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Flush: memórias de um cão

Flush: memórias de um cão

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Flush: memórias de um cão

avaliações:
4/5 (16 avaliações)
Comprimento:
146 página
2 horas
Editora:
Lançado em:
Feb 3, 2004
ISBN:
9788525436474
Formato:
Livro

Descrição

"Flush" é a deliciosa e inusitada biografia de um cocker spaniel de origem inglesa. Em pleno processo de apreensão do mundo e de si mesmo, ele ama tanto os raios de sol quanto um pedaço de rosbife, a companhia de cadelinhas malhadas assim como a companhia de seres humanos, o cheiro de campos abertos tanto quanto ruas cimentadas e o burburinho da cidade. De quebra, Virginia Woolf aproveita para tecer, em estilo espirituoso, ácidos comentários sobre a sociedade inglesa e vitoriana e seus valores, tornando este seu romance com maior êxito entre os leitores, tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos.
Editora:
Lançado em:
Feb 3, 2004
ISBN:
9788525436474
Formato:
Livro

Sobre o autor

VIRGINIA WOOLF (1882–1941) was one of the major literary figures of the twentieth century. An admired literary critic, she authored many essays, letters, journals, and short stories in addition to her groundbreaking novels, including Mrs. Dalloway, To The Lighthouse, and Orlando.


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Amostra do Livro

Flush - Virginia Woolf

Apresentação

No início dos anos 1930, Virginia Woolf (1882-1941) já acumulava em sua biografia a maior parte das rea­lizações pelas quais ficaria conhecida. Era uma crítica literária de renome, escrevendo regularmente desde 1905 no suplemento literário do jornal inglês The Times . Na companhia do marido, o também crítico e escritor Leonard Woolf, com quem se casara em 1912, mantinha a editora Hogarth Press, fundada pelo casal em 1917 e responsável pela publicação de autores como T. S. Eliot, Katherine Mansfield, Górki, além da obra completa de Sigmund Freud. Virginia era figura central do célebre grupo de Bloomsbury, como veio a ser chamado o círculo de vanguarda intelectual que desde 1904 reunia em Londres nomes como a pintora Vanessa (irmã de Virginia) e o crítico de arte Clive Bell, o economista John Maynard Keynes, o historiador Lytton Stra­chey, a poeta Vita Sackville-West e o romancista E. M. Forster. Pu­bli­cara A Room of One’s One (1928), um livro de ensaios nos quais desenvolveu suas ideias sobre literatura e feminis­mo, assim como os romances A viagem (1915), Noite e dia (1919), O quarto de Jacob (1922), Mrs. Dalloway (1925), Passeio ao farol (1927) e Orlando (1928). As duas primeiras obras de ficção, seguindo modelos um tanto quanto tra­di­cionais, prepararam o terreno para O quarto de Jacob e para os outros que vieram depois: nestes é que a escritora reinventou a narrativa ficcional moderna, obtendo, além disso, sucesso de crítica. No início da década de 1930, Vir­ginia também já apresentava um histórico de saúde mental frágil, que culminaria no seu suicídio, em 1941, e que era então atestado por uma série de colapsos nervosos: primeiro, com a morte da mãe, Julia, em 1895; depois, com o falecimento do pai, Leslie, em 1904; e novamente logo após o seu casamento com Leonard.

Deste modo, foi do ápice de uma carreira literária e profissional que Virginia Woolf compôs e pu­blicou, em 1931, o romance As ondas, sua expe­riên­cia mais radical, desprovida de um enredo tal qual se conhecia. Tal experi­mentalismo extenuou a escritora, que encontrou um divertimento relaxante na leitura das cartas de amor dos poetas vitorianos Robert Brow­ning (1812-1889) e Elizabeth Barrett Browning (1806-1861).

