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avaliações:
4.5/5 (23 avaliações)
Comprimento:
141 página
2 horas
Lançado em:
Mar 9, 2010
ISBN:
9788525406927
Formato:
Livro

Descrição

Perguntando-se sobre os critérios – ao seu ver equivocados – usados pelos seres humanos para eleger os valores da vida que lhes são caros e assim traçar caminhos na busca pela felicidade, Sigmund Freud inicia uma reflexão sobre a origem da necessidade do sentimento religioso no homem. Recuperando ideias de seus textos anteriores, ele compõe "O mal-estar na cultura" (escrito em 1929 e publicado em 1930), um dos mais perturbadores ensaios jamais escritos no que diz respeito ao desenvolvimento cultural da humanidade.
Lançado em:
Mar 9, 2010
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9788525406927
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Livro

Sobre o autor


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Dentro do livro

Melhores citações

  • Quanto mais cultura, mais culpa e mais mal-estar.

  • O programa que o princí- pio do prazer nos impõe, o de sermos felizes, não é realizável, mas não nos é permitido – ou melhor, não nos é possível – renunciar aos esforços de tentar re- alizá-lo de alguma maneira.

  • Nossa tentativa parece ser uma brincadeira ociosa; sua única justificativa é nos mostrar o quão longe estamos de dominar as particularidades da vida psíquica por meio de uma apresentação visual.

  • O bebê ainda não dis- tingue o seu eu de um mundo exterior, fonte das sen- sações que lhe afluem. Ele aprende a fazê-lo gradati- vamente a partir de estímulos variados.

  • Visto que satisfação dos impulsos equivale à felicidade, torna-se causa de grave sofrimento quando o mundo exterior nos deixa na indigência, quando se recusa a saciar nossas necessidades.

Amostra do Livro

O mal-estar na cultura - Sigmund Freud

Itinerário para uma leitura de Freud

Paulo Endo e Edson Sousa

Freud não é apenas o pai da psicanálise, mas o fundador de uma forma muito particular e inédita de produzir ciência e conhecimento. Ele reinventou o que se sabia sobre a alma humana (a psique), instaurando uma ruptura com toda a tradição do pensamento ocidental, a partir de uma obra em que o pensamento racional, consciente e cartesiano perde seu lugar exclusivo e egrégio. Seus estudos sobre a vida inconsciente, realizados ao longo de toda a sua vasta obra, são hoje referência obrigatória para a ciência e para a filosofia contemporâneas. A sua influência no pensamento ocidental é não só inconteste, como não cessa de ampliar seu alcance, dialogando com e influenciando as mais variadas áreas do saber, como a filosofia, as artes, a literatura, a teoria política e as neurociências.

Sigmund Freud (1856-1939) nasceu em Freiberg (atual Príbor), na região da Morávia, hoje parte da República Tcheca, mas àquela época parte do Império Austríaco. Filho de Jacob Freud e de sua terceira esposa, Amália Freud, teve nove irmãos, dois do primeiro casamento do pai e sete do casamento entre seu pai e sua mãe. Sigmund era o filho mais velho de oito irmãos e era sabidamente adorado pela mãe, que o chamava de meu Sigi de ouro.

Em 1860, Jacob Freud, comerciante de lãs, mudou-se com a família para Viena, cidade onde Sigmund Freud residiria até quase o fim da vida, quando teria de se exilar em Londres, fugindo da perseguição nazista. De família pobre, formou-se em medicina em 1882. Devido a problemas financeiros, decidiu ingressar imediatamente na clínica médica em vez de se dedicar à pesquisa, uma de suas grandes paixões. À medida que se estabelecia como médico, pôde pensar em propor casamento para Martha Bernays. Casaram-se em 1886 e tiveram seis filhos: Mathilde, Martin, Oliver, Ernst, Sophie e Anna.

