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Educação física escolar 4.0: o método
Educação física escolar 4.0: o método
Educação física escolar 4.0: o método
E-book311 páginas3 horas

Educação física escolar 4.0: o método

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Sobre este e-book

A Educação em nosso país está doente, desde o ano 2000 o Brasil está entre as últimas colocações no Teste Pisa, avaliação mundial de desempenho escolar organizado pela OCDE, e nada muda.
Vivemos um avanço tecnológico em uma velocidade surpreendente, enquanto estamos estagnados, uma nova visão de educação começa a ganhar corpo, a Educação 4.0, a qual possui como norte formar indivíduos que possuam conhecimentos em diversas áreas de Exatas e de Humanas, com competências que o ajudem a enfrentar os desafios do Século XXI.
A Educação Física regrediu em sua prática na escola, carente e omissa de fundamentações modernas de Fisiologia correlacionadas com a Pedagogia, tornou-se uma sombra pálida quando comparada com os demais setores em que atua. Este livro propõe uma metodologia clara e objetiva, em um planejamento linear do Ensino Infantil ao Ensino Médio. Uma leitura interessante para toda comunidade escolar e a todos que se interessem por educação.
Para uma Escola 4.0 uma nova Educação Física Escolar 4.0.
IdiomaPortuguês
EditoraViseu
Data de lançamento1 de set. de 2019
ISBN9788530011000
Educação física escolar 4.0: o método
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    Pré-visualização do livro

    Educação física escolar 4.0 - Carlos Carvalho

    Convite a mudança

    Colegas profissionais de Educação Física e demais componentes do universo escolar, caso venham a concordar que algo está errado com a educação brasileira, pois é público e notório que estamos nas últimas colocações nas avaliações internacionais desde sempre, e que esperamos ano após ano que ocorra alguma mudança importante vinda de algum órgão oficial e nada muda, compartilho este texto convidando a todos que ainda estão atuando nas escolas a se rebelarem com o estado atual das aulas de Educação Física escolar. Tem-se a percepção de que a Educação Física brasileira é reconhecida e respeitada mundialmente em todos os setores em que atua, exceto na escola. Façamos uma revolução de baixo para cima, partindo de nós professores que estamos à beira da quadra o tempo todo, com trinta a quarenta alunos diariamente.

    Após 30 anos como professor de quadra, milhares de alunos, três graduações e uma pós em Fisiologia do Exercício e, claro, muitas escolas diferentes, como profissional de Educação Física nunca me omiti em fazer valer a aplicação dos conhecimentos que nossa área dispõe em benefício do aluno.

    Após me aposentar, esperei 10 anos para escrever um livro o qual quando comecei como professor sonhava que deveria existir, que pudesse seguir uma diretriz lógica e clara do Ensino Infantil ao terceiro ano do Ensino Médio, que colocasse em prática todos os conhecimentos desenvolvidos na universidade, longe daqueles devaneios teóricos elaborados muitas vezes por pessoas com conhecimentos e títulos à toda prova, mas a maioria, sem a vivência diária nas quadras, que são perfeitos no discurso, mas que quando confrontados com a prática diária, desfiguram totalmente o que deveria ser uma aula de Educação Física escolar.

    Este é um livro escrito por alguém como você, que está o tempo todo com o aluno na quadra. Discuta estas ideias, divulgue aos colegas, se conseguiu um exemplar do livro, comente com outros que tenham interesse em mudar a Educação Física escolar. Devemos estar atentos ao futuro que se aproxima, conhecido como ESCOLA 4.0, para isso, devemos pensar em uma EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR 4.0.

    Professor Carlos Neias Carvalho

    Contato: efescolar4.0@terra.com.br

    Você está preparado para ler este livro?

    Meu caro leitor, não se assuste com o início deste livro, pelo índice já se percebe que tratarei este delicado assunto como uma doença, pois é assim que se encontra a educação em nosso país. Convido o leitor a me acompanhar no diagnóstico da patologia do nosso paciente, nas considerações terapêuticas, em seu tratamento e na cura. Ao final do livro, algumas recomendações de alta do nosso enfermo, para não haver o risco de uma recaída ou recidiva da doença.

