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Estratégias de Investimentos no Mercado Futuro - Termo, Contratos Futuros e Opções: Estratégias de Investimentos no Mercado Futuro - Termo, Contratos Futuros e Opções

Estratégias de Investimentos no Mercado Futuro - Termo, Contratos Futuros e Opções: Estratégias de Investimentos no Mercado Futuro - Termo, Contratos Futuros e Opções

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Estratégias de Investimentos no Mercado Futuro - Termo, Contratos Futuros e Opções: Estratégias de Investimentos no Mercado Futuro - Termo, Contratos Futuros e Opções

Duração:
304 páginas
5 horas
Lançados:
1 de fev. de 2019
Formato:
Livro

Descrição

O livro Estratégias de Investimentos no Mercado Futuro aborda as características dos diferentes tipos de investimentos no mercado futuro, como Índice Futuro, Dólar Futuro, Mercado a Termo e Mercado de Opções. Utilizando exemplos práticos e demonstrações de situações reais, apresentamos os procedimentos operacionais e características de cada instrumento, bem como os riscos envolvidos e o potencial de retorno de cada estratégia de investimento.
A missão do Capital e Valor é promover a formação de investidores conscientes e racionais, que atuem de forma independente, com estratégia e poder de decisão, fazendo juízo próprio das oportunidades e gerenciando os riscos do investimento no mercado de capitais. Aprenda a investir e analisar o mercado com nosso conteúdo de educação financeira e conquiste a sua independência financeira.


O conteúdo do Capital e Valor visa orientar o desenvolvimento de uma metodologia objetiva para operar e analisar o mercado de forma consciente, demonstrando as diferentes estratégias para momentos de alta e de baixa, incluindo técnicas de gerenciamento de risco e de proteção de capital. Não é um método milagroso de enriquecimento, tampouco dicas de investimentos, mas uma visão realista sobre o mercado financeiro, embasada por informações de qualidade para investidores conscientes e racionais, cujo objetivo é lhe auxiliar a desenvolver o seu potencial de investir bem o seu dinheiro e a garantir a sua prosperidade.

Lançados:
1 de fev. de 2019
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Livro

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Estratégias de Investimentos no Mercado Futuro - Termo, Contratos Futuros e Opções - Hélio Santiago

O que são Derivativos?

A história do Mercado de Futuros está diretamente vinculada à necessidade de administração do risco e das oscilações dos preços dos ativos, originalmente das commodities, e mais recentemente também dos ativos financeiros. A realização de acordos contratuais entre indivíduos para pagamento e entrega numa data futura já era significativa nas feiras medievais da Europa do século XII.

Derivativos são criados por operações financeiras que têm como base de negociação o preço ou a cotação de um ativo, chamado de ativo-objeto, negociado nos mercados futuros, ou seja, a preço futuro. Os mercados de derivativos ou de liquidação futura viabilizam aos investidores realizar operações que possam protegê-los do risco de futuras variações no preço das suas posições no mercado à vista.

Uma operação com derivativos funciona como um contrato que assegura aos participantes o exercício dos seus direitos, bem como os obriga a cumprirem suas obrigações, estando fixadas neste acordo todas as características e condições sob as quais a operação será efetuada, tais como a data de vencimento, o preço a ser pago, o tamanho do contrato, dentre outras.

Toda matemática que você precisa para investir no mercado de ações você aprendeu na quinta série.

Peter Lynch

Um derivativo é um ativo financeiro cujo valor resulta (deriva) do valor de outro ativo negociado no mercado à vista. São negociados contratos referenciados sobre ativos financeiros tais como ações, índices, moedas ou mercadorias, com vencimento e liquidação estabelecidos para uma data futura e por um preço determinado. Os mercados derivativos abrangem as modalidades mercado a termo, mercado futuro e mercado de opções.

O que o investidor busca nos mercados de derivativos é a proteção contra o risco das variações do preço de um determinado ativo. Essa administração de risco é conhecida como hedge, o qual funciona como um seguro contra o risco de mercado, especificamente no que refere ao preço.