Robert e Elizabeth, além de figurarem entre as vozes poéticas mais conhecidas da Grã-Bretanha do século XIX, personificaram, de várias maneiras, a veia romântica da literatura inglesa. Em 1844, Elizabeth Barrett era a poetisa mais popular do seu país. De saúde frágil, quase inválida, ela viveu por anos a fio reclusa no quarto que ocupava na casa de sua família. Longe das pessoas e da luz do sol, facilitada pela confortá­vel situação financeira dos Barrett, dedicava-se às suas poesias, à leitura e aos estudos. Neste ano, Robert Browning, um poeta então vir­tual­mente desconheci­do, ousou escrever à reno­mada autora para elogiar os seus poemas. O resultado foram centenas de cartas trocadas em um espaço de quinze meses, alguns encontros na casa onde Eliza­beth morava com seu ciumento pai e seus irmãos, no número 50 da Wimpole Street, em Londres; o restabele­cimento da saúde precária da escritora e, no dia 12 de setembro de 1846, na primeira vez em que os dois se encontraram juntos fora da mansão da família Barrett, um casamento às escondidas. À cerimônia clandestina se seguiu uma fuga para a ensolarada Itália (país que gozava de um lugar privilegiado no imaginário romântico inglês desde que Byron lá se exilara, levando consigo Mary e Percy Bysshe Shelley, Mary Godwin e outros). O casal teve um filho, Pen, e viveu junto, em Florença, até junho de 1861, quando Elizabeth faleceu. Após a morte da esposa, Robert consolidou sua reputação literária, tornando-se um poeta conhecido pela obra profícua e por seus monólogos dramáticos.

Pois foram as cartas de amor de Elizabeth Barrett e Robert Browning que Virginia escolheu para descansar sua mente após a exaustiva experiência de As ondas. O que mais lhe chamou a atenção nas epístolas, entretanto, foi a singular figura de um cão – Flush –, companheiro inestimável da adoen­tada Elizabeth.

Nas cartas para seu bem-amado, a poetisa des­crevia as atitudes de Flush, seu cocker spaniel dourado de estimação. O cão lhe fora dado de presente por uma amiga, a Sra. Mit­ford, na esperança de que a sua presença alegrasse a monótona vida de Eliza­beth. Nada podia se revelar mais verdadeiro: Flush demonstrou tamanha docilidade e amizade que se tornou a prin­cipal companhia da escritora, conseguindo com que ela saísse à rua, às vezes, e deixasse que as cortinas do seu quarto fossem abertas para a entrada de luz. Elizabeth, por sua vez, mimava-o, considerava-o como a uma pessoa e prestava atenção nas menores reações de Flush, insistindo com todos e principalmente com Robert quanto à inteligência e à capacidade de compreensão do cão (chegou a afirmar que ele conseguia identificar letras do alfabeto).

Em 1931, em pleno verão inglês, Virginia Woolf deli­ciou-se com a imagem deste cachorro inusitadamente vivo e esperto que brotava da correspondência Barrett-Browning. Como uma brincadeira literária, resolveu dar vida a Flush, como ela própria explicou em carta à sua amiga Ottoline Morrell: "Flush é apenas uma brincadeira. Eu estava tão cansada após As ondas que deitei no jardim e li as cartas de amor dos Brownings, e a imagem do cachorro deles me fez rir tanto que não pude deixar de dar-lhe vida".

Tratava-se de uma tolice, uma piada, como a própria Virginia referiu várias vezes a diversas pessoas. Mas a brincadeira consumiu cerca de dezoito meses de trabalho da escritora, já que o livro foi terminado em janeiro de 1933 e publicado em outubro daquele mesmo ano.

A autora, cujos romances revolucionários haviam obtido sucesso de crítica mas sem ultrapassar uma carreira comercial modesta, foi pega de surpresa pela acolhida mais do que favorável do público para com Flush – isto sim, uma novidade em sua carreira. Mas os pares intelectuais de Virginia também receberam bem a obra, que foi escolhida como livro do mês de outubro de 1933 pela Book Society, uma espécie de círculo de leitura da época. Tanta publicidade em cima de uma criação bem-humorada e despretensiosa pode ter incomodado um pouco a escritora – que, afinal de contas, preferia que se lessem seus textos mais seriamente experimentais. Mas não a ponto de ela não se alegrar com a carreira internacional do livro, como se pode ver em sua correspondência do dia 13 de janeiro de 1934, ao seu editor norte-americano, Donald Brace: "Fico muito feliz por Flush estar indo tão bem aí. Eu não tinha ideia de que seria tão popular. Virginia, que estava acostumada a sobreviver, como o marido, da Hogarth Press e de suas resenhas críticas, conheceu o êxito de vendas, como testemunha uma oferta de auxílio financeiro feita à irmã, a pintora Vanessa Bell, em maio de 1934: Você não acha que seria mais sensato deixar que eu lhe dê 100 libras para comprar um carro novo? Me parece bobagem mandar arrumar o veículo velho, se não vai ficar realmente bom. (...) Sugiro que você e Duncam me permitam dar-lhes isto como um presente de aniversário. Estou muito melhor do que esperava, graças a Flush".

