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Fique com alguém que não tenha dúvidas: O livro para você que cansou de ser segunda opção!

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Fique com alguém que não tenha dúvidas: O livro para você que cansou de ser segunda opção!

avaliações:
5/5 (1 avaliação)
Comprimento:
210 páginas
2 horas
Lançado em:
Jul 1, 2016
ISBN:
9788567028958
Formato:
Livro

Descrição

Uma das maiores certezas da vida é que todo mundo vai sofrer por amor.

Desnecessário dizer que todo mundo já teve uma história amorosa que deu errado. E se ainda não teve, um dia vai ter. Mas por que isso acontece com tanta gente e com tanta frequência? Falta de sorte? Dificuldade em dialogar? Falta de leitura do outro? Nada disso. A verdade é uma só: quando desejamos muito uma pessoa, ignoramos todos os sinais, os aprendizados e a experiência que temos e insistimos cegamente, mesmo que as chances estejam contra nós.

Sim, a paixão nos faz crer nas desculpas mais esfarrapadas e a descrer nos avisos mais óbvios, e então nos boicotamos tentando acreditar na ilusão de que dessa vez vai ser diferente. Nunca é.

Marina Barbieri está há anos tentando impedir suas leitoras de se enganarem. Autora do Deu Ruim, um dos blogs sobre relacionamentos de maior sucesso no Brasil, Marina Barbieri fala neste livro sobre tudo aquilo que no fundo você já sabe, mas se recusa a assumir. Você vai conhecer personagens que provavelmente já deve ter encontrado, como o sr. Feito-Para-Casar, o sr. Distância e o sr. Problema, entre tantas outras figurinhas que estão perambulando por aí e vez ou outra atravessam a sua vida.

Prepare-se para alternar entre rir alto e chorar baixinho com crônicas da vida de todos nós quando se trata de amor (ou da falta dele). Marina Barbieri compartilha com seus leitores as roubadas amorosas da própria vida, mostrando que amar pode ser mais simples do que nós fazemos parecer.
Lançado em:
Jul 1, 2016
ISBN:
9788567028958
Formato:
Livro

Sobre o autor


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Fique com alguém que não tenha dúvidas - Marina Barbieri

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Conheço esse cara

Esse cara eu conheço até melhor do que gostaria de conhecer. E, como não guardaremos segredos por aqui, pegue a pipoca, puxe uma cadeira e se acomode, porque lá vem história.

Quando decidi me mudar para São Paulo, passei quase dois anos entre idas e vindas para ter certeza de que estava tomando a decisão certa. Conheci imóveis, bairros, lugares, parques, restaurantes e principalmente pessoas. Dentre essas pessoas conheci um cara que vamos chamar de sr. Feito-Para-Casar. O sr. Feito-Para-Casar era um cara bonito, e, ao mesmo tempo que era extrovertido e falador, era um pouco tímido também, característica que lhe dava um charme único.

Sabe aquele cara que quando você conhece já fica apreensiva pois sabe que se apaixonar é apenas questão de tempo?

Ele era o meu número. Ele era o meu tipo. Ele era todas as expressões usadas para dizer que um alguém se encaixa perfeitamente em tudo o que idealizamos.

O sr. Feito-Para-Casar era a minha idealização viva. Ele era perfeito. Ele era para casar.

E por que me preocupar? Ele também parecia caidinho por mim e em breve eu me mudaria de vez para São Paulo e a nossa linda história de amor (que já estava toda traçada em minha cabeça) poderia se tornar realidade. O que poderia dar errado?

A resposta é: tudo. E eu mal sabia.

Troquei os primeiros olhares com o sr. Feito-Para-Casar no lugar mais inusitado possível: em um estúdio de tatuagem. Entre resmungos de dor e ansiedade, eu soltava também suspiros de paixão por aquele lindo estranho que me sorria de volta.

Quando a sessão terminou, emendei um convite para que ele almoçasse comigo e mal pude acreditar quando ele aceitou.

Não preciso nem dizer que passamos o resto do dia juntos, não é? Quanto mais eu estava com ele, mais eu queria estar.

Mas pouco tempo depois eu precisei voltar para o Rio de Janeiro. Estava com o coração na mão. Tinha de voltar, mas a minha vontade era ficar. Conhecia o sr. Feito-Para-Casar havia apenas alguns dias, mas era inegável que eu já estava apaixonada.

Passei o caminho inteiro de volta para casa trocando mensagens com ele. Ele era interessante até mesmo pelo celular.

Durante o mês que se passou nos falamos sem pausas. Ele me ligava categoricamente todo santo dia nem que fosse para me dar bom dia. O tipo de atitude que se eu não estivesse apaixonada provavelmente acharia assustador. Como o amor, porém, muda tudo (incluindo nosso bom senso), eu achava a coisa mais linda do mundo. O amor deixa a gente meio besta, né?

Sempre fui uma pessoa muito intensa. Não gosto de nada devagar, morno, mais ou menos. No amor, assim como em tudo mais da vida, eu me entrego desde a ponta do dedão do pé até o último fio de cabelo. Então com o sr. Feito-Para-Casar não foi diferente. Fazíamos planos, fantasiávamos um futuro que nunca aconteceria e toda aquela quase relação era extremamente prazerosa.

Apesar de não haver motivos explícitos para isso, eu sentia que havia algo errado. Era apenas uma leve intuição de que ele me escondia algo. E mulher com a pulga atrás da orelha é melhor do que o FBI inteiro. Não foi difícil, confesso. As redes sociais ajudam os curiosos e atrapalham os mentirosos.