Assim, uma operação de hedge realizada no mercado de derivativos visa fixar antecipadamente o preço de uma mercadoria, uma ação ou um outro ativo financeiro, de forma a minimizar o impacto das mudanças no seu preço.

Do lado do especulador, os derivativos lhe possibilitam obter de maiores ganhos em comparação ao mercado à vista e aos demais investimentos (renda fixa), mediante a sua disposição de assumir os riscos da flutuação dos preços dos ativos objetos e da volatilidade dos preços dos derivativos, bem como os riscos da alavancagem.

O especulador desempenha uma função econômica importantíssima para o funcionamento dos mercados ao gerar liquidez e assumir o risco do investidor, assegurando a existência de contratos com vencimento durante todo o ano.

A volatilidade dos mercados é a maior aliada do verdadeiro investidor.

Warren Buffett

Atualmente, como decorrência de uma prolongada crise econômica internacional, os derivativos estão cada vez mais associados à quebra de instituições financeiras, e até mesmo a escândalos contábeis ocasionados pela má utilização desses instrumentos. O seu uso indiscriminado e a falta de regulamentação têm sido responsáveis pela transformação dos derivativos em mecanismos para especulações altamente alavancadas, diferentemente do propósito original para o qual foram criados, ou seja, servirem como instrumentos práticos e inteligentes para o gerenciamento do risco para posições em ativos.

Investidores institucionais realizam operações de especulação e de arbitragem no mercado financeiro com enormes volumes de dinheiro, utilizando recursos de terceiros (clientes ou cotistas). Na prática a manipulação e a arbitragem dos preços só é possível quando se dispõe de enormes quantias, de forma que o pequeno percentual de retorno auferido nessas operações gere um lucro significativo.

Em muitos casos tais instituições assumem posições demasiadamente alavancadas, através da criação e utilização em larga escala de derivativos, muitos dos quais são lastreados em outros derivativos, ao invés de ativos reais, expondo assim o capital de seus clientes a riscos que podem gerar prejuízos muito maiores do que os patrimônios destas instituições.

Essa atitude imoral e irresponsável de buscar o lucro à qualquer custo contribui para o aumento do risco sistêmico no mercado financeiro, pois além de estarem sujeitos à perda total do capital próprio, podem gerar prejuízos a outros agentes econômicos e cidadãos, credores ou não, que via a cadeia econômica estão atrelados de alguma maneira à tais instituições e são prejudicados direta ou indiretamente.

Esse é o chamado efeito dominó, onde toda a cadeia de produção e de investimento é quebrada, colocando todo o sistema financeiro em risco e obrigando os Bancos Centrais a injetarem recursos públicos nestas instituições para evitar uma quebra sistêmica, conforme aconteceu nos Estados Unidos em 2008 e ainda vem acontecendo, bem como está ocorrendo na Europa e em diversos outros lugares.

Essa é uma situação de privatização dos lucros e socialização dos prejuízos. Os grandes lucros, resultantes de uma enorme exposição ao risco e gerados pela ganância e irresponsabilidade dos gestores destes grandes fundos, são usufruídos dentre essas instituições. Mas quando as coisas dão errado e essas instituições quebram, gerando prejuízos em larga escala para toda a cadeia econômica, é a sociedade quem paga o preço ao arcar com os prejuízos gerados por estes criminosos institucionalizados. 

Adam Smith observa que em toda sociedade coexistem dois sistemas morais: um, rigidamente conservador, para os pobres; outro, flexível e permissivo, para os ricos e elegantes. O Governo ao socorrer tais absurdos especulativos praticamente está  afirmando que os bancos são inquebráveis. Política imoral que acaba incentivando mais ainda tais excessos e irresponsabilidade. A falta de regulação, a legislação permissiva e a grande variedade de manobras jurídicas garantem a impunidade desses gestores e afetam a confiança dos investidores, induzindo fugas de capital e escassez de crédito.

