, Brooke de forma precipitada propõe uma aposta. A aposta de Heath? A Fazenda. A dela? Sua virtude. A terra não é de interesse de Heath, mas ele acha Brooke irresistível e ignora a prudência, bem como seu senso de honra, e aceita o desafio dela.

Uma aposta em que o vencedor leva tudo, ambos irão se arrepender de sua impulsividade principalmente se o amor estiver em jogo?

Editora:
Lançados:
Dec 3, 2020
ISBN:
9781547588947
Formato:
Livro

Sobre o autor


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O CONDE E A DONZELONA

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As senhoritas Culpepper, livro um

COLLETTE CAMERON

"Eu pensei que você preferiria

se tornar minha esposa

do que minha amante"

––––––––

Cativante, uma viagem com alta carga emocional!

Katherine Bone, autora bestseller

Dedicatória

A todos os professores mal remunerados, desvalorizados, trabalhadores e

que se sacrificam pelo ensino.

Uma história começa com uma única letra.

Muito obrigada.

Agradecimentos

O meu mais profundo obrigada à Sarah Hegger por suas críticas certeiras e elaboradas, à Katherine Bone pela sua citação na capa de O Conde e a Donzelona, a JH e DF por serem minhas fiéis leitoras beta e por suas observações valiosas, e também à minha maravilhosa artista de capa, Teresa Spreckelmeyer.

Devo agradecer também à minha editora, Danielle Fine, Cindy Jackson, muito mais do que uma mera assistente virtual, a todos os autores da Windtree Press e à minha "street team" do Facebook, Collette’s Chéris.

Dizem que é necessária uma vila inteira para educar uma criança. Bem, é necessária uma equipe dedicada para publicar um livro.

Sou muito abençoada por trabalhar com esse grupo de pessoas maravilhosas.

Beijinhos,

Até mesmo quando considerado prudente e com a mais nobre das intenções,

aquele que aposta com a sorte geralmente se encontra de mãos vazias.

~Sabedoria e Conselhos — O manual da vida prática de uma dama da sociedade

Capítulo Um

Esherton Green,

Próximo a Acton, Cheshire, Inglaterra

Início de abril de 1822

Será que eu nasci virada para o lado errado da lua ou eu fui amaldiçoada assim que respirei pela primeira vez?

Brooke Culpepper suprimiu a vontade de levar os punhos aos céus e repreender o Todo-Poderoso. O diabo possuía mais sorte que ela. Meu Deus, agora mais duas vacas lutavam para recuperar as forças?

Ela lançou um olhar preocupado sob as pálpebras para o administrador-também-capataz de Esherton Green, Richard Mabry, enquanto mordia o lábio e andava em frente ao fogo medíocre da lareira do escritório. O aroma suave de madeira queimada combinada com o óleo de linhaça, o couro velho e o ligeiro traço do tabaco do cachimbo de seu pai banhavam o ambiente. Os cheiros a lembravam de tempos mais felizes, mas nada podiam fazer para acalmar seus nervos em frangalhos.

A saia de lã acinzentada farfalhava sobre seus calcanhares ao girar para retomar sua jornada ao outro lado da sala, cruzando o carpete Axminster que costumava ser tão verde e agora se encontrava tão desfiado que o piso de carvalho aparecia por inúmeros locais. Suas botas de cano curto já desgastadas estavam um pouco melhores, embora ela tenha escondido seu desequilíbrio quando o pedaço de couro que usou para cobrir o buraco na sola esquerda se soltou novamente.

Do assento confortável na poltrona gasta e desbotada, Freddy, um idoso corgi galês, a observava com os olhos marrons cheios de vida e seu focinho apoiado nas patas roliças. Duas velhas gatas malhadas estavam deitadas juntas tão coladinhas no couro rachado do sofá que era difícil dizer onde uma começava e a outra terminava.

O que ela devia fazer? Brooke cerrou firmemente os lábios e estremeceu.