Embora o pai tenha lhe transmitido os valores do judaísmo, Freud nunca seguiu as tradições e os costumes religiosos; ao mesmo tempo, nunca deixou de se considerar um homem judeu. Em algumas ocasiões, atribuiu à sua origem judaica o fato de resistir aos inúmeros ataques que a psicanálise sofreu desde o início (Freud aproximava a hostilidade sofrida pelo povo judeu ao longo da história às críticas virulentas e repetidas que a clínica e a teoria psicanalíticas receberam). A psicanálise surgiu afirmando que o inconsciente e a sexualidade eram campos inexplorados da alma humana, onde repousava todo um potencial para uma ciência ainda adormecida. Freud assumia, assim, seu propósito de remar contra a maré.

Médico neurologista de formação, foi contra a própria medicina que Freud produziu sua primeira ruptura epistêmica. Isto é: logo percebeu que as pacientes histéricas, afligidas por sintomas físicos sem causa aparente, eram, não raro, tratadas com indiferença médica e negligência no ambiente hospitalar. A histeria pedia, portanto, uma nova inteligibilidade, uma nova ciência.

A característica, muitas vezes espetacular, da sintomatologia das pacientes histéricas de um lado e, de outro, a impotência do saber médico diante desse fenômeno impressionaram o jovem neurologista. Doentes que apresentavam paralisia de membros, mutismo, dores, angústia, convulsões, contraturas, cegueira etc. desafiavam a racionalidade médica, que não encontrava qualquer explicação plausível para tais sintomas e sofrimentos. Freud então se debruçou sobre essas pacientes; porém, desde o princípio buscava as raízes psíquicas do sofrimento histérico e não a explicação neurofisiológica de tal sintomatologia. Procurava dar voz a tais pacientes e ouvir o que tinham a dizer, fazendo uso, no início, da hipnose como técnica de cura.

Em 1895, é publicado o artigo inaugural da psicanálise: Estudos sobre a histeria. O texto foi escrito com o médico Josef Breuer (1842-1925), o primeiro parceiro de pesquisa de Freud. Médico vienense respeitado e erudito, Breuer reconhecera em Freud um jovem brilhante e o ajudou durante anos, entre 1882 e 1885, inclusive financeiramente. Estudos sobre a histeria é o único material que escreveram juntos e já evidencia o distanciamento intelectual entre ambos. Enquanto Breuer permanecia convicto de que a neurofisiologia daria sustentação ao que ele e Freud já haviam observado na clínica da histeria, Freud, de outro modo, já estava claramente interessado na raiz sexual das psiconeuroses – caminho que perseguiu a partir do método clínico ao reconhecer em todo sintoma psíquico uma espécie de hieróglifo. Escreveu certa vez: O paciente tem sempre razão. A doença não deve ser para ele um objeto de desprezo, mas ao contrário, um adversário respeitável, uma parte do seu ser que tem boas razões de existir e que lhe deve permitir obter ensinamentos preciosos para o futuro.

Em 1899, Freud estava às voltas com os fundamentos da clínica e da teoria psicanalíticas. Não era suficiente postular a existência do inconsciente, já que muitos outros antes dele já haviam se referido a esse aspecto desconhecido e pouco frequentado do psiquismo humano. Tratava-se de explicar seu dinamismo e estabelecer as bases de uma clínica que tivesse o inconsciente como núcleo. Há o inconsciente, mas como ter acesso a ele?

Foi nesse mesmo ano que Freud finalizou aquele que é, para muitos, o texto mais importante da história da psicanálise: A interpretação dos sonhos. A edição, porém, trazia a data de 1900. Sua ambição e intenção ao alterar a data de publicação era a de que esse trabalho figurasse como um dos mais importantes do século XX. De fato, A interpretação dos sonhos é hoje um dos mais relevantes textos escritos no referido século, ao lado de A ética protestante e o espírito do capitalismo, de Max Weber, Tractatus Logico-Philosophicus, de Ludwig Wittgenstein, e Origens do totalitarismo, de Hannah Arendt.