    Apesar de a abordagem principal ser a Educação Física escolar, o leitor, ao término do livro, perceberá que os conceitos metodológicos aqui contidos podem perfeitamente servir como linha de condução para qualquer disciplina que compõe a grade curricular de uma escola. Sem ferir a legislação escolar e sem precisar esperar que o governo determine mudanças, estas podem começar com um único professor em sua escola, ou um coordenador pedagógico ou quem sabe um secretário da educação de um município. Seja como for, o que não podemos é continuar reclamando, se lamuriando, sempre apontando culpados abstratos que não levam a lugar algum, sem jamais tentar fazer algo diferente. Não importa qual a sua posição no universo educacional: professor, coordenador, diretor, pai ou mãe de aluno, nossa sociedade se tornou especialista em apontar culpados, desde que sejam os outros, é óbvio, no entanto, é raro em nossa sociedade em vez de apontar erros apresentar soluções, esta é a expectativa deste texto, apresentar uma solução simples, uma metodologia fundamentada em conteúdos técnicos complexos que faz parte do cotidiano do professor, ou seja, para ele, é algo simples e de fácil aplicação, o diferencial está no ordenamento e no sequenciamento correto de forma linear ininterrupto e adequado à idade dos alunos.

    Nosso ponto de partida é a palavra CRÍTICA, com o simples objetivo de ganhar tempo para você, leitor, dependendo de como a pessoa interpreta, interioriza e vivencia este termo, a leitura deste livro será indicada ou contraindicada. É pura perda de tempo a leitura deste livro por pessoas que tenham dificuldades com mudanças, muito menos por aqueles que acham que possuem uma formação acadêmica tão elevada que não tem nada mais a aprender, principalmente se o autor do texto não for de outro país ou famoso (o autor é brasileiro e desconhecido nos meios acadêmicos), também é contraindicado para aquela pessoa que aponta como tudo está errado, na sociedade, na escola e na educação em geral, no entanto, joga lixo pela janela do carro, para em cima da faixa de pedestres, para em fila dupla, para em vagas de idosos ou deficientes, enxerga tudo que há de errado nos outros, mas não tem a mínima capacidade de se autoavaliar e fazer o mea-culpa. Estes exemplos são clássicos de quem tem dificuldade com a crítica, portanto, refratário a novas ideias e mudanças, este será atropelado pelas inovações educacionais que estão surgindo. Por outro lado, se você até o momento não se inteirou em conhecer alguns conceitos atuais da educação como: Educação 4.0, STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), STEAM (Science, Technology, Engineering, Art and Mathematics), Neurociência, Plasticidade Cerebral, entre outros que falaremos no decorrer do texto, este livro se torna extremamente relevante para compreender de onde vem a concepção de educação e escola atuais e para onde estamos caminhando, sendo este livro uma grande proposta de mudança que independe de terceiros, enfim de nenhuma autoridade ou órgão gestor da educação. Basta aplicar a metodologia proposta em sua escola e colher os resultados com a certeza de estar ancorado em pilares pedagógicos e fisiológicos irrefutáveis. Ao analisarmos a palavra crítica, encontraremos basicamente três formas de interpretação pessoal:

    1. Apreciação sobre alguma coisa, avaliação, análise e opinião.

    2. Opinião contrária ou negativa, rejeição, condenação e reprovação.

    3. Capacidade de julgar, critério, ponderação e discernimento.

    Devemos ter muito cuidado com a maneira que lidamos com o exercício da crítica, principalmente ao lidarmos com alunos, e o uso indiscriminado de um termo repetido exaustivamente por educadores como se fosse um mantra, por sinal faz parte das competências exigidas para o aluno do século XXI, que é "desenvolver no aluno o pensamento crítico". Ao olharmos as três formas de interpretação citadas, faça um exercício pessoal com qual delas você se identifica, o resultado dirá muito sobre você.

    Sei que não é a sua postura, caro leitor, porém, lamentavelmente encontramos um grande número de pessoas que se identificam com a forma de interpretação número 2. Na educação, são aqueles professores, coordenadores e diretores que, embora os meios de avaliações internacionais da educação mostrem que há décadas o Brasil permanece nas últimas colocações no ranking mundial, são resistentes às mudanças ou às ideias que divirjam de seus dogmas ou privilégios que porventura tenham, ou seja, estão há anos fazendo a mesma coisa, conhecem os grandes nomes da educação, são capazes de discorrer por horas com profundidade a respeito de determinado autor ou pensador da educação, mas o fato é que o Brasil continua nas últimas colocações na educação mundial. O que dizer daqueles pais que providenciam atestado médico fraudulento para dispensar o aluno das aulas de Educação Física ou de uma prova (deveriam ler um pouco de Rudolf Steiner, faltar com a verdade na frente da criança e depois exigir que ela fale a verdade é no mínimo absurdo), ou que mesmo diante de fatos claros e indefensáveis, sabe que seu filho está errado e, no entanto, desrespeita a autoridade do professor muitas vezes de forma grosseira, reforçando atitudes negativas do filho, depois quando este se torna um adulto desajustado na sociedade, alega com ar de surpresa não saber como o seu filho chegou a esse ponto. Temos também algumas famílias nas quais encontramos aquela posição cômoda em que a escola é quem dá a educação. Não, senhores pais, quem ensina a ser honesto, a dar bom dia, a pedir por favor, a dizer obrigado, a ter disciplina, a respeitar os outros, em suma, a educar, é um privilégio e dever dos pais. Estes conceitos vêm de casa, cabe à escola reforçar a educação que foi dada pelos pais no lar e conduzir o aluno na aprendizagem das matérias do currículo escolar, contribuindo para o seu desenvolvimento intelectual e social.