Ela deveria se aventurar ao celeiro e ver as vacas por conta própria?

Que bem isso faria? Ela pouco sabia sobre medicar o gado e por isso deixara os animais aos cuidados do Sr. Mabry. A sua força jazia apenas na administração financeira da fazenda leiteira e na sua capacidade de fazer um xelim render.

Ela lançou um olhar pela janela bay-window e, apesar do fogo, esfregou os braços contra o calafrio que subia por sua espinha. Um vento frenético açoitava os ramos lilases e arranhava os painéis respingados pela chuva. A tempestade que ameaçava desde a madrugada finalmente libertou toda a sua fúria, e ventos fortes se debatiam contra a casa dando ao dia um tom sombrio e soturno — como um mau agouro.

Pelo menos Mabry e os demais ajudantes conseguiram levar o gado antes do temporal cair. O rebanho de cinquenta — não, sessenta contando com os bezerros recém-nascidos — ruminava e resistia à tempestade dentro dos velhos, porém resistentes celeiros.

Conforme ela olhava pelo painel embaçado, uma telha de madeira se soltava do anexo distante — um pombal de pedra não mais utilizado. Após o vento jogar a ripa por alguns momentos, a madeira rodopiou até o chão, onde ela se revirou até ficar presa debaixo de um arbusto desengonçado. Mais duas telhas caíram na terra, desta vez vindas dos celeiros.

Disparates e penas traseiras de gansos.

Brooke conteve um suspiro. Cada estrutura da propriedade, incluindo a casa, precisava de algum tipo de reparo: telhados, venezianas, estábulos, assoalhos, portas, revestimentos... dezenas de itens necessitavam de conserto, e ela mal conseguiria angariar os fundos necessários para fazê-los apropriadamente.

— Outra dupla de vacas com dificuldades, é o que disse, Sr. Mabry?

Ele afastou as gotas de chuva de seu rosto conforme a água empoçava em seus pés enlameados, a preocupação visível em suas feições pálidas.

—Isso, Srta. Brooke. Os quatro bezerros que nasceram esta manhã passam bem, mas duas das vacas, sendo uma que teve sua primeira cria, ainda não ficaram de pé. E tem uma outra que está fraca desde o nascimento do bezerro dela ontem. — O olhar preocupado desviou para a janela. — Mais duas damas estão em trabalho de parto. É melhor eu voltar logo para o celeiro. Elas pareciam bem quando saí, mas devo ficar perto delas logo.

— Verdade, não devemos facilitar — assentiu Brooke.

O rebanho já fora reduzido ao máximo devido à doença e algumas vendas para equilibrar as despesas. Ela precisava de cada xelim que o leite das vacas traria. Perder outra, ainda mais umas duas ou três boas reprodutoras...

Não, não pense nisso.

Ela parou de vagar e forçou um sorriso alegre. Contudo, apesar do olhar cético rapidamente mascarado, os pensamentos de Mabry eram paralelos aos dela — um motivo de ela depositar sua confiança no homem. Honesto e inteligente, ele trabalhou ao lado dela para restaurar o rebanho maltratado e a fazenda após a morte do pai. Sua existência, sua sobrevivência, o futuro de todos em Esherton dependiam de a propriedade prosperar uma vez mais.

— Só se passaram algumas horas.

Quase nove para falar a verdade. Brooke massageou a têmpora.

— Talvez as damas precisem de mais tempo para se recuperarem. — Se elas se recuperarem. — Os bezerros são fortes, não são?

Por favor, deus, eles têm que ser. Ela prendeu a respiração aguardando a resposta de Mabry.

O semblante dele suavizou e um brilho alegre retornou aos olhos.

— Sim, os miúdos estão bem. Se alimentando como se fossem um saco vazio até os cascos.

A tensão afrouxou o seu aperto ruidoso e a esperança voltou a surgir por trás de suas vastas preocupações.