Nesse texto, Freud propõe uma teoria inovadora do aparelho psíquico, bem como os fundamentos da clínica psicanalítica, única capaz de revelar as formações, tramas e expressões do inconsciente, além da sintomatologia e do sofrimento que correspondem a essas dinâmicas. A interpretação dos sonhos revela, portanto, uma investigação extensa e absolutamente inédita sobre o inconsciente. Tudo isso a partir da análise e do estudo dos sonhos, a manifestação psíquica inconsciente por excelência. Porém, seria preciso aguardar um trabalho posterior para que fosse abordado o papel central da sexualidade na formação dos sintomas neuróticos.

Foi um desdobramento necessário e natural para Freud a publicação, em 1905, dos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. A apresentação plena das suas hipóteses fundamentais sobre o papel da sexualidade na gênese da neurose (já noticiadas nos Estudos sobre a histeria) pôde, enfim, vir à luz, com todo o vigor do pensamento freudiano e livre das amarras de sua herança médica e da aliança com Breuer.

A verdadeira descoberta de um método de trabalho capaz de expor o inconsciente, reconhecendo suas determinações e interferindo em seus efeitos, deu-se com o surgimento da clínica psicanalítica. Antes disso, a nascente psicologia experimental alemã, capitaneada por Wilhelm Wundt (1832-1920), esmerava-se em aprofundar exercícios de autoconhecimento e autorreflexão psicológicos denominados de introspeccionismo. A pergunta óbvia elaborada pela psicanálise era: como podia a autoinvestigação esclarecer algo sobre o psiquismo profundo tendo sido o próprio psiquismo o que ocultou do sujeito suas dores e sofrimentos? Por isso a clínica psicanalítica propõe-se como uma fala do sujeito endereçada à escuta de um outro (o psicanalista).

A partir de 1905, a clínica psicanalítica se consolidou rapidamente e se tornou conhecida em diversos países, despertando o interesse e a necessidade de traduzir os textos de Freud para outras línguas. Em 1910, a psicanálise já ultrapassara as fronteiras da Europa e começava a chegar a países distantes como Estados Unidos, Argentina e Brasil. Discípulos de outras partes do mundo se aproximavam da obra freudiana e do movimento psicanalítico.

Desde muito cedo, Freud e alguns de seus seguidores reconheceram que a teoria psicanalítica tinha um alcance capaz de iluminar dilemas de outras áreas do conhecimento além daqueles observados na clínica. Um dos primeiros textos fundamentais nesta direção foi Totem e tabu: alguns aspectos comuns entre a vida mental do homem primitivo e a dos neuróticos, de 1913. Freud afirmou que Totem e tabu era, ao lado de A interpretação dos sonhos, um dos textos mais importantes de sua obra e o considerou uma contribuição para o que ele chamou de psicologia dos povos. De fato, nos grandes textos sociais e políticos de Freud há indicações explícitas a Totem e tabu como sendo ponto de partida e fundamento de suas teses. É o caso de Psicologia das massas e análise do eu (1921), O futuro de uma ilusão (1927), O mal-estar na cultura (1930) e Moisés e o monoteísmo (1939).

O período em que Freud escreveu Totem e tabu foi especialmente conturbado, sobretudo porque estava sendo gestada a Primeira Guerra Mundial, que eclodiria em 1914 e duraria até 1918. Esse episódio histórico foi devastador para Freud e o movimento psicanalítico, esvaziando as fileiras dos pacientes que procuravam a psicanálise e as dos próprios psicanalistas. Importantes discípulos freudianos como Karl Abraham e Sándor Ferenczi foram convocados para o front, e a atividade clínica de Freud foi praticamente paralisada, o que gerou dissabores extremos à sua família, devido à falta de recursos financeiros. Foi nesse período que Freud escreveu alguns dos textos mais importantes do que se costuma chamar a primeira fase da psicanálise (1895-1914). Esses trabalhos foram por ele intitulados de textos sobre a metapsicologia, ou textos sobre a teoria psicanalítica.

