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O Catador de Sonhos: O empresário visionário que começou como catador de latinhas ensina tudo o que você precisa saber sobre otimismo, superação e determinação

O Catador de Sonhos: O empresário visionário que começou como catador de latinhas ensina tudo o que você precisa saber sobre otimismo, superação e determinação

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O Catador de Sonhos: O empresário visionário que começou como catador de latinhas ensina tudo o que você precisa saber sobre otimismo, superação e determinação

avaliações:
4/5 (6 avaliações)
Comprimento:
253 páginas
4 horas
Lançado em:
Mar 22, 2016
ISBN:
9788545200604
Formato:
Livro

Descrição

Ele já quebrou seis vezes e saiu de todas elas mais sábio – e mais rico.

É comum que as pessoas se abalem com mais facilidade quando enfrentam os revezes da vida, e, ainda pior, quando enfrentam uma crise muitas vezes desistem sem sequer tentar virar o jogo. De onde vem tanto desânimo, tanta falta de fé?

Geraldo Rufino é o exemplo de que basta mudar o modo de pensar e todos os caminhos podem se abrir. Não sem trabalhar muito, é claro. Trabalhar muito com o espírito e a mente é a formula do sucesso que Rufino conseguiu desenvolver. O homem que começou a vida como catador de lixo reciclável nunca perdeu o sucesso de vista, e hoje é presidente da JR Diesel, cujo faturamento é superior a 50 milhões de reais por ano.

Empreendedor visionário, trabalhador incansável, otimista incorrigível, Geraldo Rufino ensina como transformar sua vida e seu negócio para nunca mais se sentir vencido. Comece hoje a:

- Enxergar oportunidades em cenários diversificados.

- Não se deixar abalar pelas crises.

- Manter a credibilidade em momentos críticos.

- Gerir uma equipe que tatua o nome da empresa na alma

- Fazer do seu sucesso uma fonte de sucesso para a sua família.

- E muito mais.
Lançado em:
Mar 22, 2016
ISBN:
9788545200604
Formato:
Livro

Sobre o autor


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O Catador de Sonhos - Geraldo Rufino

01

As pessoas ainda acreditam em crise

Percebo que existe um grande problema que precisamos enfrentar: aquele que mora dentro de nossa cabeça. Quando a situação socioeconômica do país não é a ideal, as pessoas começam a reclamar demais – principalmente se não enxergam oportunidades o suficiente para que sejam bem-sucedidas. Isso se torna uma forma especial de cegueira: a tal falta de oportunidades torna todos cegos e os faz dormir no ponto.

No entanto, a economia é como uma máquina, ligada 24 horas, que não para de produzir novos ricos, centenas de milionários e algumas dezenas de bilionários. Por que mais brasileiros não podem se beneficiar disso e progredir também? Por que a maioria prefere acreditar que não tem chances, quando, na verdade, tem?

O que quase ninguém fala é que, em geral, as oportunidades de ganhar dinheiro nascem para alguns justamente quando muitos outros sentem dificuldade de aproveitá-las. Enquanto o mais desavisado espera que as coisas melhorem, outro abre bem os olhos, conta com ele mesmo e faz acontecer. Portanto, cada um é livre para decidir, escolher, determinar de qual lado quer estar e agir.

Há muitas histórias de empreendedores para comprovar essa tese. Para começo de conversa, cito duas: a do proprietário da marca Cacau Show e a do fundador da rede Wise Up. Alexandre Tadeu da Costa começou seu atual império do chocolate vendendo dentro de um Fusca branco 1978. E Flávio Augusto da Silva abriu uma escola de idiomas sem nem mesmo saber falar inglês, com 20 mil reais de cheque especial, e a vendeu em 2013 por mais de 800 milhões de reais.

Tudo isso feito durante uma crise ou outra, uma vez que ela nunca sai de cena, mas existe desde que nós nascemos e parece imortal. Trata-se, no fundo, de um jogo de perdas e ganhos criado pela própria sociedade. Sabemos que encerrá-lo não depende apenas de nossa vontade indi­­vidual. Contudo, podemos e devemos não absorver essa instabilidade psicológica que paira nas relações comerciais e só atrasa a realização de nossos sonhos.