O ladrão passa por homem de bem quando o roubo o enriquece.

Thomas Fuller

Fatos como estes comprovam que a auto-regulação não previne imprudências. Muitos economistas são favoráveis à um maior controle dos Estados sobre a circulação de capital volátil pelo mundo, aquele que entra e sai dos países com o objetivo principal de obter lucros arbitrando diferenças de preços entre diferentes mercados.

Da mesma maneira que esse capital pode, durante certo período, trazer benefícios para alguns países, em outros pode provocar fortes desestabilizações, a partir do momento em que melhores oportunidades de rendimentos em outras economias aparecerem, pois esse dinheiro tende a ser retirado desses países. Quando somados, os efeitos da manipulação exercida no mercado, os movimentos de capital volátil e a gigantesca exposição em derivativos por parte dessas instituições rapidamente geram enormes prejuízos para a economia de um país.

Do lado do pequeno investidor a grande liquidez, o baixo custo e a volatilidade dos derivativos, juntamente com a sua expressiva alavancagem, atrai o interesse daqueles que fazem day trade. Entretanto, como a preocupação do especulador é alavancar o seu capital, ele assume riscos relativamente altos posicionando-se nos mercados de derivativos através de apostas direcionais quanto ao comportamento futuro dos preços. Em contrapartida, há uma possibilidade de ganhos expressivos quando suas operações dão certo. 

Portanto, vale ressaltar que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem. Assim, o mercado de derivativo para o especulador é considerado como sendo de alto risco se comparado aos investimentos convencionais tais como ações e renda fixa, seja pela alavancagem ou pela grande volatilidade nas cotações desses ativos. A alavancagem presente nas operações que utilizam margem o permite assumir grandes posições com um pequeno capital próprio investido. Isso o expõe a um risco muito maior do que os demais investimentos, pois em alguns casos existe a possibilidade de que sua perda seja superior ao capital investido.

Há apenas um tipo de comunidade que pensa mais em dinheiro do que os ricos: os pobres. Os pobres não conseguem pensar em mais nada.

Oscar Wilde

No caso do mercado de opções existe o risco da volatilidade dos preços, pois as variações no preço do ativo objeto tendem a geram variações muito maiores nos preços das opções, tanto para cima quanto para baixo. E da mesma forma que uma grande volatilidade na direção contrária à posição do investidor lhe causará enormes prejuízos, a falta de volatilidade também poderá resultar em perdas, visto que opções perdem valor extrínseco com o passar do tempo. O que mostra claramente que as operações com opções envolvem um risco muito maior se comparadas às operações com o ativo objeto no mercado à vista.

Assim, sem dúvida alguma as operações especulativas com derivativos tendem a produzir resultados exponencialmente maiores do que as variações do preço dos ativos nos quais estão referenciados. Tal potencial atua nos dois sentidos, tanto no ganho quanto na perda. A possibilidade de obter retornos mais altos exige a disposição para assumir riscos muito maiores.

No outro lado, o mercado de derivativo oferece aos investidores mais conservadores diversas estratégias para aumentarem a rentabilidade de seus investimentos de renda variável, bem como lhes permite proteger suas posições de longo prazo através da realização de operações de hedge, mostrando-se uma ferramenta importantíssima para o gerenciamento do risco nos investimentos de renda variável.

Em suma, através de operações com derivativos os investidores podem reduzir ou limitar aqueles riscos que lhes são indesejáveis, hedgeando suas posições, possibilitando também que tomem vantagem do aumento do risco, quando lhes for vantajoso, alavancando assim os seus potenciais de retorno. Historicamente a maioria das experiências malsucedidas com derivativos não ocorreu devido a seu uso como instrumentos de hedge e neutralização de riscos; mas a seu uso como ferramenta de alavancagem para especulação.

Em especulação o lucro é como um picolé ao sol, ou você chupa, ou ele derrete na sua mão.