Tais artigos, inicialmente previstos para perfazerem um conjunto de doze, eram parte de um projeto que deveria sintetizar as principais posições teóricas da ciência psicanalítica até então. Em apenas seis semanas, Freud escreveu os cinco artigos que hoje conhecemos como uma espécie de apanhado denso, inovador e consistente de metapsicologia. São eles: Pulsões e destinos da pulsão, O inconsciente, O recalque, Luto e melancolia e Complemento metapsicológico à doutrina dos sonhos. O artigo Para introduzir o narcisismo, escrito em 1914, junta-se também a esse grupo de textos. Dos doze artigos previstos, cinco não foram publicados, apesar de Freud tê-los concluído: ao que tudo indica, ele os destruiu. (Em 1983, a psicanalista e pesquisadora Ilse Grubrich-Smitis encontrou um manuscrito de Freud, com um bilhete anexado ao discípulo e amigo Sándor Ferenczi, em que identificava Visão geral das neuroses de transferência como o 12o ensaio da série sobre metapsicologia. O artigo foi publicado em 1985 e é o sétimo e último texto de Freud sobre metapsicologia que chegou até nós.)

Após o final da Primeira Guerra e alguns anos depois de ter se esmerado em reapresentar a psicanálise em seus fundamentos, Freud publica, em 1920, um artigo avassalador intitulado Além do princípio do prazer. Texto revolucionário, admirável e ao mesmo tempo mal aceito e mal digerido até hoje por muitos psicanalistas, desconfortáveis com a proposição de uma pulsão (ou impulso, conforme se preferiu na presente tradução) de morte autônoma e independente das pulsões de vida.

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O que as pessoas pensam sobre O mal-estar na cultura