É uma pena que o brasileiro, na média, siga a boiada dos pessimistas. Ele vê que tem uma turma fazendo a propaganda de que o país vai mal, de que o momento é duvidoso para investir, e embarca nessa onda facilmente. Ele não olha para o lado; não pondera tais profecias apocalípticas para entender que a situação não é bem como todos pintam – basta ver que há tantas multinacionais instaladas aqui – e que ele pode usar a própria energia de forma mais positiva para ele e para o país.

Parece até que o cego sou eu, quando na verdade esse é o esforço que faço diariamente para não deixar o clima pessimista me pegar. Muitas pessoas se abalam com o movimento das marés econômicas e logo desistem dos próprios objetivos com as notícias de crise e revezes. Que pena!

Elas encaram tudo como problema, apagando da frente o que de melhor existe para elas. De tão apavorados, não enxergam que crise pode ser sinônimo de oportunidade sim. Quando existe uma crise, facilita surgir a oportunidade.

Crise serve de alerta. No entanto, tem gente que prefere vê-la como um bicho-papão faminto por engolir tudo o que é (ou pode ser) dele, incluindo sua vontade de prosperar, suas chances de ser feliz. Ela tira você da zona de conforto, pois permanecer na zona de conforto é muito fácil. E na hora que vem a grande onda, você é obrigado a se mexer, a não ser que queira se afogar...

Não há falta de oportunidades

Para entender o que estou tentando dizer, sugiro que pense nesta situação. Imagine que estamos num grupo de cinco pessoas, aproxi­­mando- -nos de uma mesa. Detalhe: só há quatro cadeiras. Vamos rodar e sentar. Alguém vai ficar de pé, certo? Mas quem vai conseguir se sentar? Aquele que, em vez de se distrair com o problema da falta de cadeira, enxergar oportunidade ali.

Mesmo para quem não se sentar, acredito que ainda existem oportunidades. Se o cara que sobrou nesse grupo for ligeiro, vai se sentar na ponta da mesa, dividir lugar com alguém, negociar e dar os pulos dele. Não bancará a vítima porque não conseguiu cadeira para sentar- -se. O tem­­po todo tem janela abrindo para cada porta que se fecha. Só cego não vê.

Pode reparar, a economia é cíclica, não linear. Como as marés. Têm altos e baixos. Setores crescem, setores encolhem e depois retomam o fôlego, ou se transformam com produtos mais inovadores (por exemplo, o que a Apple fez com o mercado de computadores pessoais e celulares). Cada crise precisaria ser vista como um sinal claro de mudança. A questão é: para quem se mexe, existe sempre um lugar à mesa para se sentar. O problema é para quem está na zona de conforto, e acredita que ninguém vai tirá-lo dali. Em algum momento, esse sujeito será obrigado a se levantar, rodar e provavelmente ficará sem cadeira, sem ponta de mesa, sem chão.

Além disso, se ele paralisa por causa de crise, ainda tira a oportunidade de alguém próximo, como um filho ou neto. Ele precisa pensar que está construindo alguma coisa para alguém – nem que hoje não saiba quem é esse alguém. Ter objetivo, determinação, motivação na vida pode ser um excelente antídoto para qualquer pessimismo.

Para dar meu exemplo, sou 100% família e sempre pensei nisso para avançar, ter patrimônio e levantar empresa própria, trazendo meus parentes para se desenvolverem profissionalmente comigo e dando emprego com dignidade a tantos colaboradores. Nenhuma crise seria capaz de me deter, de me tirar desse foco.

Ao longo dos anos, a crise foi desenhada como um problema, porém, ela não é. Quando vim para São Paulo, um pitoco de gente, com 4 anos, já falavam essa palavra – conto como fui apresentado a ela no final deste capítulo. E, de lá para cá, nunca andei para trás. Assim como nunca vi passar um ano sem que a mídia e o mercado financeiro deixassem de dizer que haveria crise.

A cada réveillon, o que mais se escuta é O próximo ano vai ser di­­fícil. Algum dia você já ouviu alguém falar Olha, este ano está todo mundo lucrando alto; céu de brigadeiro; vamos ganhar muito dinheiro?

Se fosse verdade, como todos nós teríamos chegado até aqui? Como veríamos cidades crescendo, com prédios majestosos? Olhe só o tamanho das torres das principais avenidas! Entra ano, sai ano, geladeiras e alimentos continuam sendo produzidos, viadutos e casas são construídos, investe-se na bolsa, transporta-se gente e coisas...

