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Inteligência Emotiva
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E-book189 páginas2 horas

Inteligência Emotiva

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Sobre este e-book

Na escola tradicional um aluno era considerado inteligente quando dominava sem dificuldade os conteúdos e conceitos próprios das diferentes áreas e disciplinas. Mais recentemente, o aluno inteligente foi identificado como aquele que tem um quociente de inteligência (QI) alto, e que portanto, consegue as melhores notas na escola.

IdiomaPortuguês
EditoraBadPress
Data de lançamento17 de jul. de 2019
ISBN9781547598083
Inteligência Emotiva
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Autor

Miguel D'Addario

Miguel D’Addario is Italian, Molise, Colletorto. Born in Buenos Aires. Bachelor's degree in journalism, Master in education Social, Master in sociology and doctorate in communication Social by the University Complutense of Madrid. It has developed its experience in various fields of teaching, from vocational training to the level of University, both in Latin America and Europe. In addition is engineer industrial (UNC), technical superior in equipment industrial, maintenance and management. Educational technicians for all levels have published one hundred books, mostly. His books are in different learning centers and libraries in the world, as for example the University San Pablo of Peru, University Santo Domingo Dominican Republic, Ecuador University of San Gregorio, Universitat de València, Spain’s national library, National library of Argentina, University of Texas, Complutense University of Madrid, University of Toronto, Canada; University of Deusto, University of Illinois, University of Kansas, Libraries of the community of Madrid, Castilla y León, Andalucía, and País Vasco, British National Library, Harvard University, library of the Congress of the United States. PhD and essayist, has received awards and mentions of associations of writers, cultural centers, universities, and related sites. Equally as speaker, lecturer and researcher, in universities, centers educational, public and private. Author of book art: poetry, story and stories. Author of educational books, various levels and topics. Author of books of philosophy, ontology and metaphysics. Author of books of self-help and Coaching. His books are distributed in the five continents, are regular consultation in libraries in the world, and are registered in the catalogues, ISBNs and international bibliographic databases. They are translated into multiple languages and they can be found in the international bookstores, both on paper and in electronic version. ----------------------------------------- Miguel D’Addario es Italiano, Molise, Colletorto y nació en Buenos Aires. Licenciado en Periodismo, Máster en Educación Social, Máster en Sociología y Doctorado en Comunicación Social por la Universidad Complutense de Madrid. Ha desarrollado su experiencia en diversos campos de la docencia, desde la Formación Profesional hasta el nivel Universitario, tanto en Iberoamérica como en Europa. Además es ingeniero industrial (UNC), Técnico superior en equipos industriales, mantenimiento y gestión. Ha publicado una centena de libros, en su mayoría técnicos educativos para todos los niveles. Sus libros se encuentran en diferentes centros de estudios y bibliotecas del mundo, como por ejemplo la Universidad San Pablo de Perú, Universidad de Santo Domingo la República Dominicana, Universidad de San Gregorio de Ecuador, Universitat de Valencia, Biblioteca Nacional de España, Biblioteca Nacional de Argentina, Universidad de Texas, Universidad Complutense de Madrid, Universidad de Toronto, Canadá, Universidad de Deusto, Universidad de Illinois, Universidad de Kansas, Bibliotecas de la Comunidad de Madrid, Castilla y león, Andalucía, y País Vasco, Biblioteca Nacional Británica, Universidad de Harvard, Biblioteca del Congreso de los Estados Unidos. PhD y ensayista, ha recibido premios y menciones de Asociaciones de escritores, Centros Culturales, Universidades, y sedes afines. Igualmente como Ponente, Conferenciante e Investigador, en Universidades, Centros educacionales, públicos y privados. Autor de libros artísticos: Poesía, Cuento y Relatos. Autor de libros educativos, de variados niveles y temarios. Autor de libros de filosofía, ontología y metafísica. Autor de libros de Autoayuda y Coaching. Sus libros están distribuidos en los cinco Continentes, son de consulta asidua en Bibliotecas del mundo, y se encuentran inscritos en los catálogos, ISBNs y bases bibliográficas Internacionales. Son traducidos a múltiples idiomas y pueden encontrarse en los bookstores internacionales, tanto en formato papel como en versión electrónica.