    Se você, leitor, passou por este áspero primeiro tópico e continua curioso com o livro, seja bem-vindo, prometo que, ao término, sua postura frente à educação não será mais a mesma, a partir de então você saberá exatamente o que deve ser feito com o aluno dentro de uma aula de Educação Física escolar em determinada idade e o porquê, de uma forma clara e simples, sem aquele vocabulário rebuscado, em que o leitor acaba ficando confuso, sem acrescentar nada à sua prática. Um fato angustiante é quando um profissional tem boas intenções, porém não tem certeza se aquela atividade isolada tem pertinência em um todo maior ou simplesmente é prazerosa para o aluno, mas inócua dentro de um contexto mais amplo.

    O que fazer e por que fazer? Esta dúvida e muitas outras serão respondidas até o final da leitura, será proveitoso não só aos profissionais da Educação Física que atuam nas escolas, será útil a todos os educadores que compõem o universo escolar, como também aos pais e aos alunos.

    Um ponto de alta relevância é chamar a atenção aos estudiosos da educação que agora se debruçam em discussões relativas à Educação 4.0, na qual fala-se muito em tecnologias, esquecendo-se que, para um desenvolvimento completo do aluno, são necessários estímulos motores, neurais e emocionais adequados e sequenciados a cada fase do desenvolvimento, que possuam uma fundamentação teórica e prática sólida, ancorada na fisiologia humana e na pedagogia.

    Sem parecer arrogante ou pretencioso, ouso afirmar que a metodologia proposta é fundamental nesta nova educação. Antes mesmo de sua implantação em grande escala, o termo STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), que existe desde meados do século passado e foi desenvolvido por pesquisadores e estudiosos norte-americanos no intuito de formar pessoas com variadas capacidades para executarem as novas demandas do mercado de trabalho, hoje já sofre uma modificação importante com a introdução de Artes em sua composição, a fim de trazer uma nova abordagem para o pensamento científico, já que nesse conceito a Arte engloba a linguagem, o design, a arquitetura, a música, entre outras áreas que permitem a expressão criativa, passando a ser conhecida como STEAM (Science, Technology, Engineering, Art and Mathematics).

    Quem sabe em um futuro próximo esta sigla tenha o acréscimo da Educação Física em sua composição, quando mais pessoas vierem a conhecer os fundamentos científicos e pedagógicos que nela estão inseridos, caso contrário, a tecnologia repetirá com a Educação Física escolar o mesmo erro da Pedagogia ao negligenciá-la, formando uma geração: individualista, indisciplinada, solitária e susceptível a patologias adquiridas por serem sedentárias.

    Introdução

    Seja muito bem-vindo, caro leitor, se você se interessou pelo título do livro e iniciou esta leitura, certamente temos em comum uma grande preocupação não só com a Educação Física escolar, mas com a educação como um todo. Tentarei fazer da sua leitura um ato agradável, apesar de ser em certos momentos altamente técnico, com abordagens de filosofia, pedagogia e fisiologia. Elaborei o texto evitando ao máximo um vocabulário exageradamente tecnicista para que fosse acessível a todos: aos pais, aos professores de Educação Física, aos Pedagogos e a todos que de alguma maneira se interessam pela educação.

    O porquê da abordagem deste tema?