A crise traz a mensagem de que você está fadado a não melhorar, e de uma forma impotente porque tem a ver com o que o país está sofrendo. Portanto, você não pode fazer nada, deve se conformar. Eu rejeito totalmente essa mentalidade.

Outro dia, fiz uma palestra para o pessoal de um grande banco e falei:

— Queridos, desculpem-me. Vocês estão falando em crise, mas o que fizeram com os bilhões que ganharam nos últimos trimestres? Botaram fogo neles?

Até a pessoa que me convidou para essa apresentação começou a rir da minha provocação.

— Por que vocês fazem questão de vender essa ideia de que está tudo ruim?

Na minha visão, seria muito mais saudável para todos nós se encarássemos a crise como o vento: sabendo que não para de soprar, mas muda de velocidade e lugar. Alivia quando é brisa e é capaz de detonar quando é vendaval. Nós aprendemos a driblar os percalços do vento, não é? Não deixamos de sair de casa por causa disso. E criamos nossas estratégias para nos proteger de possíveis ventanias.

O Japão, que enfrentou em 2011 o maior terremoto de sua história, com um tsunami devastador, não deveria estar vivendo uma crise muito maior que a de outros países? Então! Como você explica a recuperação de uma rodovia em 24 horas, vilas ou cidades refeitas em alguns dias, melhorias de tecnologia, aceleração no consumo e outros incontáveis exemplos de superação?

Penso que o japonês não é mais inteligente que os outros, ele apenas estuda, trabalha e acredita na reconstrução mais do que a maioria. Só depende de atitude e determinação, e isso esse povo tem de sobra.

Quem não trabalhar, ou empreender com o freio de mão puxado, tolher as boas ideias de negócios, realmente terá do que se lamentar. Você tem livre-arbítrio e pode sair em busca do dinheiro e do progresso, como eu e outros fazemos. Ou pode permanecer aí na sua zona de conforto, na ilusão de que o vento fará a volta e trará brisa para você.

Vários empreendedores evitam novos investimentos, poupam na insegurança ou desempregam importantes colaboradores para economizar salário, mesmo que definhem o negócio. Tem lógica isso? Estão assustados por quê? Os efeitos de cada crise só abalam os fracos de ideias e atitudes, além de alguns desavisados que estavam no lugar errado e na hora errada no momento em que o vento soprou.

Se até o lixo pode ser uma forma de ganhar dinheiro, por que tanto desânimo? Há profissionais, inclusive, que fazem fortuna nessa área ainda pouco explorada. Valioso economicamente falando, mais de 90% do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores organizados ou não, em iniciativas que movimentam esse mercado promissor à medida que cresce a responsabilidade ambiental. Fica a dica!

Fazendo a mesmice, fugindo do problema

Existe uma metáfora que considero muito significativa. Era uma vez uma família que queria assar um pernil de natal, e tudo indicava que ia ficar delicioso. No entanto, o pernil era tão grande e bonito que não cabia na assadeira – nem no forno –, então decidiram cortar a ponta e fazer a receita mesmo assim. Por que cortar a ponta? Porque a assadeira era pequena.

Essa família continuou fazendo essa receita, e lá na frente, na geração dos netos, eles ainda cortavam a ponta do pernil para pôr no forno, e, se qualquer pessoa perguntasse por que preparavam a carne assim, a resposta seria:

— Corto porque minha mãe cortava.

— E por que sua mãe cortava?

— Porque minha avó cortava.

— Mas por quê?

— Porque minha bisavó cortava.

— E por que ela também cortava?

— Porque não cabia no forno.

E o que nós fazemos sobre a crise é exatamente isso. Ou seja, pare de cortar o pernil! Isso é hábito, é fazer a mesmice, é não questionar suas ações na vida.

Porque alguém fez, outras pessoas continuam fazendo sem saber o motivo. A geração seguinte chega e começa a fazer também. É assim com a crise. Por algum motivo, lá atrás, alguém fez essa propaganda enganosa.

Confie em mim quando digo que tudo está na sua cabeça e em seu pensamento. Se você fica pensando que agora está em crise, você trava. Começa a ter medo de qualquer ação, qualquer investimento.

Digamos que você esteja prontinho para fazer o financiamento do carro. Analisa suas finanças, está preparado, tem condições de pagar, mas começa a deixar os medos falarem mais alto: Ah, melhor esperar um pouquinho ou Demitiram na fábrica ao lado; pronto, vou perder o emprego. E, então, você não troca de carro. Como muita gente faz isso, todo mundo começa a ganhar menos dinheiro.