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    Inteligência Emotiva - Miguel D'Addario

    Introdução

    A convivência em um mundo complexo e multicultural é cada vez mais complicada. Nos últimos anos, houve um aumento dos estressores psicossociais nas sociedades desenvolvidas. Entre eles estão as situações de conflito na interação social, com os problemas de convivência derivados delas. Nossa sociedade valorizou por muitos séculos um ideal muito concreto de ser humano: a pessoa inteligente. Na escola tradicional se considerava que um aluno era inteligente quando dominava sem dificuldade os conteúdos e conceitos próprios das diferentes áreas e matérias. Mais recentemente, o aluno inteligente foi identificado como alguém que tem um quociente de inteligência (QI) e que, portanto, obteve as melhores notas na escola. No séc. XXI essa visão entrou em crise por duas razões. A primeira é que a inteligência acadêmica não é suficiente para alcançar o êxito profissional.  A segunda razão é que nem a inteligência garante o sucesso na nossa vida diária, nem o QI das pessoas contribui de maneira determinante em nosso equilíbrio emocional ou em nossa saúde mental, mas sim outras habilidades sociais e emocionais são as responsáveis pela nossa estabilidade emocional e mental, assim como nosso ajustamento social e relacional. Nesse contexto é que a sociedade se pergunta por que as emoções são tão importantes na vida cotidiana. A resposta não é fácil, mas nos tem permitido estar abertos a outros ideais e modelos de pessoas. Nesse momento de crise, já não vale o ideal exclusivo da pessoa inteligente, e é quando surge o conceito de inteligência emocional como uma alternativa à visão clássica.  Este tipo de inteligência é propulsora da reflexão, responsabilidade, liberdade, criatividade, solidariedade e convivência e por isso é necessário ensinar aos alunos a identificar, reconhecer e controlar suas emoções, já que este conhecimento melhorará a capacidade da escola para ensinar, ao mesmo tempo que permitirá aos futuros adultos enfrentar uma sociedade cada vez mais competitiva e menos afetiva, com as consequências sociais de intolerância, incomunicação e desqualificação, que afetam as relações interpessoais e tornam a convivência humana mais difícil a cada dia. Por essa razão, a escola deve promover situações que possibilitem o desenvolvimento das emoções nos alunos, ou seja, ela tem o desafio de ensinar seus alunos a serem emocionalmente inteligentes, fornecendo-lhes estratégias e habilidades emocionais básicas que os protejam dos fatores de risco.

    Princípios da inteligência emotiva

    Historicamente a emoção foi concebida como a antítese da razão. Emoções fortes como o ódio, a raiva e inclusive a paixão eram fatores que podiam romper e desequilibrar as relações dentro da comunidade. Por isso provavelmente se defenderá a educação da razão e a negação das emoções, já que a educação é um mecanismo para a socialização. A racionalidade tem sido exaltada como uma qualidade definidora da raça humana, acreditando que seu empoderamento inevitavelmente levaria ao controle das emoções. Mas o tempo tem demonstrado que a negação da emoção não constitui o caminho mais eficaz para regulá-la e que o intelecto costuma estar mais a serviço das emoções que as emoções a serviço do intelecto. A consideração de que a racionalidade, ou seja, a cognição, é o que nos define como humanos, absorveu a concepção inicial de inteligência, aspecto que também se considerava como eminentemente humano, de modo que a emoção que compartilhávamos com o resto dos animais foi excluída nas primeiras definições de inteligência.  A inteligência é a capacidade de solucionar problemas adaptando-se às circunstâncias. Quando os problemas são de índole emocional, são as habilidades emocionais que devemos pôr em prática para alcançar maiores níveis de satisfação e de desenvolvimento pessoal. Ser emocionalmente inteligente consiste em manter uma relação harmônica entre as emoções negativas como a ira, a frustração, a ansiedade, o ciúmes, o ódio, a frieza, a arrogância, a pena, etc. facilitando a passagem para as emoções positivas, como altruísmo, alegria, generosidade, humildade, tolerância, etc. Por isso, devemos substituir umas pelas outras e expressá-las adequadamente, respeitando nossos direitos e os direitos dos outros. Uma atuação inteligente consiste em saber identificar bem a origem e a natureza das emoções em nós mesmos para poder controlá-las de maneira reflexiva, estabelecendo relações adequadas entre os pensamentos, as emoções e o comportamento, como uma forma de orientar a vida pessoal. No entanto, não há uma concepção unânime do que é a inteligência emocional. As habilidades emocionais podem ser definidas como as capacidades e disposições para criar voluntariamente um estado de ânimo ou sentimento a partir do conhecimento que temos sobre a situação. Portanto, é necessário aprender a atribuir significados emocionalmente desejáveis aos eventos que ocorrem nas relações que estabelecemos com os outros. Desse modo, conhecendo que pensamentos e sentimentos provocam nossos estados de ânimo, poderemos gerenciá-los melhor, para solucionar os problemas que eles geram.