    Este livro tem por objetivo provocar uma reflexão e gerar um debate quanto ao papel que a Educação Física escolar poderia desempenhar não só no contexto educacional atual como também para a nova educação que começa a ganhar corpo, a Educação 4.0 ou Escola 4.0, a qual possui como norte formar indivíduos que possuam conhecimentos de diversas áreas de Exatas e de Humanas, além de prepará-los para se tornarem cidadãos capacitados para os desafios do futuro e para estarem de acordo com as competências exigidas pelo século XXI, como criatividade, autonomia, responsabilidade, pensamento crítico, habilidade para trabalhar em equipe e estrutura emocional para tomar decisões. O leitor será conduzido através de informações técnicas e históricas da educação à percepção do quanto à Educação Física escolar está sendo subaproveitada, assim como também contribuir para esclarecer:

    · Aos pais, o que deveriam esperar e cobrar das aulas de Educação Física que são ministradas aos seus filhos nas escolas.

    · Aos coordenadores pedagógicos e diretores escolares, tornar-se uma fonte de consulta que propicie um mínimo de conhecimento técnico, possibilitando possíveis correções e cobranças na aplicação de um planejamento linear das aulas de Educação Física, do Infantil ao terceiro ano do Ensino Médio.

    · Aos nossos alunos, para que possam usufruir de todas as vantagens fisiológicas e sociais que esta matéria deveria proporcionar.

    · Aos demais colegas de outras disciplinas que compõem a comunidade escolar, para entenderem o papel e a dinâmica desta atividade dentro do contexto técnico da educação, com fundamentos pedagógicos e fisiológicos complexos.

    · Aos colegas profissionais da área de Educação Física, que seja motivo de questionamentos do quanto podemos modificar esta realidade atual. Competência temos, somos reconhecidos mundialmente como profissionais de alto nível na preparação física de nossos atletas, isto é uma realidade nos clubes, nas seleções nacionais e nas academias, somente nas escolas isto não ocorreu, pelo contrário, retrocedeu. Passou da hora de colocarmos em discussão este tema, cabe a nós profissionais iniciarmos o diálogo com a sociedade, esclarecendo os pontos fisiológicos e pedagógicos inerentes à nossa atividade, com todo o conhecimento disponível que hoje dispomos.

    A impressão que temos hoje é que a educação está dissociada da sociedade, quando na realidade ela deveria corresponder às suas necessidades e anseios. Não elevarmos o nível técnico das aulas de Educação Física escolar, é perder a oportunidade de contribuir através da aplicação das bases da fisiologia humana com a melhoria da saúde pública do país, como também ao ganho social que está atrelado a ela, na qual buscamos o aprimoramento dos valores éticos e morais. É pelas nossas mãos que o aluno terá a oportunidade, de forma prática, de interiorizar os conceitos de meritocracia, disciplina, o trabalho em equipe, o cumprimento das regras e o respeito aos colegas, ou seja, as noções básicas de urbanidade e cidadania. Devemos sempre ter em mente que milhões de alunos a partir dos dois aos dezoito anos de idade estarão tendo acesso a estas aulas.

    Após trinta anos atuando em escolas como professor de Educação Física, passei por um grande número de instituições de ensino, atendi a milhares de alunos, de crianças do ensino infantil aos jovens que completaram o Ensino Médio. Isto me deixa à vontade para discorrer sobre a triste realidade que hoje vive a Educação Física escolar na maioria das escolas. Sei que minhas colocações serão alvo de críticas, principalmente de alguns setores corporativistas da Educação, já que estarei apontando os absurdos fisiológicos e pedagógicos que ocorrem hoje dentro da maioria das escolas, especificamente nas aulas de Educação Física, sei também que encontrarei eco em minhas colocações, em um número significativo de profissionais da área, em muitos pais que passarão a enxergar estas aulas de outra maneira, como também em colegas pedagogos, que por atuarem na direção e na coordenação das escolas necessitam ter este embasamento técnico dos pilares de sustentação da Educação Física: a Fisiologia Humana, que obedece a princípios invioláveis de funcionamento e a Pedagogia, desde que respaldada em conceitos fisiológicos.

    É intenção desta abordagem apontar o que está tecnicamente errado ou inadequado, indicando outras opções na forma de atuar e de aplicar a atividade física nas escolas, obviamente apresentando um exemplo de modelo alternativo. De nada adianta postularmos críticas sem apresentarmos soluções que sejam exequíveis, que fujam das elucubrações teóricas que aparentemente enaltecem a erudição do autor do texto, porém continuam sendo teorias, muitas vezes vindas de acadêmicos teóricos puros, que se graduaram e foram sequenciando mestrado e até doutorado, fechando-se em gabinetes onde planejam a Educação Física escolar sem ter a experiência do dia a dia dentro da quadra com trinta a quarenta alunos, sem vivenciar a realidade do ano letivo.

    Terei a preocupação de discorrer o tempo

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