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A Cozinha Como Espaço Não Formal Do Ensino De Química

A Cozinha Como Espaço Não Formal Do Ensino De Química

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A Cozinha Como Espaço Não Formal Do Ensino De Química

Duração:
235 páginas
3 horas
Lançados:
11 de fev. de 2022
ISBN:
9788591101054
Formato:
Livro

Descrição

A publicação teve como base um trabalho feito com alunos do Ensino Médio no Estado de Sergipe, cuja a Cozinha se torna - não só em um espaço não formal de ensino - mas um laboratório que fundamente os conceitos fundamentais da Química.
Lançados:
11 de fev. de 2022
ISBN:
9788591101054
Formato:
Livro

Sobre o autor


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A Cozinha Como Espaço Não Formal Do Ensino De Química - Michael H. Garcia

Michael H. Garcia

A Cozinha como espaço não

formal de ensino de Química

Nova Friburgo-RJ

Michael H. G. Teixeira Editor

2015

2

3

4

Arte da Capa

Lu Faria

https://www.facebook.com/lu.faria.908

Elaboração e Produção Editorial

Esta publicação está protegida pela Lei nº 9.610, de 19 de

fevereiro de 1998, e sua cópia e reprodução sem a devida

autorização do autor estarão sujeitas às penalidades vigentes.

5

6

Contato do autor

magister.qui@bol.com.br

Sites e blogs do autor

http://magisterquifis.wix.com/mhgt

www.facebook.com/hermannstadtchc

7

8

GARCIA, Michael H. Cozinha como espaço não formal de ensino de

Química. Michael H. G. Teixeira Editor – Nova Friburgo-RJ/

Alphagraphics – Clube de Autores, São Paulo. 2015. 170 pág.

1. Cozinha 2. Espaço não formal de ensino 3. Ensino de Química

ISBN 878-85-911010-5-4

9

10

Dedico este trabalho aos meus alunos do

Ensino Médio dos sertões do Estado de

Sergipe.

"Mesmo com a aridez daquela terra, carrego

seus frutos até hoje (..)"

11

12

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

15

I

Justificativa

16

II

Problemas e Questões Norteadoras.

20

III

Objetivos

21

IV

Hipóteses

22

V

Descrição dos capítulos a seguir

23

CAPÍTULO I: ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE EDUCAÇÃO.

27

1.1

Espaços formais e não formais

29

1.2

A Cozinha como espaço não formal cultural: Para

31

além do aprendizado das Ciências Exatas e

Naturais.

CAPÍTULO II: FENÔMENOS FÍSICO-QUÍMICOS NA

37

COZINHA: DO SENSO COMUM AO SENSO CIENTÍFICO

2.1

Cinética Química na fronteira dos compêndios

48

2.2

Termoquímica: interdisciplinaridade entre a Físico-

56

Química e a Gastronomia.

2.3

Cuidado para não errar o ponto da maionese!

63

Soluções e emulsões na abordagem do cotidiano

2.4

Alfabetização científica, Letramento científico e

68

Enculturação científica.

2.5

Contextualização e transversalidade: conceitos

75

primários.

CAPÍTULO III: QUÍMICA NA COZINHA OU A COZINHA NA

81

QUÍMICA?

3.1

Interdisciplinaridade e metadisciplina: a relação

82

entre a Química e a Cozinha.

13

3.2

Da cozinha tradicional à cozinha molecular: a

94

culinária no rol dos estudos dos fenômenos físico-

quimicos.

CAPÍTULO IV: METODOLOGIA; ABORDAGENS E

99

PROCEDIMENTOS.

4.1

Metadisciplina como método transversal e a

103

vigilância epistemológica.

4.2

Grupo focal na educação química.

106

4.3

Oficinas: " (...)a cozinha na sala de aula ou a sala

109

de aula na cozinha?"

CAPÌTULO V: RESULTADOS E DISCUSSÕES.

119

5.1

As falas dos alunos: o grupo focal pré e pós-

130

oficina.

5.2

As atividades químico-culinárias: A cinética

132

química na ‘cozinha’

5.3

Os efeitos material e imaterial.

137

CONSIDERAÇÕES FINAIS.

143

REFERÊNCIAS.

153

APÊNDICES.

158

Sobre o autor

169

14

INTRODUÇÂO.

tema proposto é delimitado pelo espaço não formal

de educação – a cozinha – que produzirá

O (materialmente e imaterialmente) o dueto ensino-

aprendizagem na disciplina Química para os alunos do 2º ano do

Ensino Médio. O produto material que configura a preparação de uma

mão-de-obra universalmente habilitada para o mercado de trabalho

cada vez mais desigual e competitivo, além de formar cidadãos críticos

e preocupados com a sustentabilidade e a preservação de seu meio

sócio-ambiental. O produto imaterial vem oriundo da reprodução sócio-

ideológica dos sujeitos sociais, ou seja, na materialização de sua

cidadania, em que a Química (e demais disciplinas) possuem já a sua

função social e interdisciplinar que é "[...] a de desenvolver a

capacidade de tomada de decisão, o que implica a necessidade de

vinculação do conteúdo trabalhado com o contexto social em que o

aluno está inserido" (SANTOS; SCHNETZLER, 1996, p. 28).