    O desenvolvimento da Inteligência humana

    A palavra inteligência é de origem latina, intelligentĭa, que provém de inteligere, termo composto de intus entre e legere escoger, por isso que, etimologicamente, inteligente é quem sabe escolher. A inteligência permite escolher as melhores opções para resolver uma questão. A palavra inteligência foi introduzida por Cícero para significar o conceito de capacidade intelectual. Seu espectro semântico é muito amplo, refletindo a ideia clássica segundo a qual, pela inteligência, o homem é, de certo modo, todas as coisas.

    A inteligência, igual que a aprendizagem, é um conceito que a psicologia tem tomado emprestado da linguagem corrente e seu conteúdo, inicialmente intuitivo e pouco definido, foi se transformando em função dos estudos realizados.

    Como apontava Kagan (1999), muitas sociedades conceberam a ideia de inteligência para explicar as diferenças óbvias nas capacidades das pessoas de se adaptarem aos problemas que o ambiente lhes apresentava. Mas o estudo da inteligência e aprendizagem como fatores que permitem a adaptação ao ambiente começa a partir da teoria da evolução. Quando Darwin publicou sua obra A origem das espécies, gerou-se um grande impacto na sociedade científica da época e se iniciaram muitos trabalhos para tentar negar ou confirmar sua teoria. Uma das pessoas que mais se impressionaram pelos trabalhos de Darwin foi Francis Galton, quem iniciou uma nova linha de trabalho sobre a herança das características mentais. Galton tentou definir o quê e quais eram as características mentais e como medi-las.  Por esse motivo, dedica-se a desenvolver instrumentos para medir os limites auditivos, a acuidade visual, a visão de cores, a reação temporal, a memória. Para obter os dados cria um laboratório antropométrico e desenvolve conceitos básicos de estatística. Por sua parte, Cattell colabora com Galton promovendo o estudo das diferenças individuais. Tanto Cattel como Galton tentaram medir a inteligência baseando-se principalmente em medidas simples de respostas sensoriais e em tempo de reação. No início do século XX, o Ministério da Educação francês pediu a Alfred Binet que criasse um instrumento para identificar o atraso mental das crianças que necessitavam de educação especializada. Binet cria em 1905 um teste geral de habilidades mentais que incluía tarefas de raciocínio verbal e raciocínio não-verbal, e os resultados eram classificados por idades. Seu teste teve muito êxito, o que incitou a geração de muitos outros instrumentos de características similares. Posteriormente, em 1906 um professor da Universidade de Stanford adaptou o teste desenvolvido por Binet para a população norte-americana e a denominou de inteligência Stanford-Binet. Pensava-se que a inteligência não podia ser considerada uma só habilidade. Por isso desenvolveu-se a análise fatorial, para identificar as habilidades subjacentes à inteligência, a partir da resposta de uma grande amostra da população a um conjunto de itens. Spearman (1927) publicou um livro no qual afirmava que a maioria dos itens dos testes correlacionavam de alguma maneira entre si. Baseando-se nesses estudos, propôs a existência de um fator geral de inteligência que representaria um raciocínio abstrato, que denominava G, e de vários fatores específicos que denominava S. Thurstone (1938), pelo contrário, se opunha à ideia de que pudesse haver um fator geral da inteligência e considerava que existiam habilidades intelectuais independentes. Mediante a análise fatorial de vários testes de inteligência, estabeleceu a existência de sete habilidades mentais primárias: significado verbal, rapidez perceptiva, raciocínio, números, memória repetitiva, fluência verbal e visualização espacial.

    As teorias que apareceram depois tentaram conciliar as duas posições