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  • (2/5)
    The impact of Sigmund Freud on contemporary Western thought can hardly be underestimated. Many of the key "psychological" terms we employ can be traced back to his writing. Although fascinating and often insightful, much of his influence has been destructive, providing comfort and a scientific imprimatur for a large portion of the anti-Western diatribes of the last generation.Let us first dispose of several misconceptions that have clouded the popular image of this brilliant thinker. To begin with, Freud is no touchy-feely, tree-hugging, crystal-gazing therapist from Vermont. He is a hardened observer of human nature, quite Hobbesian, convinced that aggression and unbounded self-interest are primary factors in the motivation of human behavior. He mocks those who preach unlimited love, as well as those who would coddle criminals. His views on women would shock many an unsuspecting feminist.Likewise, Freud is clear in his opposition to utopian political schemes, such as communism. He writes that the Marxist view of private property is based on a fallacy:"The psychological premises on which the [communist] system is based are an untenable illusion. In abolishing private property we deprive the human love of aggression of one of its instruments, certainly a strong one, though certainly not the strongest; but we have in no way altered the differences in power and influence which are misused by aggressiveness, nor have we altered anything in its nature. Aggressiveness was not created by property."It is quite possible that Freud's psychoanalytic treatment of mentally ill individuals, or even of merely miserable ones, has proven to be highly effective. This is arguable, but it belongs to another discussion. Let us give him the benefit of the doubt, and say that his contribution in this field was worthy of his reputation.The problem begins where psychoanalysis ends and the development of a comprehensive theory of human society begins. Percolating throughout his writing is a misapplication of concepts from the psychology of the individual to the level of civilization--which, incidentally, is one of Freud's favorite words. For example, take the notion of guilt, which he claims is the "most important problem in the development of civilization." Guilt certainly has a role to play in our lives, and the shedding of unnecessary guilt goes a long way to ameliorating one's peace of mind, but the most important problem?Freud's highly influential work, "Civilization and Its Discontents," abounds with such sweeping, grandiose statements, the applicability of which seldom extends further than the Viennese café in which he was seated when the epiphany struck him. Here's another one:"Civilization is a process in the service of Eros, whose purpose is to combine single human individuals, and after that families, then races, peoples and nations, into one great unity, the unity of mankind. Why this has to happen, we do not know; the work of Eros is precisely this. These collections of men are to be libidinally bound to one another."One might think that the study of aesthetics could somehow rise above the fray of the battling instinct gods, but this also is traced back to the shadowy domain of individual impulses:"All that seems certain is [beauty's] derivation from the field of sexual feeling. The love of beauty seems a perfect example of an impulse inhibited in its aim. `Beauty' and `attraction' are originally attributes of the sexual object. It is worth remarking that the genitals themselves, the sight of which is always exciting, are nevertheless hardly ever judged to be beautiful..."One could easily imagine this being said by a character in a film by Fellini, in a scene satirizing the mumbo-jumbo of ivory tower academics.Freud's remarks on religion, which he holds in the highest contempt, are indicative of an abysmal ignorance. He claims that religion derives from the "infant's helplessness and the longing for the father aroused by it." Other factors are later admitted, but (as in the case of aesthetics) everything is traced back to the individual and his instincts. There is no consideration of the actual content of religion, its insight and its wisdom. Even Nietzsche, certainly no friend of Judeo-Christian teachings, once remarked that the Old Testament was the greatest work of literature ever produced by man.Freud's macro-level analysis fails because he has seized upon a certain realm, individual psychology, and inflated it to supernatural dimensions. Certainly, it has an impact, but it is only one slice of the societal pie, or more accurately, one ingredient therein. It can never explain all of human existence. Human society is a complex organism, with multiple and criss-crossing influences.Freud's error is only too typical of the modern mind, estranged as it is from the profound ocean of history. What escapes Freud completely is the fact that culture has an existence that is independent of any given individual or group of individuals. Culture is produced layer upon layer. It is much greater than the sum of its human parts, and does not result from the intent or design of any single person, group, or generation.Thus an analysis (were it possible) that could aggregate the thoughts and impulses of every human mind that has ever existed would still be insufficient for understanding the essence of culture.In Freud's world view, man is wrested from his culture; he is fragmented, alienated, and made a slave of his animal self. Freud inherited and expanded the legacy of Darwin, who attempted to prove that man is nothing more than an animal. Freud went one step further, in attempting to demonstrate that all of man's creations--so utterly at variance with the animal world--can nevertheless be traced back to instincts and bodily functions that we have in common with apes and aardvarks. To say that this has provided fuel for deconstructionists of every variety would be to state the obvious.Freud's most impressive feat may have been to complete the work of Hegel and Darwin in constructing the new secular religion for Western man. Hegel, through his "world-historical spirit" and immutable "laws" of society's development, strips man of his free will, and paves the way for the unbounded totalitarianism that has so marked modern society. Darwin teaches that man is an animal, a shock treatment that has led people to despair of the perennial search for a higher nature--a quest that had run like a thread through the annals of Western civilization. Freud adds the third idol of the trinity, that of the instincts, particularly the sexual.Put the three together, and there is nothing left of God, reason, art, the intellect, purpose, wisdom, or contemplation.
  • (5/5)
    It is quite clear that Freud was so far ahead of his time that some of his theories may still prove to be correct, in spite of what "modern" evidence suggests. Freud resonates with so many unspoken thoughts it would seem that psychoanalysis provided his laboratory of the unspoken, enabling him to grasp what others had or could not. Given the context of the times, Freud appears to me to have seen through the veneer of the Victorian era, and even grasped the problems of the present era. It is more than obvious he was well-read in art and literature and rightly deserves the title of "genius". I went to Freud after reading Andy Warhol (despite the seemingly disparate connection it made sense to me) and now I am compelled to explore Voltaire and Kant. Voltaire to comprehend the context of the sublime and Kant to try to discover how one could articulate so much from so little observation.
  • (5/5)
    It's very clear the Freud was way ahead of his time. That is what I love about his books personally. With this one, however... I usually don't stop and go back to read the chapter until I got its meaning.. But this time I did. Freud made me realize how society is now. A huge example is religion. Which is mentioned in the book. It made me realize that it is just something that was brought on to us. It's not a 'real' thing. It's an ideal thing that has been embedded into our own minds to make it seem real. This is such a great read, and such an eye opener on society.
  • (4/5)
    We used this book for my history of film class which gives you a really interesting perspective on Freud--a rather different one than a got from my psychology classes anyway. Anyway this is a seminal text that i think every person who considers himself well-read should read.
  • (4/5)
    Classic Freud where he extends his psychological theory from the individual's development toward a universal theory of cultural development.
  • (5/5)
    Even though not every theory of Freud can be easily understood or even accepted, he has a lot to say about civilization. What I found quite striking was his detailed analysis of freedom, and the tradeoffs we make of it in order to be part of our chosen society. I for one feel there is much to learn here, and recommend this book to all those who wish to pursue the question of who we are, and what we can become as a species.
  • (5/5)
    The single most important book I've ever read.
  • (5/5)
    Ler os clássicos é uma oportunidade de reorganizar informações que ficaram dispersas ao longo da busca pelo conhecimento,
  • (1/5)
    Utter nonsense.The basic intellectual procedure seems to be thus:Take commonplace and stereotyped social observations and jam them into dubious theoretical constructs. Then build these constructs into an edifice that purports to explain all of human behavior. Never look back for alternate explanations, or even to see if the resulting theory stands up to reality.Furthermore, Freud's main argument sells humanity extremely short. He seems to believe that human behavior can be explained as the attempt to seek pleasure in the fulfillment of instinctual drives like sex and aggression, or as the "sublimation" (whatever that means) of these drives into other activities. What a dim and constricted worldview.I have a difficult time understanding how Freud could ever have been taken so seriously.
  • (4/5)