Mas, se Flush foi um sucesso de público por ser a mais acessível das obras ficcionais de Virginia Woolf, é igualmente verdade que conquistou leitores e críticos também porque repousa sobre as singulares e revolucionárias noções narrativas da autora. Embora se baseie em figuras reais e históricas, a escritora teve que imaginar todo um mundo visto pela ótica de um cão de raça no século XIX, como fica claro em suas próprias palavras: Na verdade, muito pouco se sabe sobre Flush, e tive que inventar bastante. Espero, entretanto, ter lançado um pouco de luz sobre o seu personagem. Quanto mais o conheço, mais afeição sinto por ele. Virginia imbuiu as aventuras de Flush de um certo tom paródico e irônico, de crítica social, fazendo referência a uma sociedade vitoriana burguesa da qual ainda havia fortes resquícios na época em que ela escrevia. E, sobretudo, não seria possível um retrato tão vivaz de um animal se não fosse a convicção da autora de que se devia explorar o fenômeno da consciência para muito além dos limites dados pelo realismo. Desta maneira, Flush pode funcionar para o leitor como uma porta de entrada à obra de Virginia Woolf – como um suave passeio ao universo ficcional e cultural da escritora que mais influência teve na literatura moderna.

Virginia, que viu muita coisa, não teve tempo de ver em perspectiva o seu legado literário. Não tivesse cessado de existir precocemente, aos 59 anos de idade, em 28 de março de 1941, talvez viesse a per­­ceber que, se Flush é uma brincadeira, trata-se de uma brincadeira literária virtuosística que só consegue obter aquele autor que já encontrou sua própria voz – e que se sente confortável com ela.

Os editores

Capítulo I

Three Mile Cross

Éfato amplamente conhecido que a família de origem do protagonista destas memórias remonta a períodos antiquíssimos. Sendo assim, não é de se estranhar que a pró­­pria gênese de seu nome esteja perdida na incerteza. Há vários milhões de anos, o país que hoje se chama Es­panha agitava-se indócil na efervescência da criação. Eras transcorreram; a vegetação apareceu; onde há vegetação, a lei da Natureza decreta que devam existir coelhos; e, onde existem coelhos, a Providência Divina ordena que existam cães. Não há nada nesta afirmação que suscite questio­namentos ou comentários. Mas as dúvidas e as dificuldades surgem ao nos perguntarmos por que o cão que capturou o coelho foi chamado de Spaniel. Alguns historiadores dizem que, quando os cartagineses aportaram na Espanha, os soldados rasos gritavam em uníssono: Span! Span! – já que coelhos disparavam como flechas do interior de todas as moitas e arbustos. Os coelhos davam vida àquela terra. E span , na língua dos cartagineses, significa coelho. Assim, a terra foi batizada de Hispa­nia, ou seja, coelhân­dia. E os cães, que vinham sempre no encalço dos coelhos, foram apelidados de spaniels, ou cães-coelheiros.

Muitos de nós esqueceriam o assunto por aí. Mas a verdade nos compele a lembrar que há outra linha de pensamento defendendo uma teoria totalmente diferente. Segundo esses estudiosos, a palavra Hispania não tem absolutamente nada a ver com a cartaginesa span. Hispania vem da expressão basca españa, que significa borda ou fronteira. Se for assim, então coelhos, arbustos e soldados – todos os elementos daquele cenário tão agradável e romântico – precisam ser apagados da mente; e assim devemos simplesmente supor que um Spaniel chama-se spaniel porque a Espanha chama-se España. Existe ainda uma terceira escola de estudiosos: para esses, do mesmo modo que um amante chama a sua companheira de coisas como monstrinho ou maca­quinha, também os espanhóis cha­mavam seus cães preferidos de tortos ou desfigurados (a palavra españa também pode assumir esses significados), porque um spaniel é, sabi­damente, o oposto disso – mas essa conjectura é extravagante demais para ser levada a sério.