Quando descobri a verdade, por alguns segundos eu desejei estar enganada, mas eu não estava.

A verdade era uma só: sr. Feito-Para-Casar ia de fato se casar. E não era comigo.

E adivinhe só, como a vida é extremamente irônica, o casamento dele estava marcado para o dia do meu aniversário, que seria em pouco menos de quatro meses.

Lembro de quando descobri, ainda com o celular na mão, gritei: Ele tem outra!

E então eu me toquei de que sim, ele tinha outra. Mas não era ela. A outra era eu.

Ele já tinha alguém para apresentar à família. Para não só imaginar, como também realizar planos; para botar em prática tudo o que eu estava sonhando para nós — o nós que nunca existiu nem nunca existiria. Ele era sim o sr. Feito-Para-Casar. Pena que com outra.

Fiquei arrasada. E eu sabia que ali, naquele momento, dois caminhos se abriam para mim: questioná-lo por que havia mentido e ouvir o que ele teria a dizer ou bloquear o número de celular dele e seguir com a minha vida como se nunca o tivesse conhecido.

Eu poderia ter escolhido a primeira opção. Seria a mais fácil. Quer dizer, momentaneamente. Porque, a longo prazo, seria a mais difícil. Digo isso porque é fácil saber como tudo se desenrolaria.

Eu o questionaria sobre os motivos que o levaram a mentir e a me enganar. Ele diria que não era bem isso, que ele estava confuso, perdido, infeliz, que iria terminar com a noiva, que se apaixonou por mim e blá-blá-blá. Eu choraria. Ele fingiria chorar também. E fragilizada eu acreditaria em qualquer desculpa que ele inventasse na hora para fazer uma falha dessas parecer aceitável. E eu passaria longos meses o esperando se separar, cancelar o casamento e ficar comigo. E só depois de muito choro, muita dor e muita cabeçada na parede, eu entenderia que ele nunca teve a real intenção de ficar comigo e só então começaria todo o processo de esquecimento e superação.

Para que, então, eu precisava passar por mais dor e mágoa para seguir em frente se eu poderia fazer isso naquele momento? Um cara que teve todas as chances de me contar e não me contou algo tão grave como um casamento marcado, definitivamente não é o amor de minha vida.

Na verdade amor de nossa vida não existe. O amor de nossa vida é sempre o amor do nosso momento. É a paixão que nos queima no momento em que proferimos tais palavras. Então sempre haverá uma nova oportunidade para um novo amor de nossa vida.

Ciente disso, não havia mais dúvidas. Eu sabia qual caminho tinha de escolher.

As últimas palavras que ele ouviu de mim foram: Quando você pretendia me contar que vai se casar?

Não esperei ouvir a resposta. E em poucos meses ela não fez mais nenhuma diferença em minha vida.

E, durante algum tempo, esperei que ele me mostrasse que eu estava errada.

Cada vez que o telefone tocava, surgia um fio de esperança de que fosse ele dizendo que havia acabado o seu compromisso e que estava livríssimo para vivermos tudo o que tínhamos planejado.

No entanto, essa ligação nunca aconteceu e eu tive de aceitar que a minha história de amor acabara sem nem ter começado de verdade.

Nota

Algum tempo depois eu soube que o casamento durou apenas 6 meses, mas isso é história para um próximo livro.

Ele já tem alguém para chamar de meu amor (e não é você)

Antes de amarrar o seu burro num poste, certifique-se de que já não exista outro burro amarrado ali. Não importa quão magnífico, lindo, inteligente, gostoso e bom partido pareça ser aquele poste. Se já tem outra, não há vez para você lá.

O primeiro critério antes de investir em alguém é a certeza de que há espaço para você naquela vida.

Não adianta bater incessantemente numa porta que possui um letreiro luminoso escrito ocupado e achar que essa insistência terminará em final feliz.

Você pode até dizer agora: Você não sabe de nada, Marina. A prima da tia da vizinha da minha avó foi amante por oito anos até que o cara largou a esposa para ficar com ela. E eu te digo que é triste que existam mulheres que entendem como caso de sucesso o fato de que outra pessoa deve se sujeitar a perder anos da própria vida à sombra de alguém no papel de segunda, escondida, a outra, em vez de passar esses mesmos anos como a primeira e a única de qualquer outro homem. Isso não é ganhar, é aceitar uma situação deplorável que ninguém nunca deveria aceitar.

Do que adianta se gabar de ter um relacionamento se a base dele for construída em cima de mentiras e traições? Em geral, é assim que eles terminam, não que começam.

Não importa se a mulher traída não foi você. O que importa é que foi alguém. Foi alguém que como você também tem sonhos, sentimentos e esperanças. Alguém que como você também não desejava sofrer, chorar, se decepcionar. Não foi você, mas poderia ter sido.

Você vai conseguir deitar a cabeça confortavelmente no travesseiro todas as noites de sua vida ciente de que você foi cúmplice de um canalha traidor e desalmado, para enganar a quem ele fez promessas e votos, e essa pessoa, por sua vez, nunca fez mal algum a você?

Que confiança e garantia ele te passa? Se ele teve a coragem de enfiar uma faca no coração da pessoa que jurou cuidar, respeitar e amar, o que ele seria capaz de fazer com você, um alguém que ele nunca prometeu p*rr@ nenhuma?

As pessoas cometem erros. Às vezes elas até namoram, noivam, casam e têm filhos com esses erros. Não há problema em se enganar com os próprios sentimentos e escolhas. Isso acontece o tempo todo. Com qualquer um. As pessoas ficam confusas. O problema está no cara envolver uma terceira pessoa nessa confusão antes de resolver esse erro na própria

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