Sabe-se que o homem – perante a sua natureza teleológica e

de seu papel mater como criador e transformador da matéria –

emprega e fabrica seus instrumentos (ferramentas) e seus meios para

se debruçar sobre uma tarefa milenar e essencial: cozinhar. A

transformação pelo manuseio do fogo tornou a ato de cozinhar, um ato

cultural; por não assim dizer: um ato social.

15

I. Justificativa.

ação teleológica do homem é configurada e

construído de forma interdisciplinar, não monolítico e

A não unívoco desde os primórdios da sociabilidade

humana. Seu meio é metadisciplinar, seu produto é interdisciplinar

(sócio-individual) e sua difusão transdisciplinar (sócio-político ou sócio-

coletivo) (HERMANN, 2009).

Na questão do ensino e da aprendizagem, desde os primórdios

os espaços não formais se configuravam como centros difusores de

conhecimento empírico-prático como oficinas de artesanato, casas de

fundição, alfaiatarias, entre outros. Com o tempo, outros espaços não

formais surgiram como museus, centros de cultura, jardins botânicos,

parques ecológicos, etc. Tais espaços não formais possuem objetivos

pluridisciplinares e interdisciplinares. Segundo Japiassú (1976) a

(super)especialização do sujeito poderia surtir em resultados bastante

favoráveis, pois o torna mais especializado naquela disciplina ou ramo

do conhecimento. Porém, tal (super)especialização poderá fazê-lo

perder a complexidade e a visão totalitária do mundo em que se

insere. Estando, assim, as disciplinas isoladas, sem nenhuma relação

de uma com a outra, bem como seus planos curriculares, recursos

didáticos e objetivos gerais; pensa-se como fazer com que as mesmas

(disciplinas ou ramos de conhecimento) terem um objetivo em comum

a favor do dueto ensino-aprendizagem em um sistema educacional

16

cuja gestão é monolítica e engessada (TEIXEIRA; GUEDES; VIANA,

2013).

Mas antes, precisa-se discutir os conceitos sobre

pluridisciplinaridade, interdisciplinaridade e metadisciplinaridade.

Porém, na constituição deste trabalho de conclusão de curso, fecha-se

momentaneamente com a concepção miltoniana que "[...] para

alcançarmos uma interdisciplinaridade válida precisamos partir de

metadisciplinas, o que nos obriga a nos inclinar diante da história

contemporânea" (SANTOS, 1995, p.696-697).

No entanto, o espaço não formal proposto – a ‘cozinha’ – será

o espaço metadisciplinar, ou seja, o tema transversal proposto,

enquanto a Química – como as demais ciências – seus conteúdos

ministrados dentro dos espaços formais e não formais, torna-se um

campo interdisciplinar por excelência. O senso comum metadisciplinar

é o meio (ou o método) para se chegar a um produto interdisciplinar

através do subsídio do letramento científico (GARCIA, 2010; SANTOS,

1994).

A contribuição central que esta pesquisa poderá trazer, no

sentido de proporcionar respostas (ou novas dúvidas e/ou

questionamentos, segundo a visão das ‘ciências’) às questões

propostas, subsidiando ou ampliando as formulações e mediações

teórico-práticas a essa temática, é colocar através de uma pauta

investigativa e difusora sobre o espaço não formal, empobrecido de

trabalhos, artigos e publicações sobre o assunto já supracitado. A

‘cozinha’ como espaço não formal – desprezado anteriormente, por ser

17

espaço profissional empírico sem relação com as ‘ciências’, que com o

advento de novos incrementos tecnológicos e com a valorização

profissional de seu espaço, o ato de cozinhar a cada momento passa

por etapas consecutivas de letramento cientifico 1 , (MAMEDE;

ZIMMERMANN, 2005).

Porém, pela própria etimologia do verbete letramento, o

mesmo vem de literacy, que pode ser (e foi) traduzido erroneamente

como processo de letrar, o que não é verdadeiro. Literacy, verbete

traduzido em sua essência em português significa enculturar ou

enculturação. O que é mais apropriado para o ato de cozinhar, que

vai além do ‘letramento científico’, pois possui uma carga de culturas,

superstições e histórias que podem ser corroboradas ou refutadas

pelas ‘ciências’. Em um sub-capítulo posterior tais categorias irão ser

aprofundadas (SOARES, 2001; SASSERON ;CARVALHO, 2011).

A pesquisa em si possui uma problematização central e

algumas questões que a norteiam. No que se concerne sobre espaços

não formais de educação, não se pode separar três categorias

importantes nesta análise: pluridisciplinaridade, interdisciplinaridade e

metadisciplinaridade. A interdisciplinaridade possui entrelaçamentos

com as concepções do território sócio-cultural em que se processa

1 O conceito de ‘letramento científico’ surge como uma alternativa ao conceito de

alfabetização científica. Ambos os conceitos se referem à discussão sobre a educação

científica e seus objetivos primordiais. Embora próximos, as duas terminologias possuem

suas diferenciações. A alfabetização se refere às habilidades e os conhecimentos que

constituem a leitura e a escrita no plano cognitivo-individual. O letramento – por sua vez – se

refere às práticas efetivas de leitura e escrita no plano sócio-cognitivo, partindo do

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O que as pessoas acham de A Cozinha Como Espaço Não Formal Do Ensino De Química

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