    1 pessoa achou isso útil

    I’m not an expert in psychology or a believer in many of Freud’s theories, but I found “Civilization and its Discontents” to be an interesting read for its ideas on history and culture.At the outset of the book, Freud states that religion is infantile, that there is no inherent meaning to life, and that what drives us is the fulfillment of the pleasure principle. Pretty strong stuff for 1930. Our pleasure is threatened by our own mortality and the breakdown of our body as we age, but more importantly it is threatened by civilization, which naturally must erect laws to prevent individuals from wreaking havoc by following their baser instincts of pleasure, e.g. violence and sex. This societal force also applies to man’s more noble instinct to love, which it restricts by creating various laws and taboos.This rub between the individual and society is the basis for the book; Freud essentially says that the civilization we built to protect us and to preserve our happiness from what would otherwise be a wilderness turns out to be the prime source of our misery. I don’t believe all of what follows, e.g. the ego-instinct of thatanos and that type of thing, but found a good portion of it to be thought provoking. It also brought a smile to read his descriptions of the ways in which unhappiness can be avoided in chapter two. I would briefly summarize these as isolation from people, intoxication, mastering or controlling one’s instincts, seeking pleasure internally, utilizing imagination, looking for all one’s satisfaction in love, and looking for happiness in the enjoyment of beauty.As an aside, where does translator James Strachey get off being listed as the author of this book? This is like seeing “War and Peace” listed as written by Constance Garnett because she wrote the introduction and translated it. Sheesh. I manually changed it to Freud.Quotes:On God:“…by his science and technology, man has brought about on this earth, on which he first appeared as a feeble animal organism and on which each individual of his species must once more make its entry (‘oh inch of nature!) as a helpless suckling – these things do not only sound like a fairy tale, they are an actual fulfillment of every – or of almost every – fairy-tale wish. … Long ago he formed an ideal conception of omnipotence and omniscience which he embodies in his gods. To these gods he attributed everything that seemed unattainable to his wishes, or that was forbidden to him. One may say, therefore, that these gods were cultural ideals. To-day he has come very close to the attainment of this ideal, he has almost become a god himself.”On meaninglessness:“The question of the purpose of human life has been raised countless times; it has never yet received a satisfactory answer and perhaps does not admit of one. Some of those who have asked it have added that if it should turn out that life has no purpose, it would lose all value for them. But this threat alters nothing. … Nobody talks about the purpose of the life of animals, unless, perhaps, it may be supposed to lie in being of service to man.”On religion:“The common man cannot imagine this Providence otherwise than in the figure of an enormously exalted father. Only such a being can understand the needs of the children of men and be softened by their prayers and placated by the signs of their remorse. The whole thing is so patently infantile, so foreign to reality, that to anyone with a friendly attitude to humanity it is painful to think that the great majority of mortals will never be able to rise above this view of life.”

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