Deixando para trás tais teorias, além de muitas outras que poderiam fazer com que nos detivéssemos aqui, chegamos ao País de Gales em meados do século X. O spaniel já estava lá, trazido, segundo algumas fontes, pelo clã espanhol de Ebhor ou de Ivor havia muitos séculos; e, certamente, em meados do século X, era um cão de alta reputação e valor.

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Análises

O que as pessoas pensam sobre Flush

4.2
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Avaliações de leitores

  • (4/5)
    ... or the story of a cocker spaniel. The imaginary biography of the real english poet Elizabeth Browning and her real dog through the eyes of the latter. Nice short read.
  • (4/5)
    Written by Virginia Woolfe, published in 1933....a biography of Elizabeth Barrett Browning's cocker spaniel, FlushSometimes whimsical, sometimes sober, the story is told from the Flush's perspective.....a unique glance at Victorian England and the vintage feeling of entering the everyday life of Elizabeth Barrett Browning★ ★ ★ ★
  • (5/5)
    If you have felt awed and reluctant to read Virginia Woolf, whose novels do suffer from the reputation of being intellectual or difficult, it might be refreshing to try some of her later work. While strream-of-consciousness is supposedly a very free style, characterised by impulsiveness and lack of restraint, some readers experience Woolf's early novels as experimental and confusing.However, Virginia Woolf also has a very humouristic side to her, which, combined with a virtuous command of the language had led to the creation of some very fine prose, such as in the autobiographical Moments of Being. Some of Woolf's non-fiction is also of lasting impressions, particularly recommendable there would be the short, but very fine essays in The London Scene, published in 1931. Readers who would dismiss Flush. A biography, published in 1933, as a silly story about a dog, should think twice. Actually, the book is a very clever biography of Elizabeth Barrett Browning.Elizabeth Barrett Browning (1806 – 1861) was one of the most important Victorian English poets. She was weak and sickly from an early age, a condition which improved when she moved to Italy in the 1840s. Out of admiration for her poetry, the British poet Robert Browning started a correspondance with her, secretly courting, and eventually marrying her. She took an interest in the social cause, and was a follower of the progressive ideas of Mary Wollstonecraft.Readers of Woolf's Flush. A biography would be largely aware of the biography ofElizabeth Barrett Browning, although she had died 70 years earlier. Woolf's book puports to be the biography of Barrett Browning's dog, which in some sense it is. Elizabeth Barrett Browning did own a dog, Flush, which was given her by her friend Mary Russell Mitford, and many of the incidences described in the biography really occured. Based on letters and other documents, Woolf reconstructed and described the life of the dog.This is done with a great deal of humour, and empathy. The unique perspective, that is to say, the world from the viewpoint of a dog, is remarkably, cleverly well-done. There is a great amount of detail in describing noise, odours, and colours. But dogs and also very good at sensing the mood of their owners, and the mood and life of Elizabeth Barrett Browning shines through in every part of the book.As a pedigree spaniel, Flush was a very aristocratic dog, and its life in the household at Wimpole Street reflects that social states. The social agenda of poverty in the slums of London sneaks into the book in the episode which describes how Flush was kidnapped for ransom. After all, the life time of Flush was the high time of publication of Charles Dickens. Flush. A biography has quite some characteristics of the rags-and-riches, or prince-and-pauper style fiction, and also forms a prelude to the later famous The Hundred and One Dalmatians by the English novelist Dodie Smith.All in all, Flush. A biography is a very poetic biography of particular interest to readers who enjoy literary criticism, cultural history, and particularly biography describing the inspirational part of the Victorian era, and its light-footed escape to Pisa and Florence.
  • (5/5)
    My favorite biography. This short novel/biography is about Elizabeth Barret Browning's dog, and it cites its sources. Fanciful, humorous, but still meaningful, and it has my favorite ending paragraph of any book I've read so far.
  • (5/5)
