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RISCOS, VULNERABILIDADES E CONDICIONANTES URBANOS

RISCOS, VULNERABILIDADES E CONDICIONANTES URBANOS

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RISCOS, VULNERABILIDADES E CONDICIONANTES URBANOS

Duração:
168 páginas
1 hora
Lançados:
4 de out. de 2019
ISBN:
9788546216307
Formato:
Livro

Descrição

O estudo dos riscos constitui-se em uma área de pesquisa fundamental para o planejamento urbano e para a qualidade de vida. A caracterização das áreas de risco propõe identificar os processos que estão envolvidos em diferentes escalas e contextos. Para tal, urge o uso de vários procedimentos teórico-metodológicos que tratem a totalidade dos fenômenos e como estes se concretizam no espaço vivido. Assim, a formação de áreas de risco em sua totalidade urbana é produzida na fricção de processos da natureza, como os geomorfológicos, climáticos e hidrológicos em conexões com as dinâmicas socioespaciais de desigualdades e injustiças socioespaciais.
Lançados:
4 de out. de 2019
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9788546216307
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RISCOS, VULNERABILIDADES E CONDICIONANTES URBANOS - REINALDO CORRÊA COSTA

2004.

1. ÁREAS DE RISCO EM BACIAS HIDROGRÁFICAS URBANIZADAS

Reinaldo Corrêa Costa

Introdução

O risco tornou-se tema importante não somente no Brasil como em outros países. Por tratar-se de um problema de múltiplas gêneses, interdisciplinar e interinstitucional, é também de difícil solução, o que instaura a utilização do verbo mitigar como usam diversos planos e projetos.

Os conceitos de riscos são utilizados por tratar o evento têmporo-espacial pelo fato consumado e não a partir de sua gênese. Falar dos riscos é referir-se a perdas (sociais, naturais, paisagísticas, econômicas, culturais e patrimoniais entre outros), embora os eventos em si também tenham impactos a diferentes escalas de tempos presentes e futuros. Em muitos casos resumem a acontecimentos calamitosos: a queda de um avião, por exemplo, um terremoto que resultou na morte de milhares de pessoas; tsunamis; entre outros.

Quando se fala em riscos, tem-se esse significado, mas quando se insere os processos e dinâmicas da natureza nesta abordagem, temos então um culpado para os riscos e desastres, uma justificativa para um processo inteiramente comum aos sistemas naturais. Pode-se então adotar a terminologia evento que indica transtorno, processo ou acidentes com dimensões e localização no tempo e no espaço. Mas culpar a natureza, que é comum, principalmente por políticos, é um equívoco.

O Brasil não é um país com as características naturais propensas a eventos como os tsunamis, terremotos catastróficos ou erupções vulcânicas, mas há eventos de categoria hidrológica: inundações, enchentes, alagamentos e movimentos gravitacionais de massa, como deslizamentos, escorregamentos de terra, entre outros. Ressalta-se que o evento natural é normal, o diferencial, por exemplo, em um terremoto ou tsunami, é se há um contingente populacional em risco, como uma cidade, um bairro ou uma vila. Esses tipos de eventos são potencializados e induzidos e trazem vulnerabilidades e perigos para áreas suscetíveis, isto é, sem infraestrutura adequada para a territorialização de atividades (econômicas, domiciliares, culturais, turísticas, entre outras), mesmo a legislação ambiental tendo provido as chamadas áreas de preservação permanente (APPs). Essas características atribuem ao país certa comodidade no tratamento do risco, confere a ele um caráter emergencial no momento da crise, pois em muitos casos as instituições não têm força de vigiar e proteger áreas, a gênese do risco é a fragilidade das instituições, é o viés de agir pós-evento.

Apesar do conhecimento dessa situação, o acréscimo populacional com hiperdiferenças nas infraestruturas em equipamentos públicos urbanos nas grandes cidades é inevitável, os espaços sem infraestrutura e outros com um valor de solo urbano sem condições ou restrições de acesso para os moradores mais atingidos pelo risco, que são os de baixa renda, restando áreas de valor mais baixo, como, por exemplo, as desprovidas de infraestrutura, impróprias como as APPs, isso impacta principalmente os menos favorecidos economicamente que, por esse motivo, procuram estes locais como opção de moradia, exemplificadas por: margens de rios, córregos, igarapés, encostas íngremes com alto grau de suscetibilidade a erosões. E como bem sabido e explorado, esses processos de ocupação trazem consigo impactos, que sem previsão tem consequências irreversíveis, conforme fala Ab’Saber (1994, p. 27), que prever impactos: revela o nível de esclarecimento atingido pela sociedade do país em relação à capacidade de antever quadros futuros da organização espacial de seu território. Estes processos que potencializam a erosividade e erodibilidade (Casseti, 2005; Ab’Saber, 2006) desencadeiam outros como o assoreamento dos leitos e deflagrações de movimentos de massa.

Para identificação das áreas de risco existentes ao longo das bacias hidrográficas urbanizadas, foi utilizada a tabela do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT, 2007) que enfatiza critérios históricos do problema e levantamentos geotécnicos (forma topográfica, sinais de instabilidade, grau de inclinação do terreno, entre outros) e setoriza por grau de impacto os riscos de alagação e deslizamentos em quatro estágios: R1 (risco baixo ou sem risco), R2 (risco médio), R3 (risco alto) e R4 (risco muito alto), o que orienta para a realização de mapas de vulnerabilidades e riscos das bacias hidrográficas conforme mostra a figura a seguir:

Figura 1. Grau de risco setorizado em quatro graus

Fonte: IPT, 2007.

Depois de identificados os graus de risco para os eventos que mais ocorrem na cidade, foram apresentadas características marcantes de cada ponto estudado, em que, além de chegar-se às evidências de que a cidade sofre por falta de infraestrutura, pobreza, é localmente diferente e complexa com segregação social e econômica latente ao longo das bacias. Enfim injustiças

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