Winston Churchill: A Biografia
Resumo
Winston Churchill foi um homem extraordinário. Foi primeiro-ministro da Inglaterra num dos períodos mais difícieis da história: a segunda guerra mundial e com muita habilidade, liderou o seu povo para a vitória contra o nazismo que avançava pela Europa. Além de grande estadista e militar, Churchill foi correspondente de guerra, pintor e escritor, tendo escrito mais de quarenta livros, além de receber o Nobel de literatura em 1953. É justamente a vida e o pensamento deste grande líder que o leitor conhecerá neste novo volume da Coleção Homens que Mudaram o Mundo.
Amostra do livro
Winston Churchill - Edições LeBooks
Homens que Mudaram o Mundo
WINSTON CHURCHILL
A Biografia
1a edição
Isbn: 9788583863298
Lebooks.com.br
Prefácio
Prezado Leitor
Definitivamente, Winston Churchill não foi um homem que passou despercebido pela vida. Em recente pesquisa realizada pela BBC de Londres, Churchill foi considerado o mais importante britânico de todos os tempos e há fortes motivos para essa percepção dos inglêses.
Como primeiro-ministro ele conseguiu liderar o seu povo com muita habilidade e determinação num dos períodos mais difíceis da história, quando juntamente com as forças aliadas, conduziu a Inglaterra à vitória contra o Nazismo.
Além de grande estadista e militar, Churchill foi correspondente de guerra, pintor e escritor, tendo escrito mais de quarenta livros, além de receber o Nobel de literatura em 1953. É justamente a vida e o pensamento deste grande líder que o leitor conhecerá neste volume da série Homens que Mudaram o Mundo.
Uma excelente leitura.
LeBooks
À minha direita estava sentado o presidente dos Estados Unidos, à minha esquerda, o líder da Rússia. Juntos controlávamos praticamente todas as forças navais e três quartos das forças aéreas de todo o mundo e podíamos comandar exércitos de quase vinte milhões de homens, envolvidos na mais terrível guerra já ocorrida na história da humanidade.
WINSTON CHURCHIL. sobre a Conferência de Teerã, em 1943
WINSTON CHURCHIL – A Biografia
Sumário
1 – Um duro aprendizado
2 – À procura da fama
3 – Um político controvertido
4 – O estrategista de Gallípoli
5 – Winston está de volta
6 – O senhor da guerra
7 – Um velho conservador
Cronologia
Frases sobre Churchill:
Conheça outros títulos da Coleção: Homens que Mudaram o Mundo
1 – Um duro aprendizado
Em 1899, o jovem jornalista Winston Churchill foi enviado pelo jornal londrino Morning Post para cobrir a Guerra dos Bôeres, na África do Sul. Como a maioria dos soldados e oficiais que conheceu lá, Winston previa uma vitória tranquila para as forças britânicas. Mas os bôeres, descendentes de holandeses, alemães e franceses huguenotes estabelecidos na África do Sul havia mais de duzentos anos, mostraram-se lutadores ferozes e decididos. De fato, um mês após o início da guerra, os bôeres tinham tomado a ofensiva. O motivo original da disputa fora a recusa dos bôeres de conceder direitos civis aos numerosos cidadãos britânicos que haviam ido tentar fazer fortuna nas minas de ouro das repúblicas bôeres do Transvaal e do Estado Livre de Orange.
Logo após a sua chegada, Winston se juntou a soldados britânicos que partiam numa missão perigosa para patrulhar as linhas inimigas. O trem blindado onde estavam caiu numa emboscada a caminho da frente de batalha. Winston e mais 57 soldados foram aprisionados e levados a Pretória, capital inimiga.