    I have no idea how to categorize Flush: a Biography. Flush is a “biography” of Elizabeth Barrett Browning’s devoted spaniel, which is fictional and imaginative, so it’s basically a cross-genre book. The novella covers Flush’s long lifespan and highlights major event in his life, starting with his arrival at the Wimpole Street house in 1842. We also get to see Elizabeth Barrett Browning’s life through Flush’s eyes, from her courtship with Robert Browning to their elopement to Italy and beyond.I expected this novella (for it’s not really a biography in the traditional sense) to be more in the style of Virginia Woolf’s other novels, so I was a little bit apprehensive about Flush. But I was pleasantly surprised. Flush is an easy, enjoyable read, mostly because of the subject matter, but also because it’s an extremely playful and sometimes funny read. Virginia Woolf infuses Flush with warmth and life and makes him a likeable character. He is extremely snobbish and has a really defined sense of class and his own place in the world—a small-scale reflection of what’s going on in Victorian London. He can be a bit boorish at times, but he is still lovable. Woolf really gets you into Flush’s head without making the story or subject matter seem too twee. I especially liked the way Woolf dealt with the birth of the Brownings’ son, and how confused poor Flush was! Flush is one of Virginia Woolf’s lesser-known works, but it’s a very clever novel nonetheless.
  • (4/5)
    Woolf tells the story of Robert Browning and Elizabeth Barrett from the point of view of their dog, Flush. Besides being interesting in conception, Woolf brings to bear her enormous talents as a crafter of Englis.
  • (5/5)
    Wonderful! With great wit and insight into the dog/human bond
  • (5/5)
    Flush: A Biography by Virginia Woolf; Persephone; (5*)Flush is a first person fictional narrative about the Cocker Spaniel owned by Elizabeth Barrett/Elizabeth Barrett Browning. The real dog was stolen three times but in the novella it is capsulized into a story of one theft.Virginia Woolf opens the novel writing as if the book is non-fiction. After a few pages, she slips into the narrative form with the dog describing his life. She explores the dog's relation to the owner and tells us what it is like to be a dog. The dog is very sensitive to the moods of his owner and is protective, even becoming jealous on an occasion or two. One could say that Woolf gives Flush a soul.This story is light hearted and avoids the heavy cloud of despair usually portrayed in books about the Barretts of Wimpole Street, though Wimpole Street is the setting of the first part of the book.I loved how Woolf described Flush running through the parks, chasing birds & whatnot; lying soaking up the sun, etc. Her descriptiveness of a 'dog's life' is pretty spot on. This story allows Woolf to be more playful than any of the other piece she has written. The mix of fiction and fact allows her to tell a story filled with heroes and villians which make the book quite captivating like an adult fairy tale. By the end I was fully engaged and completely consumed by Flush and his life. I didn't want it to end but sadly it had to. This is a must for any fan of Woolf or even anyone who has a love for animals. The deeper meaning of the narrative is the telling of loyalty and love. We can all take a lesson from that.I fell in love with this little book and highly recommend it. It boggles my mind just how timeless Virginia Woolf's works are.
  • (3/5)
    Meh. Virginia Woolf's biography of Elizabeth Barrett Browning's cocker spaniel. I already knew the outline of Flush's life, partly from Shaggy Muses by Maureen Adams, and it just didn't bear up to further attention, I guess. It's not much of a story, except for the kidnapping part. But maybe, if you weren't already familiar with it...
  • (4/5)
    I love dogs and 19th century British literature so I couldn't resist this biography of Elizabeth Barrett Browning's Cocker Spaniel, Flush, when I came across it in my public library's Overdrive collection. Elizabeth Barrett was an invalid when Flush came to live with her. By the end of Flush's life, she had married Robert Browning and moved to Italy. Flush's biography gives readers a dog's eye view of the Brownings' courtship and marriage. Woolf's writing reveals an understanding of and sympathy with dogs. She also slips in some interesting tidbits about Browning's circle, such as Sir Edward Bulwer-Lytton believing himself to be invisible. It's an undemanding and entertaining read that will appeal to many dog lovers.
  • (4/5)
    A delightful short story of the relationship between poets Elizabeth Barrett and Robert Browning told from the point of view of Barrett's spaniel pet Flush. Humorous and cleverly told
  • (4/5)