Uns seis bezerros foram reservados como troca ao seu vizinho e colega de fazenda leiteira, Silas Huffington, pelos grãos e os remédios que ele provera para a sobrevivência do rebanho de Esherton Green durante o último inverno. Brooke não possuía os meios necessários para pagá-lo se os bezerros não sobrevivessem — apesar do velho degenerado ter indicado que faria um acordo de natureza bem menos respeitável caso ela não tivesse o gado para permutar. Cada centavo que ela guardara — moeda a moeda, nesses últimos quatro anos — estava na gaveta secreta da mesa do pai e iria para a compra de um touro.

A prudência decretara substituir o Velho Buford há uns dois anos, mas, com poucos fundos, ela aguardou até ser tarde demais. O coração dele parou enquanto desempenhava os deveres esperados de um touro reprodutor. Não era a pior maneira de bater as botas... cascos, no caso. Mas ela contava com ele para gerar uma dúzia de bezerros nesta estação e apostara tudo nos partos neste ano e no próximo. O pobre coitado morreu antes de terminar o serviço.

Os pensamentos turbilhavam em sua cabeça. Sem um touro ela perderia tudo.

Minha casa, o cuidado da minha irmã e das minhas primas, minha razão para viver.

Ela endireitou os ombros e a resolução se fortaleceu dentro de si. Ela ainda tinha o conjunto de joias de safira dos Culpepper. Se tudo mais falhar, ela as empenharia. Ela planejava usar o dinheiro com a venda das pedras preciosas em organizar alguns acordos casamenteiros para as meninas. Embora, empenhar o conjunto valeria a pena para manter a sua família em Esherton Green, mesmo que significasse que todas as chances de sua irmã e suas primas de garantirem um partido decente evaporariam mais rápido do que um pouco de leite num fogão quente. Boa postura e ascendência significavam quase nada se a fortuna de alguém se provava menor que a de um pedinte num pátio de uma igreja.

— Como está o grande bezerro de touro que nasceu no domingo? —perguntou Brooke por sobre os ombros enquanto atiçava o fogo e fomentava a brasa a ficar mais quente. Após deixar a ferramenta de lado, ela se voltou para o capataz.

— O mais guloso do grupo. — riu Mabry dando um tapa na coxa — Tem um apetite daqueles e é tão simpático quanto o nosso Freddy aqui. Também gosta que lhe cocem atrás das orelhas.

Brooke deu uma risada e passou a mão pelo dorso de Freddy. O cachorro se abanou animado e endireitou as patas traseiras numa linha reta, olhando para ela com adoração. Quando jovem, ele foi um excelente pastor do gado. Agora estava gordo e com artrite, o focinho adorável todo acinzentado. De vez em quando, ele ainda corria atrás do gado, o instinto de pastorear o rebanho fundo em seus ossos.

Outro calafrio a percorreu. Por que estava com tanto frio hoje? Ela cedeu e colocou uma boa tora de madeira em cima das demais. As parcas fagulhas chiaram antes de vorazmente consumir a nova adição. Senhor, ela pediu que não estivesse se adoentando. Ela simplesmente não podia arcar ficando doente.

Um arranhar na porta mal precedeu à entrada de Duffen com o conjunto de chá.

— Indo aonde um homem não consegue achar um canto sossegado para fechar os olhos por um segundo ou mais.

Arrastando os pés pra dentro da sala, ele bocejou revelando os poucos dentes que sobrara na boca. Uma meia larga em seu tornozelo, o seu cabelo grisalho emaranhado e a bainha da camisa pendurada de forma torta. Típico do próprio Duffen.

— Dia dos infernos é que é. — lançando uma carranca em direção à janela e a boca em uma linha severa. — Marca minhas palavras, tem problema a caminho.