O Mito das Operações Long & Short

Operações Long & Short são estratégias muito utilizada por fundos de investimentos para obter retornos que não dependam da tendência principal do mercado, apenas da relação entre um par de ativos. Na prática os fundos de hedge criam carteiras de investimentos com posições compradas e vendidas em diferentes ativos para atingir este objetivo.

Esta arbitragem entre dois ativos tem como objetivo de lucro a performance relativa entre ambos, ou seja, que a ponta ativa (comprada) performe melhor que ponta passiva (vendida) ou vice-versa. O investidor irá alugar e vender (Short) o ativo que acredita que terá uma desvalorização, ou mesmo, uma valorização menor em relação à ponta comprada e, irá comprar (Long) o ativo que acredita que terá uma maior valorização, ou mesmo, uma desvalorização menor em relação à ponta vendida. O objetivo principal é a obtenção de lucro no aumento do spread entre os dois ativos, aproveitando momentos em que ocorrem distorções entre seus preços.

Teoricamente é uma operação de mercado neutro, usualmente praticada por árbitros do mercado (investidores institucionais) para tomar vantagem de pequenas distorções de preço entre diferentes ativos. Por meio de margem são feitas operações conjuntas objetivando o ganho correspondente às diferenças entre os valores de liquidação.

Normalmente são realizadas com o financeiro perto de zero, ou seja, a mesma quantidade de dinheiro recebido na venda de um ativo é investida na compra do outro. Entretanto, também é comum que seja realizada com alavancagem em uma das pontas, vendendo 2 ativos para cada 1 comprado, por exemplo.

Estratégias de spread são muito comuns no mercado de derivativos, mas podem ser realizadas com praticamente qualquer tipo de ativo. No mercado de ações costuma ser realizada entre pares de ações que demonstraram no passado uma forte correlação, mas que temporariamente foi reduzida, na expectativa de que essa correlação volte a normalidade. Podem ser realizadas também entre uma ação e um fundo de índice (ETF), como o BOVA11 por exemplo. Estes nada mais são do que cotas de fundos espelhados em índices negociadas em Bolsa da mesma forma que ações. O desempenho dessas ações acompanha diretamente as variações de seus respectivos índices.

Correlação é um coeficiente que mede a força e a direção da relação linear entre duas variáveis aleatórias, sendo que pode variar entre -1 e 1. Quando negativo, as variáveis andam em sentido contrário, quando positivo, andam no mesmo sentido. Quanto maior for o número absoluto, maior a correlação. Portanto, a ideia por trás da estratégia envolve inicialmente identificar pares de ações com histórico de movimentos similares nos preços. Então, sempre que ocorrer divergência suficiente entre os preços das ações que compõem o par assume-se uma posição comprada e outra vendida, simultaneamente, apostando que a divergência nos preços do par é temporária e que convergirá ao longo do tempo.

Outubro. Esse é um dos meses mais perigosos para especular no mercado. Os outros são: Julho, Janeiro, Setembro, Abril, Novembro, Maio, Março, Dezembro, Agosto e Fevereiro.

Mark Twain

Uma operação Long & Short envolve a negociação simultânea (casada) de posições vendidas (short) e de posições compradas (long) em ativos diferentes. Ou seja, consiste em alugar um determinado ativo para vendê-lo, abrindo assim uma ponta vendida, a qual irá apostar na sua desvalorização e, com o financeiro recebido pela venda, comprar um outro ativo abrindo uma posição comprada, a qual irá apostar na valorização deste. O objetivo de lucro é a diferença da rentabilidade entre eles, ou seja, o aumento do spread entre os ativos.

É uma operação com alavancagem financeira, pois é lastreada com margens de garantia. A margem é necessária em razão da posição vendida que é aberta em um dos ativos, pois tal venda ocorre a descoberto, e sendo assim, o vendedor precisa alugar os ativos no Banco de Títulos da CBLC.