Numa noite, cerca de um mês mais tarde, num lance audacioso Churchill fugiu, saltando dos muros da prisão. Era uma ação arriscada, pois se fosse capturado seria fuzilado. Entretanto, mesmo estando livre, Winston ainda enfrentaria muitos obstáculos. Estava a 480 quilômetros de uma fronteira amiga, sem comida, mapa ou compasso para guiá-lo. E certamente seria perseguido. Os caminhos de saída da cidade eram patrulhados pelo inimigo e todos os trens estavam sendo cuidadosamente revistados. Para complicar mais ainda sua situação, ele não falava africânder, a língua de origem holandesa (mas que incorporou expressões de origem bantu, hote-note, malaio-portuguesa e inglesa) utilizada pelos bôeres.
Churchill, porém, estava determinado a encontrar alguma forma de escapar do controle bôer. Depois de alcançar os subúrbios de Pretória, andou até encontrar uma estrada de ferro. Seguiu os trilhos por mais ou menos duas horas, até chegar a uma estação, onde resolveu embarcar clandestinamente no primeiro trem que aparecesse, apesar de não saber se este iria levá-lo para o leste, rumo à liberdade. Imaginou que se seguisse um pouco além da estação e se escondesse no mato, logo atrás da plataforma de embarque, conseguiria pular no trem na hora da partida.
Aproximadamente uma hora depois, Churchill ouviu o apito de um trem de carga que se aproximava. Nervoso, esperou até o trem parar na estação. Quando a composição partiu, seguindo em sua direção, Churchill percebeu que ela estava andando mais rápido do que ele imaginara e, de repente, viu-se frente a frente com luzes que piscavam; a enorme locomotiva estava quase em cima dele, soltando nuvens de fumaça. Winston se lançou sobre um dos vagões, agarrando-se a qualquer coisa que o ajudasse a subir a bordo. Com muito esforço, conseguiu e, exausto, aninhou-se no meio dos sacos de mercadorias, onde adormeceu. De manhã, percebeu que precisava deixar o trem ou se arriscaria a ser apanhado. Pulou para o chão e viu, satisfeito, o trem sumir em direção ao sol nascente — pelo menos tinha ido para o leste.
Winston então seguiu para as montanhas, procurando um lugar onde se esconder. Caminhava penosamente, sob um calor sufocante. De onde estava via uma aldeia nativa e alguns soldados inimigos. Sentia-se caçado e sabia que precisava fugir imediatamente.
Apesar do perigo, Churchill estava otimista. Tinha 25 anos e espírito aventureiro. Treinado como soldado, já lutara em três guerras — em Cuba, na índia e no Sudão — mas tinha deixado o Exército um ano antes para se dedicar à política. Perdera sua primeira eleição e, quando a Guerra dos Bôeres eclodiu, desejava entrar em ação. Exatamente o que estava fazendo.
Parecia não haver outra saída: seria preciso pegar outro trem de carga quando este estivesse subindo lentamente a serra. Pretendia repetir a tática da noite anterior — andar de trem à noite e pular fora antes do amanhecer. Se conseguisse fazê-lo durante três noites seguidas, calculou, estaria fora do território inimigo e em segurança.
Winston esperou até tarde, mas nenhum trem apareceu. Caminhou ao luar até chegar a uma estação onde havia três composições de carga. Poderia esconder-se em uma delas até a manhã seguinte e continuar no vagão até chegar ao seu destino. Não sabia, no entanto, para onde os trens se dirigiam. Aproximou-se silenciosamente de um vagão para ver se havia alguma indicação, mas de repente ouviu vozes, vindas do outro lado, falando alto em africânder. Assustado, Churchill fugiu pelo campo aberto e se perdeu na noite.
Apesar de exausto, tinha que continuar andando. Estava completamente só na escuridão e até as poucas casas que podia ver representavam um perigo. Passado algum tempo, Winston avistou uma fileira de luzes à frente, iluminando algumas casas de pedra aglomeradas em torno da boca de um mina de carvão. Perguntou-se se não seria esta a sua chance. Afinal, se continuasse sozinho, sem rumo, ou seria apanhado, ou teria que se entregar para não morrer de fome. Ele sabia que alguns ingleses, especialistas em mineração, tinham sido autorizados a ficar na região e desejava ardentemente que a casa mais próxima fosse de