O homem não era bem um mordomo, mas certamente era mais que um empregado, agora encurvado com a idade ele fora fixo em Esherton Green por toda a vida de Brooke. Ele amava aquele lugar tão quão, se não mais, que ela, e ela não podia arcar com um servente para substituí-lo. O pouco dinheiro a forçou a demitir os empregados da família quando seu pai morrera. A cozinheira, Sra. Jennings, Duffen e Flora, empregada para toda obra, foram os que ficaram. Contudo, eles não recebiam salários — apenas casa e comida.

A renda provinda dos laticínios mal permitia à Brooke contratar umas poucas ordenhadoras e alguma ajuda nos estábulos, ainda assim não ouvira uma reclamação sequer de alguém.

Todos, inclusive a irmã dela, Brette e suas primas — Blythe e as gêmeas, Blaike e Blaire — faziam sua parte para manter a fazenda operando com algum lucro. Um lucro modesto, principalmente, porque nos últimos quatro anos o herdeiro legítimo de Esherton Green, Sheridan Gainsborough, recebia metade dos rendimentos. Em contrapartida, ele permitia Brooke e as meninas de morarem ali. Ele também fora apontado como o guardião delas. No entanto, ele parecia perfeitamente feliz em deixá-la como a provedora e cuidadora, já que não falava nada, tampouco visitava a fazenda.

—Lei ridícula em que só o próximo homem da linha de sucessão pode herdar alguma coisa. —resmungou.

Principalmente alguém que se mostrara tão desinteressado. Papai também pensava assim, mas a escolha não cabia a ele. Se ela ao menos conseguisse manter os fundos que enviava ao Sheridan a cada trimestre, Brooke poderia melhorar Esherton e assegurar também os futuros de sua irmã e de suas primas.

Se a cada desejo ganhasse uma moeda de ouro, eu estaria rica.

Brooke espirrou e então espirrou novamente. Que bodega. Um resfriado?

A última lenha estalou sonoramente e Brooke se assustou. O calor da brasa falhava em acalentar sua opinião acerca do primo em segundo grau. Ela não o conhecia e não tinha uma noção pessoal de seu caráter, mas seu pai indicara que Sheridan era um parasita que possuía hábitos desagradáveis.

Um ébrio ganancioso também.

A única vez em que atrasaram com a remessa trimestral devido a uma queda que Brooke sofrera e a fez quebrar o braço, ele escreveu uma carta indelicada exigindo o dinheiro dele.

Dinheiro dele, com certeza.

Sheridan ameaçara vender as terras de Esherton Green e botar Brooke e as outras quatro na rua se atrasassem o pagamento dele novamente.

Um tumulto na entrada anunciou a chegada das meninas. Rindo e conversando as quatro loiras adentraram o ambiente. Os trajes de temporadas passadas não diminuíam em nada o charme delas, e o orgulho por elas preencheu o coração de Brooke. Adoráveis, tanto em graça e atitude, e as queridas ainda trabalhavam duro.

— Duffen disse que tomaremos o chá aqui hoje. —sentou-se Blaike no sofá com um traje verde musgo curto demais para sua alta estrutura. Sua gêmea, Blaire, trajando um vestido rosa escuro parecido, com o comprimento tão inadequado quanto, se jogou ao seu lado.

Cada menina pegou uma gata sonolenta e aconchegou-as no colo. Os bigodes finos das gatas se remexeram e elas piscaram seus lânguidos olhos amarelados algumas vezes antes de fechá-los novamente e os sons dos ronronos preencherem a sala.

— Isso mesmo. Não achei necessário acender o fogo na sala de estar quando este aqui seria o bastante. — do jeito que as coisas estavam, pouco carvão e lenha de fogo restavam até a chegada do verão.

Brette atravessou o escritório, seu vestido listrado azul-ardósia era o único das quatro que estava numa altura proporcional. Embora as repetidas lavagens tenham transformado o traje num tom estranho de verde, quase como um cobre oxidado. Ela enganchou o braço no de Brooke.