Também seria possível utilizar a posição comprada (Long) como parte da margem para o aluguel do ativo que será vendido. Mas normalmente a operação de aluguel e a posterior venda do ativo são realizadas primeiro para gerar o financeiro para ponta comprada. Portanto, é possível montá-la possuindo apenas a margem para a ponta vendida, seja com financeiro ou com ativos tais como ações e títulos, os quais serão utilizados como garantia.

Assim, para realizar uma long & short o investidor terá que desembolsar somente a margem necessária para a operação de aluguel, que hoje está em torno de 100% a 140% sobre o valor alugado. A maior parte dessa margem será reembolsada pelo investidor na venda do ativo, e então utilizada para a compra do outro, o que teoricamente quase torna uma Long & Short uma operação de financeiro zero. Abaixo temos um exemplo de uma operação long & short nos ativos VALE5 X PETR4 em que o investidor obteve lucro nas duas pontas.

Montagem da Operação:

1º Abrir uma posição tomadora de aluguel de 1000 PETR4 cotadas à R$ 20,00 no mercado à vista. Margem requerida para o aluguel 110% (R$ 22.000,00), taxa acordada 0,50% a.a., custo de emolumento de 0,25% a.a. e taxa de corretagem de R$ 20,00. Supondo que a operação dure 30 dias, o custo do aluguel sairá por R$ 32,50.

2º Abrir a posição vendida a descoberto: Vender no mercado as 1000 PETR4 alugadas por R$ 20,00 cada, operação em que investidor receberá R$ 20.000,00, menos taxa de corretagem de R$ 20,00.

3º Abrir a posição comprada: Comprar 500 VALE5 cotadas a R$ 40,00 no mercado à vista, operação em que o investidor pagará R$ 20.000,00 mais a taxa de corretagem de R$ 20,00.

Liquidação da Operação:

4º Encerrar a posição comprada: Vender 500 VALE5 cotadas a R$ 40,80 no mercado à vista (alta de 2%), operação em que o investidor receberá R$ 20.400,00 menos a taxa de corretagem de R$ 20,00. Lucro de R$ 400,00 na ponta comprada.

5º Encerrar a posição vendida: Comprar 1000 PETR4 cotadas a R$ 19,60 no mercado à vista  (queda de 2%), operação em que investidor receberá R$ 19.600,00, menos taxa de corretagem de R$ 20,00.

6º Encerrar o aluguel de 1000 PETR4 e ter sua margem de R$ 20.000,00 desbloqueada. Lucro da ponta vendida R$ 400,00.

O retorno da operação é o spread, diferença entre o valor total da ponta comprada e da ponta vendida, menos os custos da operação. (R$ 20.400,00 – R$ 19.600,00). Lucro da operação: R$ 800,00 – R$ 80,00 de corretagens – R$ 32,50 de custos do aluguel – R$ 27,60 referente aos emolumentos = R$ 659,90 de lucro líquido.

Tenha cuidado com os custos pequenos! Uma pequena fenda afunda grandes barcos

Benjamin Franklin

Essa modalidade de operação é muito utilizada por fundos de investimento para tomar vantagem de distorções de preços entre ativos cuja variação no passado apresentou uma alta correlação. Não importa se ambos os ativos subirem ou caírem, desde que a posição que esteja a favor do movimento tenha uma maior variação do que a posição que está contrária, de forma que o spread entre ambos aumente, gerando lucro sobre a performance relativa dos ativos.

Como a operação foi casada no financeiro, ou seja, foi feita com a mesma quantidade de dinheiro em cada ponta, seu spread inicial será de R$ 20.000,00. Desde que esse spread se mantenha acima desse valor o investidor estará auferindo lucro. Logo, se houver uma valorização da ponta comprada (VALE5) superior à desvalorização ou à valorização da ponta vendida (PETR4), haverá lucro. Da mesma forma que se houver uma desvalorização da ponta vendida (PETR4) superior à valorização ou à desvalorização da ponta compradora (VALE5).