    This is the story of the romance of Elizabeth Barrett and Robert Browning as seen through the eyes of Elizabeth’s dog, Flush. My public library categorizes this as “Biography” as does the designation on the back of my copy. Virginia Woolf’s notes at the end of the book tells where she found the information she includes which qualifies it as biography. Most importantly, my 999 Biography category needs more help than my 999 Poets & Poetry category! That said, this is a delightful read for a leisurely afternoon. Woolf really understands dogs and Flush is very believable and a well rounded “character.” Highly recommended for those who love dogs and/or Virginia Woolf.
  • (3/5)
    Wait, wait, this is Virginia Woolf? Somehow I thought it would be...well, VERY different. Flush is the spaniel who famously belonged to Elizabeth Barrett Browning (she wrote a poem to him) and I really can't make out what Woolf was aiming at with this one. The book is written as a straightforward biography - it is not particularly cutesy, and not written tongue-in-cheek either, although there are certainly flashes of humor. There is interesting detail about the Brownings, most of it historically accurate, some of it less so; there are quotes from Elizabeth's letters, and I DO love anyone who quotes from the letters, which happen to be my very favorite reading material of all time. But quite honestly? It's a quick and quite pleasant read, but...Maybe it's me, but i just don't get the point of this canine biography.
  • (4/5)
    This evidently isn't quite the lightweight literary joke Woolf pretends it is: I've been working my own way through EBB's letters lately, and I can confirm that it's not something you can do in a couple of afternoons in a deck chair. By my count, she must have trawled through something like 3000 pages of letters to get together the material for this little book, not to mention some supremely-boring tomes on dog-breeding. There's obviously more to it than just a playful response to Strachey's Eminent Victorians and the serious art of literary biography as practised by Woolf's father.One thing she's doing, clearly, is using the dog's point of view on the Brownings as a pretext for filtering the information we are given, so that their "Great Romance" can be made to fit her own agenda. Robert Browning is deliberately marginalised (as, oddly enough, is Elizabeth Wilson, who is relegated to a six-page footnote) so that we see EBB digging her own escape-tunnel out of Wimpole Street. This is also underlined by the way EBB's ill-health is treated: in Woolf's account, we are allowed to suppose that she becomes perfectly fit and well once she manages to free herself from the claustrophobic confinement of Wimpole Street/England/her father. A lot is made of the contrast between England, with its Kennel Club rules and park-keepers to enforce rigid class-distinctions, where dogs must be kept on chains for their own protection from evil dog-snatchers (i.e. the lower classes), and the friendly, noisy, and constructive chaos of Italy. (This looks a little odd for someone writing in 1932: Britain is effectively being associated with the mindless fascism of the dog-breeding books, Italy with liberalism. Musso-who?)I think Woolf does allow us to be a little critical of EBB: like Woolf herself, she was a clever woman who profited from a privileged background and a Room of Her Own to establish herself as a writer. From the dog's point of view, the poet's "writing, writing, writing" is a futile exercise not to be compared with the joys of pursuing carefree canine sexual encounters, discarded macaroni, and the many fascinating smells of Florence. And she does get in a few digs at EBB's weakness for the Spiritualist fashion of the time. All the same, we're definitely not meant to see how dependent EBB was on her husband and servants for the practicalities of life, and by quoting the sonnet "To Flush" in the closing pages Woolf ensures that we are left with the idea that poetry is important, whatever a dog may think.So, it's selective, it's polemic, but it's Woolf pulling out all the stops to write lively, intelligent, subversive prose, and to give proper credit to a great poet who was going through rather a phase of neglect at the time. We can enjoy it without getting too worked up about the message.
  • (5/5)
    A blend of fiction and non-fiction, this is a neo-biography of Elizabeth Barrett Browning told from the point of view of her cocker spaniel. Sensitive, real and very very cute.
  • (3/5)
    An imaginative book! Based on bits Elizabeth Barrett Browning wrote about her cocker spaniel, Virginia Woolf gives him a voice. It's a quick, light read, perfect for a summer day or even a cold winter evening by the fire. Weirdly, the dog on the cover is not a cocker spaniel and, in fact, I cannot find any publisher info inside. Looks like it may have been self-pubbed and POD, so someone could be profiting from Woolf's work. I'd advise choosing any version but this one for that reason.