O dinheiro não sumiu. Na minha opinião, ele está só se movimentando, mudou de lugar. A crise é a pior ilusão para quem quer progredir na vida. É o que eu chamo de bruxa. Você nunca viu, não tem noção de como é e vive se escondendo dela – e esse medo pode ser paralisante. Toda vez que embaça um pouquinho a economia, o povo começa a correr do fantasma; e então a catástrofe realmente acontece.

Lá fora, aceita-se tudo

Eu queria que o brasileiro, no geral, fosse mais patriota, acreditasse que vivemos em um país cheio de oportunidades. Contudo, muitos comparam o Brasil com outras potências colocando-o em desvantagem e querem sair do país por causa da crise. Isso é fugir do problema e, pior, das muitas oportunidades.

Experimente provocar um cachorro pequinês. Ele começa a latir. Se você correr, ele vira um leão. Agora, se bate o pé, ele sai correndo para debaixo da mesa. Ele não pode com você. Então, não fuja do problema. Se não se acovardar, ele será menor que a sua fortaleza. Você poderá detoná-lo.

Então, quando se fala em sair do país, da cidade, do trabalho, do negócio, da família por causa de uma crise, lembre-se de que em todo lugar do mundo existem problemas.

Tem gente que vai para o exterior trabalhar feito um condenado, para comer pão com vento e dormir num quartinho de dois metros quadrados. Daí, volta com um dinheirinho para investir em alguma coisa. Será que não arranjaria mais dinheiro aqui do que fora, se também trabalhasse duro e tivesse uma vida humilde? Se ficasse aqui trabalhando com o mesmo afinco que teve no exterior? Por experiência própria, aconselharia a ficar e batalhar em nosso país.

As pessoas que tentam a sorte lá fora aceitam tudo para arrumar dinheiro. Faça isso aqui para ver se não funciona igual. Vale muito a pena gostar de seu país. O que o norte-americano tem que o resto do mundo não tem é patriotismo. Aqui, se você põe uma bandeira na janela, é chamado de bajulador.

Por que não acreditar nas oportunidades do Brasil? É preciso tomar cuidado com essa história de compará-lo com países de estrutura e história completamente diferentes. Vamos usar como exemplo a China, cujo PIB cresceu 7,4% em 2014, enquanto o do Brasil foi 0,1%. No entanto, lá existem mais de 1 bilhão de pessoas sob uma ditadura fortíssima, em que há um pequeno grupo de empresários e dirigentes do governo vivendo no luxo, mas o povo na miséria. Como colocar as duas realidades na mesma balança?

Mesmo assim encontramos várias pessoas com o péssimo hábito de lamentar, lamentar, lamentar. Para esses eternos reclamões da situação do país que me perguntam Como você consegue?, eu queria devolver com outra pergunta:

— Como você não consegue?

— Ah, mas para você é fácil...

Eu nem discuto. Só digo que:

— É fácil mesmo. Porque, para mim, não existe crise.

Quando você entra em uma discussão com um cara negativista – que se faz de vítima e parece cego para o que vai bem –, se aceitar esse tipo de discussão, será tão coitado quanto ele.

Às vezes, o diálogo continua:

— E como é viver sem crise?

Eu respondo:

— Já estou bem grandinho para acreditar em fantasma.

Foco nas preocupações erradas

Para mim, crise é igual a fantasma. Como ela é pintada? É feia ou bonita? Crise é algo que alguns criaram e em que a maioria acredita sem questionar, sem relativizar. Eu já estou grandinho e me recuso a valorizar algo que nunca vi (nem quero). Acredito naquilo que posso tocar. E hoje posso tocar em um monte de coisas boas e belas.

Se os medrosos olhassem bem ao redor, veriam que, mesmo durante períodos que chamam de crise, ninguém para de comer, ninguém para de se vestir, ninguém para em um lugar só, ninguém para de passear, ninguém para de buscar promoções na carreira e moradia melhor...

Quantos entram numa fila para comprar aquele objeto do desejo, seja ingresso para uma partida de futebol, seja um smartphone de última geração. Que crise é essa? Não enxergá-la como oportunidade nos deixa cegos. Por que há tanta cegueira?

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