Entretanto, caso ocorra o inverso, ou seja, as variações dos preços dos ativos sejam contrárias às posições abertas, o investidor terá prejuízo nas duas pontas da operação. Portanto, o maior risco para esse investidor seria o ativo VALE5 se desvalorizar e o ativo PETR4 se valorizar. Também haveria prejuízo ainda que a variação inversa à posição aberta ocorresse apenas em uma ponta e fosse maior em relação à variação favorável da outra ponta.

Em resumo, os eventos possíveis são:

Lucro:

- Ganhar nas duas pontas (valorização da VALE5 e desvalorização da PETR4).

– Ganhar mais numa ponta em relação à outra.

Prejuízo

- Perder nas duas pontas (valorização da PETR4 e desvalorização da VALE5).

– Perder mais numa ponta em relação à outra.

Se no exemplo citado ocorresse o inverso, ou seja, a PETR4 se valorizasse 2% e a VALE5 se desvalorizasse 2%, o investidor iria auferir um prejuízo de R$ 940,10. Na teoria operações long & short tem potencial para gerar lucro independente de o mercado estar subindo ou caindo, pois o que interessa é a relação entre a variação entre os ativos (spread). Mas na prática o risco é bastante alto, pois existem maiores possibilidades para que situações desfavoráveis ocorram.

Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão – ou a que causar mais prejuízo.

Murphy

Fundos de investimento ao montarem essas operações procuram controlar sua exposição a tais riscos através da seleção de ativos que demonstraram uma forte correlação no passado e através do re-balanceamento das pontas de acordo com suas variações, ou mesmo, fazendo o hedge das pontas com derivativos. No caso do pequeno investidor, tanto o re-balanceamento como o hedge aumentam muito os custos da operação, inviabilizando-a.

Nos últimos anos, operações long & short têm se popularizado entre os pequenos investidores, sendo largamente vendida e incentivada por corretoras e gurus do mercado. Muitas corretoras cobram corretagem de mesa para realizar operações long & short (tabela Bovespa), ainda que para day trade, o que as tornam pouco atraentes.

Assim, são operações que além de serem caras, em função do alto custo com corretagem, aluguel e emolumentos, se mostram trabalhosas, arriscadas e na maioria das vezes possibilitam ao investidor um pequeno retorno. Mesmo oferecendo o potencial de gerar lucro com a alta ou com a queda, ainda assim essas operações são apostas direcionais nas mudanças dos preços de dois ativos. E algumas operações que se mostram muito atraentes na teoria podem não apresentar bons resultados quando implementadas na prática.

Em geral, investidores montam esse tipo de operação quando percebem que a diferença de preço entre dois ativos foge muito à média histórica. Apostam então na correção de tais diferenças por acreditarem que são momentâneas e que, portanto, os preços tenderão a retornar à média histórica.

Assim, para tentar diminuir os riscos envolvidos os investidores buscam pares que no passado apresentaram variações bastante correlacionadas, cujo índice de correlação está acima de 80%, ou acima de +0,8. Mas ainda assim a volatilidade histórica e a performance de um ativo no passado não são garantia alguma de volatilidade ou de performance futura, de forma que o patrimônio do investidor também não está garantido neste tipo de operação.

Notei que todos aqueles que dizem que o mercado é eficiente são pobres.

Larry Hite

Para tentar diminuir o risco de uma inversão os investidores selecionam os pares de ativos para operações long & short seguindo critérios tais como financeiro neutro, beta neutro e setor neutro, esperando dessa forma que as variações de sua carteira fiquem mais previsíveis. Contudo, diversos estudos estatísticos têm demonstrado que não existe correlação significativa entre o retorno e o beta, mas ainda assim o índice beta continua sendo utilizado na tentativa de prever retornos e riscos.

O Índice Beta é um indicador que compara a variação percentual de uma ação em relação à variação percentual do Ibovespa nos últimos 30 dias. Indica o quão sensível o preço do ativo tem sido em relação às variações do

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