— Olha, minha querida. —Brette apontou para a bandeja. — Eu esbanjei um pouco e fiz uma meia fornada de biscoitos de sequilho. Há tempos que não nos permitimos, e hoje é o seu aniversário. Assim como eu insisti em folhas frescas para o chá para celebrarmos

Brooke teria optado por ignorar o dia.

Vinte e três anos.

Na prateleira. Passado o seu auge. Velha demais. Solteirona. Donzelona.

Ela renunciara a sua única chance ao amor. A fim de cuidar de seu pai enfermo e assumir o cuidado de sua irmã mais nova e de suas três primas órfãs, ela recusara o pedido de casamento de Humphrey Benbridge. Ela não podia colocar a felicidade dela na frente do bem-estar dos demais e abandoná-los quando mais a necessitavam. Quem cuidaria deles se não ela?

Ninguém.

O Sr. Benbridge controlava as finanças e Humphrey tampouco se oferecera, nem estava na posição de assumir o cuidado delas. Devastado, ou foi o que afirmou, ele partiu para o continente cinco anos atrás.

Ela não o via desde então.

Todavia, a irmã dele, Josephina, continuou a amizade e de vez em quando comentava das viagens de Humphrey mundo afora. Enterrando os cacos de seu coração partido por baixo de todo o trabalho árduo e devoção à família, Brooke arregaçara as mangas e mergulhou em seu papel forçado como a ganha-pão da casa, decidida a não deixar seu sacrifício ao amor ter sido em vão.

Sim, nunca experimentar a paixão de um homem ou ter filhos a entristecia, mas chorar as pitangas era um desperdício de energia e emoções. Em vez disso, ela se concentrava em construir um futuro para sua irmã e suas primas — para que elas pudessem ter o que ela jamais teria — e permitiu que seus próprios sonhos se desvanecessem na escuridão.

— Feliz aniversário. — disse Brette ao apertar sua mão.

Brooke ofereceu um sorriso de canto de boca à sua irmã.

— Ah, eu esperava que tivessem esquecido.

—Não seja boba, Brooke. Não poderíamos esquecer um dia especial para você. — sorriu Blythe com seus vinte anos, de pé e com as mãos nas costas, enquanto esticava um presente pequeno e bem embrulhado com um alegre laço amarelo para ela. Que querida. Ela usou as sobras de seu traje para adornar o pacote.

— Humf. Para celebrar um aniversário apropriadamente é necessário um bolo de sementes e champanhe. — resmungou Duffen.

O conteúdo da bandeja chacoalhou e tilintou quando Duffen se aproximou da mesa entre o sofá e as cadeiras arrastando os pés. Ao deixar o conjunto de chá, ele levantou uma carta que estava sobre a mesa. O chá pingando de um canto manchado.

— Isto chegou ontem para você, senhorita Brooke. Tinha esquecido onde tinha colocado até agora.

Se eu conseguir ler isso com a tinta escorrendo até Londres.

Ele sacudiu a carta, sem perceber as gotas marrons sendo espalhadas para todo lado.

Mabry ergueu uma sobrancelha grisalha e as gêmeas suprimiram suas risadas encostando os rostos nos dorsos listrados das gatas.

Brette se pôs a servir o chá, embora seus lábios se contraíram de forma suspeita.

Freddy sentou sobre as patas traseiras e latiu, os olhos de botão fixos no papel, com certeza o confundindo com algo delicioso que ele adoraria provar. Ele lambeu o focinho, provando como sua visão declinara.

—Muito obrigada, Duffen. — disse Brooke ao pegar a carta por um canto ensopado. Segurando-a delicadamente, ela a virou. Sem endereço de remetente

—Você não vai lê-la? —Blythe colocou o presente sobre a mesa antes de se acomodar no sofá ajeitando sua saia. Elas não recebiam tantas correspondências em Esherton. Na verdade, essa era a primeira em meses. O olhar de Blythe vagou pelas outras meninas e uma

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